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sábado, 22 de janeiro de 2011

Pontianak

O Pontianak é um vampiro fêmea sugador de sangue que se esconde em árvores e túmulos no sudeste da Ásia. O nome significa “fantasma da criança nascida", porque a crença diz que ela é uma mulher que morreu durante o parto. O Pontianak aparece como uma linda mulher até atacar a sua vítima, quando ela se torna uma velha feia com dentes afiados. Às vezes, somente a cabeça aparece, com as tripas penduradas do pescoço. Segundo a lenda, ela caça principalmente mulheres grávidas e bebês, devido ao ciúme originado antes de sua morte. Mas os homens também correm riscos – na verdade atacar uma mulher no sudeste da Ásia dá azar, principalmente uma mulher casada, porque ela poderá voltar para pegar você! Os cépticos dizem que Pontianaks não passam de corujas grandes, cujas caras se parecem com as dos humanos quando surgem da escuridão.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Lâmia

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Na mitologia grega, Lâmia era uma rainha da Líbia que tornou-se um demônio devorador de crianças. Chamavam-se também de Lâmias um tipo de monstros e bruxas ou espíritos femininos, que atacavam jovens ou viajantes e lhes sugavam o sangue. Diversas histórias são contadas a respeito de Lâmia. Sua aparência também varia de lenda para lenda. Na maior parte das versões, contudo, seu corpo, abaixo da cintura, tem a forma de uma cauda de serpente. Segundo algumas versões dessa lenda, Lâmia era uma belíssima rainha da Líbia filha de Poseidon e amante de Zeus, de quem concebeu muitos filhos, dentre os quais a ninfa Líbia. Hera mulher de Zeus, corroída pelos ciúmes, matava os filhos de Lâmia ao nascer e, ao final, a transformou em um monstro(em outras versões Lâmia foi esconder-se em uma caverna isolada e o que a transformou em um monstro foi seu próprio desespero). Por fim, para torturá-la ainda mais, Lâmia foi condenada por Hera a não poder cerrar os olhos, para que ficasse para sempre obcecada com a imagem dos filhos mortos.Zeus, compadecido pelo terrível destino de sua antiga amante, cedeu-lhe o dom de poder retirar seus olhos temporariamente, único momento no qual o tormento esquecia.
"Veria Lâmia, em suas visões, seus filhos devorar, para, no mesmo instante, à vida retornar?" Horácio.
A terrível inveja que Lâmia sentia das outras mães fazia com que vagasse noite e dia sem dormir, espreitando as crianças para as devorar. Devido a esta lenda, a Lâmia era usada na antiguidade para assustar as crianças, da mesma forma que a Cuca e o Bicho Papão no folclore português e brasileiro. Segundo opinião bastante difundida, a Lâmia mitológica serviu de modelo para as Lâmias (Lâmiae em latim), ora descritas como bruxas ora como espíritos e ora como pequenos monstros humanos da cintura para cima, mas com caudas de serpente. As Lâmias atraíam os viajantes expondo os belos seios e emitindo um agradável cicio, para depois matá-los, sugar seu sangue e devorar seus corpos. Neste aspecto, as Lâmias constituem um antecedente dos súcubos daIdade Média e das modernas vampiras. Com freqüência a Lâmia é associada nos bestíarios de outras culturas a criaturas similares, de natureza selvagem e maligna, tais comoLilith da Mitologia hebraica.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Strega


No Império Romano, o vampiro era uma bruxa que, em forma de coruja, atacava crianças para sugar seu sangue. Elas eram chamadas de Strix, o que culminou em strega, italiano para bruxa. A strega, mesmo durante o Império Romano, já tinha características vampirescas. Voava à noite, sugava o sangue de crianças e se envolvia sexualmente com homens que acabavam drenados. Em outras versões ela aparece sendo descrita como um ser voador que suga sangue para poder sobreviver, tendo a forma de pássaro com asas parecidas às de um morcego e olhos amarelos, quatro patas com que se agarra às suas vítimas e um bico longo com o qual chupa o sangue. As lendas romanas contam que quando ela ataca, é quase impossível que se separe do corpo da sua vítima até que termine de sugar o seu sangue, a não ser que seja morto. As vítimas morrem instantaneamente. Muito do que foi usado no combate ao Vampiro foi também usado contra a strega, tanto é que Carlos Magno teve de promulgar uma lei que proibia queimar ou canibalizar stregas. Ambas as práticas foram adoptadas contra o vampiro, inclusive comer pedaços dele como forma de cura. O lobisomem também foi um fenómeno conhecido em Roma e na Itália.

