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domingo, 23 de setembro de 2012

Anel de Giges


Platão conta em "A República" uma  narrativa que envolve o mito do camponês Giges, era um pastor que servia em casa do que era então soberano da Lídia. Devido a uma grande tempestade e tremor de terra, rasgou-se o solo e abriu-se uma fenda no local onde ele apascentava o rebanho. Admirado ao ver tal coisa, desceu por lá e contemplou, entre outras maravilhas que para aí fantasiam, um cavalo de bronze, oco, com umas aberturas, espreitando através das quais viu lá dentro um cadáver, aparentemente maior do que um homem, e que não tinha mais nada senão um anel de ouro na mão. Arrancou-lho e saiu. Ora, como os pastores se tivessem reunido, da maneira habitual, a fim de comunicarem ao rei, todos os meses, o que dizia respeito aos rebanhos, Giges foi lá também, com o seu anel. Estando ele, pois, sentado no meio dos outros, deu por acaso uma volta ao engaste do anel para dentro, em direção à parte interna da mão, e, ao fazer isso, tornou-se invisível para os que estavam ao lado, os quais falavam dele como se tivesse ido embora. Admirado, passou de novo a mão pelo anel e virou para fora o engaste. Assim que o fez, tornou-se visível. Tendo observado estes fatos, experimentou, a ver se o anel tinha aquele poder, e verificou que, se voltasse o engaste para dentro, se tornava invisível; se o voltasse para fora, ficava visível. Giges passa a cometer várias ações maldosas e perversas. Primeiro, seduziu a rainha e, depois, matou o soberano e usurpou o Poder.



sábado, 1 de setembro de 2012

Epidemia de Dança de 1518


Epidemia de Dança de 1518 foi um caso de dançomania ,ocorrido em EstrasburgoFrança em julho de 1518. Diversas pessoas dançaram sem descanso por dias a fio e, no período de aproximadamente um mês, a maioria caiu morta em consequência de ataques cardíacosderrames ou exaustão.O fenômeno começou quando uma mulher, Frau Troffea, começou a dançar incontrolavelmente em uma rua de Estrasburgo. Isto durou em torno de quatro a seis dias. Com uma semana, outras trinta e quatro pessoas haviam-se juntado a ela, e em um mês, havia aproximadamente 400 dançarinos nas ruas. Muitas dessas pessoas finalmente morreram de ataque cardíaco, derrame ou exaustão. 



Documentos históricos, incluindo "observações médicas, sermões catedráticos, crônicas locais e regionais, e mesmo notas divulgadas pelo conselho municipal de Estrasburgo" deixam claro que as vítimas estavam dançando. O motivo de essas pessoas dançarem obstinadamente até a morte nunca foi esclarecido. Enquanto a epidemia se espalhava, nobres locais, preocupados com a situação, procuraram o conselho de médicos da região, que descartaram a possibilidade de causas astrológicas ou sobrenaturais, diagnosticando o problema como uma "doença natural" causada por "sangue quente". Ao invés de prescrever a sangria, as autoridades no entanto encorajaram as pessoas a continuarem dançando, abrindo dois salões, um mercado de grãos e até mesmo um palco de madeira no local do fenômeno. Isto foi feito na crença de que os dançarinos só se recuperariam se continuassem a dançar dia e noite. Para aumentar a efetividade da cura, as autoridades chegaram inclusive a contratar músicos para manter os afligidos em movimento. Alguns dos dançarinos foram levados a um santuário, em busca de uma cura para seu problema, não foi alcançada. O historiador John Waller, da Universidade Estadual de Michigan, resolveu escrever o livro "A Time to Dance, a Time to Die" quando pesquisava síndromes culturais e se deparou com referências a pragas de dança na era medieval. 



Fonte:Wikipédia

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Slender Man


Slender Man traduzindo seria algo como "Homem Esguio". Ele veste um terno preto, é muito magro, alto e seu rosto não possui uma forma exata, se parecendo mais com uma sombra. Ele tem a capacidade esticar seus membros e o próprio tronco para tamanhos desumanos, a fim de amedrontar e seduzir suas presas. Com seus braços estendidos, suas vítimas ficam hipnotizadas e totalmente impotentes. O Slender Man também pode esticar seus dedos criando algo semelhante a tentáculos. 
Não se sabe a real origem dessa criatura. Segundo a lenda, o Slender Man gosta de raptar crianças, pois poucas vezes ouve relatos de avistamentos por adultos. Ele costuma ficar imóvel geralmente próximo a árvores, onde pode se camuflar, graças a seus largos braços e pernas, constantemente pode ser confundido em meio às árvores.




 Dizem que as crianças podem vê-lo e até interagir com ele, caso não haja adultos por perto. Apesar de ser uma lenda urbana, muitas pessoas afirmam já terem visto o tal Homem Esguio. Os avistamentos normalmente acontecem à noite, próximo à rios e florestas. Há relatos também de que essa criatura, é vista principalmente à noite olhando para as janelas abertas e sai na frente dos motoristas solitários nas estradas isoladas. Sua intenção principal parece ser o sequestro de crianças. Quando ele é visto perto delas em fotografias, geralmente, elas são dadas como desaparecidas pouco tempo depois. O Homem Esguio também inspirou muitas histórias e há muitos documentários relatando sua aparição, vídeos como o The Slender Man Documentary e o  Marble HornetsHá fortes relatos que o Slender Man é uma lenda que se originou na Suécia, mas há quem acredite e tenha certeza que ele seja uma invenção de um internauta que participou de uma brincadeira realizada em um fórum, onde ele tinha que fazer montagens com imagens para assustar pessoas de outros fóruns, a brincadeira parece que deu certo e o Slender Man virou lenda.



