domingo, 18 de julho de 2010

A Lenda do Arco-íris




Um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva, arco-da-velha) é um fenômeno óptico e metereológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil(ou indigo) e violeta. Seu efeito pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O fenômeno fica mais espetacular quando se contrapõe a nuvens escuras de chuva ou é observado próximo a cachoeiras. Existem muitos fatos e lendas que se referem ao arco-íris, cuja maioria pertence ao reino do imaginário, fruto do folclore popular ou da criatividade poética e artística. Antigamente, e até hoje em dia, há quem pense, porém, que este fenômeno ótico é um sinal divino. No Antigo Testamento faziam apologia ao arco-íris, como sendo o símbolo da Aliança. Dizem que Deus, depois do dilúvio, fez a promessa que nunca voltaria a repetir-se essa catástrofe na terra e, para isso, surgiria no céu algo simbolizando a conciliação, o arco-íris.
Os ameríndios acreditam que o arco-íris é constituído pela alma das flores silvestres nascidas nas florestas ou dos lírios do vale. Outra história diz respeito à existência de um pote cheio de moedas de ouro no final do arco-íris, mas isso faz parte do lendário, desafiando aquele que estiver disposto a encontrar esse imaginário tesouro escondido e ficar rico...


Sobre a origem dessa lenda, lembra os tempos remotos quando os ciganos eram perseguidos e massacrados pelo mundo afora. Eles viviam desesperados porque eram pacíficos e não guerreavam nem para se defender, pois no lugar de armas portam seus violinos; no lugar de guerras, cantam suas canções alegres; e no lugar de destruição, a beleza de suas danças substitui a morte. Em seus corações pulsavam somente a alegria de viver e o desejo de liberdade; em lugar da fome surgia a mesa farta distribuída para todos. Por essa razão, os ciganos eram nômades e viviam em fuga, procurando a tão almejada paz sem a necessidade de recorrer à guerra.
Cansados de fugir e chorar as intermináveis perdas de parentes e amigos, uma bela cigana grávida, ao ver o arco-íris, clamou salvação para seu povo com toda a força de sua alma, principalmente porque trazia no ventre um filho preste a nascer, em meio a toda àquela violência e miséria. Prostrada, a mulher chorava copiosamente, esperando receber uma resposta do arco-ires, quando percebeu que as cores do fenômeno começavam a brilhar cada vez mais intensamente, alternando-se com rapidez. Limpando as lágrimas dos seus olhos e imaginando ver fantasias devido ao pranto, reagiu, mas foi vencida pelas cores do arco-íris que se alternavam como se fossem as cordas de um instrumento musical, como pequenos sinos emitindo sons divinos. Acalmou-se dominada por uma imensa paz, segurou com as mãos o ventre que guardava o filho e suplicou pelo fim daquela situação de seu povo. Subitamente, ouviu uma voz emanada das cores do arco-íris pedindo calma e garantindo que a mulher não perderia o filho guardado como um tesouro em seu ventre:
– Ele fará com que minhas cores ganhem vida em suas mãos, suprindo eternamente todas as suas gerações com moedas de ouro, pois a ele será dado o pote encantado que trago em minhas cores, cuja magia passará a fazer parte de suas almas com o verde levará a esperança e a fartura; com o vermelho, a vida, o entusiasmo e o vigor; com o amarelo, a realeza e a riqueza; com o azul terá serenidade e intuição; com o laranja, a energia, a vitalidade e a emotividade; e com o violeta levará a transmutação e a perseverança; com o rosa, o amor, a beleza, a moralidade e a música.
A lenda cigana espalhou-se pelo mundo, levada pelo encanto das roupas coloridas desse povo, pela magia de suas danças, pela sua atração pelo ouro e pela crença que existe no fim do arco-íres um pote de ouro inesgotável para supri-lo.

