sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Slender Man


Slender Man traduzindo seria algo como "Homem Esguio". Ele veste um terno preto, é muito magro, alto e seu rosto não possui uma forma exata, se parecendo mais com uma sombra. Ele tem a capacidade esticar seus membros e o próprio tronco para tamanhos desumanos, a fim de amedrontar e seduzir suas presas. Com seus braços estendidos, suas vítimas ficam hipnotizadas e totalmente impotentes. O Slender Man também pode esticar seus dedos criando algo semelhante a tentáculos. 
Não se sabe a real origem dessa criatura. Segundo a lenda, o Slender Man gosta de raptar crianças, pois poucas vezes ouve relatos de avistamentos por adultos. Ele costuma ficar imóvel geralmente próximo a árvores, onde pode se camuflar, graças a seus largos braços e pernas, constantemente pode ser confundido em meio às árvores.




 Dizem que as crianças podem vê-lo e até interagir com ele, caso não haja adultos por perto. Apesar de ser uma lenda urbana, muitas pessoas afirmam já terem visto o tal Homem Esguio. Os avistamentos normalmente acontecem à noite, próximo à rios e florestas. Há relatos também de que essa criatura, é vista principalmente à noite olhando para as janelas abertas e sai na frente dos motoristas solitários nas estradas isoladas. Sua intenção principal parece ser o sequestro de crianças. Quando ele é visto perto delas em fotografias, geralmente, elas são dadas como desaparecidas pouco tempo depois. O Homem Esguio também inspirou muitas histórias e há muitos documentários relatando sua aparição, vídeos como o The Slender Man Documentary e o  Marble HornetsHá fortes relatos que o Slender Man é uma lenda que se originou na Suécia, mas há quem acredite e tenha certeza que ele seja uma invenção de um internauta que participou de uma brincadeira realizada em um fórum, onde ele tinha que fazer montagens com imagens para assustar pessoas de outros fóruns, a brincadeira parece que deu certo e o Slender Man virou lenda.



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Tardo

 

O Tardo ou Trevor é uma espécie de duende, um ser mítico do folclore popular português. O tardo também se chama de pesadelo ou tardo moleiro. O tardo importuna as pessoas que estão dormindo e que depois acordam com um grande pesadelo. Ele pode aparecer na figura de um animal e frequentemente aparece na figura de um cão, gato ou cabra. O tardo quando aparece nos caminhos, nos regatos e nas encruzilhadas e tenta deixar as pessoas desorientadas, sem saber qual caminho seguir, e sai mijando nas pernas das pessoas.
Uma criança pode se transformar num tardo, se o padrinho durante o batizado não disser as palavras certas. A transformação ocorrerá  antes da idade da comunhão, aos sete anos. A criança antes de se transformar pendura a roupa na árvore mais alta de uma encruzilhada e transforma-se num animal. Se durante sete anos não lhe quebrarem a maldição, transforma-se em lobisomem.

 
 

A Velha da Égua Branca

 

A velha da égua branca é um ser mítico do folclore de Portugal. A velha da égua branca é uma alma penada que surge no Algarve nas noites de lua cheia. A velha da égua branca traz na cabeça um toucado branco com muitas fitas encarnadas que parecem relâmpagos do inferno e na mão esquerda uma faca. Segundo Teófilo Braga "a velha é evidentemente a personificação da noite". (Aparece nas noites de luar montada n'uma égua branca, fazendo um barulho infernal pelos campos, e soltando os bois que ruminam debaixo das alpenduradas. Todo o barulho é feito com tachos e panelas de arame. — É a velha da égua branca o terror da meia noite em pino)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Homem do Chapéu de Ferro


O homem do chapéu de ferro é um ser mítico do folclore português. Ele é um ser maléfico das lendas do Algarve. Aparece  à meia-noite, logo que o galo canta, à beira das estradas, por baixo das oliveiras, das figueiras ou junto às fontes. Vagueia até à terça noite algumas vezes acompanhado de um porco preto que grunhe de momento a momento, outras de um grande veado cuja armadura toca o zimbório das torres ou de um galo negro como a noite de trovões. Todos estes animais que acompanham o homem do chapéu de ferro, cada um na noite que lhe foi destinada, são o Diabo que toma diversas formas. Esta entidade mítica tem o poder de afrontar a tempestade, de fazer parar o raio e de arrasar o mundo, caso o galo, o porco ou o veado o inquietem. Também, para se vingar dos homens que odeia, assalta-os, rouba-os e mata-os. Traz um enorme chapéu de ferro enterrado na cabeça. E' uma figura colossal, tem a boca rasgada como a de um monstro, deitando chamas quando se enche de raiva, e a sua cor é a do bronze. Todavia foge quando avista a velha da égua branca.

