segunda-feira, 18 de abril de 2011

Skadi



Ela é a linda filha do gigante Tjazi, na mitologia nórdica ela era a deusa do inverno e da caça. Depois da morte de Tjazi, assassinado devido a mais uma peripécia de Loki, Skadi decide vingar-se dos Ases, que não sendo capazes de se defenderem batendo numa Mulher, resolvem reparar o mal pedindo a Skadi que casasse com um deles.
Tendo em conta, unicamente os seus pés, já que o resto do corpo estava tapado, para que a sua escolha fosse aleatória, Skadi escolhe os pés mais bonitos, pensando ser os de Balder. É o Deus Njörðr que é escolhido e com quem vai viver para as montanhas gélidas e ruidosas. no entanto Njord fosse o Deus da Água das praias ele não conseguiu coabitar com o gelo de Skadi.
O casamento não deu certo, pois enquanto seu esposo preferia viver nas praias e perto do mar, em Nóatún, ela preferia habitar as montanhas e os lugares altos, em Þrymheimr, antigo palácio de seu pai.
Do casamento de Skadi e Njord nasceram Freya e Frey.
Em outras fontes da mitologia, diz-se que ela casou-se mais tarde com outro deus, o Æsir Uller.

sábado, 16 de abril de 2011

Siegfried

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Siegfried é um herói lendário da mitologia nórdica e personagem central da Saga dos Nibelungos. As primeiras representações de sua lenda vêm de sete pedras rúnicas da Suécia. É o herói do Nibelungenlied e das óperas Siegfried e Götterdämmerung de Richard Wagner. Siegfried é o filho póstumo de Sigmund com sua segunda esposa, Hiordis. Sigmund morre em batalha quando ataca Odin (sob disfarce), e Odin destrói sua espada. Ao morrer, Sigmund anuncia à Hiordis sua gravidez e a deixa os fragmentos de sua espada para o filho ainda não nascido. Hiordis se casa com o rei Alf, que resolve enviar Siegfried a Regin. Regin tenta Siegfried em ganância e violência: ele começa perguntando ao jovem se ele possui controle ao ouro do pai. Ao ser respondido que Alf e sua família controlam o ouro e que ele daria o que Regin desejasse, Regin questiona o motivo dele ter uma posição modesta na corte. Siegfried replica que era tratado como igual pelos reis, mas Regin pergunta o motivo do jovem não ter um um cavalo próprio. O jovem então obtém Grani para si, um cavalo descendente de Sleipnir, do próprio Odin. Por fim, Regin o conta a história de um interessante tesouro: O pai de Regin era Hreidmar cujos dois irmãos eram Ótr e Fafnir. Certo dia, Loki vê Ótr como um peixe, o confunde com uma lontra o mata. Loki leva o corpo para perto da casa de Hreidmar para exibir a captura. Hreidmar, Fafnir e Regin percebem a morte, e exigem que Loki preencha o cadáver com ouro e encubra a pele com tesouro fino como compensação da morte. Loki havia capturado Andvari e exigido todo o ouro do anão. Ele recebe o tesouro, exceto pelo anel. Entretanto, Loki também obtém o anel, mas carregado com uma maldição de morte a quem o usasse. Loki usa esse ouro para preencher o cadáver, cobre a pele também com ouro e finaliza com o anel. Por fim, Fafnir mata Hreidmar e toma o ouro. Siegfried aceita matar Fafnir, que se transforma em dragão para poder proteger melhor seu ouro. Hábil como ferreiro, Regin constrói uma espada para Siegfried, que a testa numa bigorna. Por ter sido quebrada, Regin o faz outra espada, que também quebra. Por fim, Regin constrói uma espada a Siegfried a partir dos fragmentos da espada deixada por Sigmund. O resultado é a Balmung, que consegue destruir a bigorna.

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Regin por Arthur Rackham

Siegfried então mata o dragão Fafnir, e se banha com o sangue do inimigo para ter invulnerabilidade, exceto por um dos ombros, coberto por uma folha. Regin então pede a Siegfried o coração de Fafnir. Siegfried também bebe um pouco do sangue do dragão, ganhando a habilidade de entender a língua dos pássaros. Os pássaros o alertam para matar Regin, que tramava a morte do jovem. Siegfried cumpre o pedido, mata Regin e consome o coração de Fafnir, recebendo o dom da sabedoria. Siegfried então encontra Brynhild, líder das nove valquírias, e os dois se apaixonam. Ele também conhece Gjúki, que tinha três filhos e uma filha com sua esposa, Grimhild. Os filhos eram Gunnar, Hogni e Guttorm, e a filha era Gudrun. Grimhild fez uma poção mágica para forçar Siegfried a esquecer Brynhild, para que ele pudesse se casar com Gudrun. Posteriormente, Gunnar queria casar com Brynhild. Entretanto, por ter desobedecido uma ordem direta de Odin, Brynhild perde a imortalidade. Odin a fez adormecer sobre uma pedra no alto de uma montanha e cercou todo o local com fogo. Ela deveria ficar dormindo ali até que um guerreiro destemido atravesse o fogo e a despertasse com um beijo. Somente Grani, o cavalo de Sigurd, poderia ultrapassar as labaredas de fogo que cercavam Brynhild. Siegfried incorpora Gunnar, passa as chamas e ganha Brynhild para Gunnar. Posteriormente, Brynhild questiona Gudrun por ter um marido melhor, e Gudrun a explica tudo que aconteceu. Por ter sido enganada, Brynhild planeja vingança. Primeiramente, ela se recusa a falar com os outros. Siegfried é enviado por Gunnar para averiguar o que estava errado, e Brynhild o acusa de tomar liberdades com ela. Por essa acusação, Gunnar e Hogni planejam a morte de Siegfried e encantam seu irmão Guttorm para realizar o feito. Guttorm mata Siegfried na cama, com uma lança diretamente no seu ponto fraco, que havia sido coberto pela folha ao se banhar com o sangue do dragão. Brynhild mata o filho do herói, Sigmund, que tinha três anos. Sabendo que o amado havia sido enfeitiçado para esquecê-la, ela trama sua própria morte, e constrói uma pira funerária para Siegfried, a Sigmund, a Guttorm e a si própria.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nêmesis

