sábado, 28 de agosto de 2010

Marduk

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Marduk, como é apresentado na Biblia, é um deus protetor da cidade da Babilônia, pertencente a uma geração tardia de deuses da antiga Mesopotâmia. Era filho de uma relação incestuosa entre Enki e Ninhursag, cidade com este nome dedicava-lhe os primeiros doze dias de cada ano festejando. Criador do Universo, também podia ser chamado de Merodach e Bel, que significa, Senhor (aparecendo com este nome na Bíblia). Era casado com Sarpanitu e começou por ser o deus das tempestades, tornando-se posteriormente no principal deus mesopotâmico, representando a fertilidade.Com a ascensão da Babilônia à capital da coligação de estados do Eufrates sob a liderança do Rei Hamurabi(2250 a.C.), torna-se também o deus supremo do panteão de deuses mesopotâmicos.
O poder que tinha sobre todas as coisas foi conseguido por ter desafiado e ganho o combate com os dragões do caos, Kingu e Tiamat, como é contado no Enuma Elish , um poema épico que relata a criação do mundo. Devido à vitória sobre a deusa Tiamat personificada num monstro ou caos primordial, divide-o em duas partes, com as quais forma o céu (onde coloca os astros) e a terra (onde estabelece a residência dos principais deuses). Os deuses queixam-se, porém, de não terem quem os adore, pelo que Marduque cria o homem, para que os povos da terra os adorem e lhe levantem templos.

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Torre de Babel, erguida na Babilônia em honra ao deus Marduk.

Podemos encontrar referências ao deus Marduque nos parágrafos de abertura e finalização do Código de Hamurabi, o mais famoso código legislativo da Antiguidade. Marduk é chamado de Merodaque pelos hebreus (Isaías 39:1; Jeremias 50:2; II Reis 25:27). Marduk, deus da vida, da luz, do Sol e aquele que orientava os destinos e conseguiu reaver os tijolos que tinham os destinos dos homens inscritos. Estes tijolos simbolizavam o poder dos deuses e tinham sido roubados pelo pássaro-trovão, Zu. Marduk foi declarado, por volta de 2000 a.C., Deus Supremo da Babilônia e dos Quatro Cantos da Terra, após vencer disputa entre os deuses pelo controle da Terra. Marduk não se conformava, pelo facto de a família de seu tio Enlil e seus primos Nannar-Sin e Ninurta não deixar seu pai Enki ser o supremo entre os deuses. Nibiru, ou Marduk, era igualmente o nome de um planeta (o 12.º do Sistema Solar) de onde teria vindo o povo filho de An, os Anunnaki. A Terra, os cometas e os asteróides teriam sido formados pelo embate deste planeta com outro chamado Tiamat.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Lenda da Mãe-do-Ouro

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A Mãe-do-Ouro é uma personagem do folclore brasileiro, muito popular no interior das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.
Possui a aparência de uma linda mulher,com cabelos comprido dourados que reflete a luz do Sol. Aparece sempre trajada de um longo vestido de seda branco. Em algumas regiões, a Mãe-de-ouro é também representada por uma bola de fogo que tem a capacidade de se transformar nesta linda mulher.De acordo com a lenda, a Mãe-de-Ouro tem a capacidade de voar pelos ares, indicando locais onde existem jazidas e ouro. Dizem que em noites escuras e sem estrelas, aquela bola incandescente faz a curva no céu caindo sobre o morro, indicando que ali há tesouro enterrado.

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Diziam ser ela a guardiã dos tesouros da terra, das montanhas e dos rios. Ela está sempre perto do ouro e é vista à noite, porque brilha com a mesma beleza dourada de seu filho. Se alguém aproximar muito, ela desaparece, reaparecendo, em seguida, noutro lugar. Dizem que muitas lavras foram descobertas por causa de sua presença. Costuma aparecer à noite, depois de 19 horas, como uma luz dourada com a cauda luminosa. Aqueles poucos mortais que puderam vê-la mais de perto dizem ser uma mulher muito bonita, coberta de ouro, tendo os cabelos cheios de bichos. É crença geral que, quem conseguir limpar seus cabelos, ficará muito rico.
Há também versões de que a Mãe-de-ouro atue como uma defensora das mulheres que são maltratadas pelos maridos. De acordo com a lenda, a Mãe-de-ouro atrairia homens casados para uma caverna, libertando assim as esposas destes maridos e colocando no caminho delas homens bons.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Lenda do El Dorado


A lenda do El Dorado, que se fundava na crença de uma cidade repleta de ouro, cujo termo El Dorado significa O (homem) dourado em espanhol; segundo a lenda, tamanha era a riqueza da cidadela, que o imperador tinha o hábito de se espojar no ouro em pó, para ficar com a pele dourada. Essa lenda foi ouvida pelos primeiros conquistadores espanhóis que se fixaram, no século XV e XVI, nas costas da atual Colômbia e Venezuela, então chamada Terra Firme ou Terra Santa. A busca do El Dorado, que levou os europeus até ao Brasil, persistiu até meados do século XVIII.
Em 1535, o general Sebastián de Belalcazar, após ter destruído a última resistência dos Incas, no Norte de Lima (na direção de Quito), ouviu de um indígena, seu prisioneiro, a história do El Dorado, uma lenda das tribos ribeirinhas do Orinoco. Reza a lenda que havia uma tribo muito rica, localizada perto da atual Santa Fé de Bogotá (capital da Colômbia), onde viviam os índios Chibcha ou Muisca. Este povo tinha como costume religioso o de untar o corpo do rei, provavelmente quando subia ao trono ou antes de ações guerreiras, com uma substância aderente, talvez resina, sobre a qual era soprado finíssimo pó de ouro. Completamente dourado, o rei dirigia-se para o meio da lagoa Guatavita, numa embarcação, e banhava-se nas águas, depois de ter lançado, para o fundo, jóias, vários objetos de ouro e pedras preciosas, como oferendas ao seu deus. Segundo os registos de Oviedo de 1543, os Espanhóis tinham ouvido dos Índios que, todas as noites, o rei dourado se lavava, retirando o ouro do corpo, mas, no dia seguinte, voltava a ser coberto por esse metal precioso.
O mito do El Dorado conquistou de tal forma o imaginário dos séculos XV e XVI que arrastou os Europeus para a busca do tesouro e para a descoberta de novas terras das Índias Ocidentais, como designava, na época, a América. A referência ao El Dorado fazia mesmo parte das cartas com instruções que só os comandantes dos navios podiam abrir. Foram muitos os exploradores que procuraram a mítica cidade, a exemplo do espanhol Gonzalo Jimenez de Quesada, em cuja expedição de 1538 fez parte Juan de Castellanos, o autor de História Del Nuevo Reino de Granada, os primeiros escritos sobre o El Dorado.

