segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Lenda de Fausto

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A figura lendária de Fausto aparece no século XVI. As informações são escassas, incompletas e controvertidas. O local de seu nascimento é atribuído a Knittlingen,(Alemanha), onde se encontra o Faust-Museum. Também a data de seu nascimento é controvertida, pois há fontes que afirmam ter acontecido em 1466, outras em 1478 ou em 1480, 1481. Entretanto, há um consenso de que Fausto teria estudado alquimia, astrologia, magia e vidência. Seu desejo maior teria sido abarcar todos os conhecimentos de sua época, invocando Mefistófeles (o demônio ou "o inimigo da luz"), com quem negocia para viver vinte e quatro anos sem envelhecer. Durante esse período, o diabo serviria a Fausto, recebendo sua alma em troca. Ao final desse vinte e quatro anos, seria então levado para o inferno. Mas nesse intervalo de anos, surge, inesperadamente, a figura de Margarida, por quem se apaixona e a quem recorre para salvá-lo do contrato que foi assinado com seu próprio sangue. Seu destino porém, já estava traçado inevitavelmente. A lenda de Fausto é considerada um arquétipo (um modelo, um exemplo)da alma humana, tendo despertado interesses de artistas, músicos, poetas, dramaturgos.

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Ragnarök

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Na mitologia nórdica,
Ragnarök é a batalha que levará ao fim do mundo(de forma semelhante ao Armageddon), na região de Midgard. A batalha será travada entre os deuses ( Aesiris e Vanires liderado por Odin), e as criaturas do caos (os gigantes de fogo, os Jotuns entre outros monstros, liderados por Loki. Esta batalha não levaria apenas à destruição dos deuses, gigantes e monstros: o próprio universo seria despedaçado irreversivelmente em partes. Entre outros acontecimentos profetizados, Fenrir será solto e irá devorar Odin, após um inverno tríplice, com neve caindo dos quatro cantos do céu, ventos cortantes e um sol que não trará mais alegria. Seguir-se-ão mais três invernos e neste tempo, toda sorte de guerra e discórdia se espalhará pelo universo. Estes dois grupos foram rivais desde o início dos tempos, mas os Aesir conseguiram, ao longo de sua existência, prender alguns dos principais gigantes e o próprio Loki, que ficou atado em tortura eterna numa caverna. Mas pela influência das mentiras de Loki, Rune-Midgard começa a sofrer grandes males, como um rigoroso inverno, batalhas e caos entre os seres humanos. O sol e a lua -Sol e Mani- são finalmente consumidos pelos dois lobos místicos, Skoll, perseguidor do Sol, e Hati, perseguidor da Lua (ou Mani). Esses lobos, de acordo com a mitologia, são os causadores dos eclipses solares e lunares. Quando Sol e Mani são devorados pelos lobos, a terra treme, e assim vários seres, incluindo Loki e Fenrir (um de seus muitos filhos, um gigantesco lobo) são soltos, desencadeando o Ragnarök. Os Aesir, alertados, juntam-se aos Einhejar, os valorosos guerreiros mortos, e aos vanir, os espíritos naturais, e rumam ao campo de Vigrid, onde há muito tempo havia sido predito que a última batalha tomaria forma. Surt, por sua vez, liderará as tropas dos filhos de Musphelhein lançando fogo nos nove mundos. A horda marchará pela ponte do arco-íris, Bifrost que quebrará sob os cascos dos cavalos. De um lado, os Aesir, Vanir e Einhejar, e do outro os gigantes, o exército de mortos de Hel (deusa do submundo) e Loki e seus seguidores. Uma grande batalha acontece, marcando o fim dos deuses e dos gigantes: Odin é morto por Fenrir, que o fere mortalmente; Thor mata Jomungard, a serpente gigante que habita os mares de Midgard, mas é envenenado por ela; Loki é morto e mata Heimdall, um dos mais valentes Aesir, Tyr o mais corajoso deus que ousou botar a mão na boca de Fenrir, fora morto por Garm o lobo guardião do lar de Hel (também filha de Loki). O céu escurece e as estrelas caem em Midgard, que é consumido pelo fogo e depois tragada pelo mar. Pouco dos antigos Aesir sobrevivem, e o Ragnarök destrói também Midgard. Das ruínas da batalha, um novo sol subirá aos céus, e uma nova terra se erguerá dos mares. Lif e Lifthrasir, os dois únicos humanos sobreviventes, que se esconderam sob as raízes de Yggdrasil a árvore que sustentava os nove mundos, repovoarão o mundo, agora livre de seus males, num tempo de harmonia entre deuses e homens.Ao contrário do Armagedon e do Apocalipse, o Ragnarök é um ciclo, de forma que, após a destruição completa do Universo, tudo se reconstrói para passar por um próximo Ragnarök.