Fonte: Wikipédia

Rocha dos Namorados


 

O “Menir da Rocha dos Namorados” também conhecido como “A Rocha do Casar” localiza-se São Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz, Portugal. É um monumento natural, com mais de dois metros, que se assemelha a um cogumelo ou um útero.
Este menir é também conhecido como “Pedra da Fertilidade” pois está associada a um remoto ritual pagão, em que as garotas em idade de contrair matrimónio, vão consultar a rocha como se ela se tratasse de um oráculo, para saberem quanto tempo ainda falta para se casarem. Ainda hoje existem muitas jovens solteiras que consultam esta pedra. De acordo com a tradição, as jovens solteiras devem lá ir na segunda-feira de Páscoa e, devem-se posicionar de costas e com a mão esquerda atiram uma pedra para o cimo do menir. Isto faz com que o topo do menir esteja coberto de pequenas pedras. Se o lançamento for falhado ou a pedra cair no chão significa que a jovem tem que esperar mais um ano.

 

A Lenda de Santa Maria de Aguiar

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A Torre das Águias localiza-se na povoação de Águias,  distrito de Évora, em Portugal.
Na região conta-se uma lenda envolvendo a torre, segundo a qual, à época das lutas dos cristãos contra os mouros, o senhor da torre foi emboscado e morto pelos mouros enquanto caçava. Um escudeiro salvou-se e correu para avisar à senhora, dama muito piedosa, pedindo-lhe que fugisse, uma vez que os inimigos vinham para atacar a torre. A senhora, com devoção, implorou a proteção de Santa Maria de Aguiar. A santa, acudiu milagrosamente, fazendo surgir um cavalo alado junto a uma das janelas superiores, que a transportou para um lugar seguro. O chefe dos mouros, que assistiu ao milagre, converteu-se ao cristianismo. A senhora, ao falecer, legou todos os seus bens ao Convento de Santa Maria de Aguiar

 

Fonte: Wikipédia.

A Bruxa de Wookey Hole

Wookey Hole witch, Somerset

Wookey Hole Caves é uma caverna e atração turística na aldeia de Wookey Hole no extremo sul do Mendip Hills perto de Wells , em Somerset , Inglaterra .
Conta a lenda, que durante a Idade das Trevas uma velha, que vivia sozinha nas cavernas fundas e úmidas de Wookey Hole. Atiravam-lhe as culpas de tudo o que acontecia de mal na aldeia. A gente das redondezas acreditava que era uma bruxa que lançava feitiços e desgraça.
Por fim, o povo resolveu pedir ajuda ao Abade da vizinha Abadia de Glastonbury. Enviaram um monge chamado Frei Bernard, um frade beneditino e exorcista emérito,  para exorcizar o espírito da bruxa. Frei Bernard entrou na caverna armado apenas de uma bíblia e uma vela.
Na fraca luz, viu a bruxa debruçada sobre o seu caldeirão. Tentou falar com ela mas, gritando maldições e lançando feitiços ela fugiu para as profundezas da caverna, ao longo de uma estreita passagem chamada "A Escada do Inferno".
O corajoso frei seguiu-a e voltaram a encontrar-se nas profundezas de uma caverna interior. Rapidamente, Frei Bernardo apanhou um pouco de água do rio, benzeu-a rapidamente e lançou-a sobre a bruxa, transformando-a em pedra. Ainda hoje pode ver a forma petrificada da bruxa nas profundezas destas extraordinárias grutas.