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A ambição e a curiosidade pelo El Dorado atraíram os Espanhóis até à Amazônia portuguesa. No entanto, as expedições organizadas, como as de Pedro Fernandez de Lugo, Gonzalo Quesada, Gonçalo Pizarro, Pedro de Ursua, em vários locais do Norte da América do Sul, nomeadamente, junto ao rio Orinoco, ao rio Negro, no lago de Guatavita, revelaram-se difíceis e sem sucesso.
Em 1698, descobriu-se as minas de Itaverava, em Minas Gerais, que despertaram a imaginação de vários aventureiros, relançando a busca do El Dorado. Foram encontradas, nessas minas, pedras pretas que, na realidade, eram porções de ouro, conforme se verificava depois de lavadas. Na verdade, essas pedras, que ficaram conhecidas como ouro negro, eram pretas, porque estavam cobertas por uma leve camada de óxido de ferro.
Jules Crevaux (1847-1882), um dos grandes exploradores da Amazônia, chegou à conclusão de que a existência de grutas formadas com rochas ricas em mica, que permitia tornar o corpo brilhante, teria baralhado os nativos, que nas suas narrações fantásticas, teriam confundido as palhetas de micas, conhecidas também como "areia de ouro", com o ouro do El Dorado.

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Balsa Muisca no Museu do Ouro em Bogotá

A Balsa Muisca foi achada numa gruta, no município de artesãos Pasca, ao sul de Bogotá, em 1856 por três camponeses, entre outros numerosos objetos de ouro.
A balsa retrata os Muiscas realizadando na lagoa uma cerimônia que foi dado o nome de El Dorado. Nela o herdeiro do cacique, coberto em pó de ouro, toma posse de seu mandato com uma grande oferta aos deuses. Essa representação aparece no centro de uma lagoa rodeada pelas principais chefes e seus seguidores, todos enfeitados com ouro e penas.
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Lenda do Cacau

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A história do cacau tem sua origem envolta por mitologia e lenda. O Deus asteca Quetzalcóatl , senhor da lua prateada e dos ventos gelados, tal como Prometeu, também ofertou aos homens um presente roubado do país dos deuses. Querendo dar aos mortais algo que lhes enchesse de energia e prazer, Quetzcoalf foi aos campos do Reino dos Filhos do sol para de lá furtar as sementes da Árvore Sagrada. Desta forma fantástica , as sementes do cacaueiro teriam surgido na região dos Astecas e aí frutificado, dando origem à árvore.

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Diz a lenda que os astecas , nas festividades das colheitas , davam às vítimas de sacrifícios taças de chocolate .
Os astecas faziam isto para que as almas das vítimas chegassem mais rápido ao céu de uma forma que agradasse as divindades , pois o chocolate era visto como o alimento dos deuses . Por estar ligado a religiosidade, essa árvore foi primeiramente cultivada por sacerdote. Além do que, a bebida amarga e com poderes especiais extraída de suas favas, só podia ser tomada em taças de ouro. Esta lenda diz que foi em Montezuma , no México , que a bebida do cacau teve o seu maior fã . O mito fala que ele possuía , diariamente , à mesa : 50 vasilhas de ouro para chocolate e ordenava colocar a disposição de seus funcionários mais de 3000 barris de cacau preparado . Este imperador , último dos astecas , quando esteve no poder , de 1502 à 1520 tornou oficial o uso do chocolate nas refeições dos nobres .Este imperador ficou conhecido pelas escrituras como o : Imperador do Chocolate . Há uma lenda que diz que o imperador Montezuma tinha mais de mil mulheres e sempre ingeria chocolate antes de ir para o harém .
Quando conquistou o México ( 1519 - 1521 ), o comandante espanhol Hernán Cortez escreveu ao seu soberano, Carlos V, relatando que o imperador Montezuma não se servia mais do que uma vez na mesma taça de puro ouro. E confessa ter sido tomado de grande estranheza ao notar que, mais do que uma demonstração de riqueza, tal hábito relevava a imensa estima que a bebida escura merecia.
Cortez relata ainda que bastaria uma taça daquele líquido para reconfortar um homem por todo um dia de caminhada, sem necessidade de qualquer outro alimento DO CACAU AO CHOCOLATE. O termo chocolate vem do dialeto "nauatle", usado na América Central pré-Colombiana. Porém no século XVIII, uma lenda já o relacionava a palavra grega "theobroma", que significa alimento dos deuses O autor teria sido um botânico sueco chamado Carlos Lennaeus, que conhecia muito bem a trajetória do chocolate através dos tempos e dos povos. Foi o casamento de Luís XIII da França com Ana de Áustria o fato marcante na difusão do chocolate no mundo - monges espanhóis ofereceram chocolates de presente aos noivos. A Corte francesa aderiu rapidamente á novidade que chegou para transformar os hábitos dos nobres de toda a Europa. No início foi consumido segundo os costumes asteca, ou seja, as favas eram simplesmente trituradas e amassadas. Mas logo descobriu-se que o mel e as especiarias combinavam bem com o chocolate, acelerando mais ainda sua aceitação. Com o casamento da Maria Tereza filha de Felipe IV da Espanha, casou-se com Luís XIV, o chocolate saiu da cozinha dos conventos para entrar nos primórdios da industrialização. Entretanto , o grande marco da industrialização é 1778, quando o cacau denominado de Dádiva dos deuses, privilégio dos sacerdotes e da nobreza, chega ao homem comum. Exite outras lendas sobre a origem do cacau: Há mais de mil anos atrás , existia uma deusa maia , que tinha os frutos do cacaueiro em seus cabelos .Então , veio o deus do vento e com um furacão espalhou estes frutos . Assim surgiu a árvore do cacau .


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Jasão e os Argonautas

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Jasão era filho de Esão, rei de Iolco, na Tessália. Pélias, irmão de Esão, privou o rei de seu trono e Jasão, ainda menino, foi educado longe da corte pelo centauro Quíron (Quirão). Aos vinte anos, Jasão retornou a Iolco para clamar o trono, quando lá chegou encontrou a cidade em festa. O rei ao vê-lo, embora não o reconhecesse, suspeitou do estrangeiro ao lembrar-se do oráculo que havia predito sobre a ameaça que sofreria vinda de um homem de apenas uma sandália. E Jasão assim se apresentava, visto que havia perdido uma de sua sandálias durante a viagem, ao atravessar um rio de forte correnteza. Pélias prometeu concedê-lo, com uma condição: que trouxesse o mítico velocino de ouro, alã de ouro do carneiro alado Crisómalo, guardado por Eetes, rei da Cólquida, e protegido por um dragão.