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Sleipnir



Na Mitologia Nórdica, Sleipnir é a montaria mágica de Odin. O lendário corcel de oito patas é o ser mais rápido entre os planos. O seu nome significa suave ou aquele que plana no ar. Ele também é associado com as palavras esguio e escorregadio.
Thor, O Matador de Gigantes, estava longe de Asgard, matando gigantes no norte, quando um hrimthurs (é qualquer uma das tribos especiais dos Gigantes feitos de gelo e que habitavam Niflheim, uma região de frio eterno) disfarçado como um humano pedreiro, ofereceu-se para reconstruir a muralha em torno de Asgard em troca do sol, da lua, e da deusa Freya. Os deuses aceitaram, pensando que seria um bom negócio, uma vez que parte da muralha já estava caindo aos pedaços. Além disso, o gigante precisaria completar o seu trabalho em apenas seis meses, pois Thor retornaria no final deste prazo e o mataria. O gigante fez somente uma pergunta: poderia usar o seu garanhão (cavalo) cinza, Svadilfari (traduzindo, "escravo", ou possivelmente "condenado"). Loki rapidamente aceitou o acordo, antes que qualquer outro deus pudesse fazer uma objeção. Usando o garanhão, o gigante começou a construção da muralha, e receberia o sol, a lua e Freya. Os deuses, vendo isso, ficaram furiosos com Loki, e disseram que, caso eles perdessem, o torturariam eternamente (o que aconteceu de outra forma). Então, enquanto Svadilfari estava carregando o último tijolo para completar a muralha, Loki transformou-se em uma linda égua branca, e atraiu o garanhão para longe, irritando o gigante, que começou a destruir a muralha de tanta raiva. Assim, enquanto destruia a muralha, Thor apareceu e esmagou o gigante com o seu martelo Mjolnir Loki, mais tarde, deu à luz Sleipnir, a montaria de Odin, que é descendente do garanhão cinza Svadilfari e Loki enquanto "ele" era uma linda égua branca.
De acordo com a Edda em prosa, Loki retornou à Asgard e deu à luz o cavalo de oito patas para Odin dizendo a ele que o cavalo era o mais ágil na Terra e levaria Odin sobre o mar, através dos céus e até à terra dos mortos. De acordo com Sigrdrífumál na Edda poética, Sleipnir possuia r
unas esculpidas em seus dentes.


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sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Roubo do martelo de Thor

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Segundo a lenda, um dia Thor percebeu que seu martelo fora roubado, e ele mandou Loki descobrir o que tinha acontecido. Loki emprestou de Freya a forma de falcão e começou a procurar. Finalmente, descobriu que o gigante Thryn tinha escondido o martelo no fundo da terra, e se recusava a devolvê-lo aos deuses, a menos que lhe oferecessem Freya como esposa. Essa mensagem causou a maior consternação em Asgard e deixou Freya tão furiosa que ela partiu em pedaços seu famoso colar.

Mas Heindall sugeriu um plano para recuperar o martelo, sem que Freya corresse riscos. Thor usaria vestes de noiva e iria até Jotunheim no lugar de Freya, acompanhado por Loki, disfarçado de dama de honra. A princípio, Thor achou a idéia de um disfarce indigna, mas Loki o lembrou de que sem o martelo não haveria esperança para Asgard. Trovões e relâmpagos cortavam as montanhas enquanto os dois seguiam na biga de Thor e quando entraram em Jotunheim foram calorosamente recepcionados.
Durante a festa, o plano quase foi descoberto por causa do apetite voraz da noiva, mas Loki rapidamente explicou que o motivo de Freya poder comer um boi e oito salmões era que seu ardente anseio pela cerimônia de casamento a deixara em jejum por oito noites.
Quando Thryn tentou beijar a noiva, ficou aterrorizado ao vislumbrar os terríveis olhos incandescentes sob o véu, mas Loki explicou que Freya não dormia havia oito noites, tão intenso era o seu desejo de ir a Jotunheim. O tormento de Thor chegou ao fim quando o martelo foi finalmente trazido de presente ao futuro casal e colocado sobre o colo da noiva. Quando Thor pôs as mãos sobre o martelo, não tardou muito para que Thryn e todos os que estavam reunidos para a cerimônia fossem destruídos. Ele e Loki retornaram a Asgard, triunfantes!


Jormungand

Loki uma vez casou-se com a giganta Angrboda. Da união com Angrboda nasceram Fenrir, um lobo gigantesco com força extraordinária; Jormungand (ou Jormungandr), uma serpente gigante e Hel, a rainha do Reino dos Mortos. Odin, o pai dos deuses, os pegou e levou para sua fortaleza, temeroso do que eles pudessem fazer. Decidiu ele atirar Jormungand (que significa serpente lobo) em Midgard, ou seja a Terra. Caindo no oceano, lá ela ficou, sem que ninguém ousasse incomodá-la… Cresceu cada vez mais, tanto que seu corpo dá a volta ao mundo… Os marinheiros a chamaram de serpente de de Midgard, a serpente que mora na Terra, o local entre a morada dos deuses e a terra dos mortos. Uma vez a serpente foi transformada em gato gigante pelo rei gigante Utgarda-Loki, e o mesmo desafiou Thor a levantá-la. Ele tentou, mas o máximo que conseguiu foi erguer o gato o bastante para tirar uma de suas quatro patas do chão, mesmo assim o gigante reconheceu que foi um grande feito. Segundo o poema escandinavo Edda, quando chegar o Ragnarök ela será cuspida do mar de volta à terra, onde vai envenenar os céus. Thor vai acertar sua cabeça com seu martelo, mas antes de morrer, Jormungand vai cuspir veneno no deus do trovão, que vai caminhar exatos nove passos e morrer.

