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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Bruxa de Wookey Hole

Wookey Hole witch, Somerset

Wookey Hole Caves é uma caverna e atração turística na aldeia de Wookey Hole no extremo sul do Mendip Hills perto de Wells , em Somerset , Inglaterra .
Conta a lenda, que durante a Idade das Trevas uma velha, que vivia sozinha nas cavernas fundas e úmidas de Wookey Hole. Atiravam-lhe as culpas de tudo o que acontecia de mal na aldeia. A gente das redondezas acreditava que era uma bruxa que lançava feitiços e desgraça.
Por fim, o povo resolveu pedir ajuda ao Abade da vizinha Abadia de Glastonbury. Enviaram um monge chamado Frei Bernard, um frade beneditino e exorcista emérito,  para exorcizar o espírito da bruxa. Frei Bernard entrou na caverna armado apenas de uma bíblia e uma vela.
Na fraca luz, viu a bruxa debruçada sobre o seu caldeirão. Tentou falar com ela mas, gritando maldições e lançando feitiços ela fugiu para as profundezas da caverna, ao longo de uma estreita passagem chamada "A Escada do Inferno".
O corajoso frei seguiu-a e voltaram a encontrar-se nas profundezas de uma caverna interior. Rapidamente, Frei Bernardo apanhou um pouco de água do rio, benzeu-a rapidamente e lançou-a sobre a bruxa, transformando-a em pedra. Ainda hoje pode ver a forma petrificada da bruxa nas profundezas destas extraordinárias grutas.


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Hécate



Hécate, Deusa anciã e sábia, de origem grega, preside sobre os caminhos. Conhecida como a Deusa das três passagens, guardiã da casa, Deusa da Magia e protetora das bruxas, assim como de tudo o que era recém nascido.Durante anos foi extensamente cultuada pelos povos antigos como uma bela e poderosa Deusa, atualmente é descrita como uma bruxa velha que meche o caldeirão.Foi a única dos antigos Titãs que Zeus permitiu que mantivesse sua autoridade, depois que ele obteve o controle do Olímpo. Ele dividia apenas com Hécate, o poder de dar vida humana a qualquer coisa ou de tirar. Vista como uma Deusa lunar, seus reinos são a terra, o mar e o céu, com o poder de criar e reter tempestades, amante da solidão; uma Deusa virgem. Ainda que vista andando nas estradas ou cemitérios durante a Lua Nova; é descrita como brilhante e luminosa. Por isso os estudiosos a comparam a Astéria, a Deusa Titã da Luz Brilhante, Deusa Estrela, em relação ao seu aspecto Lunar, pois ambas seriam vistas tardiamente no repouso da terra. Em outro período foi considerada filha de Astéria, e por igual sensibilidade carrega consigo uma tocha para os peregrinos. Hécate, a Deusa do submundo e dos mortos, simpática e tolerante com aqueles que não tem medo, nem a enxergam de maneira errônea. Rainha da Noite viajava com fantasmas. Para adquirir sua proteção era comum oferecer o fogo lateral na área esterna da casa, do qual os desabrigados eram os beneficiários reais. Alimentos também eram deixados nas encruzilhadas em sua honra, nas junções onde três estradas convergiam. Erguiam um mastro na interseção e três máscaras eram penduradas para pedir sua orientação sobre o melhor caminho. Elas também poderiam ser enfeitadas e postas nas entradas das casas e hospedarias, para que Hécate impedisse os espíritos de entrar. Com o tempo foi vista como filha de Hera e Zeus na mitologia grega. Num mito, ela causou a ira de sua mãe roubando seu rouge, e o escondendo em baixo da cama de uma mulher que dava a luz, o contato com o sangue do nascimento tornou Hécate impura e ela foi mergulhada em Acheron, um dos rios de Hades, para ser limpa, mas acabou sendo afastada do fluxo do rio. O roubo do rouge é uma metáfora para a menopausa de Hera, onde começa então a menstruação de Hécate. Hera não aceitou estar entrando na menopausa e a responsabilizou. Desta forma se tornou a protetora das mulheres na hora do parto, conferindo saúde e crescimento a criança. Considerada uma Deusa Tríplice e acompanhada assim com o símbolo da sabedoria, possui o aspecto de donzela, mãe e anciã ao mesmo tempo, tendo desta forma a habilidade de ver em diversos sentidos, até mesmo o passado, o presente, e futuro. Por esta razão, existem três descrições distintas deste aspecto da Deusa. O primeiro sendo vista com três cabeças; o segundo de uma anciã sozinha acompanhada por três cães sagrados, e o terceiro e ultimo na figura de uma anciã possuindo um cão com três cabeças.Seu mito mais relevante foi quando Hécate testemunhou a abdução de Perséfone, filha de Demeter, por Hades Deus do inferno, e atuou como mediadora entre eles, barganhando então junto a Zeus um acordo de resgate. Entretanto Hades durante a despedida, faz com que Perséfone coma sementes de romãs encantadas, o que a obriga a passar a metade de todos os anos com ele no submundo, e a outra metade com sua mãe. Hécate realiza então a iniciação de Perséfone aos mistérios do submundo, e se torna a sua confidente a acompanhando sempre em seu retorno ao mundo superior. Hades grato era mais do que hospitaleiro, honrando Hécate como uma proeminente e permanente convidada no mundo espiritual. Desta forma ela passa a ajudar nos ritos de passagem para o além, e também a preparar a pessoa para seu retorno a próxima vida, em todo o processo de morte e renascimento.