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Tardo

 

O Tardo ou Trevor é uma espécie de duende, um ser mítico do folclore popular português. O tardo também se chama de pesadelo ou tardo moleiro. O tardo importuna as pessoas que estão dormindo e que depois acordam com um grande pesadelo. Ele pode aparecer na figura de um animal e frequentemente aparece na figura de um cão, gato ou cabra. O tardo quando aparece nos caminhos, nos regatos e nas encruzilhadas e tenta deixar as pessoas desorientadas, sem saber qual caminho seguir, e sai mijando nas pernas das pessoas.
Uma criança pode se transformar num tardo, se o padrinho durante o batizado não disser as palavras certas. A transformação ocorrerá  antes da idade da comunhão, aos sete anos. A criança antes de se transformar pendura a roupa na árvore mais alta de uma encruzilhada e transforma-se num animal. Se durante sete anos não lhe quebrarem a maldição, transforma-se em lobisomem.

 
 

domingo, 12 de agosto de 2012

A Ponte do Diabo

 

A Ponte della Madalena, também conhecida como a Ponte del Diavolo (Ponte do Diabo),  fica num lugarejo chamado Borgo a Mozzano, na Toscana.
Diz a lenda que um pobre construtor estava encarregado de finalizar a obra da ponte em um determinado dia. No entanto na véspera aconteceu um acidente fazendo com que parte da ponte desmoronasse. Vendo que não conseguiria terminar o trabalho a tempo e que no dia seguinte deveria entregar tudo pronto aos governantes do local. O pobre construtor, temendo as possíveis consequências de um trabalho não terminado, resolveu continuar a todo empenho,tentando terminar o que faltava. Foi quando surgiu na sua frente o diabo, que em troca da ponte pronta para o dia seguinte, pediu em troca a alma do primeiro transeunte que passasse por ela. O construtor aceitou, e após o pacto assinado, ele com remorso foi se confessar ao padre da cidade que o aconselhou a atravessar um cão antes de qualquer pessoa. Dito isso, foi o que o pobre homem fez. Ponte concluída, o animal passou por ela. O Diabo, então ao ir pegar o seu “pagamento” viu o que homem tinha feito, viu que o enganaram. De tão ridicularizado e com tanta raiva que ficou, resolveu fazer um enorme buraco no meio da ponte para que esta se quebrasse e as pessoas que ficassem ali presas seriam o seu “pagamento”, e então desapareceu nas águas do rio.
A lenda também diz que ainda hoje quem fica lá no topo da ponte admirando as águas do rio por muito tempo, podem ser submergido, pois o diabo subiria o leito do rio até afogar a pessoa e assim ter o seu pagamento da promessa feita pelo tal construtor.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

As Crianças Verdes


O fato inusitado teria ocorrido em algum momento entre 1135 e 1154, durante o reinado do rei Stephen, na Inglaterra. O acontecimento se deu na aldeia de Woolpit, em Suffolk.
Enquanto os agricultores trabalhavam nos campos, eles viram emergir de uma vala profunda, que era cavada para conter os lobos (wolf pits – daí o nome da cidade) duas crianças pequenas,um menino e uma menina, estavam vestidas com roupas estranhas e suas peles eram verdes. Era impossível se comunicar com eles por que tinham um dialeto desconhecido. As crianças estavam andando desorientados, e vagavam amparando-se um no outro. Os dois foram levados para o dono do feudo, Sir Richard Calne, estavam tristes e choraram por vários dias. As crianças, embora demonstranto famintas se recusaram a comer e a beber qualquer coisa, mas segundo os cronistas da época (William de Newburgh e Ralph, abade de Coggeshall), as crianças foram se acostumando pouco a pouco à dieta "humana".

 
O tempo passou, o garoto que parecia ser mais novo que a garota, adoeceu e morreu, logo depois que foram batizados. A garota adaptou-se melhor a sua nova situação. Ela aprendeu a falar inglês e gradualmente sua pele foi perdendo a cor verde.   Quando foi questionada sobre seu passado, a menina afirmou, que ela e o menino eram irmão e irmã, e tinha vindo de “terra de San Martin” onde o crepúsculo era perpétuo, e todos os habitantes eram de cor verde como eles.
Ela não tinha certeza exatamente onde se localizava sua terra natal, mas segundo disse, uma outra terra luminosa podia ser vista através de um “enorme rio” que separava as duas.
A menina verde também disse que se lembrava apenas que um dia eles estavam cuidando de rebanhos de seu pai nos campos e seguiram um animal até em uma caverna, onde ouviram o som alto dos sinos.
Extasiados, eles vagaram pela a escuridão da caverna, seguindo o som por um longo tempo até que eles chegaram à boca da caverna, onde foram imediatamente cegos pela luz do sol brilhando. Ficaram impressionados por longo tempo, até que o barulho dos ceifeiros os aterrorizou. Os dois se levantaram e tentaram fugir, mas foram incapazes de localizar a entrada da caverna, antes de serem capturados.


Segundo o escritor da crônica das crianças verdes, Ralph de Coggeshall, a menina foi empregada como criada na casa de Richard Calne,por muitos anos  onde ela foi considerada "muito irresponsável e insolente". Mais tarde a  jovem e se casou com um homem de King's Lynn,  que fica cerca de 40 milhas (64 km) de Woolpit. Com base em sua pesquisa sobre a história da família de Richard de Calne, o astrônomo e escritor Duncan Lunan concluiu que a menina recebeu o nome "Agnes", e que ela se casou com um oficial do rei chamado Richard Barre.
O misterioso caso das crianças verdes tem sido, ao longo de muitos anos objeto de estudos de especialistas de diversas áreas. Alguns acreditam que ela possa ser apenas um conto de fadas do século XII, que de tão estranho, foi ganhando ao longo dos séculos roupagens cada vez mais realistas.
Existem ainda especulações que dariam conta que as duas crianças seriam alienígenas ou seres intraterrenos, que ao aventurarem-se em seus mundos de origem, acabaram sendo transportados para a Terra. Muitas explicações têm aparecido para o enigma das crianças verdes. Uma das teorias sugeridas é que as crianças eram imigrantes flamengas que sofreram perseguição. Seus pais teriam sido mortos e o garoto e a garota se esconderam na floresta. Esta ideia explicaria as roupas diferentes, e o fato de falarem uma língua diferente, mas alguns pesquisadores contestam pois seria 
improvável que um homem culto local, como Richard de Calne não teria reconhecido a língua falada pelas crianças como sendo flamenga.

