terça-feira, 15 de junho de 2010

Andrômeda

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Na Mitologia grega, Andrômeda era o nome da filha de Cefeu e Cassiopeia, Rei e Rainha do reino Fenício da Etiópia. Sua mãe Cassiopeia uma vez disse que ela era mais bonita que as Nereidas, Ninfas, filhas do deus Nereu que geralmente é visto acompanhando Poseidon. Para punir a rainha pela sua arrogância, Poseidon irmão de Zeus e deus do Mar, enviou um monstro marinho, Cetus para atacar a costa da Etiópia e o reino da rainha vaidosa. O rei desesperado consultou Ammon o oráculo de Zeus, que anunciou que não haveria paz enquanto o Rei não sacrificasse a sua filha virgem Andrômeda para o monstro. O rei não teve outra escolha a não ser sacrificar a filha, e Andrômeda foi acorrentada em um rochedo para que ela fosse devorada. Perseu, retornando após ter assassinado a górnona Medusa, encontra Andrômeda e mata o monstro Cetus. Libertou-a, e se casou com ela, apesar de Andrômeda tendo sido prometida anteriormente a Phineus. No casamento, realizou-se uma desavença entre os rivais, e Phineus foi transformado em pedra por ter visto a cabeça da Górgona. Andrômeda seguiu o marido para Tirinto, em Argos e juntos eles se tornaram os ancestrais da família Perseida através da linha de seu filho Perses. Perseus e Andrômeda tiveram seis filhos: Perseides, Perses e Alceu de Mitilene, Heleus, Mestor, Estênelo e Electrião, e uma filha, Gorgophone. Os seus descendentes governaram Micenas do baixo electrião até Euristeu. De acordo com a mitologia, Perses é o antepassado dos persas. Após sua morte, ela foi colocada por Atena entre as constelações no céu do norte, perto de Perseu e Cassiopeia. Sófocles e Eurípides (e, em tempos mais modernos Corneille) descrevem a história como uma tragédia. A história está representada em numerosas obras de arte antiga.

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Hebe

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Na mitologia grega, Hebe é a deusa da juventude filha legítima de Zeus e Hera. Por ter o privilégio da eterna juventude, representava a donzela consagrada aos trabalhos domésticos. Assim, cumpria no Olimpo diversas obrigações: preparava o banho de Ares, ajudava Hera a atrelar seu carro e servia néctar e ambrosia aos deuses. Um dia, quando executava essa tarefa, caiu numa posição inconveniente. Segundo uma versão, os olímpicos puseram-se a rir sem parar e a jovem, envergonhada, negou-se a continuar servindo-os. Foi substituída pelo mortal Ganímedes. Hebe dançava com as Musas e as Horas ao som da lira de Apolo. Desposou Héracles(ou Hércules), quando o herói, após sua morte, foi admitido entre as divindades.


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terça-feira, 8 de junho de 2010

Hera

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Na mitogia grega Hera é a deusa da família e do ciúmes, equivalente a Juno, na Mitologia Romana, irmã e esposa de Zeus, deusa dos deuses, que rege o casamento. Retratado como majestosa e solene, muitas vezes coroada com os polos (uma coroa alta cilíndrica usada por várias deusas), Hera pode ostentar na sua mão uma romã, símbolo da fertilidade, sangue e morte, e um substituto para as cápsulas da papoula de ópio. A vaca, e mais tarde, o pavão eram animais relacionados com ela. Retratada como ciumenta e agressiva, odiava e perseguia as amantes de Zeus e os filhos de tais relacionamentos, tanto que tentou matar Hércules quando este era apenas um bebê. O único filho de Zeus que ela não odiava, antes gostava, era Hermes e sua mãe Maia, porque ficou surpresa com a sua inteligência. Possuía sete templos na Grécia. Mostrava apenas seus olhos aos mortais e usava uma pena do seu pássaro para marcar os locais que protegia. Hércules destruiu seus sete templos e, antes de terminar sua vida mortal, aprisionou-a em um jarro de barro que entregou a Zeus. Depois disso, ele foi aceito como deus do Olimpo. Hera era muito vaidosa e sempre quis ser mais bonita que Afrodite sua maior inimiga.