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Valhala

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Valhala, Valhalla ou Walhala (há, ainda, quem use a forma original, Valhol) na mitologia nórdica ou escandinava é o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha. Odin teria ouvido que matariam todos os seus filhos e demais guerreiros. Curioso e precavido, achegou-se a deusa da sabedoria, um oráculo, que não quis lhe revelar a veracidade do boato. Insistente, Odin teria a seduzido, resultando em nove filhas conhecidas como valquírias. Odin, então, ordenara a uma delas, que foi incumbida de construir e organizar um palácio mágico, Castelo de Valhala, em Asgard(a terra dos deuses nórdicos), para onde seriam enviados todos os guerreiros mortos em batalha, chamados Einherjar. Metade das almas dos guerreiros passariam, então, os seus dias a treinarem-se em combates, desfrutando grandes banquetes e orgias a noite. A condição imposta seria a de proteger o castelo. Elas formariam um exército ("Exército das Almas Vivas"), invencível até ao advento do Ragnarök, quando combateriam ao lado de Odin. Com a chegada da noite, metade das almas seriam reconfortadas com as mesmas refeições dos deuses. A outra metade seguia para Folkvang, o palácio de Freya.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

As Valquírias

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São os espíritos femininos chamados de Valquírias, que aguardam os guerreiros em Valhala (morada de Odin); e nenhuma descrição dos Deuses da batalha estaria completa sem elas. Nas descrições dos poetas, elas aparecem como mulheres usando armadura e montadas em cavalos, passando rapidamente acima do mar e da terra. Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhala. Às vezes, porém, as Valquírias são retratadas como as esposas de heróis vivos. Supostamente, as sacerdotisas humanas se transforma­riam em Valquírias, como se fossem as sacerdotisas de algum culto. Reconhecemos algo semelhante às Norns, espíritos que decidem os destinos dos ho­mens; as videntes, que eram capazes de proteger os homens em batalha com seus encantamentos; aos poderosos espíritos femininos guardiões apegados a certas famílias, trazendo sorte a um jovem sob sua proteção; e até a certas mulheres que se armavam e lutavam como homens, das quais existe alguma evidencia histórica nas regiões em tomo do Mar Negro. Pode também haver a lembrança das sacerdotisas do Deus da guerra, mulheres que presidiam os ritos sacrificais quando os prisionei­ros eram condenados à morte apos a batalha. Aparentemente, desde tempos remotos, os germanos pagãos acre­ditavam em ferozes espíritos femininos seguindo os comandos do Deus da guerra, espalhando a desordem, participando de batalhas, agarrando e talvez até devorando os mortos.

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Njord


Njord
da Raça do Vanir, contraposto a dos primitivos Aesir, dos quais Odin era o líder. Njord era o Pai de Freya a deusa do amor, e de Freyr deus da fertilidade; e Njord era o deus do Mar. É o protetor dos pescadores e dos caçadores que, em sua honra, construiam pequenos altares nas falésias e nas florestas, onde depositavam parte do que conseguiam pescar ou caçar. Era visto como um deus pacífico. Njord casou com Skadi, deusa do Inverno e da caça, que o escolheu devido aos seus pés. Skadi escolheu o seu marido observando os pés dos deuses, sem lhes ver a cara, e começou a procurar os pés mais limpos e bonitos, e escolheu os de Njord, porque seus pés sempre estão limpos por causa da água do mar. Njord e Skadi não tiveram um casamento feliz, e logo se separaram, pois skadi como uma deusa das montanhas não conseguia viver nas costas oceanicas assim como Njord não conseguia viver nas montanhas, com a constante mudança foram criadas as estações do ano.

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sábado, 22 de maio de 2010

Hela

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Na mitologia nórdica, Hel, Hela ou Hell é filha de Loki e da gigante Angrboda irmã mais nova de Fenrir e da serpente de Midgard. A serpente de Midgard foi banida por Odin para o mar que cerca a Terra, mas a fera cresceu tanto que podia se colocar à volta do mundo e tocar na própria cauda. Lobo Fenris foi preso com uma corrente feita pelos espíritos da montanha, chamada Gleipnir. Hel foi banida por Odin para o mundo inferior que recebeu seu nome, Helheim, que fica nas profundezas de Niflheim. Helheim fica às margens do rio Nastronol, que equivale ao rio Aqueronte da mitologia grega. Lá, recebeu o poder de dominar nove mundos ou regiões, onde distribui aqueles que lhe são enviados, isto é, aqueles que morrem por velhice ou doença. Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. Hela podia ser facilmente reconhecida, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrivel em decomposição. A personalidade de Hel difere das dos deuses do mundo inferior das demais mitologias: Ela não é boa e nem má, simplesmente justa. O termo inglês Hell (Inferno em português) origina-se do nome desta deusa.