Outros sugerem má nutrição ou o envenenamento por arsênico para explicar a causa da pele verde. Também havia um rumor que um tio tentou envenenar as crianças, mas isso nunca foi confirmado. No entanto, outras pessoas como o astrônomo escocês, Duncan Lunan, sugeriam que as crianças eram alienígenas enviados de outro planeta para a Terra. 
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os Leões de Tsavo

 
 
Em março de 1898 os ingleses trabalhavam na construção de uma ferrovia no Quênia, leste da África. Para a construção de uma ponte sobre o rio Tsavo, foi contratado o Coronel John Henry Patterson (1865-1947), engenheiro construtor de pontes. Mas durante a construtação da ponte a obra teve que parar, pois a cada dia ia sendo registrada mortes dos trabalhadores por uma dupla de leões sanguinários. Eram dois machos que  pertencem a uma subespécie, a única em que os machos são desprovidos de juba, com cerca de 3 metros de comprimento foram responsáveis por mais de 140 mortes. Os leões arrastavam os homens para fora de suas tendas à noite e alimentando-se de suas vítimas. Apesar da construção de barreiras de espinhos em torno dos acampamentos, fogueiras durante a noite e rigoroso toque de recolher após o anoitecer, os ataques aumentaram vertiginosamente, ao ponto em que a construção da ponte finalmente cessou, devido a uma partida em massa dos trabalhadores da obra, com medo dos leões. Os nativos da região os chamavam de shaitaini (demônios da noite) e os ingleses traduziram isso para Sombra e Escuridão. Segundo o Coronel John Patterson, o fato mais atormentador era que os leões eram extremamente inteligentes. Suas formas de atacar e de se esquivar das armadilhas eram coordenadas e perfeitamente estratégicas e eficazes, incomuns à qualquer animal. 

 
Vagão- armadilha, que falhou

 
 Cerca de espinhos


Plataforma de tiro sobre uma árvore

Toca dos Leões de Tsavo

O mais estranho é que, conforme os relatos do Coronel Patterson, os leões caçavam em conjunto, e arrastavam suas vítimas a uma caverna para devorá-las. Esta versão é contestada por arqueólogos que dizem ser costumes tribais fazerem rituais humanos em cavernas da região e portanto, os ossos encontrados por Patterson não são evidência que aqueles homens foram vítimas dos leões. Os moradores da região alegavam que os leões eram na verdade espíritos de dois chefes indígenas que eram contra a construção da ferrovia, e por isso atacavam a região da ferrovia na forma de leões. Depois de nove meses de ataques, as mortes só cessaram quando Patterson conseguiu matar os leões. O primeiro, na noite de 9 de dezembro de 1889, e o segundo na manhã de 29 de dezembro, quase tendo sido devorado na segunda caçada. O fato foi retratado no livro The Man-Eaters of Tsavo, da autoria de John Patterson e no filme A Sombra e a Escuridão, de Stephen Hopkins. Os leões  foram empalhados e hoje estão em exposição no Chicago Field Museum of Natural History.


Patterson e o leão morto em 09/12/1898 


 
O leão morto em 29/12/1898

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Portão dos Deuses


Antigas lendas dos incas dizem que nas montanhas existia uma porta, por onde era possível viajar e voltar do mundos dos deuses, e através da qual os deuses vinham ao nosso mundo, para manter contato com os mortais. As ruínas conservadas do que parece ser essa porta foi descoberta recentemente por um guia turístico peruano, nas montanhas Hayu Marca, a 35 quilômetros de distância da cidade de Puno, sul do Peru. Embora seja chamada de “Cidade dos Deuses” nas lendas incas, Hayu Marca não apresenta vestígios de construções, embora as formações naturais sejam semelhantes a edifícios e formem um conjunto parecido com o de uma cidade. A área jamais foi bem explorada, por ser de difícil acesso e ficar numa parte muito escarpada das cordilheiras locais. A “Porta de Hayu Marca” ou “Porta de Aramu Muru” mede exatamente 7 metros de altura por 7 de largura e tem em seu interior uma caverna menor, de 2 metros de diâmetro. Depois de encontrar a caverna, Delgado entrou em contato com arqueólogos do Governo em Puno, La Paz e Lima e logo a região ficou cheia de arqueólogos e historiadores da civilização inca. Eles já tinham ouvido falar das lendas indígenas que diziam que naquela região havia um “portão para a terra dos deuses”. Segundo essas lendas, há muito tempo grandes heróis passaram através da porta para juntarem-se aos deuses numa nova vida de imortais. Em algumas raras ocasiões, dizem as lendas, alguns desses homens voltaram após um pequeno período com os deuses, para inspecionar todas as terras no reino. Outra lenda fala da época em que os conquistadores espanhóis chegaram ao Peru e saquearam o ouro e pedras preciosas do Império Inca. Um sacerdote do Templo , chamado Amaru Meru (Aramu Muru), teria fugido de seu templo sagrado com um disco dourado e alcançou as montanhas de Hayu Marca. Na companhia de um outro xamã, Hayu Marca realizou um ritual que fez com que “a porta se abrisse e dela saísse uma intensa luz azul”. Então, conta a lenda, Aramu Maru entregou o disco dourado ao outro xamã e passou pela porta “para jamais voltar a ser visto”. Os arqueólogos observam que existe uma mão de pequeno porte, na depressão circular no lado direito da porta menor, e teorizam que este é o lugar onde um pequeno disco pode ser colocado e mantido pela rocha.
De acordo com alguns indivíduos que colocaram suas mãos na pequena porta, uma sensação de energia fluindo foi sentida, bem como experiências estranhas como visões de estrelas, colunas de fogo e os sons de estranha música. Outros disseram ter percebido túneis no interior da estrutura, embora ninguém ainda tenha encontrado uma lacuna na abertura da porta. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mistério da porta e janela



Conhecido tambem como Pedra da Serpente, é um dos locais onde muitos relatam ter observado luzes e seres estranhos. Um conto indígena diz que ali existia uma gruta da qual saíam fumaça e fogo. Um dia, os deuses a fecharam, deixando na porta os contornos que lembram uma serpente.
Atualmente, há relatos no local de que, à noite, é vista uma pessoa loira de quase dois metros de altura, com cabelos muito longos, vestindo algo semelhante a um macacão prateado; outras vezes, usa uma túnica branca e, na altura do peito, um emblema de uma serpente. Ela se dirige à rocha, entra na mesma e desaparece.
Há relatos de aparições luminosas com forte brilho esbranquiçado que saem da Pedra, como citam algumas pessoas: a pedra parece ser um “portal”, e muitos sentem algo de estranho ao lado dela.