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Os povos antigos sempre observaram que o fenômeno acontece após uma chuva, quando a luz branca do sol matizada de todas as cores produz o fenômeno ótico. Os Navajos, índios norte-americanos, acreditam que a Deusa da Roda do Arco-Íris, ou o Círculo do Arco-Íris, possui as chuvas amigas que alimentam durante o verão as três irmãs divinas (milho, abóbora e feijão), que, por sua vez, também alimentam esses indígenas peles-vermelhas. Acreditam os Navajos que a deusa da Roda do Arco-Íris chega de todas as quatro direções e gira como uma suástica, de modo a cobrir todos os rumos. Sem as bênçãos da chuva, as três irmãs morreriam e o povo não poderia mas continuar a ser alimentado. A Roda do Arco-Íris representa também a promessa de paz entre todas as nações com o povo Navajo, considerado a Raça do Arco-Íris, vindo a reforçar a igualdade entre as nações e se opondo a idéia de uma raça superior que controlaria ou conquistaria as outras, através da consciência de que todas elas se constituem na verdade uma só. O Arco-Íris encarna a ideia da unidade de todas as cores e a crença de que todos devem trabalhar juntos, visando o bem comum.
Desde os primórdios dos tempos o homem observou o arco-íris como uma ponte que unia o céu a terra, ou seja, que une nosso plano físico ao espiritual. Os gregos observavam o fenômeno como um arco colorido unindo o céu a terra, quebrando a monotonia do horizonte, acreditando estar recebendo um sinal positivo dos deuses. Para eles, esse fenômeno estava diretamente relacionado a deusa Íris, mensageira da deusa Juno, esposa de Zeus, que surgia no céu caminhando por um arco formado por sete cores (violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) para trazer mensagens divinas aos homens.
A religiosidade predominava na vida havaiana e permeava suas atividades diárias e cada evento significativo, tal como o nascimento, o casamento, a morte, a pesca, a agricultura e a guerra. Os antigos havaianos adoravam grande número de deuses, a maioria deles vinculados a manifestações da natureza, como Ke Anuenue, deusa que personifica o arco-íris e também associada diretamente a chuva, a fertilidade da terra, a agricultura e a prosperidade. O arco-íris, aliás, quase sempre foi símbolo de uma nova esperança, já que ele se projeta no céu, logo após uma tempestade. Ele representa harmonia, sucesso e prosperidade, entretanto, para algumas culturas o arco-íris envolve uma atmosfera de medo. Uma lenda popular na Finlândia, associa-o a foice do Deus do Trovão. Os árabes consideram-no como sendo o arco do demônio. Em outras tradições existe a crença que o ato simples de apontar para um arco-íris pode custar a perda de um dedo ou uma úlcera. Já na Romênia, há uma lenda que todo aquele que passar abaixo dele, obterá uma mudança de sexo. Entre os hebreus e os cristãos, o arco-íris é considerado como o arco da promessa. Na mitologia nórdica, Bifrost, o arco-íris, também associado com a Via Láctea, era a ponte que conectava a Terra, chamada de Midgard, com Asgard, a Casa dos Deuses, pois só essas divindades poderiam cruzá-lo.
Para os achewa, uma tribo africana cuja sobrevivência depende exclusivamente da agricultura, o arco-íris representa os braços de Deus e é um símbolo da providência, que se manifesta através de nuvens carregadas de chuva. Na escassez deste líquido precioso, toda a tribo invoca um ser supremo conhecido pelo nome de Chiuta (Grande Arco), o Senhor do Arco-íris.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Aegir

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Aegir é o deus do mar da mitologia nórdica. É um dos Vanir, isto é, um dos deuses do elemento líquido ligado a natureza.Deus que aparece como governante do mar, foi adorado e temido pelos vikings, era considerado a própria personificação do oceano e de sua poderosa força. Foi esse deus quem provocou tempestades com sua raiva, e os Skalds (poetas vikings) disseram ter visto o choque de um navio com as “enormes mandíbulas de Aegir" quando ele naufragou. Dizia-se que frequentemente Aegir aparecia coroado com algas e sempre rodeado por ninfas e sereias, em seu próprio salão.Ran foi a esposa (e irmã) de Aegir. Eles tiveram nove filhas, que eram as ondas; todos os seus nomes são nomes poéticos para ondas. Aegir também fabricou cerveja para os deuses e, por isso, todo inverno os deuses bebiam cerveja em sua casa. Ele era, portanto, famoso por sua hospitalidade. Foi colocado ouro no chão de sua sala para que houvesse luz, em vez de se acender o fogo. Assim, o ouro foi denominado “incêndio Aegir”.Os copos no salão de Aegir estavam sempre cheios e recarregavam-se magicamente.
Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que Aegir aparecia de vez em quando na superfície para tomar a carga, homens e navios com ele para seu salão no fundo do oceano. Por isso eram feitos sacrifícios para apaziguá-los, muitas vezes sendo sacrificados prisioneiros antes de se começar a velejar.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Ran

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Esposa de Aegir, Ran governa o mar. Temida pelos marinheiros por ser uma deusa maligna que os arrastava para o fundo do mar se tivesse a oportunidade. Deusa do Submundo e dos Elfos Escuros, Senhora dos Mortos. Ran costuma afogar os marinheiros que não aceitam ser maridos de suas filhas ou dela mesma. Ran era reverenciada por seus fantásticos poderes Mágicos e Proféticos. De sua união com Aegir, Ran teria concebido 9 filhas, também detentoras de grandes poderes assim como a Mãe. Estas 9 Deidades Mágicas eram chamadas de " As Nove Donzelas das Ondas".