Heimdall

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Na mitologia nórdica,
era o vigia e guardião da "Bifrost", ponte do arco-íris (a ponte que conduzia a Asgard) e dos deuses. Não se sabe ao certo de quem ele é filho, alguns acreditam que seja filho de Gigantes, e outros, que seja filho das nove filhas de Aegir com Ran. Tinha a visão e a audição extremamente apuradas, sendo até capaz de escutar o crescer da lã da ovelha e o das ervas. Nunca dormia. Era seu dever avisar quando os inimigos dos deuses atacassem soprando a corneta
Giallarhorn, que podia ser ouvida em todo o mundo. De acordo com o Canto de Rig, ele se tornou o pai da humanidade ao criar as três classes sociais: Karl, Jarl e Thrall. É o deus das estratégias, possuía um olhar mais aguçado do que o de um falcão e uma visão noturna melhor do que a da coruja. Estava destinado a defrontar e matar Loki na batalha de Ragnarök, morrendo depois por causa dos seus graves ferimentos.
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Freya

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Freya é a Deusa-Mãe da dinastia de Vanir na mitologia nórdica. Filha de Njord e Skade (Skadi), o deus do mar e irmã de Freyr, ela é a deusa do sexo e da sensualidade, fertilidade, do amor, da beleza e da atração, da luxúria, da música e das flores. É também a deusa da magia e da adivinhação da riqueza (as suas lágrimas transformavam-se em ouro) e líder das Valquírias (condutoras das almas dos mortos em combate). De carácter arrebatador, teve vários deuses como amantes e é representada como uma mulher atraente e voluptuosa, de olhos claros, baixa estatura, sardas, trazendo consigo um colar mágico, emblema da deusa da terra. Diz a lenda que ela estava sempre procurando, no céu e na terra por Odur (deus responsável por guiar a carruagem do dia, que anda pelos céus), seu marido perdido, enquanto derramava lágrimas que se transformavam em ouro na terra e âmbar no mar. Na tradição germânica, Freya e dois outros vanirs (deuses de fertilidade) se mudaram para Asgard para viver com os aesirs (deuses de guerra) como símbolo da amizade criada depois de uma guerra. Ela usava o colar de Brisingamen, um tesouro de grande valor e beleza que obteve dormindo com os quatro anões que o fizeram. Ela compartilhava os mortos de guerra com Odin. Metade dos homens e todas as mulheres mortos em batalha iriam para seu salão Sessrumnir. O seu nome tem várias representações (Freia, Freja, Froya, etc.) sendo também, por vezes, relacionada ou confundida com a deusa Frigga, mas ela também foi uma grande fiandeira na antiguidade. Freya também tinha uma suposta paixão pelo deus Loki, o deus do fogo.

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Freyr

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Frey, ou Freyr é filho de Njord e irmão de Freya, e está casado com a gigante Gerda. É um deus representado como belo e forte que comanda o tempo e a prosperidade, a fertilidade, a alegria e a paz. É o deus chefe da agricultura. É o patrono da fertilidade, o soberano dum país chamado Álflheimr, reino dos elfos da luz (ljósálfar), que são os responsáveis pelo crescimento da vegetação. O Skirnismál (“A Balada de Skirnir”) nos informa que Frey é filho de Njörðr (Njord), o deus da fertilidade. É portanto um deus dos Vanir. Seu cavalo salta qualquer obstáculo e a sua espada mágica, forjada por anões, move-se sozinha nos ares desferindo golpes mortais, mesmo se for perdida em combate. É senhor de um javali de ouro chamado Gulinbursti, criação dos anões Brokk e Sindri, que conduz um carro como se fosse puxado por cavalos, e cujo brilho reluz na noite. Tem também um navio, Skidbladnir, que é tão grande que nele cabem todos os deuses, mas pode ser dobrado e guardado na algibeira. É uma das mais antigas divindades germânicas junto com Freya e Njörðr, e seu nome significa “senhor". Apesar de ser um deus pacífico, Frey está destinado a lutar contra Surtur ( também conhecido como Surt, o gigante que guarda Musphelhein, o reino do fogo) na batalha de Ragnarök. Nesta luta não poderá utilizar a sua espada mágica, porque a deu ao seu escudeiro, Skirnir.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Loki