Fonte:Blog: Circulando por Peruíbe

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pomona



Na Mitologia Romana, Pomona é a deusa das frutas, dos jardins e dos pomares. Seu nome vem da palavra latina pomum, que se traduz como "fruto". É apresentada em figura de uma bela ninfa. A tesoura ou uma faca de poda é seu atributo. Ela é deusa unicamente romana, nunca identificada com qualquer homólogo grego, e é particularmente associada com o florescimento das árvores. Uma estátua de Pomona nua pode ser vista na fonte do Central Park , pouco antes do Plaza Hotel em Nova Iorque. As hamadríadas eram ninfas dos bosques e Pomona era uma delas, dedicava seu tempo a podar as plantas que cresciam excessivamente e a cortar os ramos que saíam de seus lugares, e também, para que suas plantas prediletas não ficassem secas, conduzia até elas a água através de canais. Essa atividade era sua meta e sua paixão, alem de mantê-la livre de tudo que Vênus a deusa do amor inspira. Temia habitantes da região e mantinha seu pomar fechado, não permitindo a entrada de homens. Os faunos e sátiros dariam tudo o que possuíam para conquistá-la. Assim também o faria o velho Silvano, aquele que parece mais jovem do que realmente é, e Pã, que usa uma coroa de folhas de pinheiro na cabeça. Vertuno, é o deus das estações, contudo, a amava mais que todos os outros, embora não tivesse mais sorte do que eles. Ele pode mudar a sua forma à vontade, podendo se transformar no que quiser. Por vezes, sob um disfarce, ele se aproximara de Pomona. Certa vez, apareceu com um cesto de trigo e o entregou a ela. Outrora, carregando uma escada, dava a impressão de que ia colher maçãs. Assim, conseguia aproximar-se de Pomona freqüentemente e alimentava a paixão com a sua presença. Certo dia, ele apareceu disfarçado de velha, com cabelos grisalhos e tendo um bastão na mão. Entrou no pomar da ninfa e admirou seus frutos. Sentou-se num banco e olhou para os ramos carregados de frutos que pendiam acima dela. Em frente, havia um olmo por cujo tronco subia uma parreira, carregada de uva. Elogiou a árvore e a vinha. Disse a Pomona que se a árvore ficasse só, sem a vinha lhe subindo o tronco, nada teria para atrair ou oferecer. E, igualmente, a vinha, se não se enroscasse em torno do olmo, estaria prostrada no chão. Em seguida perguntou por que não aproveitava a lição da árvore e da vinha e concordava em unir-se a alguém. Pomona disse que todos da região eram uns boçais. Vertuno, ainda em seu disfarce de velha, aconselhara a ela senão ele mesmo, dizendo que Vertuno não era uma divindade errante, e que nem se assemelhava a muitos que amam todas que têm ocasião de ver. Disse que ele é jovem e belo e tem o poder de assumir qualquer aspecto que deseje, e pode transformar-se exatamente naquilo que deseja. Além do mais, disse, ele ama as mesmas coisas que você, adora jardinagem e admira seu pomar. Disse ainda que os deuses castigam a crueldade e de que Vênus detesta os corações duros e vingar-se-á de tais ofensas, mais cedo ou mais tarde. Depois de dito isso, Vertuno livrou-se do disfarce de velha e se mostrou tal como era, um belo jovem. Ia renovar seus apelos, mas não houve necessidade; seus argumentos e seu próprio aspecto triunfaram e a ninfa já não mais resistiu, correspondendo-lhe com o mesmo ardor. Pomona foi também considerada a deusa dos frutos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Píramo e Tisbe



O conto de Píramo e Tisbe pode ser considerado como a influência que Shakespeare teve para elaborar sua mais famosa obra: Romeu e Julieta. A história se passa entre dois jovens muito apaixonados, Píramo era o jovem mais belo, e Tisbe a mais bela donzela em toda a Babilônia,quando Semíramis reinava. Eles queriam muito casar, porém seus pais não permitiam.
Esses jovens moravam em casas vizinhas, separadas por uma parede. Nessa parede havia uma fresta onde os apaixonados trocavam palavras de amor.



Em certo dia, se encontraram a noite e decidiram que a única alternativa que tinham para ficar juntos era fugir de suas casas e então combinaram de se encontrar no túmulo de Nino, fora dos limites da cidade, ao pé de uma amoreira branca e próxima a uma fonte refrescante.
Tisbe chegou primeiro ao local e de repente uma leoa chegou bem próximo com a boca ensangüentada querendo se molhar na fonte. Tisbe correu e escondeu em uma gruta, deixando seu véu cair sobre a terra. A leoa viu o véu e o rasgou com os dentes ensangüentados.
Quando Píramo chegou e não achou Tisbe, viu as pegadas do felino e o véu de sua amada todo rasgado e ensangüentado, se desesperou e decidiu morrer por causa da amada, desembainhou sua espada e feriu o próprio coração.
Quando Tisbe retornou ao local se deparou com o amado morto, entendeu a situação e decidiu também morrer junto com ele. Ela também feriu o próprio peito com a espada. Segundo a mitologia, foi por causa do sangue dos apaixonados que foi derramado aos pés da amoreira que os deuses se comoveram e decidiram dar a cor vermelha às amoras
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terça-feira, 1 de março de 2011

Lenda de Haraké

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Havia uma bela mulher que aparecia plena de juventude e viçosidade. Chamava-se Haraké e o seu poder de atração era tal que não se sabia se era deusa ou se pertencia à espécie dos humanos mortais. A lenda mais estendida afirmava que Haraké tinha os cabelos tão transparentes como as próprias águas que lhe serviam de morada. Ao atardecer, a bela rapariga tinha por costume descansar mesmo à beira do Níger, e esperar assim até que chegasse o seu amante. Assim que este se reunia com ela, ambos entravam nas profundidades daquelas águas encantadas e profundas; a jovem levava o escolhido no seu coração através de maravilhosos caminhos que conduziam a faustosas e desconhecidas cidades. Nos seus esplêndidos recintos, e entre o som do tam-tam e dos tambores, teria lugar a ostentosa cerimônia que uniria o feliz casal para toda a vida.
Todas as narrações da fábula exposta sublinham que foi Haraké quem conduziu o seu amante, e não vice-versa. Com isso se quer dar a entender que a mulher era muito respeitada entre certas tribos da África negra.