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Tanto Ran, quanto suas filhas conheciam os Mistérios do Poder da Transmutação e a forma que mais apreciavam era a forma de Belas Sereias.Durante o Inverno assumiam a forma de Mulheres não menos Belas, com o intuito de seduzir pescadores e aldeões. Rezam as lendas, que estas caprichosas e mágicas criaturas dormiam com seus eleitos e em seguida os abandonavam. Apaixonados e entorpecidos pelo Amor, suas vítimas definhavam de saudades até a morte. Ran também assumia a forma de uma loba preta pelas praias para rondar embarcações que possam sugerir alimento para ela. Durante as tempestades em alto mar, diz-se que Ran engolia embarcações inteiras para dentro do mar. A Deusa Ran, segundo manuscritos e antigas pinturas Nórdicas, era representada sempre como uma bélísima Mulher, coberta de jóias, cujos cabelos eram longas e perfumadas Algas Marinhas. Em uma de suas mãos carregava o Leme de um Barco. Com a outra mão recolhia do Mar, afogados com sua rede Mágica. Naqueles tempos muitos Navios ostentavam em suas proas a Figura de Ran entalhada em madeira, em sinal de Proteção e Reverência à Deusa, durante as longas viajens em Alto Mar. Imaginavam assim, por reverenciá-la que estariam livres dos perigos do Mar e dos Caprichos da Bela Ran. Se dentre os mortos resgatados por Ran, algum deles carregasse consigo peças de Ouro, a Deusa mágicamente os devolvia à Vida, e dela receberiam privilégios, normalmente amorosos, até quando Ran, por eles tivesse interesse.Naquela época, por conta desta lenda, marujos sempre levavam consigo moedas ou pepitas de ouro para agradarem a Ran, caso morressem afogados.Como o destino final dos Marinheiros resgatados pela bela Deusa, normalmente era serem arrastados para o fundo do Mar, Ran passou a ser temida peles 7 mares e conhecida pelo nome de " A Bela Senhora da Morte".

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Bragi

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Bragi é filho de Odin com a giganta Gunnlod, é deus da sabedoria e das poesias, é um dos poucos deuses nórdicos que não gosta de guerrear, Bragi gosta de ficar tocando harpa enquanto declara poesias para sua esposa Iduna, deusa do elixir da eternidade. Runas foram talhadas em sua língua, permitindo com que ele inspirasse os humanos na poesia, fazendo com que bebessem desta arte. Sua Função era receber os guerreiros mortos, recém-chegados aos salões de Valhalla, com poemas nos quais enaltecia seus atos de heroísmo. Descrito como um velho com barbas brancas - apesar de ser casado com a guardiã das maçãs da juventude. Bragi era o padroeiro dos poetas (skalds), dos menestréis, dos músicos e dos artistas. Antigamente, no funerais dos reis e dos chefes guerreiros, eram feitos brindes e juramentos solenes sobre uma taça de bebida. A taça era chamada de bragarfull, ou "A taça de Bragi", enquanto bragarmal significava o dom poético dado por Bragi a seus escolhidos.
Bragi durante um banquete com os deuses foi acusado por Loki de ser um deus efeminado, mas sua esposa Iduna o defendeu e por isso foi acusada por Loki de cometer adultério.
Bragi é protetor dos bardos (poetas de antigamente) e amante de música e poesias.

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Deusa Iduna

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Deusa nórdica também conhecida como Idun ou Iðunn,que tinha a função alimentar os Deuses com as suas maças douradas. Considerada personificação da primavera e da juventude eterna, representa o frescor dos ventos e das flores da primavera. Deusa da vegetação e da eterna renovação, guardiã das maçãs douradas que mantinham o vigor e a juventude dos Deuses.
Alguns dizem que Idun é filha de Ivaldi (o anão da terra) e sua mãe o sol. Outros afirmam que ela nunca nasceu e, portanto, nunca morreria. Casou-se com Bragi (Deus da poesia e filho de Odin).
Em agradecimento a tão calorosa acolhida, Idun prometeu aos deuses presenteá-los diáriamente com suas maravilhosas maçãs que tinham o poder de outorgar juventude e beleza eterna a todos aqueles que a saboreassem. Graças a esta fruta mágica, os deuses que não eram imortais, evitaram o passar do tempo e enfermidades, se mantendo jovens e belos durante inumeráveis décadas. Consequentemente, estas maçãs despertaram muito interesse e Idun as trancava cuidadosamente em seu cofre mágico. Não importava o número que distribuísse, pois as maçãs sempre eram magicamente multiplicadas.
Contam que o gigante Thiazi em forma de águia roubou um caldeirão onde estavam cozinhando um boi. Loki em fúria lançou uma estaca contra ele. Loki não conseguiu tirar sua mão da estaca e Thiazi o carregou pelos ares. Loki implorou para o gigante deixá-lo ir, porem o gigante só o liberou depois que Loki jurou lhe entregar Idun junto com a caixa com suas maças mágicas.
Loki armou um plano e conseguiu entregar Idun para o gigante.
Os Deuses nórdicos não eram imortais e precisavam das maças para sobreviver. Logo descobriram que Loki fora o responsável. Ameaçaram-no com tortura e morte, caso não arranjasse um jeito de trazer-la de volta.
Loki pegou as vestes de falcão de Frigga e voou até a casa do gigante, quando o mesmo saiu para pescar Loki transformou Idun em uma noz e carregou-a de volta para Asgard em seu bico.
Essa historia seria a representação das estações onde o inverno (Thiazi) seqüestra a vegetação (Idun) e Loki representando o vento quente do verão salva a vegetação do inverno. Idun afastada de Asgard representa a morte da terra com a chegada do inverno. Quando Idun volta como uma noz ou andorinha seria o retorno da primavera.
Idun pode ser invocada para a saúde e renovação da vida.
Existem outras historias ou mitos sobre a queda de Idun e seu retorno, como em um que ela senta na árvore de Yggdrasil e acaba desmaiando caindo em Niflheim (o mais profundo subterrâneo), chegando lá ela congela de medo ao se deparar com as coisas horríveis vistas no reino de Hel. Quando os Deuses a encontraram ela não conseguia mais falar e nem se mover. Os Deuses a cobriram com pele de lobo branco e partiram porem seu marido Bragi não quis deixá-la e cantou para ela com sua harpa.