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A lenda de Io

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Io, é uma das paixões de Zeus, cuja história foi contada por Ésquilo em Prometeu Acorrentado e também por Ovídio em Metamorfoses. Era filha do deus-rio Ínaco, que por sua vez era filho de Oceanus e Tétis. Foi sacerdotisa da Hera,Outras versões a tratam como uma ninfas, mas Io não é associada a nenhum elemento natural como as ninfas costumam ser. argiva e pertenceu a raça real de Argos. Sua beleza despertou a paixão de Zeus, que, para cortejá-la, cobriu o mundo com um manto de nuvens escuras, escondendo seus atos da visão de Hera. A estratégia falhou e a deusa, desconfiada, desceu do monte Olimpo para averiguar o que estava acontecendo. Numa vã tentativa de iludir sua esposa ciumenta, o deus transformou sua amante em uma belíssima novilha branca. Intrigada pelo interesse do marido no animal e maravilhada com a beleza do mesmo, Hera exigiu a novilha para si e a pôs sob a guarda do gigante Argos Panoptes. Argos, quando dormia mantinha abertos cinqüenta de seus cem olhos. Zeus encarregou Hermes de libertar sua amada. Para tanto, o mensageiro dos deuses, usando a flauta de Pã, pôs para dormir os olhos despertos de Argos, enquanto os outros cinqüenta dormiam um sono natural, e cortou sua cabeça. Hera recolheu os olhos de seu servo e os pôs na cauda do pavão, animal consagrado a ela. Io estava livre do cativeiro, mas não dos tormentos de Hera. O fantasma de Argos continuava a persegui-la. Para piorar sua situação, a deusa enviou um moscardo para picar a novilha constantemente durante sua fuga. Io perambulou de Micenas para Eubéia. Atravessou a Ilíria e subiu o monte Hemos, na Trácia. O mar cujas praias percorreu recebeu o nome de Mar Iônio. O Estreito de Bósforo, que liga o Mar de Mármara ao Mar Negro, cujo significado é Passagem da Vaca, foi batizado assim após Io tê-lo cruzado a nado. Atravessou a Cítia e ao chegar ao monte Cáucaso, encontrou Prometeu, acorrentado em uma rocha. O titã disse que, ao alcançar o Egito ela seria restaurada a sua forma humana por Zeus e teria um filho. A criança seria a primeira de uma linhagem que culminaria com Hércules que acabaria por libertar o próprio Prometeu. Io fatalmente chegou às margens do Nilo. Cansada de tanto sofrimento, implorou a Zeus por um fim. O deus comovido foi falar com Hera e ambos restauram Io a sua forma humana. Ela teve um filho, Épafo que foi roubado pelos Curetes sob ordens de Hera. Io recuperou o menino e reinou sobre o Egito, sob nome de Ísis e casada com Telégono. Sua coroa tinha dois pequenos chifres de ouro, lembranças de sua transformação. O mito de Io pode ser interpretado como uma alegoria lunar, na qual a fuga da novilha representaria o movimento da Lua e os olhos de Argos, o céu estrelado. Por vezes o mito de Io se confunde com os da deusa Ísis, Hator e mesmo Ishtar. Uma pequena lenda paralela diz que as lágrimas da novilha Io caíram sobre as asas de um inseto, marcando-as eternamente e dando origem à bela borboleta Inachis io. Io é também uma das luas do planeta Júpiter, nomeado assim a partir da contraparte romana de Zeus.