Créditos: Mitos dos Negros africanos

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Lilith


Lilith é retratada nas lendas e mitologias hebraicas, tendo sido na antiguidade um dos mais temidos anjos negros. Lilith foi a primeira mulher criada pela mão de deus, mesmo antes de Eva. Lilith foi a primeira esposa de Adão. Ao contrário de Eva que foi criada a partir da costela de Adão, Lilith foi gerada do mesmo barro que Adão, e por isso era um ser em pé de igualdade com Adão, sendo que em uma passagem ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira esposa de Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, chegando depois a ser descrita como um demônio. De acordo com certas interpretações da criação humana em Gênesis, no Antigo Testamento, reconhecendo que havia sido criada por Deus com a mesma matéria prima, Lilith rebelou-se, recusando-se a ficar sempre em baixo durante as suas relações sexuais. Quando Lilith reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou que essa era a ordem natural, o domínio do homem sobre a mulher, dessa forma abandonou o Éden. Deus ouviu os lamentos de Adão, e enviou três anjos para ir buscar Lilith e faze-la regressar para junto do seu esposo. Três anjos foram enviados em seu encalço, porém ela se recusou a voltar. Juntou-se aos anjos caídos onde se casou com Samael aquele que é o anjo da morte, que tentou Eva ao passo que Lilith Tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. Ela então perseguiria os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar.
Lilith é um demónio feminino de uma irresistível beleza, sendo que em certas mitologias hebraicas e gnósticas, que Lilith é uma das 5 amantes de Lúcifer.
Consta em certas tradições místicas hebraicas, que Deus aceitou o casamento entre Lilith e Samael, sendo que em virtude desse matrimónio, transformou Lilith, ( a primeira mulher criada por Deus), de mera humana mortal em anjo caído e imortal.
Lilith também é associada às lendas vampirescas. Algumas tradições dizem que Lilith sai mundo afora para seduzir tanto homens quanto mulheres para logo em seguida assassiná-los e sugar seu sangue. Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubus quando mulheres e íncubus quando homens, ou simplesmente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas. Mas uma vez possuído por uma súcubus, dificilmente um homem saía com vida.




domingo, 29 de agosto de 2010

Lendas do Mês de Agosto

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O nome Agosto foi dado pelos romanos como uma homenagem ao imperador Augusto, dada a sua boa fase, entre eles a sua ascensão à compostura de Cônsul e a conquista do Egipto. E como a vaidade e a inveja sempre rolou entre os homens, ele não quis ficar atrás de Julio César e fêz questão que Agosto também tivesse 31 dias como o mês de julho, de Julio Cesar.Herdamos a tradição dos nossos colonizadores portugueses. No século 16, época das grandes navegações, era nesse mês que as caravelas iam ao mar. Assim, as namoradas dos navegadores nunca casavam em agosto já que, além de não poder desfrutar da lua-de-mel, poderiam passar rapidamente da condição de recém-casadas para a de viúvas. Segundo o escritor Mário Souto Maior, a tradição se consagrou com a frase “casar em agosto traz desgosto”, que foi resumida para nossa conhecida “agosto, mês do desgosto”. A fama de mês agourento cresceu no século 20, graças a acontecimentos como o suicídio de Getulio Vargas, (24/8/1954) e a renúncia de Jânio (25/8/1961). Mas esta má fama de agosto não é exclusividade da cultura luso-brasileira. O romanos, no século 1, acreditavam que um dragão passeava pelo céu noturno em agosto. Agosto também é conhecido como o mês do cachorro louco. De acordo com as o registo de ocorrências, devido ao calor intenso que se faz sentir nesta época do ano, antigamente aumentava também a proliferação do vírus da raiva canina. No entanto, com regularização dos hábitos de vacinação dos animais, estes acontecimentos deixaram de acontecer com tanta frequência.
Na Argentina, muitos deixam de lavar a cabeça em agosto porque acreditam que isso chama a morte. Já na África, o dia 24 de agosto é chamado “dia em que o Diabo anda solto” – dia de todos os exús.Não sabemos ao certo como começou a história de que esse mês é um período de azar. Alguns fatos marcaram o mundo, como o massacre de São Bartolomeu, em Paris. O fato aconteceu no dia 24 de agosto de 1572 e nos dias seguintes espalhou-se por outras cidades. Católicos, sob incitação dos reis da França, atacaram os protestantes. O número de mortos é estimado entre 5 e 30 mil. A região da Polônia também não gosta do oitavo mês. Em 14 de agosto de 1831 os poloneses foram derrotados pelos russos na Revolta de Varsóvia. Alemanha registra que em 3 de agosto de 1932 Hitler assumiu o governo alemão após a morte de seu antecessor. Sem contar a maior tragédia já vista antes, uma bomba de urânio, jogada por um bombardeiro B-29 norte-americano na cidade de japonesa de Hiroshima. O incidente aconteceu em 6 de agosto de 1945. Na ocasião morreram pelo menos 78 mil pessoas. O efeito continuado das queimaduras e da radiação, contudo, fez muitas outras vítimas nos anos seguintes. Mas não terminou a lenda de agosto. Após três dias do bombardeio em Hiroshima foi realizado um segundo ataque, desta vez à cidade de Nagasaki, em 9 de agosto.
A verdade é que a tendência é para haver um elevado registo de acontecimentos negativos durante este mês. Guerras, epidemias, desastres, furacões, invasões, suicídios, revoluções, terramotos abalaram o mundo com tanta insistência que a maior parte das pessoas fica apreensiva quando chega Agosto.