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Loki é um deus ou um gigante da mitologia nórdica. Deus do fogo, da trapaça e da travessura, também está ligado à magia e pode assumir formas de vários animais - exceto de aves - e de ambos os sexos. Ele não pertence aos Aesir embora viva com eles. É frequentemente considerado um símbolo da maldade, traiçoeiro, de pouca confiança; e, embora suas artimanhas geralmente causem problemas a curto prazo aos deuses, estes frequentemente se beneficiam, no fim, das travessuras de Loki. Ele está entre as figuras mais complexas da mitologia nórdica. Ele possui um grande senso de estratégia e usa suas habilidades para seus interesses, envolvendo intriga e mentiras complexas. Sendo um misto de deus e gigante, sua relação com os outros deuses é conturbada. Entretanto, ele é respeitado por Odin, de quem é irmão de sangue. Ele também ajuda Thor a recuperar seu martelo Mjölnir roubado pelos gigantes, obtém alguns dos artefatos mais preciosos dos deuses - como a própria Mjölnir, a lança de Odin, Grugnir, os cabelos de ouro de Sif e o navio mágico de Freyr, Skidbladnir. As referências a Loki estão no Edda em verso, compilado no século XIII a partir de fontes tradicionais, no Edda em prosa e no Heimskringla, escrito no século XIII por Snorri Sturluson. Ele também aparece nos Poemas rúnicos, a poesia dos escaldos e no folclore escandinavo. Há teorias que conectam o personagem com o ar ou o fogo, e que ele pode ser a mesma figura do deus Lóðurr, um dos irmãos de Odin. O compositor Richard Wagner apresentou o personagem com o nome germânico Loge em sua tetralogia de óperas Der Ring des Nibelungen. Entretanto, essa variação do nome na realidade diz respeito a outro personagem nórdico, o gigante de fogo Logi, o que reforça sua relação com o fogo. O primeiro casamento de Loki com a giganta Angrboda gerou três criaturas monstruosas, assustadoras e maléficas: Fenrir, o lobo, Jormungand, a grande serpente e Hel, a deusa parcialmente decompesta do mundo inferior. Ele teve dois filhos, Vali e Narvi, de um segundo casamento. Sua esposa é Sigyn, que permaneceu leal a ele até mesmo quando foi punido pela morte de Balder. No momento da prisão de Loki, Vali foi transformado em um lobo que matou Narvi. Os intestinos do homem morto foram usados para amarrar Loki - pelos ombros, cintura e calcanhares - a três imensas rochas dentro de uma caverna, sob a boca de uma serpente gigante, que gotejava veneno. O veneno foi pego por Sigyn com uma espécie de cantil.

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Loki esperou na caverna pelo Ragnarök, o fado dos deuses. O destino de Loki seria liderar o exército do mal na batalha final com os deuses, na qual ele seria morto por Heimdall.
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terça-feira, 18 de maio de 2010

A Dama do Lago

Dama do Lago (Nimue ou Fada Viviane como é mais conhecida) é, de acordo com a lenda, uma das sacertotisas de Avalon ou até a mais importante delas. Filha de Diana, a deusa dos bosques e irmã mais velha de Igraine a fada tinha a missão de proteger e entregar a espada mágica do Rei Arthur a sagrada Excalibur. Ela foi morta por Balim, irmão de criação de seu filho Balam, enquando estava na comemoração de Pentecostes para pedir ao rei mais uma vez que ele fosse fiel às suas promessas sobre os antigos povos. Lancelot matou Balim em vingança da morte da mãe. O corpo da Dama do Lago não foi levado até Avalon para a despedida das outras sacerdotisas, e sim a Glastonbury,por ordens de Artur. Diz a lenda que a Dama do Lago raptou o pequeno Lancelote e o levou para viver com ela em seu palácio sob as águas. Ali se encontravam Boores e Lionel, primos de Lancelote. A Dama criou os três meninos como se fossem seus filhos. Lancelote cresceu sem conhecer sua verdadeira identidade, que sua mãe adotiva só lhe revelou quando fez 18 anos. Nesse momento, a Dama do Lago levou Lancelote a Camelot para ser armado cavaleiro e é ela quem, contrariando a tradição, impõe as armas a seu filho em frente ao rei Artur. Ela acompanhou as aventuras de Lancelote e contribuiu com sua magia para o êxito de várias delas. Na obra de Troyes, entrega-lhe um anel mágico que o protege de qualquer encantamento. A Dama é explicitamente descrita como uma fada (fay) e se menciona pela primeira vez o caso de amor entre ela e o mago Merlin.Ela é responsável pelo desaparecimento do mago ao encerrá-lo por toda a eternidade em uma gruta, aproveitando-se de sua influência sobre o mago enamorado.
O pai da Dama do Lago, Viviane, é Dyonas ou Dionás, cavaleiro da corte do Duque de Borgonha, seu sogro. Dionás tornou-se amigo da deusa Diana, que lhe deu um presente especial: que sua filha seria amada pelo mago mais poderoso do mundo. O Duque presenteou Dionás com a floresta de Briosque, onde Viviane nasceu. Merlin ensinou à Dama seus segredos em troca da promessa que esta lhe fez de que, em troca, ela lhe entregaria seu amor. Apesar disso, Viviane aproveitou o conhecimento desses segredos para aprisionar Merlin. O mago já havia visto seu próprio destino, mas não foi capaz de evitá-lo.