 Wannabe Wookey Hole witches to face X-Factor style audition

domingo, 12 de agosto de 2012

A Ponte do Diabo

 

A Ponte della Madalena, também conhecida como a Ponte del Diavolo (Ponte do Diabo),  fica num lugarejo chamado Borgo a Mozzano, na Toscana.
Diz a lenda que um pobre construtor estava encarregado de finalizar a obra da ponte em um determinado dia. No entanto na véspera aconteceu um acidente fazendo com que parte da ponte desmoronasse. Vendo que não conseguiria terminar o trabalho a tempo e que no dia seguinte deveria entregar tudo pronto aos governantes do local. O pobre construtor, temendo as possíveis consequências de um trabalho não terminado, resolveu continuar a todo empenho,tentando terminar o que faltava. Foi quando surgiu na sua frente o diabo, que em troca da ponte pronta para o dia seguinte, pediu em troca a alma do primeiro transeunte que passasse por ela. O construtor aceitou, e após o pacto assinado, ele com remorso foi se confessar ao padre da cidade que o aconselhou a atravessar um cão antes de qualquer pessoa. Dito isso, foi o que o pobre homem fez. Ponte concluída, o animal passou por ela. O Diabo, então ao ir pegar o seu “pagamento” viu o que homem tinha feito, viu que o enganaram. De tão ridicularizado e com tanta raiva que ficou, resolveu fazer um enorme buraco no meio da ponte para que esta se quebrasse e as pessoas que ficassem ali presas seriam o seu “pagamento”, e então desapareceu nas águas do rio.
A lenda também diz que ainda hoje quem fica lá no topo da ponte admirando as águas do rio por muito tempo, podem ser submergido, pois o diabo subiria o leito do rio até afogar a pessoa e assim ter o seu pagamento da promessa feita pelo tal construtor.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Argus


Na mitologia grega, Argus ou Argos Panoptes era um gigante que tinha 100 olhos. “Panoptes” significa “aquele que tudo vê”. Era um monstro de cem olhos, fiel servo de Hera. Argos nunca dormia, pelo menos por inteiro. Quando 50 olhos se fechavam para dormir, os outros 50 permaneciam abertos. Por isso mesmo era um excelente vigia. Ele quem cumpria as ordens de Hera, liquidando quem ela determinasse. Foi ele quem liquidou Equidna, o monstro de natureza terrível que devorava viajantes inocentes, enquanto ela dormia. Também foi ele quem vigiava com seus cem olhos, que nunca dormiam, Io a amante de Zeus, que foi transformada em novilha.
Recomendado por Zeus, Hermes fêz Argos Panoptes dormir e matou-o. Quando Argos morreu, Hera o transformou de monstro a um lindo e exuberante pavão real, com suas penas marcadas pelos olhos de Argos Panoptes, em reconhecimento por suas grandes tarefas cumpridas



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quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Besta de Gévaudan

 

No final do século XVIII, na região francesa de Gévaudan, zona que pertence a Languedoc (sul da França), um animal feroz aterrorizou os moradores, provocando vários ataques que  foram documentados. O animal foi  descrito por testemunhas como tendo dentes formidáveis ​​e cauda imensa,  a pele de um tom avermelhado, além de emitir um odor insuportável, algumas pessoas ainda diziam que ouviram uma sonora risada vindo desse terrível e assustador animal. Ele matava suas vítimas, rasgando a garganta com os dentes. O número de vítimas difere de acordo com a fonte. De Beaufort (1987) estimou 210 ataques, resultando em 113 mortes e 49 feridos, 98 das vítimas mortas foram parcialmente comidos.O primeiro ataque que forneceu uma descrição de uma da criatura, ocorreu em 01 de junho de 1764,  uma mulher viu a grande besta vindo em sua direção, sua salvação  foram os touros que ela cuidava que mantiveram a fera afastada repelindo-a com seus chifres. A primeira vítima oficial da besta, Jeanne Boulet, 14, foi morta um mês depois, em 30 de junho, perto da aldeia de Les Hubacs , não muito longe Langogne. Nos seguintes meses o terror varreu a região. A besta aproveitou-se de presas fáceis, mulheres e crianças, e também homens solitários que cuidavam de animais domésticos no pasto. Muitos que foram devorados foram levados para lugares distantes. A maioria das pessoas que viram a criatura e sobreviveram ficaram em choque.
Havia uma especulação de que a criatura era realmente um grande lobo, Chegaram a disparar sobre a besta, mas ela aparentemente continuou viva. A criatura veio ser considerada um demónio ou um ser sobrenatural.
 Foram feitas na região numerosas investidas para caçar o animal, organizadas muitas vezes por nobres da região, como o Marquês de Apcher ou o Conde de Morangias, mas sempre sem resultado. As notícias dos ataques da "besta" acabou chegando até a Corte, em Paris, e o rei Luís XV viu-se obrigado a responder de algum jeito às demandas cada vez mais insistentes dos camponeses ,e  decidiu oferecer seis mil libras de recompensa a quem matasse a besta.
 Em 21 de setembro de 1765, foi abatido um grande animal que foi identificado como a “Besta”, por Antoine de Beauterne. Este animal pesava 64 quilos, tinha 87 centímetros de altura e 183 centímetros de comprimento total. O lobo foi chamado de Le Loup de Chazes. O animal foi empalhado e enviado para Versalhes, onde Antoine foi recebido como um herói, recebendo uma grande soma de dinheiro, bem como títulos e prêmios. Entretanto, em 2 de dezembro do mesmo ano, foram relatados novos ataques a duas crianças que ficaram gravemente feridas. Dezenas de casos de ataques foram novamente relatados.