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Hermes


Uma das doze divindade gregas do Olimpo, o deus grego dos viajantes, pastores, mercadores, banqueiros, ladrões, adivinhos e arautos, correspondente a Mercúrio entre os romanos, com características de um deus místico do universo. Era filho de Zeus e da ninfa Maia, uma das Plêiades, nasceu na Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência. Com suas sandálias aladas, veloz como o vento, ele servia como mensageiro dos deuses e conduzia os mortos para o mundo inferior. Também encantou muitos deuses e outros personagens míticos com o som de suas flautas e liras. Certa vez Io, bela jovem amada por Zeus, foi transformada em novilha branca por ela não ser atacada por Hera. Desconfiada Hera colocou Io sob os cuidados de Argos que tinha cem olhos. Como ele nunca fechava mais do que dois cada vez para dormir, podia vigiar Io constantemente. Então Zeus mandou Hermes salvar a moça. Levando o seu bastão que tinha o poder de adormecer as pessoas, foi ao encontro de Argos tomando a forma de um pastor. Sentou-se ao seu lado, contou histórias e tocou sua gaita com tal suavidade que todos os cem olhos de Argos se fecharam. Então cortou a cabeça de Argos e libertou Io. Hera pegou os cem olhos de Argos e os espalhou na cauda de seu pavão como adorno e assim ficaram até hoje. Mas Hera não terminou seu ciúme de Io e mandou uma grande mosca para atormentá-la. A jovem tentou escapar, jogando-se no mar, que foi chamado a partir de seu nome, de Mar Jônico e nadou até chegar a beira do rio Nilo, onde Hera não mais lhe atormentou e Zeus não mais lhe prestou atenção. Tentou casar com sua irmã, a deusa Perséfone, mas o casamento foi impedido por Deméter mãe da moça, inclusive tentou resgatá-la do reino dos mortos quando ela foi seqüestrada por Hades. Teve muitas amantes mortais e divinas, entre elas a ninfa Dríope, com quem teve Pã, Acacalis, filha de Minos, Herse, filha de Cécrope, Eupolêmia, Antianira, mãe de Equion, Afrodite, a deusa do amor, com quem teve Hermafrodito, a ninfa Lara, náiade de Almon. Divindade muito antiga, Hermes era invocado, a princípio, como deus dos pastores e protetor dos rebanhos, dos cavalos e animais selvagens e com o tempo também tornou-se adorado como deus do comércio, do vento e da velocidade, da ginástica, dos números, do alfabeto e de muitas outras coisas. Freqüentemente é representado como um jovem de belo rosto, normalmente nu ou vestido com uma túnica curta e trazendo na cabeça um capacete com asas, calçando sandálias aladas e na mão seu principal símbolo, o caduceu doado por Apolo. Como mensageiro ou intérprete da vontade dos deuses, deu origem ao termo hermenêutica.

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Cronos

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Deus da mitologia pré-helênica ao qual se atribuíam funções relacionadas com a agricultura, mas de um caráter sinistro e negativo, o Saturno entre os romanos. Na mitologia grega era o mais novo dos seis grandes titãs, filho de Urano (o céu) e de Gaia ou Géia (a terra) e comandante dos Titãs. Aborrecida com o fato de que cada vez que tinha um filho, Urano o devolvia ao seu ventre, Gaia tramou com seu filho contra o marido. Assim incitado pela mãe e ajudado pelos irmãos, os Titãs esperou que Urano, seu pai, dormisse e o castrou, o que separou o céu da terra. Do sangue de Urano que caiu sobre Gaia nasceram os Gigantes, as Eríneas e as Melíades. Dos testículos de Urano atirados ao mar, formou-se uma espuma de esperma, de onde brotou Afrodite, a deusa do amor. Ocupou o lugar do pai e casou com a sua irmã, Réia tornando-se o primeiro rei dos deuses. Reinou durante um período de prosperidade, conhecido como a Idade Dourada, porém seu reinado era ameaçado por uma profecia segundo a qual seria destronado por um de seus filhos. Temendo a profecia, devorava todos os filhos que lhe dava sua mulher, Réia, tal como o tempo devora todos os instantes, até que esta o enganou e conseguiu salvar Zeus, seu sexto filho, ocultando-o em uma caverna na ilha de Creta, dando ao marido para comer um pedra embrulhada em um pano, que ele devorou sem nada perceber. Quando Zeus cresceu, conseguiu libertar os ciclopes, seus tios, que se juntaram a ele com as oceânidas Métis, deusa da prudência, Estige e seus filhos e Prometeu, filho do titã Jápeto, este um dos filhos de Gaia e Urano. Com ajuda de Métis, fez ele vomitar todos os outros irmãos, Demetér, Hera, Hades, Héstia e Poseidon e o expulsou do Olimpo, banindo-o com seus titãs aliados para o Tártaro, lugar de tormento, depois de uma guerra de dez anos que ficaria conhecida como titanomaquia. E assim como o pai simbolizava o tempo, ao derrotá-lo, Zeus tornou os deuses imortais. Um exemplo dos conflitos religiosos e culturais surgidos entre os gregos e os povos que habitavam a península helênica antes de sua chegada, segundo a tradição clássica, simbolizava o tempo e por isso Zeus, ao derrotá-lo, conferira a imortalidade aos deuses. Segundo os romanos, ao fugir do Olimpo, ele levara a agricultura para Roma, com o que recuperava suas primitivas funções agrícolas e, em sua homenagem, celebravam-se as saturnálias, festas rituais relacionadas com a colheita. Normalmente era representado como um ancião empunhando uma foice e representou a passagem dos deuses antigos, os ciclopes e titãs, para os deuses olímpicos, assim chamados por habitarem o Olimpo, liderados por seu filho Zeus.