A Dama do Lago chega à corte de Artur para presenteá-lo com a espada Excalibur e exigir a cabeça de Sir Balin, antigo inimigo de sua família. Sir Balin descobre a identidade da Dama e a decapita, desonrando a corte de Artur. No final da obra, Sir Bedevere, outro cavaleiro da Távola Redonda, lança Excalibur à água e uma mão surge da superfície para recebê-la. A mão aparentemente pertence à Dama do Lago.Em algumas versões, a Dama deu a Artur a escolha entre uma taça, uma lança, um prato e uma espada, como símbolo da união de Camelot com Avalon. Depois que Artur escolheu Excalibur, foi criada para a espada uma bainha com o poder de impedir seu portador de derramar uma só gota de sangue.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Caldeirão de Clyddno Eiddyn




Na época em que o lendário Rei Arthur, andava sobre a terra, no obscuro século V, Merlin, amigo e antigo tutor deArthur, acreditava em uma lenda (ou história verídica). Na Dumnonia o maior reino da Britânia (atual Inglaterra), Merlin convocou guerreiros e, a partir de suas terras ( Avalon ou Ynys Wydryn) partiu em busca dos artefatos citados nessa lenda para expulsar os invasores saxões do leste da Britânia e também os cristãos, que ele tanto odiava e ameaçavam a antiga religião dos deuses britânicos. Essa é a lenda dos Treze Tesouros da Britania: eram objetos normais, dados pelos deuses britânicos aos humanos em tempos antigos. Dizia a lenda que os tesouros reunidos teriam o poder de trazer os deuses antigos para junto dos humanos, porém nenhum dos doze tesouros tinha real importância caso Merlin não possuísse o mais poderoso tesouro: o Caldeirão de Clyddon Eidin.Doze dos tesouros foram encontrados e reunidos. Faltava o décimo terceiro, o caldeirão de Clyddno Eiddyn. O poderoso caldeirão não poderia ser encontrado por um cavaleiro, e sim por uma virgem. Para cumprir a missão, Merlin lançou mão da mais bela das suas sacerdotisas, Nimue, por quem nutria uma grande paixão.Diante do caldeirão, Merlin confidenciou à amada, que de dentro dele viria a porção da vida eterna. Fascinada pela promessa, Nimue aprisionou Merlin em um carvalho, roubando-lhe tão precioso objecto. A bela amante do mago desapareceu, levando o caldeirão. Preparou nele todas as porções mágicas que aprendera com o mestre. Na ilusão de que alcançaria a beleza e juventude eterna, atirou-se ao caldeirão, morrendo escaldada. Ao se libertar da prisão do carvalho, Merlin procurou em vão, pelo caldeirão mágico. Reuniu os mais valentes dos cavaleiros britânicos, mas jamais encontrou tão poderoso talismã. A busca dos guerreiros pelo caldeirão provavelmente tenha inspirado as lendas cristãs sobre os cavaleiros da távola redonda e sua busca pelo Santo Graal. Há quem faça uma analogia direta entre o caldeirão e o Graal, atribuindo a eles as mesmas propriedades (entre elas prolongamento da vida), sendo o primeiro a versão celta e o segundo a versão cristã da mesma lenda.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Titãs

Na árvore genealógica dos deuses, os titãs – que eram 12 – aparecem como descendentes de Urano, relativo ao céu, e Gaia, que representa a terra. A nomenclatura titã é masculina e a feminina é titânide. Eles foram os antepassados dos deuses olímpicos dos seres mortais. Alguns exemplos de titãs são Oceanus, Céos e Cronos. O primeiro é referente ao rio que circundava o mundo; o segundo é o representante da inteligência e o último foi quem tirou Urano do trono, tornando rei dos titãs. E entre as titânides estão Reia, que juntamente com Cronos, seus irmão, tornou-se rainha dos titãs, Tétis – representante do mar – e Mnemosine, que personifica a memória, além de ser mães das Musas (outras entidades mitológicas; são nove) com Zeus. Dessa primeira geração de titãs surgiram outros, que foram provenientes da união entre titãs e tinânide. Na mitologia grega a união entre irmãos e parentes era um ato comum. Exemplos desses matrimônios foram Helios (o sol), Selene (a lua) e Eos (a aurora), frutos da junção entre Téia e Hipérion. E o casal que recebe maior relevância entre os titãs na mitologia grega foram Reia e Cronos, que geraram seis filhos, dentre eles Hera, deusa rainha do Olimpo, Posêidon deus dos oceanos e Zeus, deus supremo, pai de todos os deuses do Olimpo. Relacionada a Cronos existem histórias bastante curiosas, uma delas diz respeito à sua responsabilidade, a mando de sua mãe, Gaia, em decepar os órgãos genitais de seu pai, Urano, para que este se afastasse da representante da terra, Gaia. Outra delas é em relação a seus filhos, dos quais ele tinha medo, achando que pudessem desafiá-lo tendo com disputa o poder do mundo, pertencente a ele. A partir desse receio, Cronos engolia toda sua prole. Deste fim, seu único filho que conseguiu fugir foi Zeus, com a ajuda da mãe, Reia. Depois de adulto, Zeus resolveu recuperar seus irmãos que tinham sido engolidos pelo pai, a quem deu uma poção que fez com que ele vomitasse os filhos que estavam dentro de si. Com a ajuda dos irmãos, Zeus enfrentou Cronos – seu pai – e outros titãs numa guerra sangrenta que teve o deus olímpico como vencedor, que se tornou o chefe de todos os deuses do Olimpo.