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Também sendo uma representação das estações nessa historia quando Idun cai da Yggdrazil ela dá passagem ao outono, a deslocação toma conta da terra e a neve (a pele do lobo branco) a cobre e o seu marido Bragi com sua harpa seria os pássaros que cantam com a aproximação do verão.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Lenda do Uirapuru

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A lenda do Uirapuru é a lenda de um pássaro especial, pois dizem que ele é mágico, quem o encontra pode ter um desejo especial realizado.O canto do Uirapuru ecoa na mata virgem com um som puro e delicado, como o de uma flauta. Parece ser emitido por uma entidade divina. Quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Todos calam para reverenciar o mestre, todos seduzidos pela beleza do seu trinado.
Diz a lenda que um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique.
Por se tratar de um amor proibido não poderia se aproximar dela. Sendo assim, pediu ao deus Tupã que o transformasse em um pássaro.
Tupã transformou o em um pássaro vermelho telha, com um lindo canto.
O cacique foi quem logo observou o canto maravilhoso daquele pássaro.Ficou tão fascinado que passou a perseguir o pássaro para aprisioná-lo e ter seu canto só para ele.
Na ânsia de capturar o pássaro, o cacique se perdeu na floresta.
Todas as noites o Uirapuru canta para a sua amada.Tem esperança que um dia ela descubra o seu canto e saiba que ele é o jovem guerreiro.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Rainha Hatshepsut

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Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e Faraó do antigo Egito. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade económica e relativo clima de paz. Hatshepsut nasceu em Tebas. Era a filha mais velha do rei TutmésI (Tutmósis I) e da rainha Ahmose. Quando o seu pai morreu Hatshepsut teria cerca de quinze anos (para alguns egpitólogos teria vinte anos). Casou com seu meio-irmão, TutmésII seguindo um costume que existia no Antigo egito que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o sobrinho de Hatshepsut, Tutmés III era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatchepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatchepsut decidiu assumir a dignidade de faraó. No Antigo Egipto os anos eram contados a partir da ascensão de uma novo soberano ao poder. Hatchepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutmés III. No ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia. Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó. A mãe de Hatchepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio. Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita properidade e tranquilidade. Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. O governo de Hatchepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, mas esta imagem tem sido relativizada por alguns investigadores. Pelo menos duas campanhas militares foram conduzidas durante o seu reinado, uma das quais à Núbia a qual talvez tenha sido liderada pela própria Hatchepsut. Hatchepsut conservou alguns servidores do tempo do seu pai Tutmés I. Dois homens ficaram conhecidos como os ministros mais importantes da rainha:Hapuseneb e Senemut O primeiro era o sumo sacerdote de Amon, tendo dirigido os vários trabalhos de construção ordenados por Hatchepsut, em particular os que tiveram lugar na cidade de Tebas. Senemut, um oficial do exército de origem modesta, é por vezes visto como companheiro de Hatchepsut, que não casou enquanto foi faraó. Foi chefe do conselho da rainha e preceptor da filha de Hatchepsut, a princesa Neferuré, com a qual surge representado em várias "estátuas-cubo" (estátuas nas quais apenas a cabeça emerge de um bloco de pedra). Nos baixos-relevos do templo de Deir e-Bahari ficou representada a expedição à região do Punt. Esta terra, que se julga corresponder à algures na costa da Sómalia era conhecida pelas suas riquezas, como a mirra, o incenso, o ébano, o marfim e os animais exóticos. A expedição parece ter sido pacífica, tendo os egípcios trocado os bens que desejavam por armas e jóias. Nas paredes do templo é possível ver as cenas que mostram cinco barcos a partir para o Punt seguindo a rota do Mar Vermelho.. São calorosamente recebidos pelo rei local, Pa-Rahu, e a sua esposa, Ity, representada como uma senhora obesa. Depois de um banquete, os barcos foram carregados com os produtos. As representações mostram árvores de incenso, que teriam sido plantadas no recinto do templo de Deir e-Bahari.