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Embora a missão fosse considerada impossível, Jasão aceitou-a. Construiu então um navio, o Argos, com mastro feito de um dos carvalhos de Dodona, lugar vizinho ao templo de Júpiter, cujas árvores eram oráculos, e embarcou com um grupo de heróis, os "argonautas". Entre eles encontravam-se Hércules, Cástor e Pólux, Orfeu e muitos outros. Jasão e seus amigos enfrentaram muitos obstáculos e realizaram muitas façanhas para chegar à Cólquida.

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Porém lá chegando, suas dificuldades não se esgotaram, pois o rei Eetes, tão logo tomou conhecimento das intenções do chefe dos argonautas , incumbiu-o de novas árduas tarefas. Como condição para lhe entregar o Velo de Ouro, deveria domar dois touros selvagens de pesadas patas de bronze. Feito isso, o próximo passo seria atrelar o arado aos dois animais para arar a terra e semeá-la com dentes de dragão. Da exótica semeadura, nasceriam gigantes armados os quais Jasão deveria derrotar. Contudo, nem bem haviam chegado à Cólquida, o chefe dos argonautas já tinha conquistado o coração da filha do rei,a princesa Medéia, famosa por suas habilidades na arte da feitiçaria que se colocou à sua disposição para ajudá-lo através de seus poderes mágicos. Para domar os touros, Medéia entregou a Jasão um bálsamo que o tornou invulnerável ao fogo e ao ferro. Uma vez preparada a terra e plantados os dentes de dragão, surgiram terríveis gigantes que avançavam em direção a Jasão. Medéia aconselhou o jovem herói a atirar-lhes algumas pedras. Os gigantes, não sabendo a procedência do ataque começaram a lutar entre si. Surpreso com a vitória do forasteiro, Eetes descumpriu sua palavra recusando-se a entregar o Velocino de Ouro, idealizou um plano para matar Jasão e incendiar Argo. Mais uma vez o rei foi traído por Medéia que tomando conhecimento das intenções do pai, avisou Jasão do perigo que corria. Levou o herói às escondidas onde ficava guardado o precioso talismã, adormeceu o dragão com seus mágicos cantos e juntamente com Jasão, roubou o Velocino de Ouro. Em seguida, embarcou com os argonautas levando o Velo e Apsirto, filho do rei, tomado como refém. Eetes partiu pelos mares em busca de seus filhos. Medéia, sabendo da atitude do pai, matou e esquartejou impiedosamente o irmão Apsirto, lançando seus restos mortais ao mar a fim de atrasar a perseguição. Ao ver os restos do filho boiando, Eetes desesperado, se deteve a recolhê-los. Argo tomou distância mas acabou por se desviar da rota porque Zeus , revoltado com a natureza do crime praticado por Medéia, enviou uma borrasca que atingiu a embarcação. Era necessário purificar-se de tão hediondo crime e por isso aportaram no reino de Circe, maga que através de suas magias e encantamentos os purificou, aplacando a ira do grande deus. Pélias, ao ver chegar o chefe dos argonautas trazendo o Velocino de Ouro, recusou-se a honrar sua palavra devolvendo-lhe o trono. Encolerizado, Jasão clamava por vingança, porque além de recusar-lhe o poder sobre Iolco, o rei, aproveitando-se de sua ausência, induziu seus pais ao suicídio, e em seguida assassinou seu irmão Promaco. Mais uma vez Medéia veio em seu auxílio e para vingá-lo, fez com que as filhas do rei acreditassem ser possível devolver a juventude de seu velho pai Pélias. Iludidas pela feiticeira, elas o esquartejaram e deitaram seus membros a ferver num caldeirão. Considerados culpados de tão horrendo parricídio, Jasão e sua mulher foram banidos de Iolco e exilados em Corinto. Ele se apaixona por Creúsa, filha do rei de Corinto, Creonte.Humilhada e rejeitada pelo marido, Medéia conspirava vingança. Simulando humildade, enviou magnífico traje à rival que movida por extrema vaidade o vestiu. Imediatamente a princesa começou a consumir-se em fogo, pois nem bem o terminara de vestir, o vestido começou a arder em chamas. Creúsa gritava desesperada de dor e seu pai, apavorado, tentava inutilmente livrá-la da indumentária maldita. Juntamente com o pai, Creúsa morreu queimada. Não satisfeita, Medéia assassinou seus filhos tidos com Jasão, fugindo à seguir para Atenas. Existem muitas versões para o final de Jasão. Na primeira delas, o herói, desesperado se suicida. Em outra, quando descansava sob a sombra de Argos, morreu esmagado pela popa do próprio navio. Há ainda outra versão segundo a qual aliou-se a Peleu e assumiu enfim o poder em Iolco.


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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Deucalião e Pirra

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Personagens da mitologia grega que correspondem ao mito de Noé. Era filho de Prometeu e, segundo alguns estudiosos, sua mãe era Pandora. Quando Zeus resolveu valer-se dos dilúvios para destruir a humanidade, que deveria ser punida pela maldade que demonstrava, Prometeu avisou a Deucalião e a sua esposa, Pirra. Disse-lhes que construíssem uma arca de madeira. Eles flutuaram nessa arca durante nove dias, até desembarcarem no alto do Monte Parnasso. Quando as águas desceram, eles eram as únicas criaturas vivas que restavam na terra.Deucalião e Pirra perguntaram ao oráculo de Delfos como poderiam reconstituir a humanidade. O oráculo disse-lhes: “Atirem os ossos de sua mãe.” Eles acharam que o oráculo falava de pedras, os ossos da mãe terra. As pedras que Deucalião atirou transformaram-se em homens, e, as de Pirra, em mulheres. Deucalião tornou-se o antepassado dos gregos por meio de seu filho Heleno, de quem os helenos receberam o nome. A sepultura de Deucalião, segundo se dizia, podia ser vista na cidade de Atenas, no antigo templo de Zeus.