Mulo


O Mulo era a forma mais conhecida de vampiro cigano, um morto-vivo que atacava durante a noite e voltava ao amanhecer para sua sepultura. Como a maior parte de todos os vampiros ele era um ser etéreo. Podia assumir várias formas animais, e seus ataques dizimaram algumas famílias e inúmeras cabeças de gado. Alguns relatos sobre o Mulo mencionam as relações sexuais entre o Vampiro e sua esposa, ou amante, ainda viva. Essas relações poderiam ir das mais calmas às mais violentas. O Mulo poderia gerar filhos dessas uniões, e eles eram vampirovic, vampiro filho, ou lampirovic, pequeno vampiro, em idioma sérvio-croata. Outro nome para o filho de um vampiro é dhampir. Para os sérvios, o Dhampir, filho do vampiro, tinha poderes especiais para detectar e destruir vampiros. Dessa forma, famílias que tinham sangue vampírico se tornaram caçadoras de vampiros.

Bhutas

Bhutas, o espectro dos mortos. Os candidatos principais a se tornarem Bhutas eram os que padeciam por morte antinatural, suicídio ou execução; eram loucos, portadores de alguma moléstia ou deformados. Transformavam-se, após a morte, em mortos-vivos. Em certas localidades da Índia, aqueles que morrem de maneira semelhante às descritas são sepultados ao invés de cremados. De forma alguma isso se restringe à Índia, já que em praticamente todo o mundo pessoas que sofreram morte violenta ou tiveram má índole são fortes candidatos a Vampiros.Os Bhuta se alimentam de fezes e intestinos encontrados em corpos decompostos. E também promovem doenças nos seres humanos, uma forma de gerar o seu alimento. Eles também vivem perto do local de cremação, transformam-se em corujas e morcegos, mas igualmente aos Rakshasas atacam recém-nascidos. Podem obsediar uma pessoa, e a pessoa assim obsediada viria a atacar outras, devorando-as. 
 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Rakshasas

Os Rakshasas habitavam locais de cremação, onde inúmeros cadáveres eram cremados. Estavam sempre prontos a atrapalhar a consecução espiritual dos ascetas. Datam da era védica, seu líder é Ravana, de dentes pontiagudos e olhos sinistros, inimigo de Rama. Eles portam unhas longas e venenosas, sua aparência é feroz, sua cor é o azul escuro, mas podem ser verdes ou amarelos. Os Rakshasas são senhores de grandes tesouros, guardiões de templos e palácios. Vagavam à noite em busca de sangue de crianças, em especial dos recém-nascidos. Também gestantes faziam parte de suas principais vítimas. Eles se faziam acompanhar muitas vezes por sacerdotisas, que participavam de seus sangrentos banquetes, as Hatu Dhana.
 