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No Templo de Hatshepsut (Deir-el-Bahari), existem retratos do seu dia-a-dia mostrando a rainha como uma figura obesa, algo não convencional para a arte egípcia Alguns estudiosos acreditam que a rainha foi realmente obesa, outros acreditam que seja uma figuração de "matriarcal". Ainda existem representações de Hatchepsut como uma mulher sem seios e barbada. Alguns historiadores acreditam que estas representações de Hatchepsut são representações feitas por ordem da rainha para ausentar sua figura de fragilidade (ausência dos seios) e a barba para representar o poder. Hatchepsut foi substituída por Tutmés III, que durante seu reinado apagou diversos traços de sua co-regente como bustos, afrescos e interrompeu algumas de suas obras quando assumiu o poder.
A segunda maior descoberta arqueológica da História referente ao Antigo Egito, foi a descoberta da múmia da rainha Hatshepsut. Para identificar a múmia da rainha egípcia, os arqueólogos, chefiados por Zahi Hawass, utilizaram amostras de DNA e um dente encontrado numa caixa de relíquias. Segundos os pesquisadores, o dente tem o nome de Hatshepsut gravado e se encaixa perfeitamente num espaço encontrado na mandíbula da múmia. O cadáver embalsamado da rainha foi encontrado no Vale dos Reis em 1903, local onde foram construídos túmulos para os reis do Egito antigo. Mas a múmia permaneceu no local sem identificação até quando foi levada ao Museu Egípcio do Cairo para testes. A múmia mostra uma mulher obesa, que morreu com mais de 50 anos e que provavelmente teve diabete e câncer no fígado. A mão esquerda repousa sobre o peito, sinal da realeza que governou o Egito antigo. O estudo foi financiado pelo canal de TV americano, Discovery Channel, que transmitiu o documentário sobre essa descoberta em 2007.

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Hatshepsut é uma das rainhas mais famosas do Egito do tempo dos faraós Foto: AP
Múmia de Hatshepust



terça-feira, 29 de junho de 2010

Seshat


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Seshat ou Sechat era uma deusa da mitologia egípcia, originária da região do Delta do Nilo associada à escrita, à astronomia,à arquitetura, e à matemática. O seu nome significa "a que escreve". Recebia também os títulos de "Senhora dos Livros" ou "Senhora dos Construtores". Trata-se de uma deusa antiga, era vista como companheira ou filha deToth, divindade também associada à escrita e ao conhecimento. Enquanto que Thot representava o conhecimento oculto, Seshat representava o conhecimento visível, que se concretizava. Tinha uma irmã chamada Mafdet que estava associada à justiça. Na II Dinastia surge na cerimónia da fundação dos templos e em particular no ato ritual de "esticar a corda", durante o qual se acreditava que a deusa Seshat, através de um sacerdote, ajudava nos cálculos necessários à construção de um novo templo, graças aos conhecimentos que possuía sobre estrelas e matemática.

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A partir do Império Antigo surge representada a registar os animais (vacas, ovelhas, macacos...) que os reis capturam como saque durante as campanhas militares ou que lhes são entregues como tributo, como se pode ver no templo de Senuseret I em Licht. No Império Novo,Sechat surge associada à celebração do jubileu do monarca, registando nas folhas da árvore sagrada de Heliópolis os anos de reinado. Está representada nos templos de Karnak e Abidos realizando esta função. Nesta época surge uma deusa parecida com Sechat, que realiza funções semelhantes e que se denominada Sefekhetabui. Representada como uma mulher vestida com uma pele de leopardo vestimenta usada pelos sacerdotes nos ritos funerários, tinha sobre a sua cabeça um objecto indeterminado apoiado numa vara, que alguns consideram ser uma estrela com cinco ou sete pontas, ou então uma roseta. A interpretação deste símbolo varia: para alguns seria um planta de papiro estilizada ou então uma estrela. Nas suas mãos tinha uma cana e uma paleta, dois instrumentos usados pelos escribas no seu trabalho.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Livro dos Mortos


Livro dos Mortos (cujo nome original, em egípcio antigo era Livro de Sair Para a Luz) é a designação dada a uma coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos junto das múmias. O objetivo destes textos era ajudar o morto em sua viagem para o outro mundo, afastando eventuais perigos que este poderia encontrar na viagem para o Além. A idéia central do Livro dos Mortos é o respeito à verdade e à justiça, mostrando o elevado ideal da sociedade egípcia. Era crença geral que diante da deusa Maat de nada valeriam as riquezas, nem a posição social do falecido, mas que apenas os atos seriam levados em conta. Foi justamente no Egito que esse enfoque de que a sorte dos mortos dependia do valor da conduta moral enquanto vivo ocorreu pela primeira vez na história da humanidade. Apenas os reis egípcios, pelo menos durante o governo das primeiras dinastias, pareciam ter acesso direto aos reinos de luz, simbolizados pelo sol, deus Rá, divindade de suma importância no Egito, só suplantada por Osíris. Mas nem mesmo eles poderiam entrar no reino sagrado sem passar por um julgamento, durante o qual deveriam apresentar provas da justiça praticada sobre a terra. Logo depois, a honra da sobrevivência pós-morte foi concedida também aos trabalhadores mais importantes da corte; enfim, a imortalidade tornou-se um dom inerente a todos, mas a presença no tribunal de Osíris continuou sendo obrigatória para qualquer pessoa. Diante de Osíris, o morto deve reproduzir um discurso conhecido como Confissão Negativa, no qual ele nega ter cometido todos os males diante dos quais o Homem está sujeito a sucumbir. É possível encontrar em algumas ilustrações do Livro dos Mortos a imagem de Osíris em seu trono, tendo á sua frente o morto, o qual dispõe seu coração sobre um dos pratos da balança da justiça, enquanto no oposto, contrapondo o peso, encontra-se a Verdade. O fruto desta avaliação do peso de um e de outra é revelado pelo deus Toth, responsável por registrar esta análise. As almas mentirosas são punidas, enquanto as verdadeiras são recompensadas com a permissão para adentrar o reino sagrado. Não resta dúvida de que o julgamento ds atos após a morte devia preocupar, e muito, a maioria dos egípcios, religiosos que eram. Para os egípcios esse conjunto de textos era considerado como obra do deus Thoth. As fórmulas contidas nesses escritos podiam garantir ao morto uma viagem tranquila para o paraíso. O coração era o centro da vida dos egípcios, por isso quatro feitiços eram dedicados para proteger o coração do morto. Feitiço número 23, a ‘Abertura da Boca’, era também crucial, já que restaurava os sentidos da múmia na vida após a morte. Em verdade, essa compilação de textos era intitulada pelos egípcios de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru). Era objetivo desse compêndio, nos ensina o historiador Maurice Crouzet, fornecer ao defunto todas as indicações necessárias para triunfar das inúmeras armadilhas materiais ou espirituais que o esperavam na rota do "ocidente".
O LIVRO DOS MORTOS!
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Khnum