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Dionísio

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Dionísio era o deus grego, equivalente ao deus romano Baco. Era filho de Zeus e de Sêmele, princesa tebana filha de Cadmo e Harmonia. Foi uma das vítimas da maldição lançada por Hefesto a toda descendência de sua mãe como vingança pela traição de Afrodite . Sêmele, instigada por Hera , rogou a Zeus que a ela se apresentasse em todo seu esplendor. O deus a preveniu de que seria impossível a qualquer mortal resistir a tal visão, mas como tinha jurado jamais negar-lhe qualquer pedido, apareceu diante da princesa em sua aparência divina. Sêmele, que se encontrava grávida na ocasião, não resistiu e caiu fulminada por raios e trovões. Zeus, com o auxílio de Hefesto, retirou-lhe o filho do ventre e o costurou à sua coxa de onde, passado o tempo de gestação, saiu Dionísio. O pequeno deus passou toda sua infância fora do Olimpo pois, ao nascer, para fugir à implacável perseguição de Hera, foi levado por Hermes para ser criado por Ino. Hera, enfurecida com o gesto, puniu o casal, enlouquecendo tanto Ino quanto seu esposo, Átamas. Zeus, temendo nova investida da esposa contra o filho achou por bem enviá-lo à Nisa para ser educado pelas Ninfas e Sátiros. Foi durante esse período que Dionísio descobriu a arte de fabricar o vinho assim como os efeitos inebriantes produzidos pela bebida. Teve que realizar longa e árdua peregrinação até conseguir ser reconhecido como deus e adquirir o direito de participar da assembléia olímpica. Hera, mais uma vez interviu e fez com que fosse acometido por insanidade. Louco, vagueava pelo mundo ensinando aos homens o cultivo da uva e a fabricação do vinho. Foi somente após ser purificado por Réia, sua avó, que o deus pode retornar a Grécia para instaurar ali seu culto. Desta forma, ele assumiu o papel de revelar aos mortais os segredos do cultivo da videira. Assim, é sempre concebido como um jovem sem barba, alegre, embriagado pelo vinho que transborda do copo que ele segura, loiro, com os cabelos se derramando pelos ombros, nas mãos um cacho de uvas ou uma taça, na outra uma pequena lança adornada com folhas e fitas. Seu corpo é geralmente coberto por um tecido de pele leonina, pois nos mitos romanos ele se transforma em Baco, que se metamorfoseia em um leão, com a missão de derrotar e se alimentar dos gigantes que tentavam atingir o céu. Também é possível encontrar a imagem de Dionísio assentado sobre uma vasilha, com um copo na mão, o qual verte vinho embriagante, o que justifica seu andar vacilante. Os gregos ofereciam a ele bodes, coelhos e pássaros corvídeos. Este deus era também considerado um guerreiro, sempre vencendo os adversários, principalmente se livrando das armadilhas de sua rival maior, Hera.

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Lenda de Apolo e Dafne

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A lenda conta que Apolo, o mais belo deus do Olimpo, autoconfiante com seu arco de prata, irrita Cupido com sua arrogância. Assim, Cupido teria lançado duas flechas, uma de amor em Apolo e outra de chumbo na ninfa Dafne, filha do rio-deus Peneu, que afastava o amor. Doente de amor, Apolo começou o assédio sobre Dafne, que recusando todos os pretendentes, não deixou de recusar o belo deus. Apolo então começou uma perseguição a Dafne, que corria desesperada pela floresta tentando evitá-lo. Ele estava cada vez mais próximo de seu objetivo quando Dafne suplica ao seu pai, ao vê-lo entre as árvores, que parasse com o sofrimento. Peneu então, vendo que Apolo já tocava os cabelos da filha, a enfeitiça. Dafne sente seu corpo adormecer, sua pele se transformando em casca, os cabelos em folhas, os braços enrijeceram e viraram galhos, os pés fincaram-se no chão virando raízes. Transtornado, Apolo se agarra à árvore que fora seu grande amor e chora, dizendo que os ramos do loureiro sempre o acompanharão em sua coroa verde e vistosa, participando de seus triunfos eternamente. Dessa maneira, os ramos de loureiro ficaram associados a Apolo, tanto que nos Jogos Olímpicos ele ainda constitui parte do prêmio.

