sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Kongamato



Em 1923, Frank H. Melland, um pesquisador, relatou em seu livro viagens pela África e seu contato com tribos na Zâmbia. Durante sua estada com os moradores, ele tomou nota de relatos de uma misteriosa ave gigantesca. As pessoas descreviam a criatura como tendo pele macia, sem penas, e um longo bico repleto de dentes. As asas abertas mediam entre 1.20 m e 2.20 m, de ponta a ponta. Que atacava embarcações; o bicho era chamado de Kongamato (Ou Kongamoto), que significa "Virador/Destruidor de barcos". Dois anos depois, um homem foi atacado e mordido pelo misterioso animal voador.

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Curioso com a descrição das criaturas, Melland pesquisou em seus arquivos se havia algum ser semelhante, pois acreditava que os nativos estavam vendo coisas ou confundindo uma criatura existente. O mais próximo que conseguiu encontrar foi uma gravura de um pterodáctilo. Mesmo sabendo que se tratava de uma criatura extinta há milhões de anos, o pesquisador decidiu mostrar a figura para os habitantes locais.
Frank H. Melland surpreendeu-se quando as pessoas reconheceram imediatamente a criatura. Todos disseram se tratar do Kongamoto. Bem como pessoas de outras tribos.
As descrições variam apenas na altura do bicho, que vai entre 90cm a 1m do bico até a cauda do animal. Alguns também gostam de descrevê-lo com dentes de crocodilo saindo pelo bico e de pele preta ou avermelhada. No resto, todos confirmam se tratar de um pterodáctilo, exitinto há mais de 65 milhões de anos!
Anos mais tarde, em 1956, um outro escritor, que visitou áreas semelhantes, também relatou as descrições dos habitantes. E também um caso peculiar: Um guia contou que um homem fora caçar em uma floresta considerada perigosa. Horas mais tarde, o homem apareceu apavorado, com um corte enorme em sua barriga. Ele descreveu que foi atacado por um grande pássaro, sem pelos, e com um longo bico serrilhado. O guia pegou a figura que o pesquisador tinha do pterodáctilo, e ao mostrá-la ao caçador, este fugiu assustado, reconhecendo o monstro.
Mais avistamentos foram ocorrendo ao longo dos anos, mas não foi dada muita importância devido à falta de provas e por a maioria das pessoas considerarem que a crença dos nativos daquelas áreas era bem forte, o que, segundo os céticos, pode chegar a criar uma alucinação ou confusão.
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Suposta imagem do Kongamoto

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Balder

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Balder é uma divindade do panteão nórdico. Era uma divindade da justiça e da sabedoria, filho de Odin e Frigga, irmão de Hermod e Hod. O seu irmão Hod era cego, sendo por conseguinte o deus das Profundezas. Casado com Nana, era o mais belo e o favorito dos deuses, morando num palácio que ficava na claridade de uma noite de Verão. Nunca participava de festas em Valhalla, pois considerava-as muito barulhentas. É um deus bastante diferente dos outros, solar e pacífico. Balder disseminou a boa vontade e a paz em todos os lugares que visitou, o que fez dele um dos deuses mais amados. Sua popularidade e bondade inata atraíram a ira de Loki, filho do gigante Farbauti com a giganta Laufey, que mesmo sendo filho de gigantes é considerado um Aesir. Um dia, Balder passou a ser atormentado por estranhos pesadelos, um sinal da morte iminente, e isso acabou perturbando todos os deuses. Depois de muitos problemas, Odin tomou algumas precauções para evitar o terrível destino de Balder, enviando Frigga com a missão de obter um juramento de todos os seres vivos e não vivos de que não iriam fazer mal a Balder. Porém, Loki se disfarçou de mulher e teve uma conversa com Frigga, descobrindo que uma pequena planta, o visco, não prestara o juramento, pois Frigga a julgara inofensiva a Balder por ser muito jovem. Foi feita então uma festa em que todos os deuses atiravam coisas em Balder, as quais sempre se desviavam de seu alvo. Havia um, porém, que não participava da brincadeira, Hod, irmão cego de Balder. Loki, então o perguntou por que ele também não participava, e este respondeu que não sabia em que direção atirar. Aceitando a sugestão de Loki, Hod atira uma flecha feita de um ramo de visco no coração de Balder, que no mesmo instante cai morto. Este ato chocou todos os deuses e todos os homens, ao ponto de até os gigantes Jötuns, inimigos dos deuses, participarem solidariamente no funeral de Balder. Nana, mulher de Balder, suicidou-se com o desgosto.
Frigga não se conseguiu conformar com a morte do seu amado filho e começou a planejar uma maneira de enviar ao Helheim (o reino dos mortos) alguém com coragem suficiente para levar o resgate em ouro e trazer o seu filho de volta.

Foi o irmão de Balder, Hermod, o Ágil, quem empreendeu a viagem, montado no cavalo mais veloz do mundo, Sleipnir, que pertencia a seu pai. Depois de nove dias e nove noites de viagem chegou à margem de um rio com uma ponte com o teto em ouro guardada por uma mulher armada que vigiava para que nenhum dos que tinham entrado no Helheim saísse nem que entrasse nenhum ser vivo. Mas quando Hermod se identificou e disse qual era a sua missão a sentinela deixou-o entrar.
Depois de percorrer o sinistro reino chegou à deusa Hel. A deusa deixou-se comover pela dor geral que a morte de Balder tinha provocado e deixou que este saísse do seu reino sob a condição de que todas as criaturas do Universo continuassem a chorar a sua perda. Logo cavalgou Hermod de volta pedindo a todos os seres vivos que chorassem a morte de Balder. No entanto, o deus nunca foi resgatado de Helheim até ao dia de Ragnarok porque Loki se recusou a chorar a morte de Balder. No entanto, o belo deus presidiria o renascimento do mundo depois do dia de Ragnarok.

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