Strega


No Império Romano, o vampiro era uma bruxa que, em forma de coruja, atacava crianças para sugar seu sangue. Elas eram chamadas de Strix, o que culminou em strega, italiano para bruxa. A strega, mesmo durante o Império Romano, já tinha características vampirescas. Voava à noite, sugava o sangue de crianças e se envolvia sexualmente com homens que acabavam drenados. Em outras versões ela aparece sendo descrita como um ser voador que suga sangue para poder sobreviver, tendo a forma de pássaro com asas parecidas às de um morcego e olhos amarelos, quatro patas com que se agarra às suas vítimas e um bico longo com o qual chupa o sangue. As lendas romanas contam que quando ela ataca, é quase impossível que se separe do corpo da sua vítima até que termine de sugar o seu sangue, a não ser que seja morto. As vítimas morrem instantaneamente. Muito do que foi usado no combate ao Vampiro foi também usado contra a strega, tanto é que Carlos Magno teve de promulgar uma lei que proibia queimar ou canibalizar stregas. Ambas as práticas foram adoptadas contra o vampiro, inclusive comer pedaços dele como forma de cura. O lobisomem também foi um fenómeno conhecido em Roma e na Itália.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Baba Yaga




Baba Yaga é uma figura do folclore do leste europeu. É uma mulher velha e ossuda, que viaja pelos céus montada em um almofariz. Os rastros que deixa, apaga com uma vassoura. Mora em uma casa móvel, com patas de galinha, cuja fechadura é uma boca cheia de dentes. Isaac Bashevis Singer descreveu Baba Yaga com um nariz vermelho arrebitado, com narinas largas e ardentes, olhos em chama como carvão em brasa e com cardos a sair do crânio em vez de cabelos. Singer referiu também a existencia de babas menores e de pequenos imps chamados dziads. Ajuda os puros de coração e devora os impuros. Originalmente concebida como uma entidade benfazeja, ao longo do tempo foram lhe atribuindo um caráter sinistro.