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khnum é um deus da mitologia egípcia. Era representado como um homem com cabeça de carneiro, por vezes tendo uma jarra ou coroa dupla sobre os cornos. O seu nome significa "o modelador". É um deus com origens antigas, que possivelmente remontam à época pré-dinástica. Do ponto de vista geográfico, encontrava-se ligado à zona sul do Egito e à Núbia. Este deus representava os aspectos criativos; acreditava-se que Khnum regulava as águas do Nilo, das quais os egípcios dependiam para a sua sobrevivência. A vida no Antigo Egito estava regulada pelas inundações anuais do Nilo que traziam uma argila que fertilizava os campos e assim permitia a prática agrícola. Estava também ligado à criação dos seres humanos, era quem modelava, em seu forno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. No seu forno formava não só a carne dos humanos, mas também o seu "ka" (alma). Por esta razão, era também representado no ato da criação dos novos seres. No seu forno também criou o ovo do qual saiu , que por sua vez gerou os outros deuses. Em Elefantina Khnum formava uma tríade (agrupamento de três deuses) com as deusas Satis e Anuket. Na cidade de Esna formava uma tríade com Satis e Neit. Uma tradição afirma que o rei Djoser estava preocupado com uma fome de sete anos que se tinha abatido sobre o Egito. O rei compreende que esta situação esta associada ao facto de Khnum não permitir a circulação das águas do Nilo, que prende com as suas sandálias. O rei decide então realizar oferendas à divindade, que surge num sonho a pedir que continue a honrá-lo convenientemente. Esta história encontra-se gravada num estela da época ptolomeica, conhecida como a "estela da fome" e é provável que tenha pouco valor histórico, dado longo período de tempo que decorre entre Djoser e a era ptolomaica.

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Deusa Maat



Na mitologia egípcia Maet ou Maat é a deusa da Justiça e do Equilíbrio. É representada por uma mulher jovem exbindo na cabeça uma pluma. Acreditava-se que essa divindade era a mediadora entre as potências do céu e da terra. Ela regulava as relações entre os deuses, estabelecendo a harmonia entre eles e também entre os homens, fazendo com que estes pudessem viver em paz e em união. Por isso, todos os homens de responsabilidade na sociedade egípcia deviam viver de acordo com a Maat, ou seja, agir de acordo com rigorosos princípios religiosos e morais, vivendo uma vida justa e perfeita, em todos os sentidos.
Falhar em viver segundo esses princípios implicava em ser julgado com muita severidade no chamado Salão de Maat ( o Tribunal presidido pelo deus Osíris, onde as almas dos mortos eram julgadas), ao passo que aqueles que viveram suas vidas de acordo com essas regras eram conduzidos por aquele deus através da Tuat, ( a terra da escuridão) até o outro lado, onde recebiam a Luz de Rá, o sol radiante) e se integravam à luz que emanava daquele deus.
Na iconografia egípcia, a deusa Maat aparece como sendo a esposa, ou a parte feminina do deus Thoth, que com ele veio ao mundo quando as águas do abismo primitivo se abriram pela primeira vez. Seu símbolo era uma pena, que representava a leveza de alma que devia caracterizar todo aquele que ambicionava atingir a iluminação.