sábado, 6 de junho de 2009

A Vampira Mercy Brown




Em 1892, o estado de Rhode Island, nos Estados Unidos da América, viveu um dos casos de vampirismo mais estranhos de todos os tempos. Em um curto espaço de tempo, vários membros da família Brown começaram a morrer de uma doença misteriosa, que nenhum médico conseguia descobrir.
Depois que Mary Brown e suas duas filhas, Mercy Lena e Mary Olive, morreram da estranha doença, foi a vez de Edwin, o caçula da família, adoecer. Em uma noite, Edwin acordou de um pesadelo e disse para seu pai que Mercy, sua irmã havia aparecido em um sonho em que ela pressionava seu peito até que ele não pudesse mais respirar. Mais tarde o povo de Exeter Woods começou a relatar avistamentos noturnos do fantasma de Mercy Brown. Muito assustados com os acontecimentos, todos começaram a desconfiar que uma das mulheres mortas teria se tornado uma Vampira, e estaria sugando o sangue dos familiares.
Os moradores então convenceram o Sr. George Brown, pai de Edwin, que uma maldição havia caído sobre sua família, e que os cadáveres das mulheres precisariam ser exumados. Dentro do caixão de Mary e de sua filha Mary Olive, pouco mais do que ossos foram encontrados. Mas a tumba de Mercy revelou que, mesmo enterrada há dois meses, seu corpo permanecia intacto!
O coração da suposta Vampira foi arrancado (ainda sangrava!), queimado, e as cinzas foram misturadas em um medicamento para salvar a vida do pequeno Edwin. Infelizmente, a poção não surtiu o efeito esperado e ele veio a falecer logo depois. Pelo menos ninguém mais da família adoeceu e as mortes cessaram. Até hoje, muitas pessoas afirmam que uma luz azul brilhante pode ser vista perto da lápide de Mercy, nas noites mais escuras de Rhode Island...
Até os dias de hoje, os moradores locais deixam oferendas no túmulo de Mercy Brown.
Túmulos da Família Brown

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vampiro


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Vampiro é um ente mitológico que se alimenta de sangue humano.Voltaire escreveu uma longa entrada sobre vampiros no seu Dicionário Filosófico. Dessa obra faz parte a seguinte definição de vampiro:"Estes vampiros eram corpos que saem das suas campas de noite para sugar o sangue dos vivos, nos seus pescoços ou estômagos, regressando depois aos seus cemitérios. " O vampiro é um personagem muito comum na literatura de horror e mitológica, existindo tantas versões do seu mito quanto existem usos desse conceito. Alguns pontos em comum são o fato de ele precisar de sangue (preferencialmente humano) para sobreviver, de não poder sair na luz do Sol, de se transformar em morcego e de poder ser posto em topor temporario por uma estaca no coração.O conceito específico dos mortos retornando para atacar e se alimentar do sangue dos vivos encontrou sua maior expressão na Europa cristã. No séc. XII, O historiador inglês William de Newburgh relatou diversos casos de mortos retornando para aterrorizar, atacar e matar durante a noite. Identificou-se esse tipo de espírito maligno com o termo latino sanguisuga. Na maioria dos casos sobre os quais escreveu, a única solução permanente era desenterrar e queimar o corpo do assaltante acusado. Do séc. XVI ao séc. XVIII ocorreu vários relatos na Europa oriental. Várias palavras foram usadas para designar estas criaturas, tais como, vukodlak (extraída da palavra que designa lobisomem) ou outros termos usados na Sérvia, vampir (de origem questionável) e palavras relacionadas (como a palavra russa upyr), também se disseminaram.Segundo a lenda, os vampiros podem controlar animais daninhos e noturnos, podem desaparecer numa névoa e possuem um poder de sedução muito forte. Formas de combatê-los incluiriam o uso de objetos com valor sagrado tais como hóstia consagrada, rosários, metais consagrados, alhos, água benta, etc.Nas primeiras lendas sobre vampiros eles se transformam em cães ou lobos, na Europa não existem morcegos hematófagos e essa associação só passou a existir depois da criação de Drácula. Em muitas das lendas antigas eles se transformavam nas noites de lua cheia, o que permite pensar que a lenda do Lobisomem tenha um fundo comum.Os vampiros mais famosos são o Drácula de Bram Stoker, o Lestat de Lioncourt de Anne Rice, Nosferatu e Edward Cullen"Draculae" ou "Dracula" significa " filho do demônio", ou "filho do dragão", do latim Draco, Demônio ou Dragão. Drácula também pode ter se originado da palavra "Dr\'kol", "estaca" na língua romena.Muitos já devem ter se perguntado de onde veio a lenda de Drácula. O Drácula de Bram Stoker é inspirado no personagem histórico Conde Vlad Tepes, que nasceu em 1431 e governou o território que corresponde à atual Romênia.Nessa época, a Romênia estava dividida entre o mundo cristão (Hungria) e o mundo muçulmano (Turquia). Vlad III ficou conhecido pela perversidade com que tratava seus súditos. Embora não fosse um vampiro, sua crueldade alimentava o imaginário popular de modo que logo passou para o folclore como um vampiro de fato.

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