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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Argus


Na mitologia grega, Argus ou Argos Panoptes era um gigante que tinha 100 olhos. “Panoptes” significa “aquele que tudo vê”. Era um monstro de cem olhos, fiel servo de Hera. Argos nunca dormia, pelo menos por inteiro. Quando 50 olhos se fechavam para dormir, os outros 50 permaneciam abertos. Por isso mesmo era um excelente vigia. Ele quem cumpria as ordens de Hera, liquidando quem ela determinasse. Foi ele quem liquidou Equidna, o monstro de natureza terrível que devorava viajantes inocentes, enquanto ela dormia. Também foi ele quem vigiava com seus cem olhos, que nunca dormiam, Io a amante de Zeus, que foi transformada em novilha.
Recomendado por Zeus, Hermes fêz Argos Panoptes dormir e matou-o. Quando Argos morreu, Hera o transformou de monstro a um lindo e exuberante pavão real, com suas penas marcadas pelos olhos de Argos Panoptes, em reconhecimento por suas grandes tarefas cumpridas



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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Anfitrite

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Na mitologia grega, Anfitrite é filha da ninfa Dóris e de Nereu, portanto uma Nereida. Na mitologia romana, é conhecida como Salácia.
É esposa de Poseidon ( Netuno na mitologia romana) e deusa dos mares. Certa vez, quando se divertia com suas companheiras foi vista por Poseidon que, maravilhado pela sua deslumbrante beleza, tentou raptá-la, mas ela se recusou a unir-se ao deus, escapou e refugiou-se nas profundezas do oceano, em um lugar onde só sua mãe, Dóris, sabia onde estava. O deus dos oceanos não desistiu de sua paixão e continuou com suas investidas. Mandou um delfim procurá-la e ela foi encontrada ao pé do monte Atlas e convencida,concordou em voltar e montada num touro com cauda de peixe foi guiada pelo delfim, e casou com Poseidon, que a tornou rainha dos oceanos . 

 

Dessa  união, nasceu Tritão, deus marinho, metade homem, metade peixe que se tornou mensageiro e zeloso servidor dos pais, e com sua música produzida com búzios como instrumento, apaziguava a agitação dos mares para que a carruagem paterna pudesse percorrer em segurança seus domínios.
Anfitrite era representada portando um tridente, símbolo de sua soberania sobre os mares. Também  era retratada na pintura de vasos gregos como uma mulher jovem, muitas vezes levantando suas mãos em um gesto de beliscar. Às vezes ela era mostrada segurando um peixe. Na arte do mosaico a deusa geralmente passeia ao lado do marido em uma carruagem puxada por cavalos marinhos ou Hipocampos. Às vezes seus cabelos são fechados com uma rede e sua testa adornada com um par de chifres em forma de pata de caranguejo.

 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

 
Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) era o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Meio homem, meio animal, tem o dorso e rosto de homem, mas ostenta chifres e patas de bode, com longos pelos cobrindo o corpo e feições animalescas. Apesar da aparência, é conhecido como um deus alegre e amante da música. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Amante da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico. Em Roma, chamado de Lupércio, era o deus dos pastores e seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Pã foi associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode. Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados. Pã teria sido um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amaltéia, existem lendas que dizem que ele é  filho de Hermes, ora como filho do Ar e de uma nereida, ou filho da Terra e do Céu. 

 

Pã apaixonou-se por Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo fato de ele não ser nem homem, nem bode.
Pã então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido a transformando em bambu. Quando Pã a alcançou, não havia nada, excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.
Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado, e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de Flauta de Pã, em honra ao próprio deus. Ele também perseguiu as ninfas Pítis e Eco.
Apesar de ter sido venerado como um deus, Pã não era imortal. Não se sabe como sua morte ocorreu, só que ela foi anunciada por um navio, de onde uma voz bradava: "O grande Pã está morto!" Em homenagem ao bravo fauno que o havia ajudado na batalha contra Tifão e que havia alegrado a Terra e o Olimpo com sua música, Zeus catasterizou-o na constelação de Capricórnio.


 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Morfeu


Segundo a mitologia grega, Morfeu era um deus filho de Hipnos, o deus do sono. Assim como o seu pai, ele dispunha de grandes asas que o fazia vagar silenciosamente pelos mais distantes lugares do planeta Terra. Ao aproveitar do repouso dos homens, Morfeu assumia formas humanas e ocupava os sonhos de quem quisesse, aparecendo nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada por aquele determinado indivíduo. Desse modo, os gregos acreditavam que uma noite bem dormida e seus vários efeitos positivos só seriam explicados pela presença dessa divindade em seus sonhos. Morfeu foi mencionado na obra Metamorfoses de Ovídio como um deus vivendo numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada com flores. Em nosso cotidiano, é comum muitas pessoas celebrarem uma noite bem dormida dizendo que “caiu nos braços de Morfeu”. Foi justamente por meio dessa expressão e da história de Morfeu que um dos mais potentes analgésicos existentes, a morfina, ganhou esse nome.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Hipnos