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Annunnaki

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Anunnaki significa “Aqueles que desceram dos céus” na língua suméria; para os hebreus eram Nefilim, Elohim e para os egípcios antigo, Neter. Descobertas arqueológicas e artefatos recolhidos nos últimos duzentos e cinqüenta anos são a base da teoria de que uma avançada civilização proveniente de Nibiru - um planeta distante, mas do nosso próprio sistema solar - desembarcou na antiga Mesopotânia a aproximadamente 450 mil anos atrás; eram os Anunnaki, alienígenas que colonizaram a Terra com o propósito de extrair grandes quantidades de ouro. Sua mão-de-obra foi arrebanhada entre os humanos primitivos, que foram manipulados geneticamente. A história considera que os Anunnaki eram divindades que faziam parte do panteão sumérico e acádio, entretanto o historiador e linguista, Zecharia Sitchin, especialista em traduções de tabletes cuneiformes, revela que para os sumérios e babilônios os Anunnaki eram, literalmente astronautas extraterrestres que aterrisaram na região onde se situa o Iraque, há aproximadamente 450.000 anos atrás, em uma missão de mineração, que se extendeu do Oriente Médio até a África. Liderados por EA/ENKI, o "Senhor Cuja Casa é a Água", um grupo inicial de 50 Anunnaki se estabeleceu em três bases: ERIDU, EDIN e ABZU, com o objetivo de obter ouro, em quantidade suficiente p/ sanar os problemas no ecossistema de seu planeta natal, NIBIRU. Outros Anunnaki, os IGIGI, teriam fixado bases em Marte e na nossa lua. Posteriormente uma nova equipe chegou à Terra, liderada por ENLIL, o "Senhor do Comando" e por NINTI/NINHARSAG, a "Senhora da Vida". Segundo os sumérios, o trabalho de mineração ficou comprometido por rebeliões entre os próprios Anunnaki, o que levou ENKI e NINTI, brilhantes cientistas, à interferir no ritmo evolutivo do tipo humanóide simiesco que habitava o planeta.
E através de experiências de engenharia genética, foi obtido o protótipo do "Homo Sapiens", chamado pelos sumérios de ADAPA/ADAMU, o "homem primordial" ou "raça primordial". Sitchin ressalta que durante as muitas tentativas e erros dos dois cientistas nibiruanos, para a criação do "humano ideal", várias espécies de mamíferos, anfíbios, répteis, aves e peixes, foram utilizados como doadores de material genético. O resultado dessas ousadas experiências foram seres antropomórficos, de aspecto exótico ou monstruoso, que ficaram conhecidos, ao longo da história, como quimeras (centauros, cíclopes, hárpias, tritões, sereias, minotauros, hidras, górgonas, sátiros, etc). Criaturas que possuíam cabeça e tronco humanos e membros inferiores de animais ou as vezes, o inverso, ou uma bizarra combinação de ambos ou de vários animais, ou ainda seres humanos com dois pares de membros superiores. Algumas placas sumérias com anotações de ENKI, à respeito dessas experiências, revelam que muitos tinham sérias disfunções biológicas, mas outros se adaptavam bem e desenvolviam, inclusive alto grau de inteligência. Ao contrário do que se pensa, esses seres não eram meros mitos, mas sim resultado de avançada engenharia genética. A ciência moderna, secretamente, tem dado os primeiros passos em direção à essas atividades (Por exemplo: Transplante de órgãos de animais em seres humanos). O fato é que esses seres fantásticos conviviam com os humanos criados pelos Anunnaki, e foram citados em muitos textos de civilizações antigas, principalmente as greco-romanas e indo-européias. Alguns deles ficaram famosos em seus tempos, como a górgona Medusa, o sátiro Pan e o ser minotauro, da ilha de Creta, ou o homem-pássaro hindu Garuda. Inicialmente eram considerados semi-deuses, mas à medida que as civilizações iam ficando mais sofisticadas, esses seres passaram a ser vistos como ameaças e foram perseguidos e combatidos por homens como Gilgamesh, Perseu e Hércules. Os Anunnaki teriam elevado o homem da terra ao nível civilizado, erguendo poderosas civilizações na Mesopotâmia, América Central, Ásia e no Mediterrâneo. E sua suposta passagem pela Terra estão espalhadas por vários lugares. Construções megalíticas, de arquitetura inusitada e perfeição matemática, como o complexo de Gizé, no Egito; os complexos piramidais de Tiahuanaco e Sacsyahuaman, na América Central; as recém descobertas ruínas submersas de Yonaguni, Japão; entre outras. Segundo os sumérios, à cada 3.600 anos o planeta NIBIRU, completa um período orbital em torno do nosso sol e durante sua aproximação da Terra, diversos cataclismas se sucedem. Os Anunnaki, então aproveitariam essa "janela" cósmica, para retornarem à Terra.


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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Hélio, O Deus- Sol

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Hélio é um deus grego do Sol ( o seu nome significa "Sol"). Hélio é notavelmente diferente de Apolo, que é também um Deus solar. É filho dos titãs Hipérion e Téia(ou Tia),tinha como irmãos Eos a Aurora e Selena, a Lua. O mito grego de Helios conta que esse deus tinha a função de trazer luz e calor aos homens. Percorria o céu num carro de fogo puxado por 4 cavalos brancos, soltando fogo por suas narinas, Pírois, Eoo , Èton e Flégon (nomes relacionados com o fogo e com a luz) . Todas as manhãs, depois que a Aurora aparecia de madrugada no horizonte no seu carro dourado, Helios saia do Oriente com seu carro e subia até o ponto mais alto do Meio-Dia. Então começava a descer para o Ocidente e mergulhava no oceano ou descansava atrás das montanhas. Foi-lhe dado de presente a ilha de Rhodes. Nada do que se passa no universo escapa ao seu olhar, sendo frequentemente convocado por outros deuses para servir como testemunha. Mais tarde, o deus Apolo, com outros atributos, um deles o dom da adivinhação, substituiu o deus Helios. Porém, é do deus Hélios que derivou a palavra ‘heliocêntrico’, isto é, o sistema que concebia o Sol como o centro do Universo (precedeu o sistema geocêntrico, que tinha a Terra como o centro do Universo). Narra a mitologia que a ninfa Clítia, apaixonada por Hélio e por ele desprezada, foi transformada por Apolo em heliotrópio, flor que gira ao longo do dia sobre seu caule, voltada sempre para o Sol. Na Grécia clássica, Hélio foi cultuado em Corinto e sobretudo em Rodes, ilha que lhe pertencia e onde era considerado o deus principal, honrado anualmente com uma grande festa. Aquelas plantas eram sagradas para Hélio. Os seus animais sagrados eram o galo e a àguia O famoso Colosso de Rodes, escultura em bronze erguida no século III a.C. e considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo, era uma estátua de Hélio, representado como um belo jovem coroado de raios resplandecentes. É casado com Perseide, filha de Oceano. Com ela, Hélio teve vários filhos, entre os quais Eetes, Circe e Pasífae . Hélio com a Oceânide Clímene teve sete filhas, as Helíades e um filho, Fáeton.