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Bruxa de Gwrach-y-rhibyn

O significado do nome Gwrach-y-rhibyn, literalmente é "Bruxa da Bruma" mas é mais comumente chamada de "Bruxa da Baba". Dizem que parece com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras escamosas, coriáceas como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora quando cumpre funções semelhantes, prevendo a morte. Acredita-se que a medonha aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias galesas. Alguns habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa górgona; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um pássaro. Uma antiga família que teria sido assombrada pela Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling. Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto.

http://www.thelondonvampire.co.uk/custom/gwrach-y-rhibyn.jpg

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

As Bruxas de Salém


Bruxas de Salém refere-se ao episódio gerado pela superstição e pela credulidade que levaram, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria, na pequena povoação de Salém, Massachusetts numa noite de outubro de 1692. O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus(religião tradicional da África Ocidental) às amigas, que, por esse fato, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para as examinar declarou que deveriam estar amaldiçoadas. Os julgamentos de Tituba e de outros foram efetuados ante o juíz Samuel Sewall, Cotton Mather um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se da acusação. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de ser comprimido por rochas em uma tábua sobre seu corpo até morrer, levando ao total 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinqüenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que pensava que as suas sentenças haviam sido um erro.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Bruxa



Uma bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como uma mulher velha e encarquilhada, exímia e manipuladora de Magia Negra e dotada de uma gargalhada terrível. É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos. Alguns autores utilizam o termo, contudo, para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia. Algumas bruxas históricas adquiriram alguma notoriedade, como é o caso das chamadas Bruxas de Salém,a Bruxa de Evóra e Dame Alice Kytler (bruxa inglesa). As bruxas foram implacavelmente caçadas durante a inquisição na Idade Média.

Durante a Idade Média toda e qualquer mulher que conseguia poder, passavam gradativamente a ser considerada bruxa. Bruxa em sânscrito significa “mulher sábia”. As bruxas eram denominadas sábias, até a Igreja lhes atribuir o significado secundário de mulheres dominadas por instintos inferiores. Com a chegada do Cristianismo, começando a imperar a era patriarcal, as mulheres foram colocadas em segundo plano e tidas como objetos de pecado utilizados pelo diabo.
Muitas mulheres não aceitaram essa identificação e rebelaram-se. Essas, dotadas de poder espiritual, começaram a obter novamente o prestígio que haviam perdido o que passou a incomodar o poder religioso. Assim acusar uma mulher de bruxaria ficou fácil, bastava uma mulher casada perder a hora de acordar, que o marido a acusava de estar sonhando com o demônio. Um dos métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício, consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural. Durante o século X e XII as bruxas ressurgiram, nesse período realizaram vários processos contra elas, promovidos pelo poder civil. No entanto, tal questão veio assumir um aspecto dramático a partir do século XIV, momento em que a Igreja Católica implantou os tribunais da Inquisição com o intuito de reprimir, tanto a disseminação das seitas heréticas como a prática de magia e outros comportamentos considerados pecaminosos. Nesse período, o fenômeno se caracterizou como manifestação coletiva, de profunda repercussão no direito penal, na vida religiosa, na literatura e nas artes. Dessa forma, para que a repressão fosse eficaz, os tribunais de Inquisição se proliferaram, e os processos aumentaram rapidamente.
Segundo os teóricos do assunto, a epidemia de bruxas ocorreu nos séculos XVI e XVII, no norte da França, no sul e oeste da Alemanha e em especial na Inglaterra e na Escócia, a perseguição às bruxas foi metódica e violenta. Os colonizadores ingleses levaram esse procedimento para a América do Norte, onde, em 1692, ocorreu o famoso processo contra as bruxas de Salém, em Massachusetts. Normalmente, acusavam-se as bruxas velhas, e com menor freqüência as jovens. Frequentemente as bruxas são associadas a gatos pretos, que dentre as Bruxas Tradicionais são os chamados Puckerel, muitas vezes tidos como espíritos guardiões da Arte da Bruxas, que habitam o corpo de um animal. Estes costumam ser designados na literatura como Familiares. Diziam que as bruxas voavam em vassouras a noite e principalmente em noites de lua cheia, que faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que eram más. Hoje também pode-se encontrar uma vasta quantidade de livros e sites que explicam a "Antiga Religião" mas geralmente se tratam de Wicca.


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