Hipnos, na mitologia grega era a personificação do  sono, da sonolência; seu equivalente romano era Somnus. Era filho da deusa da noite, Nix, e de Érebo, que simbolizava a escuridão primitiva constituída no instante da criação. Ele tinha inúmeros irmãos, dos quais o mais importante era seu gêmeo Tânatos, divindade responsável pela esfera da morte. Tanto que em Esparta era comum sua imagem ser colocada sempre ao lado da morte, representada por seu irmão. Seus outros irmãos nasceram apenas da vontade de Nix, ou da ajuda de Érebo. Hipnos seria o responsável pelo descanso restaurador de todas as criaturas terrestres, enquanto ele pairava sobre a superfície. A Ilíada de Homero afirma que Hipnos morava em Lemnos, junto de sua esposa Grácia Pasitea, oferta da deusa Hera por seus serviços prestados. Normalmente, ao repousar, ele adotava a forma de uma ave.
 Ele e sua esposa tiveram os oneiros, seus filhos, responsáveis por distribuir os sonhos: Ícelo - criador dos pesadelos, Morfeu - criador dos sonhos, Fântaso - criador dos objetos inanimados que aparecem nos sonhos, e Fantasia - única filha, criadora dos monstros, quimeras e devaneios.
Hipnos vivia num palácio construído dentro de uma grande caverna no oeste distante, onde o sol nunca alcançava, porque ninguém tinha um galo que acordasse o mundo, nem gansos ou cães, de modo que Hipnos viveu sempre em tranquilidade, em paz e silêncio. Do outro lado de todo este lugar peculiar passava Lete, o rio do esquecimento, e nas margens, cresciam plantas que junto ao murmúrio das águas límpidas do rio ajudavam os homens a dormir. No meio do palácio existia uma bela cama, cercada por cortinas pretas onde Hipnos descansava, sendo que Morfeu tomava cuidado de que ninguém o acordasse.
Costumava ser visto trajando peças douradas, em oposição a seu irmão gêmeo que normalmente usava tons prateados. Também pode ser retratado como um jovem nu dotado de asas, tocando flauta com a qual adormece os homens, com um rastro de névoa por onde passa. Seus atributos incluem um chifre contendo ópio, um talo de papoula, um ramo gotejando água do rio Lete ("Esquecimento") e uma tocha invertida. 




Eco


Eco era uma ninfa, reconhecida pelo seu encanto, juventude e beleza, que vivia nas montanhas e nas grutas. Foi uma das ninfas que acompanhou a deusa Hera quando esta se casou com Zeus. Tinha, no entanto, um defeito: falava demais e sempre queria dar a última palavra em qualquer conversa ou discussão. Eco tinha a tarefa de distrair a atenção de Hera, com conversas e cantos, sempre que Zeus se ausentava nas suas aventuras amorosas com deusas e mortais. Quando Hera descobriu a artimanha, castigou Eco, retirando-lhe a voz e fazendo-a repetir sempre a última sílaba das palavras que eram faladas na sua presença. A ninfa Eco ficou conhecida como "aquela que não sabe falar em primeiro lugar, que não pode calar-se quando se fala com ela, que repete apenas os últimos sons da voz que lhe chega" .
Pouco tempo depois, Eco apaixonou-se por Narciso, mas impossibilitada de lhe confessar o seu amor e ignorada por ele, refugiou-se nas cavernas, onde morreu de desgosto e onde ainda hoje se consegue ouvir o eco da sua voz. Quanto a Narciso, este foi castigado pelos deuses por ter recusado Eco. Condenado a apaixonar-se pela sua própria imagem, Narciso morreu a olhar para o rosto refletido nas águas de um lago.
Outra lenda conta ainda que a morte de Eco foi causada pelo deus Pã a quem ela recusou o amor. Pã mandou que os pastores matassem Eco, a desfizessem em bocados e que os espalhassem pelo mundo inteiro. Gaia, a deusa da terra, recebeu os pedaços e guardou a sua voz e o seu talento de repetir qualquer som. 



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hefesto



Hefesto era o deus do fogo, dos metais e da metalurgia; patrono dos ferreiros,era representado normalmente como um ferreiro, e seus atributos eram o machado e a tenaz. Suas oficinas eram os vulcões, onde trabalhava auxiliado pelos ciclopes e por criadas de ouro "em tudo semelhantes a moças vivas". Era filho de Zeus e de Hera ou, em algumas versões, só de Hera, ela teria dado a luz a Hefesto através da partenogênese (refere-se ao crescimento e desenvolvimento de um embrião sem fertilização). Ao contrário dos demais deuses, belos e fisicamente perfeitos, era feio e coxo. Existe duas versões para sua deformidade. Em uma delas, tentou defender Hera durante uma das inúmeras discussões com Zeus e o pai dos deuses, encolerizado, agarrou-o pelo pé e atirou-o Olimpo abaixo. Hefesto caiu durante um dia inteiro e, ao se chocar com a ilha de Lemnos, ficou coxo para sempre. Na versão mais popular, sua mãe ficou tão assustada com sua deformidade que o jogou fora do Olimpo logo depois de nascer, para que os outros deuses não o vissem. Ele caiu no mar, mas foi salvo pela oceânide Eurínome e pela nereida Tétis, que mais tarde o criaram. Mais tarde, Hefesto se vingou de Hera enviando-lhe de presente um finíssimo trono de ouro com uma armadilha. Assim que a deusa se sentou, correntes a prenderam habilmente e ninguém conseguia quebrá-las, e somente Hefesto sabia desarmar a armadilha. Os deuses tiveram então que pedir a Dionisio que desse um jeito de trazer Hefesto de volta ao Olimpo. Dionisio não teve grandes dificuldades em embriagá-lo e convencê-lo; na verdade, ele realizou tão bem sua tarefa, que Hefesto teve de entrar na morada dos deuses montado em um burro... Mas soltou a mãe logo depois e assumiu seu lugar no Olimpo.