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domingo, 18 de julho de 2010

A Lenda do Arco-íris




Um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva, arco-da-velha) é um fenômeno óptico e metereológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil(ou indigo) e violeta. Seu efeito pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O fenômeno fica mais espetacular quando se contrapõe a nuvens escuras de chuva ou é observado próximo a cachoeiras. Existem muitos fatos e lendas que se referem ao arco-íris, cuja maioria pertence ao reino do imaginário, fruto do folclore popular ou da criatividade poética e artística. Antigamente, e até hoje em dia, há quem pense, porém, que este fenômeno ótico é um sinal divino. No Antigo Testamento faziam apologia ao arco-íris, como sendo o símbolo da Aliança. Dizem que Deus, depois do dilúvio, fez a promessa que nunca voltaria a repetir-se essa catástrofe na terra e, para isso, surgiria no céu algo simbolizando a conciliação, o arco-íris.
Os ameríndios acreditam que o arco-íris é constituído pela alma das flores silvestres nascidas nas florestas ou dos lírios do vale. Outra história diz respeito à existência de um pote cheio de moedas de ouro no final do arco-íris, mas isso faz parte do lendário, desafiando aquele que estiver disposto a encontrar esse imaginário tesouro escondido e ficar rico...


Sobre a origem dessa lenda, lembra os tempos remotos quando os ciganos eram perseguidos e massacrados pelo mundo afora. Eles viviam desesperados porque eram pacíficos e não guerreavam nem para se defender, pois no lugar de armas portam seus violinos; no lugar de guerras, cantam suas canções alegres; e no lugar de destruição, a beleza de suas danças substitui a morte. Em seus corações pulsavam somente a alegria de viver e o desejo de liberdade; em lugar da fome surgia a mesa farta distribuída para todos. Por essa razão, os ciganos eram nômades e viviam em fuga, procurando a tão almejada paz sem a necessidade de recorrer à guerra.
Cansados de fugir e chorar as intermináveis perdas de parentes e amigos, uma bela cigana grávida, ao ver o arco-íris, clamou salvação para seu povo com toda a força de sua alma, principalmente porque trazia no ventre um filho preste a nascer, em meio a toda àquela violência e miséria. Prostrada, a mulher chorava copiosamente, esperando receber uma resposta do arco-ires, quando percebeu que as cores do fenômeno começavam a brilhar cada vez mais intensamente, alternando-se com rapidez. Limpando as lágrimas dos seus olhos e imaginando ver fantasias devido ao pranto, reagiu, mas foi vencida pelas cores do arco-íris que se alternavam como se fossem as cordas de um instrumento musical, como pequenos sinos emitindo sons divinos. Acalmou-se dominada por uma imensa paz, segurou com as mãos o ventre que guardava o filho e suplicou pelo fim daquela situação de seu povo. Subitamente, ouviu uma voz emanada das cores do arco-íris pedindo calma e garantindo que a mulher não perderia o filho guardado como um tesouro em seu ventre:
– Ele fará com que minhas cores ganhem vida em suas mãos, suprindo eternamente todas as suas gerações com moedas de ouro, pois a ele será dado o pote encantado que trago em minhas cores, cuja magia passará a fazer parte de suas almas com o verde levará a esperança e a fartura; com o vermelho, a vida, o entusiasmo e o vigor; com o amarelo, a realeza e a riqueza; com o azul terá serenidade e intuição; com o laranja, a energia, a vitalidade e a emotividade; e com o violeta levará a transmutação e a perseverança; com o rosa, o amor, a beleza, a moralidade e a música.
A lenda cigana espalhou-se pelo mundo, levada pelo encanto das roupas coloridas desse povo, pela magia de suas danças, pela sua atração pelo ouro e pela crença que existe no fim do arco-íres um pote de ouro inesgotável para supri-lo.

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Os povos antigos sempre observaram que o fenômeno acontece após uma chuva, quando a luz branca do sol matizada de todas as cores produz o fenômeno ótico. Os Navajos, índios norte-americanos, acreditam que a Deusa da Roda do Arco-Íris, ou o Círculo do Arco-Íris, possui as chuvas amigas que alimentam durante o verão as três irmãs divinas (milho, abóbora e feijão), que, por sua vez, também alimentam esses indígenas peles-vermelhas. Acreditam os Navajos que a deusa da Roda do Arco-Íris chega de todas as quatro direções e gira como uma suástica, de modo a cobrir todos os rumos. Sem as bênçãos da chuva, as três irmãs morreriam e o povo não poderia mas continuar a ser alimentado. A Roda do Arco-Íris representa também a promessa de paz entre todas as nações com o povo Navajo, considerado a Raça do Arco-Íris, vindo a reforçar a igualdade entre as nações e se opondo a idéia de uma raça superior que controlaria ou conquistaria as outras, através da consciência de que todas elas se constituem na verdade uma só. O Arco-Íris encarna a ideia da unidade de todas as cores e a crença de que todos devem trabalhar juntos, visando o bem comum.
Desde os primórdios dos tempos o homem observou o arco-íris como uma ponte que unia o céu a terra, ou seja, que une nosso plano físico ao espiritual. Os gregos observavam o fenômeno como um arco colorido unindo o céu a terra, quebrando a monotonia do horizonte, acreditando estar recebendo um sinal positivo dos deuses. Para eles, esse fenômeno estava diretamente relacionado a deusa Íris, mensageira da deusa Juno, esposa de Zeus, que surgia no céu caminhando por um arco formado por sete cores (violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) para trazer mensagens divinas aos homens.
A religiosidade predominava na vida havaiana e permeava suas atividades diárias e cada evento significativo, tal como o nascimento, o casamento, a morte, a pesca, a agricultura e a guerra. Os antigos havaianos adoravam grande número de deuses, a maioria deles vinculados a manifestações da natureza, como Ke Anuenue, deusa que personifica o arco-íris e também associada diretamente a chuva, a fertilidade da terra, a agricultura e a prosperidade. O arco-íris, aliás, quase sempre foi símbolo de uma nova esperança, já que ele se projeta no céu, logo após uma tempestade. Ele representa harmonia, sucesso e prosperidade, entretanto, para algumas culturas o arco-íris envolve uma atmosfera de medo. Uma lenda popular na Finlândia, associa-o a foice do Deus do Trovão. Os árabes consideram-no como sendo o arco do demônio. Em outras tradições existe a crença que o ato simples de apontar para um arco-íris pode custar a perda de um dedo ou uma úlcera. Já na Romênia, há uma lenda que todo aquele que passar abaixo dele, obterá uma mudança de sexo. Entre os hebreus e os cristãos, o arco-íris é considerado como o arco da promessa. Na mitologia nórdica, Bifrost, o arco-íris, também associado com a Via Láctea, era a ponte que conectava a Terra, chamada de Midgard, com Asgard, a Casa dos Deuses, pois só essas divindades poderiam cruzá-lo.
Para os achewa, uma tribo africana cuja sobrevivência depende exclusivamente da agricultura, o arco-íris representa os braços de Deus e é um símbolo da providência, que se manifesta através de nuvens carregadas de chuva. Na escassez deste líquido precioso, toda a tribo invoca um ser supremo conhecido pelo nome de Chiuta (Grande Arco), o Senhor do Arco-íris.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Aegir