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Nêmesis é deusa da vingança na mitologia grega. Era contra o orgulho e a arrogância e também contra quem não cumpria as leis. Era filha da titã Nix, porém não se sabe quem é seu pai, pois Nêmesis e as irmãs sempre foram criadas isoladas pela mãe. Nêmesis foi criada junto com Têmis que era filha de Gaia, que foi dada a Nix, e foram criadas como irmãs. São as duas deusas com a mesma educação e também atributos comuns. Apesar de Nêmesis nascer na familia da maioria dos deuses trevosos, vivia no monte Olimpo e figurava a vingança divina. Nasceu ao mesmo tempo em que Gaia concebeu Têmis. Gaia, preocupada com a infante Têmis, que poderia vir a ser vítima da loucura de Urano, entregou-a a Nix.
Têmis tornou-se a personificação da ética e Nêmesis a personificação da vingança. Em Ramnunte localizava-se o templo de Nêmesis, e onde havia uma estátua das duas deusas juntas (as mais belas estátuas de Têmis e de Nêmesis). A estátua da deusa foi esculpida por Fídias num bloco de mármore de Paros trazido pelos persas e destinado a fazer um troféu. Os persas tinham-se mostrado muito seguros da vitória e nunca tomaram Atenas, pois Nêmesis tomou partido em favor de Atenas. Nêmesis encorajou o exército ateniense de Maratona.
Nêmesis castigava aqueles que cometiam crimes e ficavam sem penitências, os filhos que xingavam os pais, consolava as mulheres que ficavam sem seus maridos e também ajudava aqueles que tinham que pagar injustamente, pois nada tinham cometido. Nêmesis era uma deusa muito atraente e bonita, assim como Afrodite. Lembra também um anjo, pois tem asas em suas costas.
Uma de suas aventuras amorosas foi com Zeus que a perseguiu incansavelmente, mas ela não queria nada com ele e se transformava em vários tipos de coisas, até que um dia ela se transformou em gansa e Zeus por sua vez se transformou em Cisne e com isso conseguiu seu amor e uma filha com ela também, que botou um ovo e deste ovo nasceu Helena.
Um dos castigos que Nêmesis deu foi a Narciso que por ser muito bonito, desprezava o amor, e muitas donzelas sofriam por amor por causa dele e pediram vingança aos céus. Até que um dia Narciso saiu para caçar e Nêmesis preparou um calor muito forte, que Narciso teve que parar para beber água em uma fonte, mas então viu seu reflexo e se deslumbrou com tanta beleza, foi aí que Narciso ficou até sua morte.
Outro castigo que Nêmesis proporcionou foi pra Creso que era deslumbrado com sua riqueza, e só pensava no seu dinheiro, até que ela levou Creso para uma expedição contra Ciro II da Pérsia e ele acaba perdendo tudo o que tinha, assim fica em ruínas.
Atualmente algumas pessoas chamam de Nêmesis os seus piores inimigos, aquela pessoa que é muito diferente de si próprio, mas ao mesmo tempo se tem muita semelhança. Aquela pessoa que ao mesmo tempo em que é seu inimigo, também lhe traz muita admiração.


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quarta-feira, 16 de março de 2011