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Seth

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Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer. Seth encarna as idéias de furor, violência, tormenta, crime e maldade.
Por ser o deus dos desertos ele protege as caravanas que viajam através do deserto, mas causa também tempestades de areia que traz no conflito com o deus Osíris da fertilidade. Seth pertence a Enéade de Heliópolis e é filho de Geb e de Nut (ou de Rá e de Nut). É o irmão de Osíris, de Ísis, e de Néftis, que é dada às vezes como sua consorte, embora Seth seja associado mais geralmente com a estrangeira, deusa Astarte. Seth apresenta-se como um homem com a cabeça de origem indeterminada. Estava às vezes inteiramente na forma animal com o corpo similar à de um cão galgo. Animais sagrados a este deus são o cão, o chacal, a gazela, o asno, o crocodilo, o hipopótamo, e o porco.
Ele mesmo está representado como um ser estranho : largo corpo delgado, nariz afilado, orelhas quadradas, olhos globulosos e longa cauda bifurcada. Seth é a encarnação das forças que se opõem a Maat, a deusa da ordem, o equilíbrio e a justiça.
Seth se converte na personificação das forças hostis e no símbolo da rebelião contra os homens e contra os deuses. Toma possessão de alguns homens para torná-los irresponsáveis, e os possuídos por Seth assemelham-se a ele : ameaçam a sociedade. Destruidor, queima os cultivos ou os destrói com granizo. Todas a catástrofes vem dele. É o deus inimigo e é deus dos inimigos. É o irmão de Osíris e seu oposto. O universo só funciona pela sua ação contraditória. Seth mata seu irmão, que é ressuscitado por Ísis; depois se opõe a Hórus, o filho de seu inimigo. A guerra que se seguiu à morte de Osíris por Seth durou oitenta anos, durante os quais Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus e este rasgou os testículos de Seth. Eventualmente, Hórus emergiu vitorioso, ou foi julgado o vencedor pelo conselho dos deuses, e transformou-se assim no senhor do Alto Egito e Seth no senhor do Baixo Egito. Em outras versões foi viver com o deus-sol Rá, onde se transformou na voz do trovão. Outras lendas dizem que Seth perde a orelha na luta contra Hórus e este perdeu o olho, porém deus Toth decidiu parar com o combate devolvendo a orelha de Seth e o olho de Hórus e dizem que Seth viverá pela eternidade planejando conseguir a ex-coroa de Osíres hoje com Hórus.
No livro dos mortos, Seth é chamado " senhor do céu do norte " e considerado responsável pelas tempestades e o tempo nublado. Apesar de sua reputação, Seth tem algumas características boas. Está na proa da barca de Rá e a protege durante sua viagem noturna ao mundo subterrâneo. Combate o demônio Apep, na barca lunar, que lhe ameaça todas as manhãs e todas as noites. Cada vez que Seth consegue a vitória Apep ressuscita para recomeçar a luta. Deste conflito permanente nascem o equilíbrio das forças e a harmonia universal.
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Toth



Toth deus da sabedoria, cordato e sábio. É uma divindade lunar (o deus da Lua) que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos. inventou os hieróglifos, a escrita figurativa do antigo Egipto . Era o medidor do tempo e o contador das estrelas, secretário-arquivista de todo o conhecimento. Ele era tido como todo poderoso no conhecimento e no discurso divino. O escrivão dos deuses e patrono de todos os escribas. É-lhe atribuída a invenção da astronomia, geometria, desenho, medicina, musica etc...

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Toth foi descrito geralmente na forma humana com a cabeça de um íbis, usando uma coroa que consiste em uma lua crescente coberta por um disco lunar. Era um símbolo da sabedoria e da aprendizagem porque olha sempre para baixo e tem um bico na forma de uma pena.Seu santuário principal era Hermopolis na região do delta do Nilo. O deus da sabedoria e da aprendizagem. Toth é tido por ter desempenhado várias funções no mundo dos deuses. O guardião e escrivão oficial do Além, o Livro dos Mortos foi escrito por ele. Toth e Ma'at são tidos por terem estado ao lado um do outro com Ra em seu barco enquanto (como o sol) viajou através do Céu. Pensou-se que também podem ter dirigido o rumo que o barco fez. É consenso geral que Toth inventou as artes mágicas e o Hermetismo, assim as cartas de Tarot são referidas frequentemente como o "Livro de Toth". Ele foi associado com a lua; assim que o sol desaparecia, Toth tentava vencer a escuridão com a sua luz.

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Anúbis

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Anúbis, é o antigo deus egípcio da morte e dos moribundos, por vezes também considerado deus do submundo. Conhecido como deus do embalsamamento, presidia às mumificações e era também o guardião das necrópoles e das tumbas. Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto era pesado seu coração e a pena da verdade (como podemos ver em muitas gravuras egípcias). Caso o coração fosse mais pesado que a pena, sua alma era destruída para todo sempre, mas caso fosse mais leve, a pessoa em questão poderia ter acesso ao paraíso. Anubis era quem guiava a alma dos mortos no Além. Os sacerdotes de Anúbis, chamados "stm", usavam máscaras de chacais durante os rituais de mumificação. Anúbis é uma das mais antigas divindades da mitologia egípcia e seu papel mudou à medida que os mitos amadureciam, passando de principal deus do mundo inferior a juiz dos mortos, depois que Osíris assumiu aquele papel. A associação de Anúbis com chacais provavelmente se deve ao fato de estes perambularem pelos cemitérios. O Anúbis era pintado de preto, por ser escura a tonalidade dos corpos embalsamados. Apesar de muitas vezes identificado como "sab", o chacal, e não como "iwiw", o cachorro, ainda existe muita confusão sobre qual animal Anúbis era realmente. Alguns egiptólogos se referem ao "animal de Anúbis" para indicar a espécie desconhecida que ele representava. As cidades dedicadas a Anúbis eram conhecidas pelo grande número de múmias e até por cemitérios inteiros de cães. Em algumas versões da lenda ele aparece como filho do deus Seth com sua esposa Néftis. Entretanto, a versão mais comum é a de que ele é filho de Osíris que se uniu com Néftis por tê-la confundido com sua esposa Isis. Quando esta última deusa veio a saber do nascimento da criança começou a procurá-la. Néftis, por temor a Seth, escondeu-a logo após o parto. Guiada por cães, Ísis encontrou o recém-nascido depois de grandes e difíceis penas e encarregou-se de alimentá-lo e Anúbis se converteu em seu acompanhante e guardião. Dizia-se que estava destinado a guardar os deuses, assim como os cães guardam aos homens. Anúbis é pai de Qeb-hwt também conhecido como Kebechet.