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sábado, 28 de agosto de 2010

Marduk

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Marduk, como é apresentado na Biblia, é um deus protetor da cidade da Babilônia, pertencente a uma geração tardia de deuses da antiga Mesopotâmia. Era filho de uma relação incestuosa entre Enki e Ninhursag, cidade com este nome dedicava-lhe os primeiros doze dias de cada ano festejando. Criador do Universo, também podia ser chamado de Merodach e Bel, que significa, Senhor (aparecendo com este nome na Bíblia). Era casado com Sarpanitu e começou por ser o deus das tempestades, tornando-se posteriormente no principal deus mesopotâmico, representando a fertilidade.Com a ascensão da Babilônia à capital da coligação de estados do Eufrates sob a liderança do Rei Hamurabi(2250 a.C.), torna-se também o deus supremo do panteão de deuses mesopotâmicos.
O poder que tinha sobre todas as coisas foi conseguido por ter desafiado e ganho o combate com os dragões do caos, Kingu e Tiamat, como é contado no Enuma Elish , um poema épico que relata a criação do mundo. Devido à vitória sobre a deusa Tiamat personificada num monstro ou caos primordial, divide-o em duas partes, com as quais forma o céu (onde coloca os astros) e a terra (onde estabelece a residência dos principais deuses). Os deuses queixam-se, porém, de não terem quem os adore, pelo que Marduque cria o homem, para que os povos da terra os adorem e lhe levantem templos.

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Torre de Babel, erguida na Babilônia em honra ao deus Marduk.

Podemos encontrar referências ao deus Marduque nos parágrafos de abertura e finalização do Código de Hamurabi, o mais famoso código legislativo da Antiguidade. Marduk é chamado de Merodaque pelos hebreus (Isaías 39:1; Jeremias 50:2; II Reis 25:27). Marduk, deus da vida, da luz, do Sol e aquele que orientava os destinos e conseguiu reaver os tijolos que tinham os destinos dos homens inscritos. Estes tijolos simbolizavam o poder dos deuses e tinham sido roubados pelo pássaro-trovão, Zu. Marduk foi declarado, por volta de 2000 a.C., Deus Supremo da Babilônia e dos Quatro Cantos da Terra, após vencer disputa entre os deuses pelo controle da Terra. Marduk não se conformava, pelo facto de a família de seu tio Enlil e seus primos Nannar-Sin e Ninurta não deixar seu pai Enki ser o supremo entre os deuses. Nibiru, ou Marduk, era igualmente o nome de um planeta (o 12.º do Sistema Solar) de onde teria vindo o povo filho de An, os Anunnaki. A Terra, os cometas e os asteróides teriam sido formados pelo embate deste planeta com outro chamado Tiamat.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Lenda do El Dorado


A lenda do El Dorado, que se fundava na crença de uma cidade repleta de ouro, cujo termo El Dorado significa O (homem) dourado em espanhol; segundo a lenda, tamanha era a riqueza da cidadela, que o imperador tinha o hábito de se espojar no ouro em pó, para ficar com a pele dourada. Essa lenda foi ouvida pelos primeiros conquistadores espanhóis que se fixaram, no século XV e XVI, nas costas da atual Colômbia e Venezuela, então chamada Terra Firme ou Terra Santa. A busca do El Dorado, que levou os europeus até ao Brasil, persistiu até meados do século XVIII.
Em 1535, o general Sebastián de Belalcazar, após ter destruído a última resistência dos Incas, no Norte de Lima (na direção de Quito), ouviu de um indígena, seu prisioneiro, a história do El Dorado, uma lenda das tribos ribeirinhas do Orinoco. Reza a lenda que havia uma tribo muito rica, localizada perto da atual Santa Fé de Bogotá (capital da Colômbia), onde viviam os índios Chibcha ou Muisca. Este povo tinha como costume religioso o de untar o corpo do rei, provavelmente quando subia ao trono ou antes de ações guerreiras, com uma substância aderente, talvez resina, sobre a qual era soprado finíssimo pó de ouro. Completamente dourado, o rei dirigia-se para o meio da lagoa Guatavita, numa embarcação, e banhava-se nas águas, depois de ter lançado, para o fundo, jóias, vários objetos de ouro e pedras preciosas, como oferendas ao seu deus. Segundo os registos de Oviedo de 1543, os Espanhóis tinham ouvido dos Índios que, todas as noites, o rei dourado se lavava, retirando o ouro do corpo, mas, no dia seguinte, voltava a ser coberto por esse metal precioso.
O mito do El Dorado conquistou de tal forma o imaginário dos séculos XV e XVI que arrastou os Europeus para a busca do tesouro e para a descoberta de novas terras das Índias Ocidentais, como designava, na época, a América. A referência ao El Dorado fazia mesmo parte das cartas com instruções que só os comandantes dos navios podiam abrir. Foram muitos os exploradores que procuraram a mítica cidade, a exemplo do espanhol Gonzalo Jimenez de Quesada, em cuja expedição de 1538 fez parte Juan de Castellanos, o autor de História Del Nuevo Reino de Granada, os primeiros escritos sobre o El Dorado.

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A ambição e a curiosidade pelo El Dorado atraíram os Espanhóis até à Amazônia portuguesa. No entanto, as expedições organizadas, como as de Pedro Fernandez de Lugo, Gonzalo Quesada, Gonçalo Pizarro, Pedro de Ursua, em vários locais do Norte da América do Sul, nomeadamente, junto ao rio Orinoco, ao rio Negro, no lago de Guatavita, revelaram-se difíceis e sem sucesso.
Em 1698, descobriu-se as minas de Itaverava, em Minas Gerais, que despertaram a imaginação de vários aventureiros, relançando a busca do El Dorado. Foram encontradas, nessas minas, pedras pretas que, na realidade, eram porções de ouro, conforme se verificava depois de lavadas. Na verdade, essas pedras, que ficaram conhecidas como ouro negro, eram pretas, porque estavam cobertas por uma leve camada de óxido de ferro.
Jules Crevaux (1847-1882), um dos grandes exploradores da Amazônia, chegou à conclusão de que a existência de grutas formadas com rochas ricas em mica, que permitia tornar o corpo brilhante, teria baralhado os nativos, que nas suas narrações fantásticas, teriam confundido as palhetas de micas, conhecidas também como "areia de ouro", com o ouro do El Dorado.