Orang Pendek

Orang Pendek ou "homem pequeno" seria uma criatura semelhante a um pequeno macaco que supostamente viveria nas florestas da ilha de Sumatra, Indonésia. Segundo a lenda, o Orang Pendek mede de 0,75 a 1,50 m de altura e teria o corpo coberto inteiramente por pêlos marrons e apresentam uma cabeleira espessa e cerrada que vai até o meio das costas ou mais. Têm os braços mais curtos que os do macaco antropóide. A pegada parece a de um ser humano pequeno, só que mais larga.Também se pensa que é extremamente forte, testemunhas relataram que o viram derrubando toras. Alimenta-se de frutas e animais pequenos. O animal teria sido visto e documentado, pelo menos, cem anos por tribos da floresta, por moradores locais, colonos holandeses, cientistas e viajantes. Consenso entre as testemunhas é que o animal é um primata bípede. Múmias que supostamente seriam de orang pendeks eram outrora vendidas aos turistas que visitavam o local. No século XIII Marco Polo viu múmias que eram com feitas com cadáveres pelos nativos do local. O Orang Pendek e animais semelhantes têm sido historicamente registrados durante todo Sumatra e Sudeste da Ásia , as recentes aparições ocorreram em grande parte dentro do Parque Nacional Kerinci de Sumatra. Deborah Martyr, pesquisadora do Orang Pendek que já trabalhou na área por mais de 15 anos, entrevistou centenas de testemunhas, e alega ter visto pessoalmente o animal em diversas ocasiões, dá a seguinte descrição: Geralmente não mais que 85 ou 90 centímetros de altura - embora por vezes tão grande quanto 1m 20cm. O corpo é coberto por uma camada de cinza escuro ou preto salpicado de cabelos brancos. Mas é o enorme o poder físico do orang pendek que impressiona os moradores Kerinci. Eles falam com reverência, de seus ombros largos, tórax e abdômen superior enormes. As pernas, em comparação, são curtas e finas, os pés limpos e pequenos, geralmente ligado a um ângulo de até 45 graus. A cabeça similar ao gorila e parece haver uma crista óssea acima dos olhos. Mas a boca é pequena, os olhos são bem separados e distintamente o nariz é humanóide. Quando assustado, o animal expõe seus dentes, revelando estranhamente incisivos largos e salientes, longos dentes caninos. Uma equipe de quatro exploradores britânicos e seu guia indonésio o rastrearam através da selva densa e traiçoeira do Parque Nacional Kerinci de Sumatra, onde dois deles teriam tido um vislumbre do Orang Pendek. Richard Freeman, o zoólogo da expedição e diretor do Centro de zoologia, disse que acredita que a criatura é uma espécie não identificada de macaco."Nós encontramos vários conjuntos de marcas na lama e na terra", disse ele.
Orang Pendek Cast
Eu sei que essas pegadas não foram feitas por qualquer espécie de macaco e não são feitas por qualquer espécie conhecida que viva no parque. "Foi um macaco - mas não um tipo de macaco conhecido - é mais adaptado para andar ereto". Freeman afirma que dois membros da expedição viram a criatura por trás, mas, infelizmente, a equipe não conseguiu obter uma fotografia.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Yowie

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O Yowie é um hominídeo da mesma família do Bigfoot (Américado Norte) e o Yeti do (Himalaia). O primeiro relato sobre a existência do Yowie foi escrito em 1876, mas ficou apenas registrado no folclore aborígene Autraliano. O Yowie tinham cerca de seis ou sete metros de altura, com corpo coberto por pêlos negros ou marrons. Apesar de ser uma criatura bípede, algumas pessoas afirmam ter visto ele correndo como quadrúpede. O maior número de relatos sobre o Yowie vem do Novo Sul do País de Gales(Austrália), na Costa de Ouro (Queensland , Austrália), e no país do Bush, da Faixa de Moehau. O relato mais recente de uma possível aparição do Yowie foi em 1997, quando uma mulher que vive no deserto de Tanimi afirma ter se acordado às 3 da manhã por uma criatura de mais ou menos sete metros de altura coberta por pêlos negros. A polícia encontrou pegadas gigantescas e um tubo de irrigação quebrado no local. Há várias teorias sobre o Yowie. Uma das teorias mais populares foi escrita pelo auto-proclamado cryptozoologista arqueológico Rex Gilroy. Gilroy acha que o Yowie pode ser uma espécie de macaco extinto ou mesmo uma versão menos evoluída dos homo sapiens.


Estátua de madeira do Yowie, em Kilcoy, Queensland, Austrália.

Bunyip

Para os aborígenes da Austrália o bunyip, cujo nome significa demônio na língua nativa é um animal fantástico do tamanho de um bezerro que vive em lagos e poços australianos.O bunyip alimenta-se de seres humanos, dando preferência a mulheres. Seu grito pode fazer o sangue coagular. O bunyip é uma classe de monstros das lendas e tradições dos aborígines australianos, conhecido também por vários nomes regionais. É descrito como uma criatura grande, escura e peluda com braços longos e enormes garras nas mãos. Habita águas interiores, pântanos e poças de água estagnada formadas no leito de rios que só enchem em períodos de chuva e devora qualquer criatura que entre em seu domínio, inclusive humanos. Mesmo os filhotes são perigosos: se um deles for capturado por qualquer razão, sua mãe emitirá o mais terrível dos uivos, fará as águas subirem e inundarem as habitações dos humanos para encontrar seu filho. Nenhum lugar é seguro ante tal inundação; mesmo que se suba a uma colina, as águas subirão até ultrapassá-la. A aparência exata do bunyip nunca foi estabelecida pela tradição e suas representações por artistas australianos, aborígenes ou não, são extremamente variadas. Entre os traços mais freqüentes estão caudas de cavalo, barbatanas e presas como as de uma morsa.
 
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Deusa Dana

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Segundo uma lenda, Dana nasceu em uma Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.
Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusa Anu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a segurança maetrial, a proteção e a justiça.
Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo da Deusa Dana), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no Vale do Danúbio, que a civilização Celta se desenvolveu. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".
Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.