 

E em 19 de Junho de 1767, um caçador local  Jean Chastel, matou a besta, o que marcou o fim dos ataques em Gévaudan, segundo os dados da época, este animal pesava 58 quilos, e foi morto com uma bala de prata benzida por um padre, sendo este o primeiro registro desse tipo de caçada.. Ao ser aberto, no estômago do animal foi mostrado para conter restos humanos. Mais existe uma controvérsia  que envolve Chastel , afirmaram  que durante a caça da besta , parte de um grupo de caça, sentou-se para ler a Bíblia e orar . Durante uma das orações a criatura veio à vista, olhando para Chastel, que terminou sua oração antes de disparar a bala de prata na besta. Este teria sido o comportamento estranho para a besta, já que costumava  atacar sem exitar . Alguns acreditam que esta é a prova que Chastel conhecia a besta, e a teria treinado para matar. No entanto, a história da oração pode simplesmente ter sido inventada por religiosos.
Certos criptozoologistas sugerem que a Besta poderia ser uma reminiscência de um mesoniquídeo, observando como algumas testemunhas descreveram o animal, como um lobo enorme com cascos ao invés de patas e era maior do que qualquer lobo de tamanho normal.
Em outubro de 2009, o canal History exibiu um documentário chamado A Real Wolfman, que argumentou que era um animal exótico na forma de uma hiena asiática, uma espécie de pelos compridos de Hyaenidae agora extinta na Europa.

 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

As Crianças Verdes


O fato inusitado teria ocorrido em algum momento entre 1135 e 1154, durante o reinado do rei Stephen, na Inglaterra. O acontecimento se deu na aldeia de Woolpit, em Suffolk.
Enquanto os agricultores trabalhavam nos campos, eles viram emergir de uma vala profunda, que era cavada para conter os lobos (wolf pits – daí o nome da cidade) duas crianças pequenas,um menino e uma menina, estavam vestidas com roupas estranhas e suas peles eram verdes. Era impossível se comunicar com eles por que tinham um dialeto desconhecido. As crianças estavam andando desorientados, e vagavam amparando-se um no outro. Os dois foram levados para o dono do feudo, Sir Richard Calne, estavam tristes e choraram por vários dias. As crianças, embora demonstranto famintas se recusaram a comer e a beber qualquer coisa, mas segundo os cronistas da época (William de Newburgh e Ralph, abade de Coggeshall), as crianças foram se acostumando pouco a pouco à dieta "humana".

 
O tempo passou, o garoto que parecia ser mais novo que a garota, adoeceu e morreu, logo depois que foram batizados. A garota adaptou-se melhor a sua nova situação. Ela aprendeu a falar inglês e gradualmente sua pele foi perdendo a cor verde.   Quando foi questionada sobre seu passado, a menina afirmou, que ela e o menino eram irmão e irmã, e tinha vindo de “terra de San Martin” onde o crepúsculo era perpétuo, e todos os habitantes eram de cor verde como eles.
Ela não tinha certeza exatamente onde se localizava sua terra natal, mas segundo disse, uma outra terra luminosa podia ser vista através de um “enorme rio” que separava as duas.
A menina verde também disse que se lembrava apenas que um dia eles estavam cuidando de rebanhos de seu pai nos campos e seguiram um animal até em uma caverna, onde ouviram o som alto dos sinos.
Extasiados, eles vagaram pela a escuridão da caverna, seguindo o som por um longo tempo até que eles chegaram à boca da caverna, onde foram imediatamente cegos pela luz do sol brilhando. Ficaram impressionados por longo tempo, até que o barulho dos ceifeiros os aterrorizou. Os dois se levantaram e tentaram fugir, mas foram incapazes de localizar a entrada da caverna, antes de serem capturados.