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Aegir é o deus do mar da mitologia nórdica. É um dos Vanir, isto é, um dos deuses do elemento líquido ligado a natureza.Deus que aparece como governante do mar, foi adorado e temido pelos vikings, era considerado a própria personificação do oceano e de sua poderosa força. Foi esse deus quem provocou tempestades com sua raiva, e os Skalds (poetas vikings) disseram ter visto o choque de um navio com as “enormes mandíbulas de Aegir" quando ele naufragou. Dizia-se que frequentemente Aegir aparecia coroado com algas e sempre rodeado por ninfas e sereias, em seu próprio salão.Ran foi a esposa (e irmã) de Aegir. Eles tiveram nove filhas, que eram as ondas; todos os seus nomes são nomes poéticos para ondas. Aegir também fabricou cerveja para os deuses e, por isso, todo inverno os deuses bebiam cerveja em sua casa. Ele era, portanto, famoso por sua hospitalidade. Foi colocado ouro no chão de sua sala para que houvesse luz, em vez de se acender o fogo. Assim, o ouro foi denominado “incêndio Aegir”.Os copos no salão de Aegir estavam sempre cheios e recarregavam-se magicamente.
Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que Aegir aparecia de vez em quando na superfície para tomar a carga, homens e navios com ele para seu salão no fundo do oceano. Por isso eram feitos sacrifícios para apaziguá-los, muitas vezes sendo sacrificados prisioneiros antes de se começar a velejar.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Ran

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Esposa de Aegir, Ran governa o mar. Temida pelos marinheiros por ser uma deusa maligna que os arrastava para o fundo do mar se tivesse a oportunidade. Deusa do Submundo e dos Elfos Escuros, Senhora dos Mortos. Ran costuma afogar os marinheiros que não aceitam ser maridos de suas filhas ou dela mesma. Ran era reverenciada por seus fantásticos poderes Mágicos e Proféticos. De sua união com Aegir, Ran teria concebido 9 filhas, também detentoras de grandes poderes assim como a Mãe. Estas 9 Deidades Mágicas eram chamadas de " As Nove Donzelas das Ondas".

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Tanto Ran, quanto suas filhas conheciam os Mistérios do Poder da Transmutação e a forma que mais apreciavam era a forma de Belas Sereias.Durante o Inverno assumiam a forma de Mulheres não menos Belas, com o intuito de seduzir pescadores e aldeões. Rezam as lendas, que estas caprichosas e mágicas criaturas dormiam com seus eleitos e em seguida os abandonavam. Apaixonados e entorpecidos pelo Amor, suas vítimas definhavam de saudades até a morte. Ran também assumia a forma de uma loba preta pelas praias para rondar embarcações que possam sugerir alimento para ela. Durante as tempestades em alto mar, diz-se que Ran engolia embarcações inteiras para dentro do mar. A Deusa Ran, segundo manuscritos e antigas pinturas Nórdicas, era representada sempre como uma bélísima Mulher, coberta de jóias, cujos cabelos eram longas e perfumadas Algas Marinhas. Em uma de suas mãos carregava o Leme de um Barco. Com a outra mão recolhia do Mar, afogados com sua rede Mágica. Naqueles tempos muitos Navios ostentavam em suas proas a Figura de Ran entalhada em madeira, em sinal de Proteção e Reverência à Deusa, durante as longas viajens em Alto Mar. Imaginavam assim, por reverenciá-la que estariam livres dos perigos do Mar e dos Caprichos da Bela Ran. Se dentre os mortos resgatados por Ran, algum deles carregasse consigo peças de Ouro, a Deusa mágicamente os devolvia à Vida, e dela receberiam privilégios, normalmente amorosos, até quando Ran, por eles tivesse interesse.Naquela época, por conta desta lenda, marujos sempre levavam consigo moedas ou pepitas de ouro para agradarem a Ran, caso morressem afogados.Como o destino final dos Marinheiros resgatados pela bela Deusa, normalmente era serem arrastados para o fundo do Mar, Ran passou a ser temida peles 7 mares e conhecida pelo nome de " A Bela Senhora da Morte".

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Bragi

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Bragi é filho de Odin com a giganta Gunnlod, é deus da sabedoria e das poesias, é um dos poucos deuses nórdicos que não gosta de guerrear, Bragi gosta de ficar tocando harpa enquanto declara poesias para sua esposa Iduna, deusa do elixir da eternidade. Runas foram talhadas em sua língua, permitindo com que ele inspirasse os humanos na poesia, fazendo com que bebessem desta arte. Sua Função era receber os guerreiros mortos, recém-chegados aos salões de Valhalla, com poemas nos quais enaltecia seus atos de heroísmo. Descrito como um velho com barbas brancas - apesar de ser casado com a guardiã das maçãs da juventude. Bragi era o padroeiro dos poetas (skalds), dos menestréis, dos músicos e dos artistas. Antigamente, no funerais dos reis e dos chefes guerreiros, eram feitos brindes e juramentos solenes sobre uma taça de bebida. A taça era chamada de bragarfull, ou "A taça de Bragi", enquanto bragarmal significava o dom poético dado por Bragi a seus escolhidos.
Bragi durante um banquete com os deuses foi acusado por Loki de ser um deus efeminado, mas sua esposa Iduna o defendeu e por isso foi acusada por Loki de cometer adultério.
Bragi é protetor dos bardos (poetas de antigamente) e amante de música e poesias.