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Tuatha de Dannan

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O povo da deusa Danu era um grupo de deuses (duendes e fadas, entre outros seres) irlandeses descendentes desta deusa (também conhecida com o nome de Brigid). Danu era filha do deus Dagda e teve três filhos.
Eram cognominados de o povo mágico devido ao perfeito domínio que possuíam desta arte, podendo também ser chamados de Danann. Deste povo descenderam deuses e heróis de grande importância.
Dizia-se que viviam nas ilhas do oeste, viajando de nuvem para uma terra (Irlanda) onde se estabeleceriam mais tarde, fortificando-se em Moyrein. Depois da sua chegada guerrearam-se com os Firbolgs, que descobriram a chegada desse povo em um acampamento fortificado. Irritados com os intrusos, o povo Firbolg mandou um guerreiro chamado Sreng para conversar com eles. Os Tuatha De Danann enviaram Bres para encontrar-se com Sreng. Bres propôs que a Irlanda fosse dividida igualmente entre os dois povos e para dar forma à aliança, defenderiam a terra de qualquer outro povo que tentasse se estabelecer ali. O Firbolg, entretanto não aceitou a oferta do Tuatha De Danann. Na planície de Moytura, eles combateram. Os Tuatha de Danann derrotou-os com a sua magia e as suas lanças mais leves e ágeis. Após essa guerra, outra aconteceu, foi contra os gigantes Fomorianos, primitivos habitantes da ilha. Depois de os derrotarem ofereceram-lhes a província de Connacht, chegando inclusive a haver misturas raciais com eles. Deste modo, a história da chegada dos Danann à Irlanda pertence ao primeiro Ciclo da sua história, chamado o Ciclo Mitológico.
Possuíam quatro valiosos talismãs: a Lança de Lug, que proporcionava a vitória; o Caldeirão de Daghda, sempre cheio de riqueza e alimentos; a Espada de Nuadhu e a Pedra do Destino (Lia Fail), que designava os reis (a lenda do rei Artur é o melhor exemplo da função desta pedra, que se encontra atualmente na Abadia de Westminster, com o nome de Pedra da Coroação). Estes talismãs foram-lhes dados pelas cidades onde reinaram: Gorias, de onde veio a Lança de Lug; Murias, que ofereceu o Caldeirão; Finias, que enviou a espada de Nuadhu e Falias, de onde proveio a Lia Fail.
Posteriormente o povo conquistador do rei espanhol Milesius (representando o povo celta antecedente dos atuais irlandeses) remeteu-os ao outro mundo. Este universo paradisíaco era paralelo ao da realidade, estando o povo de Danu protegido pela invisibilidade.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Lenda de Arlequim

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Era uma vez um menino, que se chamava Arlequim e vivia numa cidade chamada Veneza.
Conta a lenda... que nessa cidade vivia uma Condessa muito rica e todos os anos, no Carnaval, organizava um baile de máscaras. A Condessa fazia uma única exigência: tinham de se apresentar mascarados.
E, durante a festa era sempre premiado, aquele que levava o melhor fato.
Então, em todas as casas de Veneza, as mães esforçavam-se por fazer os mais belos fatos de máscaras.
Só Arlequim não iria ao baile, por ser muito pobre e sua mãe não lhe poder fazer o traje.
Os amigos, vendo-o tão triste, resolveram dar os bocadinhos de tecido que sobraram dos seus fatos. E, com eles, a mãe de Arlequim conseguiu fazer uma linda fantasia, cozendo os bocadinhos em losangos todos iguais.
E, conta a lenda que foi precisamente Arlequim, que ganhou o prémio por ter o fato mais vistoso e original.
E quando a Condessa lhe perguntou como é que ele, sendo tão pobre, tinha arranjado tão lindo traje, ele respondeu:
- O meu fato foi feito com a bondade dos meus amigos e o coração da minha mãe.


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terça-feira, 1 de março de 2011

Lenda de Haraké

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Havia uma bela mulher que aparecia plena de juventude e viçosidade. Chamava-se Haraké e o seu poder de atração era tal que não se sabia se era deusa ou se pertencia à espécie dos humanos mortais. A lenda mais estendida afirmava que Haraké tinha os cabelos tão transparentes como as próprias águas que lhe serviam de morada. Ao atardecer, a bela rapariga tinha por costume descansar mesmo à beira do Níger, e esperar assim até que chegasse o seu amante. Assim que este se reunia com ela, ambos entravam nas profundidades daquelas águas encantadas e profundas; a jovem levava o escolhido no seu coração através de maravilhosos caminhos que conduziam a faustosas e desconhecidas cidades. Nos seus esplêndidos recintos, e entre o som do tam-tam e dos tambores, teria lugar a ostentosa cerimônia que uniria o feliz casal para toda a vida.
Todas as narrações da fábula exposta sublinham que foi Haraké quem conduziu o seu amante, e não vice-versa. Com isso se quer dar a entender que a mulher era muito respeitada entre certas tribos da África negra.


Créditos: Mitos dos Negros africanos

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Kongamato



Em 1923, Frank H. Melland, um pesquisador, relatou em seu livro viagens pela África e seu contato com tribos na Zâmbia. Durante sua estada com os moradores, ele tomou nota de relatos de uma misteriosa ave gigantesca. As pessoas descreviam a criatura como tendo pele macia, sem penas, e um longo bico repleto de dentes. As asas abertas mediam entre 1.20 m e 2.20 m, de ponta a ponta. Que atacava embarcações; o bicho era chamado de Kongamato (Ou Kongamoto), que significa "Virador/Destruidor de barcos". Dois anos depois, um homem foi atacado e mordido pelo misterioso animal voador.