Foi então que Hera para reparar seus danos lhe deu a mão de Afrodite, Hefesto casou-se com Afrodite, no entanto, apesar da beleza de Afrodite ser muito grande, seu caráter não era. Afrodite sempre manteve um caso com o deus Ares, mas Hefesto tomou conhecimento da traição e preparou uma armadilha para os dois. Hefesto saiu de casa e Afrodite se encontrou com Ares em sua residência e na cama Hefesto tinha colocado uma rede com fios transparentes, foi então que os dois deitaram e ficaram amarrados na frente de todos os deuses passando humilhação. Hefesto foi responsável por fazer boa parte dos magníficos equipamentos dos deuses, e quase todo tipo de trabalho em metal dotado de poderes mágicos que aparece na mitologia grega é tido como tendo sido feito pelo deus; o elmo alado e as sandálias de Hermes, o peito de armas conhecido como égide a célebre cinta de Afrodite o cetro de Agamenon a armadura de Aquiles, os crotala de bronze de Héracles a carruagem de Hélios (bem como a sua própria), o ombro de Pélops , o arco e flecha de Eros.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Melampo

Melampo, filho de Amitáon, um dos eólios, era adivinho e efetuou uma das mais famosas curas da Mitologia. Melampo foi o primeiro mortal dotado de poderes proféticos. Em frente à sua casa havia um antigo carvalho que abrigava um ninho de serpentes. As velhas serpentes foram mortas pelos seus criados, mas Melampo resolveu cuidar dos filhotes, alimentandos-as cuidadosamente. Certo dia, enquanto dormia sob o carvalho, as serpentes lamberam as suas orelhas. Ao despertar, espantou-se porque podia entender a linguagem dos pássaros e também das criaturas rastejantes. Esse conhecimento dava- lhe a capacidade de prever os eventos futuros, e ele tornou-se um vidente de renome. Certa vez seus inimigos o capturaram e o puseram-no sob rigorosa prisão. No silêncio da noite, Melampo ouviu dois vermes da madeira conversando sobre o estado de putrefação do madeiramento do edifício, prevendo que o telhado cairia em breve. Ele revelou esse fato aos seus captores e ordenou-lhes que o deixassem sair, advirtindo-os que também se prevenissem. Eles obedeceram a Melampo, escapando à destruição: recompensaram-no e passaram a respeitá-lo. Melampo curou a impotência de Íficlos, filho do rei Fílaco, da Tessália, depois de descobrir o tratamento necessário pela conversa das aves. Curou também a loucura das prétides, filhas de Preto, rei de Tirinto.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dríope




Dríope, na mitologia grega era filha do rei Driops ou do rei Eurito. Foi violentada por Apolo, com quem teve o filho, Anfiso. Dríope era a mais belas das virgens da Ecália, mesmo tendo sido violentada por Apolo, se casou com Andraemon.
Um dia, ela caminhava com sua irmã Iole pela margem de um rio com a intenção de colher flores para tecer guirlandas para os altares das ninfas. Dríope levava o filho no colo e, enquanto caminhava, ela o amamentava. Quando chegou perto da água, Dríope viu muitas flores próximas de um lótus e colheu algumas. Iole ia fazer o mesmo, mas avistou sangue no lugar onde a irmã acabara de colher as flores. A planta era a ninfa Lótis, que, ao fugir de um perseguidor, fora metamorfoseada em planta. Dríope ficou horrorizada, mas não pôde sair do lugar, pois logo sentiu seus pés enraizados ao solo. Até tentou arrancá-los, mas só dava para mover os membros superiores. A dureza da madeira foi subindo aos poucos pelo seu corpo; quando tentou arrancar os cabelos, apenas folhas vinham em suas mãos. O seio materno começou a se enrijecer e o leite que a criança sugava parou de sair. Iole não podia fazer nada para interromper a metamorfose, então apenas abraçou o tronco que não parava de crescer. Quando o marido de Dríope e o pai apareceram, Iole apontou-lhes o que restara da irmã. Abraçaram o tronco e beijaram as flores. Só restava de Dríope o rosto, do qual escorriam lágrimas que caíam sobre as folhas. Enquanto era possível, ela falou que não era culpada, nem merecia tal destino, depois pediu que sempre levassem seu filho para ser nutrido sob seus ramos e brincar sob sua sombra. Dríope despediu-se da família e implorou que não deixassem que algum machado a ferisse, nem que rebanhos dilacerassem seus galhos. Também pediu para que ensinassem seu filho a ser cauteloso ao andar pelas margens dos rios e colher flores, lembrando-se de que cada arbusto pode ser uma deusa disfarçada.