Segundo o escritor da crônica das crianças verdes, Ralph de Coggeshall, a menina foi empregada como criada na casa de Richard Calne,por muitos anos  onde ela foi considerada "muito irresponsável e insolente". Mais tarde a  jovem e se casou com um homem de King's Lynn,  que fica cerca de 40 milhas (64 km) de Woolpit. Com base em sua pesquisa sobre a história da família de Richard de Calne, o astrônomo e escritor Duncan Lunan concluiu que a menina recebeu o nome "Agnes", e que ela se casou com um oficial do rei chamado Richard Barre.
O misterioso caso das crianças verdes tem sido, ao longo de muitos anos objeto de estudos de especialistas de diversas áreas. Alguns acreditam que ela possa ser apenas um conto de fadas do século XII, que de tão estranho, foi ganhando ao longo dos séculos roupagens cada vez mais realistas.
Existem ainda especulações que dariam conta que as duas crianças seriam alienígenas ou seres intraterrenos, que ao aventurarem-se em seus mundos de origem, acabaram sendo transportados para a Terra. Muitas explicações têm aparecido para o enigma das crianças verdes. Uma das teorias sugeridas é que as crianças eram imigrantes flamengas que sofreram perseguição. Seus pais teriam sido mortos e o garoto e a garota se esconderam na floresta. Esta ideia explicaria as roupas diferentes, e o fato de falarem uma língua diferente, mas alguns pesquisadores contestam pois seria 
improvável que um homem culto local, como Richard de Calne não teria reconhecido a língua falada pelas crianças como sendo flamenga.

Outros sugerem má nutrição ou o envenenamento por arsênico para explicar a causa da pele verde. Também havia um rumor que um tio tentou envenenar as crianças, mas isso nunca foi confirmado. No entanto, outras pessoas como o astrônomo escocês, Duncan Lunan, sugeriam que as crianças eram alienígenas enviados de outro planeta para a Terra. 
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os Leões de Tsavo

 
 
Em março de 1898 os ingleses trabalhavam na construção de uma ferrovia no Quênia, leste da África. Para a construção de uma ponte sobre o rio Tsavo, foi contratado o Coronel John Henry Patterson (1865-1947), engenheiro construtor de pontes. Mas durante a construtação da ponte a obra teve que parar, pois a cada dia ia sendo registrada mortes dos trabalhadores por uma dupla de leões sanguinários. Eram dois machos que  pertencem a uma subespécie, a única em que os machos são desprovidos de juba, com cerca de 3 metros de comprimento foram responsáveis por mais de 140 mortes. Os leões arrastavam os homens para fora de suas tendas à noite e alimentando-se de suas vítimas. Apesar da construção de barreiras de espinhos em torno dos acampamentos, fogueiras durante a noite e rigoroso toque de recolher após o anoitecer, os ataques aumentaram vertiginosamente, ao ponto em que a construção da ponte finalmente cessou, devido a uma partida em massa dos trabalhadores da obra, com medo dos leões. Os nativos da região os chamavam de shaitaini (demônios da noite) e os ingleses traduziram isso para Sombra e Escuridão. Segundo o Coronel John Patterson, o fato mais atormentador era que os leões eram extremamente inteligentes. Suas formas de atacar e de se esquivar das armadilhas eram coordenadas e perfeitamente estratégicas e eficazes, incomuns à qualquer animal. 