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Curioso com a descrição das criaturas, Melland pesquisou em seus arquivos se havia algum ser semelhante, pois acreditava que os nativos estavam vendo coisas ou confundindo uma criatura existente. O mais próximo que conseguiu encontrar foi uma gravura de um pterodáctilo. Mesmo sabendo que se tratava de uma criatura extinta há milhões de anos, o pesquisador decidiu mostrar a figura para os habitantes locais.
Frank H. Melland surpreendeu-se quando as pessoas reconheceram imediatamente a criatura. Todos disseram se tratar do Kongamoto. Bem como pessoas de outras tribos.
As descrições variam apenas na altura do bicho, que vai entre 90cm a 1m do bico até a cauda do animal. Alguns também gostam de descrevê-lo com dentes de crocodilo saindo pelo bico e de pele preta ou avermelhada. No resto, todos confirmam se tratar de um pterodáctilo, exitinto há mais de 65 milhões de anos!
Anos mais tarde, em 1956, um outro escritor, que visitou áreas semelhantes, também relatou as descrições dos habitantes. E também um caso peculiar: Um guia contou que um homem fora caçar em uma floresta considerada perigosa. Horas mais tarde, o homem apareceu apavorado, com um corte enorme em sua barriga. Ele descreveu que foi atacado por um grande pássaro, sem pelos, e com um longo bico serrilhado. O guia pegou a figura que o pesquisador tinha do pterodáctilo, e ao mostrá-la ao caçador, este fugiu assustado, reconhecendo o monstro.
Mais avistamentos foram ocorrendo ao longo dos anos, mas não foi dada muita importância devido à falta de provas e por a maioria das pessoas considerarem que a crença dos nativos daquelas áreas era bem forte, o que, segundo os céticos, pode chegar a criar uma alucinação ou confusão.
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Suposta imagem do Kongamoto

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Balder

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Balder é uma divindade do panteão nórdico. Era uma divindade da justiça e da sabedoria, filho de Odin e Frigga, irmão de Hermod e Hod. O seu irmão Hod era cego, sendo por conseguinte o deus das Profundezas. Casado com Nana, era o mais belo e o favorito dos deuses, morando num palácio que ficava na claridade de uma noite de Verão. Nunca participava de festas em Valhalla, pois considerava-as muito barulhentas. É um deus bastante diferente dos outros, solar e pacífico. Balder disseminou a boa vontade e a paz em todos os lugares que visitou, o que fez dele um dos deuses mais amados. Sua popularidade e bondade inata atraíram a ira de Loki, filho do gigante Farbauti com a giganta Laufey, que mesmo sendo filho de gigantes é considerado um Aesir. Um dia, Balder passou a ser atormentado por estranhos pesadelos, um sinal da morte iminente, e isso acabou perturbando todos os deuses. Depois de muitos problemas, Odin tomou algumas precauções para evitar o terrível destino de Balder, enviando Frigga com a missão de obter um juramento de todos os seres vivos e não vivos de que não iriam fazer mal a Balder. Porém, Loki se disfarçou de mulher e teve uma conversa com Frigga, descobrindo que uma pequena planta, o visco, não prestara o juramento, pois Frigga a julgara inofensiva a Balder por ser muito jovem. Foi feita então uma festa em que todos os deuses atiravam coisas em Balder, as quais sempre se desviavam de seu alvo. Havia um, porém, que não participava da brincadeira, Hod, irmão cego de Balder. Loki, então o perguntou por que ele também não participava, e este respondeu que não sabia em que direção atirar. Aceitando a sugestão de Loki, Hod atira uma flecha feita de um ramo de visco no coração de Balder, que no mesmo instante cai morto. Este ato chocou todos os deuses e todos os homens, ao ponto de até os gigantes Jötuns, inimigos dos deuses, participarem solidariamente no funeral de Balder. Nana, mulher de Balder, suicidou-se com o desgosto.
Frigga não se conseguiu conformar com a morte do seu amado filho e começou a planejar uma maneira de enviar ao Helheim (o reino dos mortos) alguém com coragem suficiente para levar o resgate em ouro e trazer o seu filho de volta.

Foi o irmão de Balder, Hermod, o Ágil, quem empreendeu a viagem, montado no cavalo mais veloz do mundo, Sleipnir, que pertencia a seu pai. Depois de nove dias e nove noites de viagem chegou à margem de um rio com uma ponte com o teto em ouro guardada por uma mulher armada que vigiava para que nenhum dos que tinham entrado no Helheim saísse nem que entrasse nenhum ser vivo. Mas quando Hermod se identificou e disse qual era a sua missão a sentinela deixou-o entrar.
Depois de percorrer o sinistro reino chegou à deusa Hel. A deusa deixou-se comover pela dor geral que a morte de Balder tinha provocado e deixou que este saísse do seu reino sob a condição de que todas as criaturas do Universo continuassem a chorar a sua perda. Logo cavalgou Hermod de volta pedindo a todos os seres vivos que chorassem a morte de Balder. No entanto, o deus nunca foi resgatado de Helheim até ao dia de Ragnarok porque Loki se recusou a chorar a morte de Balder. No entanto, o belo deus presidiria o renascimento do mundo depois do dia de Ragnarok.