La Metamorfosis y castigo de la ignorante Dríope

Mársias

A deusa Minerva inventou a flauta e começou a tocar o instrumento com grande beleza para todos os deuses e Cupido que era um deus muito brincalhão, começou a rir da estranha expressão que Minerva fazia enquanto tocava. Minerva ficou indignada com isso e jogou fora a sua flauta, atirando-a na terra.
Mársias achou a flauta de Minerva e começou a tocar tão deliciosamente que se atreveu a desafiar o deus Apolo para uma disputa musical. O deus Apolo venceu naturalmente, e castigou Mársias, esfolando-o vivo. O deus arrependeu-se depois,e quis "homenagear" o seu concorrente fazendo do sangue do sátiro nascer o rio Mársias.
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Clície

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Clície era uma ninfa aquática apaixonada por Apolo, que não correspondeu o seu amor. Então ficou debilitada, sentando-se o dia inteiro sobre o chão frio, com as suas tranças caídas sobre os ombros. Durante nove dias ali ficou sem comer e sem beber, alimentando-se apenas de suas próprias lágrimas e do orvalho frio. Divisou o sol quando nasceu, e acompanhou o seu percurso diário até o crepúsculo; Clície não viu nenhum outro objeto além do sol, única luz que iluminava seu coração, seus olhos estavam voltados o tempo todo para ele. Dizem que, enfim, seus pés enraizaram-se no solo e seu rosto tornou-se uma flor que gira sobre a haste, vontada sempre para o sol; mantendo desse modo o sentimento da ninfa que lhe deu origem.
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domingo, 10 de julho de 2011

Gaia


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Gaia era a deusa da Terra, a Mãe Terra, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora quase absurda. Segundo Hesíodo, no princípio surge o Caos, e do Caos nascem Gaia, Tártaro, Eros (o amor), Érebo e Nix (a noite).
Mãe geradora de todos os deuses e criadora do planeta. Nascida do Caos, foi a ordenadora do Cosmos, acabando assim com a desordem e a destruição em que aquele se encontrava, criando a harmonia.
Sozinha, gerou Urano (o Céu) e Pontos (o Mar); criou, do seu próprio corpo, montanhas, vales e planícies; fez nascer a água e deu origem aos seres vivos.
Ela gerou Urano, seu igual, com o desejo de ter alguém que a
cobrisse completamente, e para que houvesse um lar eterno para os deuses "bem-aventurados".
Com Urano, Gaia gerou os 12 Titãs: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Téia, Reia, Têmis, Mnemosine, a coroada de ouro Febe, e a amada Tétis e, por fim, nasceu Cronos, o mais novo e mais terrível dos seus filhos, que odiava a luxúria do seu pai. Gerou ainda com Urano os Ciclopes e os Hecatônquiros (Gigantes de Cem
Mãos).
Sendo Urano capaz de prever o futuro, temeu o poder de filhos tão grandes e poderosos e os encerrou novamente no útero de Gaia. Ela, que gemia com dores atrozes sem poder parir, chamou seus filhos Titãs e pediu auxílio para libertar os irmãos e se vingar do pai. Somente Cronos aceitou. Gaia então tirou do peito o aço e f
ez a foice dentada. Colocou-a na mão de Cronos e os escondeu. Urano, ao descer para se unir mais uma vez com a esposa, foi surpreendido por Cronos, que atacou-o e castrou-o, separando assim o Céu e a Terra. Do sangue de Urano derramado sobre Gaia, nasceram os Gigantes, as Eríneas e as Melíades.
Após a queda de Urano, Cronos subiu ao trono do mundo e libertou os irmãos. Mas vendo o quanto eram poderosos, também os temia e os aprisionou mais uma vez. Gaia, revoltada com o ato de tirania e intolerância do filho, tramou uma nova vingança
Quando Cronos se casou com Réia e passou a reger todo o universo, Urano lhe anunciou que um de seus filhos o destronaria. Ele então passou a
devorar cada recém nascido por conselhos do pai. Mas Gaia ajudou Réia a salvar o filho que viria a ser Zeus. Réia então, em vez de entregar seu filho para Cronos devorar entregou-lhe uma pedra, e escondeu seu filho em uma caverna.
Já adulto, Zeus declarou guerra ao pai e aos demais Titãs com a ajuda de Gaia. E durante cem anos nenhum dos lados chegava ao triunfo. Gaia então
foi até Zeus e prometeu que ele venceria e se tornaria rei do universo se descesse ao Tártaro e libertasse os três Ciclopes e os três Hecatônquiros.
Ouvindo os conselhos de Gaia, Zeus venceu Cronos, com a ajuda dos filhos libertos da Terra e se tornou o novo soberano do Universo. Todavia, Zeus realizou um acordo com os Hecatônquiros para que estes vigiassem os Titãs no fundo do Tártaro. Gaia pela terceira vez se revoltou e lançou mão de todas as suas armas
para destronar Zeus.
Num primeiro momento, ela pariu incontáveis Andróginos, seres com quatro pernas e quatro braços que se ligavam por meio da coluna terminado em duas cabeças, além de possuir os órgãos genitais femininos e masculinos. Os Andróginos surgiam do chão em todos os quadrantes e escalavam o Olimpo com a inteção de destruir Zeus, mas, por conselhos de Têmis, ele e os demais deuses deveriam acertar os Andróginos na coluna, de modo a dividi-los exatamente ao meio. Assim feito, Zeus venceu
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Em uma outra oportunidade, Gaia produziu uma planta que ao ser comida poderia dar imortalidade aos Gigantes; todavia a planta necessitava de luz para crescer. Mas ao saber disto Zeus ordenou que Hélios, Selene, Eos e as Estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de Nix, ele encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim Gaia incitou os Gigantes a colocarem as montanhas umas sobre as
outras na intenção de subir o céu e invadir o Olimpo. Mas Zeus e os outros deuses venceram novamente.
Como última alternativa, enviou seu filho mais novo e o mais horrendo, Tifão para destruir os deuses e seus aliados, mas os deuses se uniram contra a terrivel criatura e depois de uma terrivel e sangrenta batalha, eles conseguem vencer o último filho de Gaia. Enfim, Gaia cedeu e concordou com Zeus que jamais voltaria a tramar contra seu governo. Dessa forma, ela foi recebida como uma deusa Olímpica
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nêmesis