 
Vagão- armadilha, que falhou

 
 Cerca de espinhos


Plataforma de tiro sobre uma árvore

Toca dos Leões de Tsavo

O mais estranho é que, conforme os relatos do Coronel Patterson, os leões caçavam em conjunto, e arrastavam suas vítimas a uma caverna para devorá-las. Esta versão é contestada por arqueólogos que dizem ser costumes tribais fazerem rituais humanos em cavernas da região e portanto, os ossos encontrados por Patterson não são evidência que aqueles homens foram vítimas dos leões. Os moradores da região alegavam que os leões eram na verdade espíritos de dois chefes indígenas que eram contra a construção da ferrovia, e por isso atacavam a região da ferrovia na forma de leões. Depois de nove meses de ataques, as mortes só cessaram quando Patterson conseguiu matar os leões. O primeiro, na noite de 9 de dezembro de 1889, e o segundo na manhã de 29 de dezembro, quase tendo sido devorado na segunda caçada. O fato foi retratado no livro The Man-Eaters of Tsavo, da autoria de John Patterson e no filme A Sombra e a Escuridão, de Stephen Hopkins. Os leões  foram empalhados e hoje estão em exposição no Chicago Field Museum of Natural History.


Patterson e o leão morto em 09/12/1898 


 
O leão morto em 29/12/1898

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Gruta dos Amores

 
 Itanhantã era um belo e forte índio tamoio, que provia o seu povo com a caça e a pesca que trazia para ele. Itanhantã remava, todos os dias, a sua canoa rumo à ilha de Paquetá. Na ilha caçava os mais perigosos animais, que tombavam diante das suas flechas certeiras.
Em Paquetá vivia Poranga, uma bela índia, que no esplendor dos seus quinze anos, encheu-se de amor pelo viril caçador. Apaixonada, a índia ajudava o amado, indo buscar-lhe a caça abatida. Olhava-o com ternura, falava-lhe com doçura, mas o valente caçador não lhe via os sentimentos, não se comovia com o amor e dedicação da índia.
Todos os dias, depois de caçar intensamente, Itanhantã repousava o corpo na sombra de uma gruta, adormecendo, até recuperar as forças. A pobre índia apaixonada, velava do alto da pedra que formava a gruta, o sono repousante do amado. Chorava as mais tristes lágrimas do amor não correspondido, que corriam pela pedra. Enquanto chorava, ou esperava pela vinda do amado, Poranga entoava o mais belo canto de amor, que ecoava por toda Paquetá.
O tempo passou, as lágrimas e o canto da bela índia não enterneceram o coração de Itanhantã, que continuava a caçar e repousar em Paquetá. Tantas foram as lágrimas de Poranga, que elas abriram a pedra da gruta, transpassando-a, vindo um dia, a cair sobre o rosto do tamoio.

 
 Assustado com aquela água que lhe molhou os olhos, Itanhantã fugiu da gruta, vindo a encontrar Poranga no caminho. Diante dos olhos lavados pela água da gruta, Itanhantã descobriu no rosto da índia a mais perene beleza, e no seu olhar, o amor eterno. Apaixonado, Itanhantã tomou Poranga nos seus braços e a beijou. Depois levou a índia na sua canoa, tomando-a como esposa, sendo felizes para sempre.
As lágrimas de Poranga transformaram-se na fonte da água que existe na Gruta dos Amores, em Paquetá. Até os dias de hoje, em Paquetá, quem beber da água da Gruta dos Amores ao lado da pessoa amada, terá o seu amor para sempre.

   

Fonte: Lendas Indígenas- Virtualia

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Lenda da cabeça de cuia

 

Durante as cheias, sempre à noite e mais freqüentemente às sextas-feiras, costuma aparecer nas águas dos rios Poti e Parnaíba, um monstro. Trata-se de um sujeito alto, magro, com longos cabelos caídos pela testa e cheios de lodo, a que chamam cabeça de cuia.
Dizem que, há muitos anos, em uma pequena aldeia do vilarejo denominado Poti Velho, vivia uma pequena família, cujo arrimo era um jovem pescador, a que alguns dão o nome de Crispim. Certo dia, o rapaz retornou da pesca muito aborrecido. À hora da refeição, composta de carne de vaca, pegou um enorme pedaço de osso e, a fim de tirar o tutano, bateu com ele na cabeça da velha mãe. A pobre senhora, indignada e enfurecida, rogou-lhe uma praga, amaldiçoando-o. O filho, com o coração tomado de remorso, pôs-se a correr como um louco e atirou-se às águas do rio Poti, desaparecendo.
Desde esse dia, o cabeça de cuia nada errante pelas águas dos dois rios, surgindo ora aqui, ora ali, na época das enchentes e nas noites de sexta-feira. Aparece de repente e agarra banhistas desavisados, principalmente crianças, arrastando-os para o fundo das águas. De sete em sete anos, devora uma moça chamada Maria. Após apoderar-se de sete Marias, seu encanto estará quebrado e ele retornará ao seu estado natural. Contam que sua mãe permanecerá viva até que o filho esteja livre de sua sina.
É o principal mito do estado do Piauí. A Prefeitura de Teresina instituiu, em 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril.