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pomo da Discórdia


Segundo conta a lenda, a Guerra de Tróia teria começado por causa de uma disputa ocorrida no casamento do mortal Peleu com a deusa Tétis, pais do glorioso e mais importante herói homérico o semi-deus, Aquiles. Todos os deuses foram convidados para as núpcias, temendo que algo pudesse sair errado, os noivos resolveram deixar de lado somente Éris a deusa da discórdia. Furiosíssima por ter sido preterida, resolveu acabar com a alegria reinante e entregou aos olímpicos uma linda maçã, toda de ouro, com a inscrição "Para a mais bela". A confusão já estava armada. As três deusas mais poderosas Hera, Afrodite e Atena, imediatamente se colocaram a disputar o troféu. Nenhum dos deuses quis se meter a juiz nessa confusão, inclusive o rei do Olimpo, Zeus. Esse, sabiamente, resolveu se livrar do espinhoso fardo e passá-lo à Pàris, um mortal que era filho do rei Príamo, de Tróia. Na época, Páris trabalhava como pastor e vivia feliz ao lado de uma ninfa adorável chamada Enone. Vivia no campo pois sua mãe, dias antes de seu nascimento, sonhara que estava dando a luz a serpentes flamejantes que se enrolavam entre si, depois pediu aos adivinho para interpretar o sonho e eles disseram que o bebê destruiria Tróia e todo seu território. Assim estavam as coisas até surgirem diante de Páris as 3 divindades em suas formas mais reluzentes e magníficas. Todas tentaram persuadi-lo com oportunidades infinitamente gloriosas. Em troca da maçã de ouro, Atena ofereceu a Páris a chefia de uma histórica e vitoriosa guerra. Já Hera ofereceu a ele a glória de ser o Rei absoluto de toda a Europa e Ásia. E Afrodite por sua vez, garantiu a ele o amor da mais bela mulher do mundo. Páris então, confuso em meio a tantas maravilhas oferecidas a si, concedeu o título a Afrodite. E a deusa, ignorando solenemente a presença de Enone, realizou o desejo do jovem. A deusa sabia exatamente onde se encontrava a mais bela mulher do mundo: era Helena casada com o rei de Esparta, Menelau. Auxiliados por Afrodite, Helena e Páris fugiram para Tróia. Assim que soube da traição, Menelau enfurecido foi pedir auxílio ao seu inescrupuloso irmão, o rei Agamenon para junto com ele persuadir todos os grandes generais e reis da Grécia numa marcha colossal contra os troianos (inclusive o rei da província de Ítaca, Odisseu, arquiteto do plano com o Cavalo de Tróia e posteriormente famoso pela Odisséia). Agamenon viu no infortúnio do irmão a oportunidade perfeita para conquistar Tróia, até então conhecida como impenetrável. E foi a partir desse momento que começava a mundialmente conhecida Guerra de Tróia, No fim Páris cumpriu a missão perdendo a guerra e causando a destruição de Tróia. E a famosa maçã passou a ser conhecida como "o pomo da discórdia" - que hoje indica qualquer coisa que leve as pessoas a brigar entre si.


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Teseu

Teseu era um herói grego filho de Egeu, rei de Atenas e de Etra, filha do rei de Trezena. Embora não haja registros históricos que provem indiscutivelmente que Teseu existiu, alguns historiadores supõem que ele governou Atenas entre 1234 a.C. e 1204, como consta na lista tradicional dos Reis de Atenas. Egeu ao deixar Etra ainda grávida por ter de retornar à Atenas, colocou embaixo de uma grande pedra sua espada e suas sandálias e determinou que quando Teseu atingisse a maioridade, rolasse a pedra para tirar os objetos de lá e então seguir ao encontro dele em Atenas, assim Etra o fez.
Após remover a pedra com facilidade e apanhar os objetos, Teseu corajoso e querendo conquistar fama decidiu ir até seu pai pelo caminho de terra firme que era mais perigoso e cheio de salteadores.
No primeiro dia de viagem chegou a Epidauro e se deparou com Perifetes, filho de Vulcano. Teseu o derrotou e se apoderou de seu bastão de ferro. Mais tarde, se deparou com Procrusto, monstro que amarrava suas vítimas em sua cama de ferro, se a vítima fosse menor que a cama ele a esticava até que desse para amarrar e se fosse maior ele cortava algumas partes até que se encaixasse. Teseu o enfrentou e o derrotou, colocando-o sobre a cama da mesma forma que ele fazia. E até chegar em Atenas, derrotou vários outros tiranos e salteadores, entre eles, Sínis gigante filho de Poseidon, que amarrava seus inimigos em um pinheiro e os arremessava contra rochas, envergando o mesmo até o chão. Teseu fez o mesmo com Sínis, e prosseguiu em sua viagem.
Quando Teseu chegou em Atenas já era conhecido pelos seus feitos, mas o rei Egeu não sabia que ele era seu filho. Medéia já estava instalada no palácio real depois de fugir de Corinto após o assassinato de 4 pessoas, inclusive seus dois filhos. Medéia sabia da identidade do herói, mas não contou a Egeu e sim convenceu-o a matar o forasteiro que poderia ser uma ameaça ao seu reinado. Colocou veneno no vinho e ofereceu ao visitante ilustre. Teseu tirou a espada para seu conforto à mesa e Egeu o reconheceu, evitando assim a sua morte. Medéia mais uma vez foi expulsa de um reino. Naquela época, a cidade de Atenas estava sendo obrigada a pagar tributos ao rei de Creta, Minos. Tais tributos eram pagos com 7 rapazes e 7 donzelas para que alimentassem o Minotauro, o monstro com corpo de homem e cabeça de touro. A criatura vivia num labirinto onde ninguém conseguia sair sem ajuda. Diante do fato, Teseu se ofereceu como uma das vítimas para poder derrotar o Minotauro.
Entrou no lugar de um jovem e partiu para Creta para entrar no Labirinto. Na partida usou velas pretas para navegar e seu pai entregou-lhe um jogo de velas brancas, para usar caso saísse vitorioso na missão. Com efeito, a linda Ariadne, filha do poderoso Minos, apaixonou-se por Teseu e combinou com ele um meio de encontrar a saída do terrível labirinto. Um meio bastante simples: apenas um novelo de lã. Ariadne ficaria à entrada do palácio, segurando o novelo que Teseu iria desenrolando a medida que fosse avançando pelo labirinto. Para voltar ao ponto de partida, teria, apenas, que ir seguindo o fio que Ariadne seguraria firmemente. Teseu avançou e matou o monstro com um só golpe na
cabeça. Infelizmente, ele esqueceu de colocar uma vela branca na sua volta de barco à Atenas, como tinha prometido ao seu pai, o Rei Egeu. Vendo uma vela preta e assumindo então que Teseu estava morto, Egeu se lançou do penhasco, dando o seu nome ao mar Egeu.
O herói assumiu então o governo: uniu os povos da Ática, com capital em Atenas, adotou o uso da moeda, criou o Senado, promulgou leis e instaurou a base da democracia. Cumpridas essas tarefas, Teseu retomou à vida de aventuras. Depois de lutar contra as amazonas, uniu-se à rainha delas, Antíope. Por motivos políticos, casou-se com Fedra, que depois apaixonou-se por Hipólito, filho de Teseu com Antíope. Ao lado do amigo Pirítoo, raptou Helena de Esparta, mais tarde resgatada por seus irmãos Castor e Pólux, e desceu aos infernos para tentar raptar também Perséfone, esposa de Plutão, mas este os manteve presos em suas cadeiras durante um banquete.Anos depois, Teseu foi salvo por Hércules. Ao voltar a Atenas, Teseu encontrou-a dilacerada por lutas internas, pois os cidadãos o julgavam morto. Triste, desistiu do poder, mandou os filhos para a Eubéia e, amaldiçoando a cidade, exilou-se na ilha de Ciros, onde foi morto por seu primo Licomedes.