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Apolo

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Apolo, foi uma das divindades principais da mitologia greco-romana um dos deuses olímpicos, Filho de Zeus e da titã Leto, e irmão gêmeo de Ártemis. As origens de seu mito são obscuras, mas no tempo de Homero já era de grande importância, sendo um dos mais citados na Ilíada. Era descrito como o deus da divina distância, que ameaçava ou protegia deste o alto dos céus, sendo identificado com o sol e a luz da verdade. Fazia os homens conscientes de seus pecados e era o agente de sua purificação; presidia sobre as leis da Religião e sobre as constituições das cidades, era o símbolo da inspiração profética e artística sendo o patrono do mais famoso oráculo da Antiguidade, o Oráculo dos Delfos, e líder das Musas. Era temido pelos outros deuses e somente seu pai e sua mãe podiam contê-lo. Era o deus da morte súbita, das pragas e doenças, mas também o deus da cura e da proteção contra as forças malignas. Além disso era o deus da Beleza da Perfeição da Harmonia do Equilíbrio e da Razão, o iniciador dos jovens no mundo dos adultos, estava ligado à Natureza, às ervas e aos rebanhos, e era protetor dos pastores, marinheiros e arqueiros. Embora tenha tido inúmeros amores, foi infeliz nesse terreno, mas teve vários filhos. Foi representado inúmeras vezes desde a Antiguidade até o presente, geralmente como um homem jovem, nu e imberbe, no auge de seu vigor, às vezes com um manto, um arco e uma aljava de flechas, ou uma lira, e com algum de seus animais simbólicos, como a serpente, o corvo ou o grifo.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Afrodite

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Afrodite
é uma deusa da Mitologia Grega. É a deusa do amor, da beleza e do sexo. Corresponde a deusa Vênus da Mitologia Romana. Nas cidades de Corinto, Esparta e Atenas, Afrodite era muito cultuada. A deusa Afrodite nasceu na ilha de Chipre, sendo que para a história do seu nascimento existem duas versões:

- Segundo a versão de Hesíodo, Afrodite nasceu de uma forma incomum. Após Cronos cortar os órgãos de Urano (seu pai) e jogá-los ao mar, formou-se em torno desses órgãos uma espuma branca que, misturando-se ao mar, como se fosse uma fecundação, que deu origem a Afrodite.
- Para Homero, mais convencional, Afrodite era filha de Zeus(deus dos deuses) e Dione (deusa das ninfas).

Afrodite casou-se com o deus do fogo, Hefesto. Porém, teve inúmeros amantes, tanto deuses como homens mortais, sendo que, de suas aventuras, foram gerados vários filhos. Eros, o deus da paixão e do amor, e Anteros, o deus da ordem, são filhos de Afrodite com Ares, o deus da guerra. Eros é também conhecido como Cupido. Com Hermes, o deus mensageiro, Afrodite gerou o deus Hermafrodito (mistura dos nomes dos pais), que tinha como características, além da beleza dos pais, os órgãos sexuais de ambos os genêros. Com o deus Apolo, teve o filho Himeneu (deus do casamento), e com Dionísio o deus do prazer, das festas e do vinho, teve o filho Príapo, o deus da fertilidade. Afrodite gerou também um filho do mortal Anquises, que foi chamado de Enéias, e que foi um herói da Guerra de Tróia. Seduziu outros mortais como Adónis, Faetonte e Cíniras. Apesar de ser conhecida como deusa do amor, Afrodite era muito vingativa, e não tinha piedade de seus inimigos. Teve como principais rivais as deusas Hera e Atena. Aliás, sua desavença com essas deusas deu origem a Guerra de Tróia.