 
Monumento em homenagem ao cabeça de Cuia
Fonte: Jangada Brasil

Lenda da Cuca

 
A cuca é um dos principais elementos do folclore brasileiro, principalmente por causa da obra “Sítio do Pica-pau Amarelo”, de Monteiro Lobato, em que a Cuca é a principal vilã . É um ser mitológico que mete medo nas crianças causando pavor, sua aparência varia de lugar para lugar, algumas  pessoas diz que ela tem a forma de uma velha enrugada, corcunda,  cabeleira branca e com aspecto assustador,  outra forma é a de uma velha feia que tem forma de jacaré possuindo  uma voz assustadora. Ela só aparece à noite, sempre procurando por aquelas crianças que fazem pirraça e não querem ir dormir. Acredita-se que esta lenda tenha surgido na Espanha e Portugal, onde tem o nome de "Coca". Neste país, ela era representada por um dragão que havia sido morto por um santo. A figura aparecia principalmente nas procissões. A lenda teria chegado ao Brasil junto com os portugueses durante o período da colonização. A Cuca dorme uma noite a cada 7 anos, e quando fica brava dá um berro que dá pra ouvir à 10 léguas de distância. Pelo fato da Cuca praticamente não dormir, alguns adultos tentam amedrontar as crianças que resistem dormir, dizendo que se elas não dormirem, a Cuca irá pegá-las.
Existem muitas canções e versos sobre a cuca.

Ilustração de Marcos Jardim

Lenda do Capelobo

 

Esta Lenda é muito comum na Região dos Rios do Pará e também no Maranhão. O nome capelobo, também chamado cupelobo é a união de um nome de significado provavelmente indígena, onde cape (osso quebrado, torto ou aleijado) + lobo. O Capelobo pode aparecer com duas formas distintas: Forma de animal onde parece com uma anta, porém com características mais distintas, é mais rápido, apresenta um focinho mais parecido com o de um cão ou porco, e com longa grina, muito peludo e extremamente feio, sempre perambula pelos campos, especialmente em várzeas. Já na forma semi-humana, aparece com um corpo humano com focinho de tamanduá e corpo arredondado.
Costuma sair a noite , rondando as casas e acampamentos que ficam dentro das florestas, denuncia-se pelos gritos e tem o pé em forma de fundo de garrafa. Mata cães e gatos recém-nascidos para devorar. Encontrando bicho de grande porte ou caçador, rasga-lhe a carótida e bebe o sangue. Só pode ser morto com um ferimento no umbigo.

 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Lenda do Açaí

 

Há muito tempo, quando ainda não existia a cidade de Belém do Pará, vivia no local uma tribo indígena. Nesta época os alimentos eram escassos e por este motivo o cacique tomou uma decisão muito cruel: resolveu que todas as crianças que nascessem a partir daquela data, seriam necessariamente sacrificadas, uma vez que não haveria alimento suficiente para todos.
Porém, Iaça, filha do Cacique, deu a luz a um lindo menino o qual não foi poupado da cruel decisão de seu avô.
A índia chorava todas as noites com saudades de seu filho, até que numa noite de lua cheia, a índia ouviu o choro de uma criança. O choro vinha da direção de uma bela palmeira. 