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Deusa Iduna

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Deusa nórdica também conhecida como Idun ou Iðunn,que tinha a função alimentar os Deuses com as suas maças douradas. Considerada personificação da primavera e da juventude eterna, representa o frescor dos ventos e das flores da primavera. Deusa da vegetação e da eterna renovação, guardiã das maçãs douradas que mantinham o vigor e a juventude dos Deuses.
Alguns dizem que Idun é filha de Ivaldi (o anão da terra) e sua mãe o sol. Outros afirmam que ela nunca nasceu e, portanto, nunca morreria. Casou-se com Bragi (Deus da poesia e filho de Odin).
Em agradecimento a tão calorosa acolhida, Idun prometeu aos deuses presenteá-los diáriamente com suas maravilhosas maçãs que tinham o poder de outorgar juventude e beleza eterna a todos aqueles que a saboreassem. Graças a esta fruta mágica, os deuses que não eram imortais, evitaram o passar do tempo e enfermidades, se mantendo jovens e belos durante inumeráveis décadas. Consequentemente, estas maçãs despertaram muito interesse e Idun as trancava cuidadosamente em seu cofre mágico. Não importava o número que distribuísse, pois as maçãs sempre eram magicamente multiplicadas.
Contam que o gigante Thiazi em forma de águia roubou um caldeirão onde estavam cozinhando um boi. Loki em fúria lançou uma estaca contra ele. Loki não conseguiu tirar sua mão da estaca e Thiazi o carregou pelos ares. Loki implorou para o gigante deixá-lo ir, porem o gigante só o liberou depois que Loki jurou lhe entregar Idun junto com a caixa com suas maças mágicas.
Loki armou um plano e conseguiu entregar Idun para o gigante.
Os Deuses nórdicos não eram imortais e precisavam das maças para sobreviver. Logo descobriram que Loki fora o responsável. Ameaçaram-no com tortura e morte, caso não arranjasse um jeito de trazer-la de volta.
Loki pegou as vestes de falcão de Frigga e voou até a casa do gigante, quando o mesmo saiu para pescar Loki transformou Idun em uma noz e carregou-a de volta para Asgard em seu bico.
Essa historia seria a representação das estações onde o inverno (Thiazi) seqüestra a vegetação (Idun) e Loki representando o vento quente do verão salva a vegetação do inverno. Idun afastada de Asgard representa a morte da terra com a chegada do inverno. Quando Idun volta como uma noz ou andorinha seria o retorno da primavera.
Idun pode ser invocada para a saúde e renovação da vida.
Existem outras historias ou mitos sobre a queda de Idun e seu retorno, como em um que ela senta na árvore de Yggdrasil e acaba desmaiando caindo em Niflheim (o mais profundo subterrâneo), chegando lá ela congela de medo ao se deparar com as coisas horríveis vistas no reino de Hel. Quando os Deuses a encontraram ela não conseguia mais falar e nem se mover. Os Deuses a cobriram com pele de lobo branco e partiram porem seu marido Bragi não quis deixá-la e cantou para ela com sua harpa.

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Também sendo uma representação das estações nessa historia quando Idun cai da Yggdrazil ela dá passagem ao outono, a deslocação toma conta da terra e a neve (a pele do lobo branco) a cobre e o seu marido Bragi com sua harpa seria os pássaros que cantam com a aproximação do verão.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Lenda do Uirapuru

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A lenda do Uirapuru é a lenda de um pássaro especial, pois dizem que ele é mágico, quem o encontra pode ter um desejo especial realizado.O canto do Uirapuru ecoa na mata virgem com um som puro e delicado, como o de uma flauta. Parece ser emitido por uma entidade divina. Quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Todos calam para reverenciar o mestre, todos seduzidos pela beleza do seu trinado.
Diz a lenda que um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique.
Por se tratar de um amor proibido não poderia se aproximar dela. Sendo assim, pediu ao deus Tupã que o transformasse em um pássaro.
Tupã transformou o em um pássaro vermelho telha, com um lindo canto.
O cacique foi quem logo observou o canto maravilhoso daquele pássaro.Ficou tão fascinado que passou a perseguir o pássaro para aprisioná-lo e ter seu canto só para ele.
Na ânsia de capturar o pássaro, o cacique se perdeu na floresta.
Todas as noites o Uirapuru canta para a sua amada.Tem esperança que um dia ela descubra o seu canto e saiba que ele é o jovem guerreiro.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Rainha Hatshepsut

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Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e Faraó do antigo Egito. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade económica e relativo clima de paz. Hatshepsut nasceu em Tebas. Era a filha mais velha do rei TutmésI (Tutmósis I) e da rainha Ahmose. Quando o seu pai morreu Hatshepsut teria cerca de quinze anos (para alguns egpitólogos teria vinte anos). Casou com seu meio-irmão, TutmésII seguindo um costume que existia no Antigo egito que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o sobrinho de Hatshepsut, Tutmés III era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatchepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatchepsut decidiu assumir a dignidade de faraó. No Antigo Egipto os anos eram contados a partir da ascensão de uma novo soberano ao poder. Hatchepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutmés III. No ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia. Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó. A mãe de Hatchepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio. Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita properidade e tranquilidade. Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. O governo de Hatchepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, mas esta imagem tem sido relativizada por alguns investigadores. Pelo menos duas campanhas militares foram conduzidas durante o seu reinado, uma das quais à Núbia a qual talvez tenha sido liderada pela própria Hatchepsut. Hatchepsut conservou alguns servidores do tempo do seu pai Tutmés I. Dois homens ficaram conhecidos como os ministros mais importantes da rainha:Hapuseneb e Senemut O primeiro era o sumo sacerdote de Amon, tendo dirigido os vários trabalhos de construção ordenados por Hatchepsut, em particular os que tiveram lugar na cidade de Tebas. Senemut, um oficial do exército de origem modesta, é por vezes visto como companheiro de Hatchepsut, que não casou enquanto foi faraó. Foi chefe do conselho da rainha e preceptor da filha de Hatchepsut, a princesa Neferuré, com a qual surge representado em várias "estátuas-cubo" (estátuas nas quais apenas a cabeça emerge de um bloco de pedra). Nos baixos-relevos do templo de Deir e-Bahari ficou representada a expedição à região do Punt. Esta terra, que se julga corresponder à algures na costa da Sómalia era conhecida pelas suas riquezas, como a mirra, o incenso, o ébano, o marfim e os animais exóticos. A expedição parece ter sido pacífica, tendo os egípcios trocado os bens que desejavam por armas e jóias. Nas paredes do templo é possível ver as cenas que mostram cinco barcos a partir para o Punt seguindo a rota do Mar Vermelho.. São calorosamente recebidos pelo rei local, Pa-Rahu, e a sua esposa, Ity, representada como uma senhora obesa. Depois de um banquete, os barcos foram carregados com os produtos. As representações mostram árvores de incenso, que teriam sido plantadas no recinto do templo de Deir e-Bahari.