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Hórus


Na mitologia do Egito Antigo, Hórus era o deus do céu. Era filho de Isis (deusa do amor) e Osíris (deus da vegetação e da vida no além). Tinha cabeça de falcão e os olhos representavam o Sol e a Lua. Matou Seth tanto por vingança pela morte do pai, Osíris, como pela disputa do comando do Egito. Após derrotar Seth, tornou-se o rei dos vivos no Egito. Perdeu um olho lutando com Seth, que foi substituído por um Amuleto de serpente (que os faraós passaram a usar na frente das coroas, o olho de Hórus (anteriormente chamado de Olho de Rá, que simbolizava o poder real e foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas.Depois da recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth. O olho que Hórus feriu (o olho esquerdo) é o olho da Lua, o outro é o olho do Sol. Esta é uma explicação dos egípcios para as fases da Lua, que seria o olho ferido de Hórus. Alguns detalhes do personagem foram alterados ou mesclados com outros personagens ao longo das várias dinastias, seitas e religiões egípcias. Por exemplo, quando Heru (Hórus) se funde com Ra O Deus Sol, ele se torna Ra-Horakhty. O olho de Horus egípcio tornou-se um importante símbolo de poder chamado de Wedjat, que além de proporcionar poder afastava o mal-olhado, pois segundo os egípcios os olhos eram os espelhos da alma.

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piramide


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Rá ou Ré, é o deus do Sol do Antigo Egito. No período da Quinta Dinastia se tornou uma das principais divindades da religião egípcia identificado primordialmente com o sol do meio- dia. O principal centro de seu culto era a cidade de Heliópolis.

RÁ, o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. Rá se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e Rá tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar. A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito. Na Quinta Dinastia Rá, o Deus-Sol de Heliópolis, tornou-se uma divindade do estado. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos.





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sábado, 19 de junho de 2010

Deusa Bastet

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Bastet é uma deusa do sol, ficou muito conhecida como a deusa gato, é deusa da fertilidade e protege as mulheres grávidas. Tinha um poder sobre os eclipses solares. Bastet se casou com o deus Ptah e teve dois filhos com ele, Nefertum e Mihos, nos templos de Bastet, eram criados gatos que eram considerados como a própria encarnação de Bastet e quando morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais específicos.

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Por vezes é confundida como Sekhmet, deusa de cabeça de leão. Os egípcios parecem ter tido dificuldades para dissociar estas duas divindades e dizem que Bastet e Sekhmet são uma única pessoa com personalidades e características diferentes.
A primeira é amável e sossegada, enquanto que a segunda é guerreira implacável.
Quando Bastet se enfurecia transformava-se na terrível Sekhmet, uma leoa .

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Passada da cólera, metamorfoseava-se novamente em gata, reassumindo sua docilidade. Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A deusa, que é representada com cabeça de leoa, executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la com cerveja para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana. Dando origem a lenda de ela teria sido transformada em um gato manso, originando a deusa Basket.
Quando os gregos chegaram no Egito, eles associaram Bastet com Artemis e ela deixou de ser a deusa do sol para ser a deusa da lua.
Com o tempo, ela também perdeu sua cabeça original de gato selvagem do deserto ou leão e ganhou a cabeça de um gato doméstico. Os gatos eram muito importantes para os egípcios, porque protegiam os grãos dos animais daninhos, e acreditava-se que Bastet os protegia. Quem matasse um gato era punido com a morte.

Sobek

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Sobek é uma divindade da mitologia egípcia, o deus-crocodilo do rio Nilo, ligado ao deus-sol Rá. Simbolizava o poder dos faraós egípcios, sendo descrito como um homem com cabeça de crocodilo.
Os crocodilos do rio Nilo eram considerados manifestações do deus Sobek na Terra. Por isso, exemplares desses animais eram enfeitados com jóias, tratados regiamente e cultuados pelos antigos egípcios. Após a morte, eram mumificados e sepultados em lugares apropriados.
Sobek é muito visto como um deus bom, sendo deus da fertilidade, da vegetação e da vida, ele é dito como o criador do rio Nilo, que foi criado a partir de seu suor.
Sobek nem sempre foi considerado um deus bondoso, quando ele surgiu das águas primordiais do caos como "o senhor das águas", era temido por seu aspecto maligno, e era chamado de demônio de Duat (local onde Osíris julga os mortos), acabou se associando com Seth, pois causava muito perigo e desordem, também é dito que depois de Seth matar Osíris, ele se escondeu num corpo de crocodilo, para não receber castigo pelo seu crime, e o crocodilo se tornou Sobek.
Sobek era dito, em outras versões, como filho de Set com Neit.