Cronos devorando seu filho, Posêidon.(Pintura de Peter Paul Rubens, 1936)

Cabeça de Titã, Museu Arqueológico. Nacional Athenas

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Avalon

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Avalon, a terra dos Deuses, a ilha das maçãs... Reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de suas desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver. Conhecida como Tir na nÓg - Ilhas Afortunadas, a Terra da Eterna Juventude, a Ilha das Mulheres, local onde a doença e a morte não existem. O Outro Mundo celta é descrito como um local paradisíaco, habitado por Deusas e Deuses, heróis e heroínas, conhecidos, também, através do mito irlandês de Oisín, um dos poucos mortais que ali viveram, e o seu relacionamento com a bela Niamh dos cabelos de ouro. Um lugar de eterna beleza e felicidade, onde a música, a dança, a vida e todas as atividades prazerosas se reuniam. Este Outro Mundo é Avalon, associada aos seres mortais e imortais, como os Tuatha Dé Danann, Arthur e seus companheiros, Morgana, Nimue e Merlin, o mago. A Terra da Promessa, espécie de paraíso celta, às vezes chamado Emain Ablach, nome no qual se encontra o termo que designa as macieiras, o que remete para a ilha de Avalon da lenda arthuriaria. A maçã representa a imortalidade, o conhecimento e a magia. Existem vários relatos referentes a sua simbologia e às viagens célticas, conhecidas como Immran, ao Outro Mundo, supostamente, uma realidade contígua à realidade comum. Avalon também recebe o nome de Ilha Afortunada, pois suas colheitas são fartas e abundantes. Diz a lenda que, era governada por Morgana e suas nove irmãs, sacerdotisas guardiãs do caldeirão do renascimento, símbolo da Deusa Mãe, capaz de curar todos os males. Além de evocar as brumas para adentrarem à ilha encantada. Avalon está associada a Caer Siddi (Fortaleza das Fadas), o Outro Mundo ou Annwn, a Terra da Eterna Juventude. Ilha feérica, onde apenas o povo das fadas e os nobres cavalheiros de alma pura podiam adentrar. Avalon, a lendária ilha, onde Excalibur, a espada do Rei Arthur, foi forjada e para onde o próprio rei tinha voltado vitorioso depois da sua última batalha, para ser curado de um ferimento mortal. A ilha sagrada é regida por Morgana, sacerdotisa e feiticeira, rodeada por nove donzelas sacerdotisas, responsável pela cura de Arthur.

Sendo um lugar misterioso e sobrenatural, associada a Glastonbury, Avalon é a ilha onde Arthur permanece vivo, através de artes mágicas, esperando a hora do regresso. Quando, em 1191, os monges de Glastonbury encontraram a suposta sepultura de Arthur, no cimo de um pequeno monte, que dantes se encontrava circundado de água, disseram ser este o local da mítica ilha de Avalon. A inscrição no túmulo dizia:

"Aqui jaz, enterrado na Ilha de Avalon, o conhecido Rei Arthur".
Em uma posição de poder e conhecimento, Morgana confere às mulheres uma importante retomada de sua posição forte no culto às Deusas. O mosteiro de Glastonbury tinha a tradição de ter sido fundado por José de Arimatéia, que contam, teria trazido o Santo Graal para as Ilhas Britânicas e por isso era um lugar ligado à busca do Graal, entre outras lendas.


O Rei Arthur

Segundo os fundamentos básicos de sua história, Arthur ascende ao trono após a Grã-Bretanha ser invadida e ter o seu rei deposto. Uma profecia dizia que o único homem que poderia retomar legitimamente o trono seria aquele capaz de retirar uma espada de uma rocha antiga. Um dia, um jovem forasteiro subiu na rocha e retirou a espada sem nenhum esforço. Os camponeses comemoraram, pois finalmente teriam um novo rei.
Em algumas histórias, a espada que Arthur retira da rocha é Excalibur. Em outras, ele ganha Excalibur de uma mulher conhecida como a
Dama do Lago, uma ninfa misteriosa associada à ilha mágica de Avalon. Arthur entra no lago em uma barcaça e a dama (chamada por diferentes nomes, desde Nimue até Viviane, dependendo da versão) levanta sua mão de dentro do lago segurando a espada e a entrega a ele. Em algumas narrativas, Merlin, o mago, aparece neste momento da vida de Arthur, mas em outras ele aparece durante a infância. Como a Dama do Lago, ele é freqüentemente associado a Avalon e também às lendas pagãs, mas também é retratado como um profeta do Santo Graal. Depois que Arthur se torna rei, ele constrói Camelot, um castelo fortaleza. Para lutar contra as forças do mal que persistem saqueando e pilhando no interior do país, ele recruta os melhores cavaleiros do país para se juntarem a ele. Esses cavaleiros se tornam os Cavaleiros da Távola Redonda. Alguns aparecem várias vezes nas lendas, e têm suas próprias histórias, incluindo Lancelot, Gawain, Bedevere e Galahad. Durante suas viagens, Arthur conhece e se casa com uma linda jovem chamada Guinevere. Depois de Arthur e seus cavaleiros derrotarem todos os forasteiros e acalmarem os reinos da Grã-Bretanha, há um período de paz e felicidade em uma Camelot utópica. Porém, Lancelot, o companheiro e cavaleiro mais leal de Arthur, apaixona-se pela Rainha Guinevere e é correspondido. Em algumas versões da lenda, esse romance secreto é o que leva à queda do Rei Arthur e de Camelot. O caso é descoberto e Arthur vai para a guerra com Lancelot após condenar Guinevere à morte. Em outras versões, um homem chamado Mordred tenta tomar o trono e Guinevere para si. Em algumas delas, isso acontece com a ajuda da meia-irmã de Arthur, uma pagã chamada Morgana le Fay. No fim das contas, Arthur e Mordred se encontram na Batalha de Camlann. Mordred é morto e Arthur fica gravemente ferido. Caído no campo de batalha, Arthur conta a Sir Bedevere que precisa devolver Excalibur ao lago. Primeiro Bedevere resiste, sabendo do poder de Excalibur. Mas finalmente, ele atira a espada na água e um braço feminino emerge para pegá-la. Arthur, ferido, é levado até Avalon para se recuperar dos ferimentos. Em algumas histórias, Arthur morre e é enterrado lá. Em outras, ele se recupera e aguarda pelo momento certo de reaparecer e unir novamente a Grã-Bretanha.