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Nêmesis é deusa da vingança na mitologia grega. Era contra o orgulho e a arrogância e também contra quem não cumpria as leis. Era filha da titã Nix, porém não se sabe quem é seu pai, pois Nêmesis e as irmãs sempre foram criadas isoladas pela mãe. Nêmesis foi criada junto com Têmis que era filha de Gaia, que foi dada a Nix, e foram criadas como irmãs. São as duas deusas com a mesma educação e também atributos comuns. Apesar de Nêmesis nascer na familia da maioria dos deuses trevosos, vivia no monte Olimpo e figurava a vingança divina. Nasceu ao mesmo tempo em que Gaia concebeu Têmis. Gaia, preocupada com a infante Têmis, que poderia vir a ser vítima da loucura de Urano, entregou-a a Nix.
Têmis tornou-se a personificação da ética e Nêmesis a personificação da vingança. Em Ramnunte localizava-se o templo de Nêmesis, e onde havia uma estátua das duas deusas juntas (as mais belas estátuas de Têmis e de Nêmesis). A estátua da deusa foi esculpida por Fídias num bloco de mármore de Paros trazido pelos persas e destinado a fazer um troféu. Os persas tinham-se mostrado muito seguros da vitória e nunca tomaram Atenas, pois Nêmesis tomou partido em favor de Atenas. Nêmesis encorajou o exército ateniense de Maratona.
Nêmesis castigava aqueles que cometiam crimes e ficavam sem penitências, os filhos que xingavam os pais, consolava as mulheres que ficavam sem seus maridos e também ajudava aqueles que tinham que pagar injustamente, pois nada tinham cometido. Nêmesis era uma deusa muito atraente e bonita, assim como Afrodite. Lembra também um anjo, pois tem asas em suas costas.
Uma de suas aventuras amorosas foi com Zeus que a perseguiu incansavelmente, mas ela não queria nada com ele e se transformava em vários tipos de coisas, até que um dia ela se transformou em gansa e Zeus por sua vez se transformou em Cisne e com isso conseguiu seu amor e uma filha com ela também, que botou um ovo e deste ovo nasceu Helena.
Um dos castigos que Nêmesis deu foi a Narciso que por ser muito bonito, desprezava o amor, e muitas donzelas sofriam por amor por causa dele e pediram vingança aos céus. Até que um dia Narciso saiu para caçar e Nêmesis preparou um calor muito forte, que Narciso teve que parar para beber água em uma fonte, mas então viu seu reflexo e se deslumbrou com tanta beleza, foi aí que Narciso ficou até sua morte.
Outro castigo que Nêmesis proporcionou foi pra Creso que era deslumbrado com sua riqueza, e só pensava no seu dinheiro, até que ela levou Creso para uma expedição contra Ciro II da Pérsia e ele acaba perdendo tudo o que tinha, assim fica em ruínas.
Atualmente algumas pessoas chamam de Nêmesis os seus piores inimigos, aquela pessoa que é muito diferente de si próprio, mas ao mesmo tempo se tem muita semelhança. Aquela pessoa que ao mesmo tempo em que é seu inimigo, também lhe traz muita admiração.


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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pomo da Discórdia