 
Quando a índia chegou ao local, seu filho a esperava de braços abertos. Radiante de alegria, Iaça correu para abraçá-lo, mas quando o fez, a criança misteriosamente desapareceu. No dia seguinte, a índia foi encontrada morta, abraçada ao tronco da palmeira. Seu rosto trazia um suave sorriso de felicidade e seus olhos negros, ainda abertos, fitavam o alto da palmeira que estava carregada de frutinhos escuros.
Então, o Cacique mandou que apanhassem os frutinhos e percebeu que deles poderia se extrair um suco quando amassados, que passou a ser a principal fonte de alimento daquela tribo. Este achado fez com que o Cacique suspendesse os sacrifícios e as crianças voltaram a nascer livremente, pois a alimentação já não era mais problema na tribo.
Em agradecimento ao deus Tupã e em homenagem a sua filha, o Cacique deu o nome de Açaí aos frutinhos encontrados na palmeira, que é justamente o nome de Iaça invertido.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Lenda do Café

Diz uma lenda que, há muito tempo, um jovem pastor chamado Kaldi tomava conta do seu rebanho de cabras numa montanha árida e ressecada na Abissínia, hoje Etiópia, onde poucas e desfolhadas plantas conseguiam incrustar suas raízes nas rochas. Kaldi percebeu durante certas noites que alguns de seus animais desapareciam atrás da montanha por algumas horas e voltavam saltitantes. Ele ficou apreensivo. Temia que suas cabras estivessem possuídas pelo demônio. Uma noite, ele as seguiu. Viu que engoliam com muito apetite pequenos frutos vermelhos de uma planta desconhecida. Logo em seguida, as cabras e um velho bode começaram a dançar sob a luz da lua. Kaldi recolheu e experimentou alguns grãos. Sentiu em sua boca uma agradável sensação refrescante. E assim como seu rebanho, também começou a dançar. Nunca se viu na Terra um pastor tão alegre. Kaldi falou de sua experiência a um monge da região, que também decidiu experimentar aqueles frutos. Levou uma porção até o monastério e preparou uma infusão. Percebeu que a bebida o ajudava a resistir ao sono, durante suas longas orações. A descoberta se espalhou rapidamente entre outros monastérios, e a bebida se difundiu. Evidências apontam que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Yêmen.


Lenda da Erva-Mate

 
Conta a lenda que um velho guerreiro guarani vivia triste em sua cabana pois já não podia mais sair para as guerras, nem mesmo para caçar e pescar, vivendo só com sua linda filha Yari, que o tratava com muito carinho, conservando-se solteira para melhor dedicar-se ao pai.
Um dia, Yari e seu pai receberam a visita de um viajante que pernoitou na cabana recebendo seus melhores tratos. A jovem cantou para que o visitante adormecesse e tivesse um sono tranqüilo, entoando um canto suave e triste.
Ao amanhecer, o viajante confessando ser enviado de Tupã, quis retribuir-lhes a hospitalidade dizendo que atenderia a qualquer desejo, mesmo o mais remoto. O velho guerreiro, sabendo que sua jovem filha não se casara para não abandoná-lo, pediu que lhe fosse devolvidas as forças, para que yari se tornasse livre.
O mensageiro de Tupã entregou ao velho um galho de árvore de Caá, ensinando-lhe a preparar uma infusão que lhe devolveria todo o vigor. E como prêmio pela generosidade de sua acolhida, tornou imortal sua filha Yari.
 E assim, a jovem guarani, foi transformada na árvore de erva-mate, Caá-yari que desde então existe e por mais que a cortem, sua folhagem volta a brotar e a florir sempre mais vigorosa, permanecendo eternamente jovem. Caá-Yari tornou-se a deusa dos ervais protegendo suas selvas, favorecendo os ervateiros, abreviando seus caminhos, diminuindo-lhes o peso dos feixes e mitigando-lhes a árdua e cansativa jornada de trabalho nos ervais.
 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Colomba Pascal


A Colomba Pascal é uns dos símbolos mais tradicionais da Páscoa, é um pão doce e enfeitado no formato de uma pomba, criado por um padeiro italiano. Uma antiga lenda conta que ao norte da Itália, em Lombardia, vilarejo de Pavia, houve uma invasão local do exército de Alboino, o rei dos Lombardos. Um confeiteiro local resolveu preparar um presente para o invasor. Criou um bolo diferente, preparado com ricos ingredientes e assado no formato da pomba símbolo universal da paz.Quando recebeu o presente, o invasor ficou encantado com o sabor do bolo e a sensível ideia e decidiu poupar o vilarejo do ataque. A Bíblia conta que quando João Batista estava batizando Jesus, o Espírito Santo apareceu na forma de uma pomba.