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Balsa Muisca no Museu do Ouro em Bogotá

A Balsa Muisca foi achada numa gruta, no município de artesãos Pasca, ao sul de Bogotá, em 1856 por três camponeses, entre outros numerosos objetos de ouro.
A balsa retrata os Muiscas realizadando na lagoa uma cerimônia que foi dado o nome de El Dorado. Nela o herdeiro do cacique, coberto em pó de ouro, toma posse de seu mandato com uma grande oferta aos deuses. Essa representação aparece no centro de uma lagoa rodeada pelas principais chefes e seus seguidores, todos enfeitados com ouro e penas.
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Lenda do Cacau

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A história do cacau tem sua origem envolta por mitologia e lenda. O Deus asteca Quetzalcóatl , senhor da lua prateada e dos ventos gelados, tal como Prometeu, também ofertou aos homens um presente roubado do país dos deuses. Querendo dar aos mortais algo que lhes enchesse de energia e prazer, Quetzcoalf foi aos campos do Reino dos Filhos do sol para de lá furtar as sementes da Árvore Sagrada. Desta forma fantástica , as sementes do cacaueiro teriam surgido na região dos Astecas e aí frutificado, dando origem à árvore.

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Diz a lenda que os astecas , nas festividades das colheitas , davam às vítimas de sacrifícios taças de chocolate .
Os astecas faziam isto para que as almas das vítimas chegassem mais rápido ao céu de uma forma que agradasse as divindades , pois o chocolate era visto como o alimento dos deuses . Por estar ligado a religiosidade, essa árvore foi primeiramente cultivada por sacerdote. Além do que, a bebida amarga e com poderes especiais extraída de suas favas, só podia ser tomada em taças de ouro. Esta lenda diz que foi em Montezuma , no México , que a bebida do cacau teve o seu maior fã . O mito fala que ele possuía , diariamente , à mesa : 50 vasilhas de ouro para chocolate e ordenava colocar a disposição de seus funcionários mais de 3000 barris de cacau preparado . Este imperador , último dos astecas , quando esteve no poder , de 1502 à 1520 tornou oficial o uso do chocolate nas refeições dos nobres .Este imperador ficou conhecido pelas escrituras como o : Imperador do Chocolate . Há uma lenda que diz que o imperador Montezuma tinha mais de mil mulheres e sempre ingeria chocolate antes de ir para o harém .
Quando conquistou o México ( 1519 - 1521 ), o comandante espanhol Hernán Cortez escreveu ao seu soberano, Carlos V, relatando que o imperador Montezuma não se servia mais do que uma vez na mesma taça de puro ouro. E confessa ter sido tomado de grande estranheza ao notar que, mais do que uma demonstração de riqueza, tal hábito relevava a imensa estima que a bebida escura merecia.
Cortez relata ainda que bastaria uma taça daquele líquido para reconfortar um homem por todo um dia de caminhada, sem necessidade de qualquer outro alimento DO CACAU AO CHOCOLATE. O termo chocolate vem do dialeto "nauatle", usado na América Central pré-Colombiana. Porém no século XVIII, uma lenda já o relacionava a palavra grega "theobroma", que significa alimento dos deuses O autor teria sido um botânico sueco chamado Carlos Lennaeus, que conhecia muito bem a trajetória do chocolate através dos tempos e dos povos. Foi o casamento de Luís XIII da França com Ana de Áustria o fato marcante na difusão do chocolate no mundo - monges espanhóis ofereceram chocolates de presente aos noivos. A Corte francesa aderiu rapidamente á novidade que chegou para transformar os hábitos dos nobres de toda a Europa. No início foi consumido segundo os costumes asteca, ou seja, as favas eram simplesmente trituradas e amassadas. Mas logo descobriu-se que o mel e as especiarias combinavam bem com o chocolate, acelerando mais ainda sua aceitação. Com o casamento da Maria Tereza filha de Felipe IV da Espanha, casou-se com Luís XIV, o chocolate saiu da cozinha dos conventos para entrar nos primórdios da industrialização. Entretanto , o grande marco da industrialização é 1778, quando o cacau denominado de Dádiva dos deuses, privilégio dos sacerdotes e da nobreza, chega ao homem comum. Exite outras lendas sobre a origem do cacau: Há mais de mil anos atrás , existia uma deusa maia , que tinha os frutos do cacaueiro em seus cabelos .Então , veio o deus do vento e com um furacão espalhou estes frutos . Assim surgiu a árvore do cacau .


domingo, 18 de julho de 2010

A Lenda do Arco-íris




Um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva, arco-da-velha) é um fenômeno óptico e metereológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil(ou indigo) e violeta. Seu efeito pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O fenômeno fica mais espetacular quando se contrapõe a nuvens escuras de chuva ou é observado próximo a cachoeiras. Existem muitos fatos e lendas que se referem ao arco-íris, cuja maioria pertence ao reino do imaginário, fruto do folclore popular ou da criatividade poética e artística. Antigamente, e até hoje em dia, há quem pense, porém, que este fenômeno ótico é um sinal divino. No Antigo Testamento faziam apologia ao arco-íris, como sendo o símbolo da Aliança. Dizem que Deus, depois do dilúvio, fez a promessa que nunca voltaria a repetir-se essa catástrofe na terra e, para isso, surgiria no céu algo simbolizando a conciliação, o arco-íris.
Os ameríndios acreditam que o arco-íris é constituído pela alma das flores silvestres nascidas nas florestas ou dos lírios do vale. Outra história diz respeito à existência de um pote cheio de moedas de ouro no final do arco-íris, mas isso faz parte do lendário, desafiando aquele que estiver disposto a encontrar esse imaginário tesouro escondido e ficar rico...