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Pontianak

O Pontianak é um vampiro fêmea sugador de sangue que se esconde em árvores e túmulos no sudeste da Ásia. O nome significa “fantasma da criança nascida", porque a crença diz que ela é uma mulher que morreu durante o parto. O Pontianak aparece como uma linda mulher até atacar a sua vítima, quando ela se torna uma velha feia com dentes afiados. Às vezes, somente a cabeça aparece, com as tripas penduradas do pescoço. Segundo a lenda, ela caça principalmente mulheres grávidas e bebês, devido ao ciúme originado antes de sua morte. Mas os homens também correm riscos – na verdade atacar uma mulher no sudeste da Ásia dá azar, principalmente uma mulher casada, porque ela poderá voltar para pegar você! Os cépticos dizem que Pontianaks não passam de corujas grandes, cujas caras se parecem com as dos humanos quando surgem da escuridão.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Métis

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Métis na mitologia grega era uma deusa titânica filha de Tétis e Oceano.

Métis era a deusa da sabedoria e prudência, era a reflexão personificada. Foi a primeira esposa de Zeus. Foi ela que deu a Cronos a beberagem que o fez regurgitar todos os filhos que havia engolido. Quando Métis estava grávida de Zeus, Gaia profetizou que Métis teria dois filhos: a primeira, Tritogenia, seria igual a Zeus em força e sabedoria, e o segundo seria reis de homens e deuses e que iria destronar seu pai. Zeus, temendo que isto acontecesse, engoliu a deusa viva e, junto com Métis foi engolida a sabedoria e os seus valores. Depois a cabeça de Zeus cresceria assustadoramente e Zeus ordenou a Hefesto que lhe abrisse a cabeça com um golpe de machado e dela nasceu Atena, saída já adulta e armada para a guerra.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Leito de Procusto



Procusto era um assassino grego da Ática, antiga região da Grécia. Um assassino extremamente sanguinário. De acordo com a lenda, Procusto oferecia pousada a solitários viajantes que passavam pela floresta onde vivia, tentando demonstrar bondade e compaixão, dando conforto às suas vítimas. Então suas vítimas eram amarradas e Procusto as deitavam num leito de tamanho único. Quando sua vítima era alta, Procusto cortava seus pés até que a pessoa se encaixasse perfeitamente no leito, e quando sua vítima era baixa, era usado um mecanismo para estirar o corpo até que este ficasse do tamanho perfeito da cama.
Suas terríveis torturas continuaram até que o herói Teseu o capturou. O herói prendeu Procusto e o deitou lateralmente em sua própria cama e cortou-lhe a cabeça e os pés, aplicando-lhe o mesmo suplício que infligia aos seus hóspedes.
Procrusto
significa "o esticador", em referência ao castigo que aplicava às suas vítimas. A mesma personagem é às vezes referida como Polipémon ou Damastes.
O mito é usado como metáfora para criticar tentativas de imposição de um padrão.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Proteu