Ele une vários reis regionais britânicos contra inimigos comuns e luta contra inúmeros invasores. Também sai em busca do Santo Graal, um cálice que Jesus usou na Última Ceia e que dizem conter o segredo da imortalidade. A lenda diz que quando a Grã-Bretanha estiver mais necessitada de seus serviços, Arthur voltará.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Távola Redonda




Arthur fixou residência em Camelot e ali esperou Guinevere, que veio acompanhada por 100 Cavaleiros da Irmandade da qual trouxeram consigo a Mesa Redonda.O rei casou-se com Guinevere, e ela também recebeu o juramento dos Cavaleiros. Enquanto Merlin narrava a história de cada um, nos respaldes das cadeiras apareciam os nomes correspondentes em letras de ouro. Mas as cadeiras situadas à direita e à esquerda do rei ficaram vazias. Merlin informou que a cadeira da esquerda seria preenchida em breve, enquanto a da direita, não seria ocupada por anos. Em Camelot, os 250 integrantes da Irmandade ficaram reduzidos a 100. Este número significa o quadrado da medida sagrada terrestre e é o que corresponde a uma Cavalaria terrenal, que abarca toda a Terra, conceito que faz de Arthur o rei do Mundo. Esse critério confirma as cifras do número 100 (1 + 0 + 0 = 1), e a couraça dourada do rei, que o identificava com a Luz e com a suprema iluminação. Outras versões dizem que o número de Cavaleiros era 25 ou 13, dentre os quais estaria o próprio Arthur. No centro, existe uma rosa branca de cinco pétalas, rodeada de outra rosa similar de cor vermelha, e na volta existe uma inscrição em letra gótica, que diz: "Esta é a Mesa Redonda do rei Arthur e de seus XXIV valentes Cavaleiros". Da parte superior da rosa, levanta-se um trono baixo, em cujo dossel está sentado um rei que segura em suas mãos os símbolos de seu poder: uma Espada na direita e um globo do Mundo coroado por uma Cruz de Malta na esquerda. Nos lados existe uma inscrição: "Rei Arthur". O rei Arthur criou um costume de que seus Cavaleiros sempre contassem alguma aventura no início de algum banquete, e dessa forma, criou-se uma pauta de comportamento. Todos os Cavaleiros "andantes" marchavam em busca de aventuras. A maior parte das aventuras da Irmandade ocorreu nas densas florestas. Os bosques simbolizavam um mundo não civilizado, mas também representavam um estado mental, um lugar que se procuraria alcançar. Os bosques também faziam parte do "Outro Mundo", uma vasta extensão inexplorada situada nas fronteiras entre o mundo da Terra Média e os domínios do País das Fadas. Eram lugares impregnados de encantamentos e somente àqueles que fossem resolutos era permitido encontrar aquilo que se haviam dispostos a buscar. De suas profundezas surgiam fadas encantadoras que seduziam os Cavaleiros errantes, mesclando, dessa forma, a linhagem do "Outro Mundo" com a da Irmandade. Nem todas essas mulheres encontradas nos bosques eram gentis de aparência e de palavra. Ragnall, um dos muitos arquétipos da Deusa da Terra, que lhe outorga a soberania, tomou a forma de uma dama de aparência monstruosa, que com suas artimanhas conseguiu que o próprio rei Arthur prometesse lhe dar Sir Gauwain como marido. Posteriormente, ela recobrou sua verdadeira beleza graças ao amor e à compreensão de Gauwain.Todas essas aventuras eram relatadas ao rei Arthur por sua Ordem da Cavalaria, mas a Távola Redonda representava muito mais que um lugar de reunião para a Irmandade. Segundo algumas lendas, nos reinos celestiais se reunia um conselho de poderosos seres encarregados da execução dos desígnios divinos para a Criação. Dessa forma, Merlin construiu um templo circular sobre a Távola da Terra, criando uma relação entre os domínios estelares, a monarquia terrenal de Arthur, a qualidade sagrada da Terra com as mensagens e Mistérios do Graal e a Irmandade da Távola Redonda, que estava destinada a ir em busca do vaso sagrado.