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No Templo de Hatshepsut (Deir-el-Bahari), existem retratos do seu dia-a-dia mostrando a rainha como uma figura obesa, algo não convencional para a arte egípcia Alguns estudiosos acreditam que a rainha foi realmente obesa, outros acreditam que seja uma figuração de "matriarcal". Ainda existem representações de Hatchepsut como uma mulher sem seios e barbada. Alguns historiadores acreditam que estas representações de Hatchepsut são representações feitas por ordem da rainha para ausentar sua figura de fragilidade (ausência dos seios) e a barba para representar o poder. Hatchepsut foi substituída por Tutmés III, que durante seu reinado apagou diversos traços de sua co-regente como bustos, afrescos e interrompeu algumas de suas obras quando assumiu o poder.
A segunda maior descoberta arqueológica da História referente ao Antigo Egito, foi a descoberta da múmia da rainha Hatshepsut. Para identificar a múmia da rainha egípcia, os arqueólogos, chefiados por Zahi Hawass, utilizaram amostras de DNA e um dente encontrado numa caixa de relíquias. Segundos os pesquisadores, o dente tem o nome de Hatshepsut gravado e se encaixa perfeitamente num espaço encontrado na mandíbula da múmia. O cadáver embalsamado da rainha foi encontrado no Vale dos Reis em 1903, local onde foram construídos túmulos para os reis do Egito antigo. Mas a múmia permaneceu no local sem identificação até quando foi levada ao Museu Egípcio do Cairo para testes. A múmia mostra uma mulher obesa, que morreu com mais de 50 anos e que provavelmente teve diabete e câncer no fígado. A mão esquerda repousa sobre o peito, sinal da realeza que governou o Egito antigo. O estudo foi financiado pelo canal de TV americano, Discovery Channel, que transmitiu o documentário sobre essa descoberta em 2007.

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Hatshepsut é uma das rainhas mais famosas do Egito do tempo dos faraós Foto: AP
Múmia de Hatshepust



terça-feira, 29 de junho de 2010

Seshat


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Seshat ou Sechat era uma deusa da mitologia egípcia, originária da região do Delta do Nilo associada à escrita, à astronomia,à arquitetura, e à matemática. O seu nome significa "a que escreve". Recebia também os títulos de "Senhora dos Livros" ou "Senhora dos Construtores". Trata-se de uma deusa antiga, era vista como companheira ou filha deToth, divindade também associada à escrita e ao conhecimento. Enquanto que Thot representava o conhecimento oculto, Seshat representava o conhecimento visível, que se concretizava. Tinha uma irmã chamada Mafdet que estava associada à justiça. Na II Dinastia surge na cerimónia da fundação dos templos e em particular no ato ritual de "esticar a corda", durante o qual se acreditava que a deusa Seshat, através de um sacerdote, ajudava nos cálculos necessários à construção de um novo templo, graças aos conhecimentos que possuía sobre estrelas e matemática.

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A partir do Império Antigo surge representada a registar os animais (vacas, ovelhas, macacos...) que os reis capturam como saque durante as campanhas militares ou que lhes são entregues como tributo, como se pode ver no templo de Senuseret I em Licht. No Império Novo,Sechat surge associada à celebração do jubileu do monarca, registando nas folhas da árvore sagrada de Heliópolis os anos de reinado. Está representada nos templos de Karnak e Abidos realizando esta função. Nesta época surge uma deusa parecida com Sechat, que realiza funções semelhantes e que se denominada Sefekhetabui. Representada como uma mulher vestida com uma pele de leopardo vestimenta usada pelos sacerdotes nos ritos funerários, tinha sobre a sua cabeça um objecto indeterminado apoiado numa vara, que alguns consideram ser uma estrela com cinco ou sete pontas, ou então uma roseta. A interpretação deste símbolo varia: para alguns seria um planta de papiro estilizada ou então uma estrela. Nas suas mãos tinha uma cana e uma paleta, dois instrumentos usados pelos escribas no seu trabalho.

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Livro dos Mortos


Livro dos Mortos (cujo nome original, em egípcio antigo era Livro de Sair Para a Luz) é a designação dada a uma coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos junto das múmias. O objetivo destes textos era ajudar o morto em sua viagem para o outro mundo, afastando eventuais perigos que este poderia encontrar na viagem para o Além. A idéia central do Livro dos Mortos é o respeito à verdade e à justiça, mostrando o elevado ideal da sociedade egípcia. Era crença geral que diante da deusa Maat de nada valeriam as riquezas, nem a posição social do falecido, mas que apenas os atos seriam levados em conta. Foi justamente no Egito que esse enfoque de que a sorte dos mortos dependia do valor da conduta moral enquanto vivo ocorreu pela primeira vez na história da humanidade. Apenas os reis egípcios, pelo menos durante o governo das primeiras dinastias, pareciam ter acesso direto aos reinos de luz, simbolizados pelo sol, deus Rá, divindade de suma importância no Egito, só suplantada por Osíris. Mas nem mesmo eles poderiam entrar no reino sagrado sem passar por um julgamento, durante o qual deveriam apresentar provas da justiça praticada sobre a terra. Logo depois, a honra da sobrevivência pós-morte foi concedida também aos trabalhadores mais importantes da corte; enfim, a imortalidade tornou-se um dom inerente a todos, mas a presença no tribunal de Osíris continuou sendo obrigatória para qualquer pessoa. Diante de Osíris, o morto deve reproduzir um discurso conhecido como Confissão Negativa, no qual ele nega ter cometido todos os males diante dos quais o Homem está sujeito a sucumbir. É possível encontrar em algumas ilustrações do Livro dos Mortos a imagem de Osíris em seu trono, tendo á sua frente o morto, o qual dispõe seu coração sobre um dos pratos da balança da justiça, enquanto no oposto, contrapondo o peso, encontra-se a Verdade. O fruto desta avaliação do peso de um e de outra é revelado pelo deus Toth, responsável por registrar esta análise. As almas mentirosas são punidas, enquanto as verdadeiras são recompensadas com a permissão para adentrar o reino sagrado. Não resta dúvida de que o julgamento ds atos após a morte devia preocupar, e muito, a maioria dos egípcios, religiosos que eram. Para os egípcios esse conjunto de textos era considerado como obra do deus Thoth. As fórmulas contidas nesses escritos podiam garantir ao morto uma viagem tranquila para o paraíso. O coração era o centro da vida dos egípcios, por isso quatro feitiços eram dedicados para proteger o coração do morto. Feitiço número 23, a ‘Abertura da Boca’, era também crucial, já que restaurava os sentidos da múmia na vida após a morte. Em verdade, essa compilação de textos era intitulada pelos egípcios de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru). Era objetivo desse compêndio, nos ensina o historiador Maurice Crouzet, fornecer ao defunto todas as indicações necessárias para triunfar das inúmeras armadilhas materiais ou espirituais que o esperavam na rota do "ocidente".
O LIVRO DOS MORTOS!
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