Segundo conta a lenda, a Guerra de Tróia teria começado por causa de uma disputa ocorrida no casamento do mortal Peleu com a deusa Tétis, pais do glorioso e mais importante herói homérico o semi-deus, Aquiles. Todos os deuses foram convidados para as núpcias, temendo que algo pudesse sair errado, os noivos resolveram deixar de lado somente Éris a deusa da discórdia. Furiosíssima por ter sido preterida, resolveu acabar com a alegria reinante e entregou aos olímpicos uma linda maçã, toda de ouro, com a inscrição "Para a mais bela". A confusão já estava armada. As três deusas mais poderosas Hera, Afrodite e Atena, imediatamente se colocaram a disputar o troféu. Nenhum dos deuses quis se meter a juiz nessa confusão, inclusive o rei do Olimpo, Zeus. Esse, sabiamente, resolveu se livrar do espinhoso fardo e passá-lo à Pàris, um mortal que era filho do rei Príamo, de Tróia. Na época, Páris trabalhava como pastor e vivia feliz ao lado de uma ninfa adorável chamada Enone. Vivia no campo pois sua mãe, dias antes de seu nascimento, sonhara que estava dando a luz a serpentes flamejantes que se enrolavam entre si, depois pediu aos adivinho para interpretar o sonho e eles disseram que o bebê destruiria Tróia e todo seu território. Assim estavam as coisas até surgirem diante de Páris as 3 divindades em suas formas mais reluzentes e magníficas. Todas tentaram persuadi-lo com oportunidades infinitamente gloriosas. Em troca da maçã de ouro, Atena ofereceu a Páris a chefia de uma histórica e vitoriosa guerra. Já Hera ofereceu a ele a glória de ser o Rei absoluto de toda a Europa e Ásia. E Afrodite por sua vez, garantiu a ele o amor da mais bela mulher do mundo. Páris então, confuso em meio a tantas maravilhas oferecidas a si, concedeu o título a Afrodite. E a deusa, ignorando solenemente a presença de Enone, realizou o desejo do jovem. A deusa sabia exatamente onde se encontrava a mais bela mulher do mundo: era Helena casada com o rei de Esparta, Menelau. Auxiliados por Afrodite, Helena e Páris fugiram para Tróia. Assim que soube da traição, Menelau enfurecido foi pedir auxílio ao seu inescrupuloso irmão, o rei Agamenon para junto com ele persuadir todos os grandes generais e reis da Grécia numa marcha colossal contra os troianos (inclusive o rei da província de Ítaca, Odisseu, arquiteto do plano com o Cavalo de Tróia e posteriormente famoso pela Odisséia). Agamenon viu no infortúnio do irmão a oportunidade perfeita para conquistar Tróia, até então conhecida como impenetrável. E foi a partir desse momento que começava a mundialmente conhecida Guerra de Tróia, No fim Páris cumpriu a missão perdendo a guerra e causando a destruição de Tróia. E a famosa maçã passou a ser conhecida como "o pomo da discórdia" - que hoje indica qualquer coisa que leve as pessoas a brigar entre si.


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Teseu

Teseu era um herói grego filho de Egeu, rei de Atenas e de Etra, filha do rei de Trezena. Embora não haja registros históricos que provem indiscutivelmente que Teseu existiu, alguns historiadores supõem que ele governou Atenas entre 1234 a.C. e 1204, como consta na lista tradicional dos Reis de Atenas. Egeu ao deixar Etra ainda grávida por ter de retornar à Atenas, colocou embaixo de uma grande pedra sua espada e suas sandálias e determinou que quando Teseu atingisse a maioridade, rolasse a pedra para tirar os objetos de lá e então seguir ao encontro dele em Atenas, assim Etra o fez.
Após remover a pedra com facilidade e apanhar os objetos, Teseu corajoso e querendo conquistar fama decidiu ir até seu pai pelo caminho de terra firme que era mais perigoso e cheio de salteadores.
No primeiro dia de viagem chegou a Epidauro e se deparou com Perifetes, filho de Vulcano. Teseu o derrotou e se apoderou de seu bastão de ferro. Mais tarde, se deparou com Procrusto, monstro que amarrava suas vítimas em sua cama de ferro, se a vítima fosse menor que a cama ele a esticava até que desse para amarrar e se fosse maior ele cortava algumas partes até que se encaixasse. Teseu o enfrentou e o derrotou, colocando-o sobre a cama da mesma forma que ele fazia. E até chegar em Atenas, derrotou vários outros tiranos e salteadores, entre eles, Sínis gigante filho de Poseidon, que amarrava seus inimigos em um pinheiro e os arremessava contra rochas, envergando o mesmo até o chão. Teseu fez o mesmo com Sínis, e prosseguiu em sua viagem.
Quando Teseu chegou em Atenas já era conhecido pelos seus feitos, mas o rei Egeu não sabia que ele era seu filho. Medéia já estava instalada no palácio real depois de fugir de Corinto após o assassinato de 4 pessoas, inclusive seus dois filhos. Medéia sabia da identidade do herói, mas não contou a Egeu e sim convenceu-o a matar o forasteiro que poderia ser uma ameaça ao seu reinado. Colocou veneno no vinho e ofereceu ao visitante ilustre. Teseu tirou a espada para seu conforto à mesa e Egeu o reconheceu, evitando assim a sua morte. Medéia mais uma vez foi expulsa de um reino. Naquela época, a cidade de Atenas estava sendo obrigada a pagar tributos ao rei de Creta, Minos. Tais tributos eram pagos com 7 rapazes e 7 donzelas para que alimentassem o Minotauro, o monstro com corpo de homem e cabeça de touro. A criatura vivia num labirinto onde ninguém conseguia sair sem ajuda. Diante do fato, Teseu se ofereceu como uma das vítimas para poder derrotar o Minotauro.
Entrou no lugar de um jovem e partiu para Creta para entrar no Labirinto. Na partida usou velas pretas para navegar e seu pai entregou-lhe um jogo de velas brancas, para usar caso saísse vitorioso na missão. Com efeito, a linda Ariadne, filha do poderoso Minos, apaixonou-se por Teseu e combinou com ele um meio de encontrar a saída do terrível labirinto. Um meio bastante simples: apenas um novelo de lã. Ariadne ficaria à entrada do palácio, segurando o novelo que Teseu iria desenrolando a medida que fosse avançando pelo labirinto. Para voltar ao ponto de partida, teria, apenas, que ir seguindo o fio que Ariadne seguraria firmemente. Teseu avançou e matou o monstro com um só golpe na
cabeça. Infelizmente, ele esqueceu de colocar uma vela branca na sua volta de barco à Atenas, como tinha prometido ao seu pai, o Rei Egeu. Vendo uma vela preta e assumindo então que Teseu estava morto, Egeu se lançou do penhasco, dando o seu nome ao mar Egeu.
O herói assumiu então o governo: uniu os povos da Ática, com capital em Atenas, adotou o uso da moeda, criou o Senado, promulgou leis e instaurou a base da democracia. Cumpridas essas tarefas, Teseu retomou à vida de aventuras. Depois de lutar contra as amazonas, uniu-se à rainha delas, Antíope. Por motivos políticos, casou-se com Fedra, que depois apaixonou-se por Hipólito, filho de Teseu com Antíope. Ao lado do amigo Pirítoo, raptou Helena de Esparta, mais tarde resgatada por seus irmãos Castor e Pólux, e desceu aos infernos para tentar raptar também Perséfone, esposa de Plutão, mas este os manteve presos em suas cadeiras durante um banquete.Anos depois, Teseu foi salvo por Hércules. Ao voltar a Atenas, Teseu encontrou-a dilacerada por lutas internas, pois os cidadãos o julgavam morto. Triste, desistiu do poder, mandou os filhos para a Eubéia e, amaldiçoando a cidade, exilou-se na ilha de Ciros, onde foi morto por seu primo Licomedes.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Métis