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Proteu é um deus marinho da mitologia grega, filho dos titãs Tétis e Oceano, mas outras versões dizem ainda que é filho de Poseidon e Fênice. Representa o mar calmo e sedutor. Proteu era o pastor dos rebanhos de Poseidon. Como recompensa pelo seu trabalho, Poseidon o presenteou com o dom da premonição.
Graças ao seu dom, muitos o procuravam para saber o que os esperava no futuro. Porém, não lhe era prazeroso contar os acontecimentos vindouros; então, quando algum humano se aproximava, ele fugia ou metamorfoseava-se, assumindo aparências monstruosas e assustadoras. Porém, se o homem fosse corajoso o bastante para passar por isso, ele lhe contava a verdade.
Eidotéia disse a Menelau que, para Proteu contar-lhe seu futuro, era preciso surpreendê-lo durante o sono e amarrá-lo de maneira que não pudesse escapar, pois ele tomava todas as formas para espantar os que se aproximavam: a de leão, dragão, leopardo ou terríveis monstruosidades, mas se se perseverava em conservá-lo bem ligado, retomava a primitiva forma e respondia a todas as perguntas que se lhe fizessem.
Menelau seguiu as instruções da ninfa. Com três dos seus companheiros, entrou de manhã, nas grutas em que Proteu costumava ir ao meio-dia descansar, juntamente com os rebanhos. Assim que Proteu fechou os olhos e tomou uma posição cômoda para dormir, Menelau e os seus três companheiros se atiraram sobre ele e o apertaram fortemente entre os braços. Era inútil metamorfosear-se: a cada forma que tomava, apertavam-no com mais força. Quando enfim esgotou todas as suas astúcias Proteu voltou à forma ordinária, e deu a Menelau os esclarecimentos que este pedia.
No quarto livro das Geórgicas, Virgílio, imitando Homero, conta que o pastor Aristeu, depois de haver perdido todas as suas abelhas, foi a conselho de Cirene, sua mãe, consultar Proteu sobre os meios de recuperar os enxames, e para lhe falar, recorreu aos mesmos artifícios.
Um outro Proteu é mencionado por Heródoto como rei do Egito, durante a Guerra de Tróia. Este pode ser identificado com o Faraó Setenáquete, fundador da XX dinastia egípcia.
Proteu teve filhos, dois deles gigantes, Tmolos e Telégono, monstros cruéis que não podendo chamá-los ao sentimento da humanidade, tomou o partido de retirar-se para o Egito, com o socorro de Poseidon, que lhe abriu uma passagem sob o mar. Também teve filhas, entre elas a ninfa Eidotéia.


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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Presentes de Natal

A troca de presentes no natal pode ser explicada de duas formas. A primeira, de fundo religioso, diz que o menino Jesus, quando nasceu, foi presenteado pelos Reis Magos. Ao trocar presentes no Natal, as pessoas estariam repetindo esse ato. Alguns historiadores têm outra versão. A troca teria surgido na Roma antiga. Durante uma semana de dezembro, os pagãos saíam às ruas para comemorar a Saturnália. Música, comilança e sexo - tudo era permitido. Além disso, as pessoas trocavam presentes como forma de confraternização. Quando a Igreja Católica escolheu o dia 25 de dezembro como a data oficial do nascimento de Jesus, a Saturnália foi proibida, mas alguns dos costumes pagãos, como a troca de presentes, acabaram sendo adotados pelo cristianismo.

A Lenda das Pinhas de Prata

Era uma vez uma família muito pobre, que mal tinha pão para comer e lenha para se aquecer.O Natal estava quase à porta e fazia muito frio, mas a mãe decidiu ir apanhar pinhas na floresta mais próxima, que depois venderia no mercado. Com o dinheiro da venda, compraria comida para alimentar a família. Assim que apanhou a primeira pinha, ouviu uma voz perguntar-lhe:- Porque é que estás a apanhar as minhas pinhas? A mãe levantou a cabeça e viu um anão, a quem contou a sua triste história. O anão teve um sorriso bondoso e disse-lhe:- Vai até ao bosque mais próximo e colhe lá as pinhas, pois são muito melhores do que estas. A mulher assim fez, mas como o bosque ainda era longe, quando lá chegou estava muito cansada. Sentou-se debaixo de um pinheiro e pôs o cesto ao lado. Então, para seu espanto, viu que as pinhas caíam da árvore como por milagre. Apanhou-as rapidamente e voltou para casa. Quando lá chegou, destapou o cesto e viu que as pinhas se tinham transformado em prata. E assim, aquela família pobre nunca mais passou fome nem frio. A acreditar na lenda, devemos ter sempre em casa uma pinha para nos dar sorte.

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Fonte: Dulce Rodrigues

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Lenda da Rosa de Natal



Na noite do nascimento de Cristo, uma pequena pastora que guardava o seu rebanho viu passar vários pastores e os Reis Magos, carregados de presentes. Os Reis levavam ricas ofertas, ouro, incenso, mirra, os pastores levavam mel e frutas e ela, triste e desconsolada, não tinha nada que oferecer a este ser tão especial, nem uma singela flor, porque tudo estava coberto de neve.



Então, perante a tristeza da pequena pastora, um anjo passou levemente a mão sobre a neve e aí apareceu uma bela flor, de pétalas brancas sombreadas: A rosa de Natal.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meias de Natal


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Diz a lenda que São Nicolau teve conhecimento de que três moças muito pobres que por falta de dote não conseguiam casar. Então, São Nicolau comovido, foi durante a noite, para não ser visto e atirou moedas de ouro pela chaminé de suas casas, que seriam usados como dote. Numa das casas, o saco de moedas caiu numa meia que secava na lareira, nascendo o hábito de se colocar presentes no pé de meia. Outra versão diz que o bispo São Nicolau não gostava de ser percebido quando presenteava, motivo pelo qual colocava os presentes nas chaminés das casas. As crianças perceberam seu método e passaram a deixar ali suas meias. Por esse motivo surgiu a tradição de se colocar a meia ou o sapatinho na lareira, para que na manhã do dia de Natal neles fossem encontrados presentes.