Sobre a origem dessa lenda, lembra os tempos remotos quando os ciganos eram perseguidos e massacrados pelo mundo afora. Eles viviam desesperados porque eram pacíficos e não guerreavam nem para se defender, pois no lugar de armas portam seus violinos; no lugar de guerras, cantam suas canções alegres; e no lugar de destruição, a beleza de suas danças substitui a morte. Em seus corações pulsavam somente a alegria de viver e o desejo de liberdade; em lugar da fome surgia a mesa farta distribuída para todos. Por essa razão, os ciganos eram nômades e viviam em fuga, procurando a tão almejada paz sem a necessidade de recorrer à guerra.
Cansados de fugir e chorar as intermináveis perdas de parentes e amigos, uma bela cigana grávida, ao ver o arco-íris, clamou salvação para seu povo com toda a força de sua alma, principalmente porque trazia no ventre um filho preste a nascer, em meio a toda àquela violência e miséria. Prostrada, a mulher chorava copiosamente, esperando receber uma resposta do arco-ires, quando percebeu que as cores do fenômeno começavam a brilhar cada vez mais intensamente, alternando-se com rapidez. Limpando as lágrimas dos seus olhos e imaginando ver fantasias devido ao pranto, reagiu, mas foi vencida pelas cores do arco-íris que se alternavam como se fossem as cordas de um instrumento musical, como pequenos sinos emitindo sons divinos. Acalmou-se dominada por uma imensa paz, segurou com as mãos o ventre que guardava o filho e suplicou pelo fim daquela situação de seu povo. Subitamente, ouviu uma voz emanada das cores do arco-íris pedindo calma e garantindo que a mulher não perderia o filho guardado como um tesouro em seu ventre:
– Ele fará com que minhas cores ganhem vida em suas mãos, suprindo eternamente todas as suas gerações com moedas de ouro, pois a ele será dado o pote encantado que trago em minhas cores, cuja magia passará a fazer parte de suas almas com o verde levará a esperança e a fartura; com o vermelho, a vida, o entusiasmo e o vigor; com o amarelo, a realeza e a riqueza; com o azul terá serenidade e intuição; com o laranja, a energia, a vitalidade e a emotividade; e com o violeta levará a transmutação e a perseverança; com o rosa, o amor, a beleza, a moralidade e a música.
A lenda cigana espalhou-se pelo mundo, levada pelo encanto das roupas coloridas desse povo, pela magia de suas danças, pela sua atração pelo ouro e pela crença que existe no fim do arco-íres um pote de ouro inesgotável para supri-lo.

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Os povos antigos sempre observaram que o fenômeno acontece após uma chuva, quando a luz branca do sol matizada de todas as cores produz o fenômeno ótico. Os Navajos, índios norte-americanos, acreditam que a Deusa da Roda do Arco-Íris, ou o Círculo do Arco-Íris, possui as chuvas amigas que alimentam durante o verão as três irmãs divinas (milho, abóbora e feijão), que, por sua vez, também alimentam esses indígenas peles-vermelhas. Acreditam os Navajos que a deusa da Roda do Arco-Íris chega de todas as quatro direções e gira como uma suástica, de modo a cobrir todos os rumos. Sem as bênçãos da chuva, as três irmãs morreriam e o povo não poderia mas continuar a ser alimentado. A Roda do Arco-Íris representa também a promessa de paz entre todas as nações com o povo Navajo, considerado a Raça do Arco-Íris, vindo a reforçar a igualdade entre as nações e se opondo a idéia de uma raça superior que controlaria ou conquistaria as outras, através da consciência de que todas elas se constituem na verdade uma só. O Arco-Íris encarna a ideia da unidade de todas as cores e a crença de que todos devem trabalhar juntos, visando o bem comum.
Desde os primórdios dos tempos o homem observou o arco-íris como uma ponte que unia o céu a terra, ou seja, que une nosso plano físico ao espiritual. Os gregos observavam o fenômeno como um arco colorido unindo o céu a terra, quebrando a monotonia do horizonte, acreditando estar recebendo um sinal positivo dos deuses. Para eles, esse fenômeno estava diretamente relacionado a deusa Íris, mensageira da deusa Juno, esposa de Zeus, que surgia no céu caminhando por um arco formado por sete cores (violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) para trazer mensagens divinas aos homens.
A religiosidade predominava na vida havaiana e permeava suas atividades diárias e cada evento significativo, tal como o nascimento, o casamento, a morte, a pesca, a agricultura e a guerra. Os antigos havaianos adoravam grande número de deuses, a maioria deles vinculados a manifestações da natureza, como Ke Anuenue, deusa que personifica o arco-íris e também associada diretamente a chuva, a fertilidade da terra, a agricultura e a prosperidade. O arco-íris, aliás, quase sempre foi símbolo de uma nova esperança, já que ele se projeta no céu, logo após uma tempestade. Ele representa harmonia, sucesso e prosperidade, entretanto, para algumas culturas o arco-íris envolve uma atmosfera de medo. Uma lenda popular na Finlândia, associa-o a foice do Deus do Trovão. Os árabes consideram-no como sendo o arco do demônio. Em outras tradições existe a crença que o ato simples de apontar para um arco-íris pode custar a perda de um dedo ou uma úlcera. Já na Romênia, há uma lenda que todo aquele que passar abaixo dele, obterá uma mudança de sexo. Entre os hebreus e os cristãos, o arco-íris é considerado como o arco da promessa. Na mitologia nórdica, Bifrost, o arco-íris, também associado com a Via Láctea, era a ponte que conectava a Terra, chamada de Midgard, com Asgard, a Casa dos Deuses, pois só essas divindades poderiam cruzá-lo.
Para os achewa, uma tribo africana cuja sobrevivência depende exclusivamente da agricultura, o arco-íris representa os braços de Deus e é um símbolo da providência, que se manifesta através de nuvens carregadas de chuva. Na escassez deste líquido precioso, toda a tribo invoca um ser supremo conhecido pelo nome de Chiuta (Grande Arco), o Senhor do Arco-íris.