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Métis na mitologia grega era uma deusa titânica filha de Tétis e Oceano.

Métis era a deusa da sabedoria e prudência, era a reflexão personificada. Foi a primeira esposa de Zeus. Foi ela que deu a Cronos a beberagem que o fez regurgitar todos os filhos que havia engolido. Quando Métis estava grávida de Zeus, Gaia profetizou que Métis teria dois filhos: a primeira, Tritogenia, seria igual a Zeus em força e sabedoria, e o segundo seria reis de homens e deuses e que iria destronar seu pai. Zeus, temendo que isto acontecesse, engoliu a deusa viva e, junto com Métis foi engolida a sabedoria e os seus valores. Depois a cabeça de Zeus cresceria assustadoramente e Zeus ordenou a Hefesto que lhe abrisse a cabeça com um golpe de machado e dela nasceu Atena, saída já adulta e armada para a guerra.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Leito de Procusto



Procusto era um assassino grego da Ática, antiga região da Grécia. Um assassino extremamente sanguinário. De acordo com a lenda, Procusto oferecia pousada a solitários viajantes que passavam pela floresta onde vivia, tentando demonstrar bondade e compaixão, dando conforto às suas vítimas. Então suas vítimas eram amarradas e Procusto as deitavam num leito de tamanho único. Quando sua vítima era alta, Procusto cortava seus pés até que a pessoa se encaixasse perfeitamente no leito, e quando sua vítima era baixa, era usado um mecanismo para estirar o corpo até que este ficasse do tamanho perfeito da cama.
Suas terríveis torturas continuaram até que o herói Teseu o capturou. O herói prendeu Procusto e o deitou lateralmente em sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes.
Procrusto
significa "o esticador", em referência ao castigo que aplicava às suas vítimas. A mesma personagem é às vezes referida como Polipémon ou Damastes.
O mito é usado como metáfora para criticar tentativas de imposição de um padrão.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Proteu

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Proteu é um deus marinho da mitologia grega, filho dos titãs Tétis e Oceano, mas outras versões dizem ainda que é filho de Poseidon e Fênice. Representa o mar calmo e sedutor. Proteu era o pastor dos rebanhos de Poseidon. Como recompensa pelo seu trabalho, Poseidon o presenteou com o dom da premonição.
Graças ao seu dom, muitos o procuravam para saber o que os esperava no futuro. Porém, não lhe era prazeroso contar os acontecimentos vindouros; então, quando algum humano se aproximava, ele fugia ou metamorfoseava-se, assumindo aparências monstruosas e assustadoras. Porém, se o homem fosse corajoso o bastante para passar por isso, ele lhe contava a verdade.
Eidotéia disse a Menelau que, para Proteu contar-lhe seu futuro, era preciso surpreendê-lo durante o sono e amarrá-lo de maneira que não pudesse escapar, pois ele tomava todas as formas para espantar os que se aproximavam: a de leão, dragão, leopardo ou terríveis monstruosidades, mas se se perseverava em conservá-lo bem ligado, retomava a primitiva forma e respondia a todas as perguntas que se lhe fizessem.
Menelau seguiu as instruções da ninfa. Com três dos seus companheiros, entrou de manhã, nas grutas em que Proteu costumava ir ao meio-dia descansar, juntamente com os rebanhos. Assim que Proteu fechou os olhos e tomou uma posição cômoda para dormir, Menelau e os seus três companheiros se atiraram sobre ele e o apertaram fortemente entre os braços. Era inútil metamorfosear-se: a cada forma que tomava, apertavam-no com mais força. Quando enfim esgotou todas as suas astúcias Proteu voltou à forma ordinária, e deu a Menelau os esclarecimentos que este pedia.
No quarto livro das Geórgicas, Virgílio, imitando Homero, conta que o pastor Aristeu, depois de haver perdido todas as suas abelhas, foi a conselho de Cirene, sua mãe, consultar Proteu sobre os meios de recuperar os enxames, e para lhe falar, recorreu aos mesmos artifícios.
Um outro Proteu é mencionado por Heródoto como rei do Egito, durante a Guerra de Tróia. Este pode ser identificado com o Faraó Setenáquete, fundador da XX dinastia egípcia.
Proteu teve filhos, dois deles gigantes, Tmolos e Telégono, monstros cruéis que não podendo chamá-los ao sentimento da humanidade, tomou o partido de retirar-se para o Egito, com o socorro de Poseidon, que lhe abriu uma passagem sob o mar. Também teve filhas, entre elas a ninfa Eidotéia.


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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ortros



Ortros era um cão bicéfalo oriundo da mitologia grega. Tido como o mais feroz cão de guarda da antiguidade, sua cauda era uma serpente. Sua mãe, Equidna era uma mulher-serpente e seu pai, Tifão, possuia cabeça de cavalo. Ortro era irmão do cão Cérbero que guardava o Hades. Ortro era mascote de Gerião, gigante de três corpos, seis asas e seis braços, pastor de um dos maiores e melhores rebanhos de todo continente africano. Ortro vigiava seu gado, na ilha de Eritéia, onde Hércules o matou, para cumprir o seu décimo trabalho. Há quem diga que o dono original de Ortro foi Atlas, o titã que carregava a Terra nos ombros. Conta a lenda que depois de ter sido morto por Hércules, Ortro ascendeu aos céus e transformou-se na estrela Sírius (Estrela do Cão), que é a estrela mais brilhante do céu noturno.

Michelle Dawson - Orthrus
Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Musas

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Após a vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano, conhecidos como titãs, foi solicitado a Zeus que se criassem divindades capazes de cantar a vitória e perpetuar a glória dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemósine, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, um ano depois, Mnemósine deu à luz nove filhas em um lugar próximo ao monte Olimpo. As musas eram nove deusas das artes e ciências na mitologia grega . Elas cantavam o presente, o passado e o futuro, acompanhados pela lira de Apolo, para deleite das divindades do panteão. Eram, originalmente, ninfas dos rios e lagos. Cada musa protegia uma certa arte ou ciência. Viviam no Monte Olimpo com seu líder, o deus Apolo. Com ele permaneciam jovens e belas eternamente, e com ele aprenderam a cantar. Podiam ver o futuro, o que poucos deuses podiam fazer, tinham também o dom de banir toda tristeza e dor. As musas tinham vozes agradáveis e melódicas e freqüentemente cantavam em coro. Os primeiros escritores e artistas gregos pediam inspiração às musas antes de começar a trabalhar. Qualquer uma delas podia ser invocada, apesar de cada uma proteger uma arte ou ciência especial. Musa é uma palavra que vem do grego "mousa"; dela derivam museu que, originalmente significa "templo das musas", e música que significa "arte das musas".

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Calíope: considerada a chefe das musas, é a deusa da poesia épica. Algumas vezes é retratada carregando uma tábua de escrever. Calíope sabia tocar qualquer instrumento. Clio: deusa da história, seu símbolo é um rolo de pergaminho e sempre carrega uma cesta com livros. É creditada a ela a introdução do alfabeto fenício na Grécia.
Erato: deusa da poesia de amor; seu símbolo é a lira.
Euterpe: deusa da música e da poesia lírica, seu símbolo é a flauta. Dizem que foi ela que inventou a flauta e outros instrumentos de sopro.
Melpômene: deusa da tragédia; seu símbolo, uma máscara trágica e usa botas como os antigos atores de dramas.
Polímnia: deusa da poesia sacra e dos hinos; seu símbolo é um véu e é sempre retratada com um semblante sério e pensativo.
Terpsícore: deusa da dança, seu símbolo é uma lira ou címbalos. Inventou a dança, usa uma coroa de louros e está sempre carregando um instrumento musical em suas mãos.
Thalia: deusa da comédia, seu símbolo é uma máscara cômica.
Urania: deusa da astronomia, seu símbolo, um globo e um par de compassos.

Mas não eram apenas os deuses olímpicos que eram contemplados com o encanto e beleza das Musas, também os mortais usufruíam pessoalmente da arte das deusas. Conta a lenda que, à noite, as nove deusas envoltas em suaves nuvens, desciam às casas dos mortais, participando das suas festas e celebrações. Discretamente, juntavam-se ao coro de vozes humanas, tornando-os melodiosos e de uma suavidade divina. Quando um coro alcançava o ápice da beleza, dizia-se que eram as Musas que o regiam naquele instante fecundo.

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