Hades

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Hades
, deus do mundo subterrâneo (ou deus do inferno) da mitologia grega(ou Plutão, na mitologia romana), filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus, Héstia, Deméter, Hera e Poseidon. Era casado com Perséfone (Cora para os romanos), que raptou do mundo superior, para ter como sua rainha. Este mito ficou muito conhecido como o rapto de Cora . Ele a traiu duas vezes, uma quando teve um caso com a ninfa do Cócito e também quando se apaixonou por Leuce, filha do Oceano. Hades dominava o reino dos mortos, um lugar onde só imperava a tristeza. Conseguiu esse domínio através de uma luta contra os titãs, que Poseidon, Zeus e ele venceram. Assim Poseidon ficou com o domínio dos mares, Zeus ficou com o céu e a Terra e Hades com o domínio das profundezas. Era um deus quieto e seu nome quase nunca era pronunciado, pois tinham medo, para isso usavam outros nomes como o de Plutão. Um deus muito temido, pois no seu mundo sempre havia espaço para as almas. Seu mundo era dividido em duas partes: o Érebo onde as almas ficavam para ser julgadas para receber seus castigos ou então suas recompensas; e também a parte do Tártaro que era a mais profunda região onde os titãs ficavam aprisionados. Hades era presidente do tribunal, era ele que dava a sentença dos julgamentos. Além das sombras e almas encontradas em seus domínios, era também cuidadosamente vigiado pelo Cérbero que era seu cão de três cabeças e cauda de Dragão. Era conhecido como hospitaleiro, pois nos seus domínios sempre tinha lugar para mais uma alma. O deus quase nunca deixava seus domínios para se preocupar com assuntos do mundo superior, fez isso duas vezes quando foi raptar sua esposa e a outra quando foi para o Olimpo se curar de uma ferida feita por Hércules. Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, mas fez isso poucas vezes e muitas delas a pedido de sua esposa. Também conhecido como o Invisível, pois com a ajuda do seu capacete que o protege de todos os olhares. Este capacete também foi usado por outros heróis como Atena e Perseu. Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte e sim o da pós-morte, ele comanda as almas depois que as pessoas morrem. Apenas Ares e Cronos são responsáveis pela morte e com isso até inimigos da humanidade, o que ele não era e sim temido por sua fama.

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O Barqueiro Caronte


Caronte (em grego, Χάρωνo brilho) era uma figura mitólogica do mundo inferior grego (o Tártaro) que transportava os recém- mortos na sua barca através do Aqueronte, rio que delimitava a região infernal, até o local no Tártaro que lhes era destinado. Era costume grego colocar uma moeda, chamada óbolo, sob a língua do cadáver, para pagar Caronte pela viagem. Se a alma não pudesse pagar ficaria forçosamente na margem do Aqueronte para toda a eternidade, e os gregos temiam que pudesse regressar para perturbar os vivos. Caronte era muitas vezes retratado com uma máscara de bronze na qual ocultava sua verdadeira face macabra que faria os recém-mortos repensarem em entrar na barca. Caronte recebeu esta tarefa após ter tentado roubar a caixa de pandora, surpreendido por Zeus ele foi mandado para o Erebus onde deveria cumprir sua tarefa. No início, Caronte fazia a travessia junto com seu irmão gêmeo Corante. Cada um utilizava um remo e cada um ficava com uma das moedas e, quando mandavam uma gorjeta a mais, os dois dividiam. Assim deveria ser por toda a eternidade. Porém Corante começou a notar que as gorjetas estavam cada vez mais raras e, quando haviam, eram valores muito menores que o costumeiro, e começou a duvidar de seu irmão. Pois que um dia descobriu que Caronte estava lhe roubando. Pegava a gorjeta antes que ele viesse e desviava parte do faturamento para si. Por isso os dois brigaram selvagemente por 13 meses (de 28 dias) e um dia. Neste tempo, os mortos perambulavam pela terra, pois não havia quem os conduzisse para o Outro Mundo. No 365º dia, Caronte matou seu irmão afogando-o no rio. Nesta hora o corpo de Corante se dissolveu e tingiu todo rio de vermelho.

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Perseu

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Perseu foi o herói mítico grego que decapitou a Medusa, monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse em seus olhos. Perseu era filho de Zeus que sob a forma de uma chuva de ouro, introduziu-se na torre de bronze e engravidou Dânae, a filha mortal do rei de Argos. Perseu e sua mãe foram banidos pelo avô, Acrísio que temia a profecia de que seria assassinado pelo neto, atirando-os ao mar em uma urna para que levasse os dois para bem longe. Protegida por Zeus, a embarcação chegou a ilha de Serifo, onde foi encontrada pelo pescador Díctis, irmão do rei de Serifo. Perseu e sua mãe viveram na casa de Díctis e sua esposa por anos, até que um dia, o rei, Polidectes, quando passava pela casa de seu irmão, resolveu visitá-lo. Ao ver Dânae, apaixonou-se e quis se casar com ela. Perseu se tornou um grande homem, forte, ambicioso, corajoso, aventureiro e protetor da mãe. Polidectes, com medo de que a ambição de Perseu o levasse a lhe usurpar o trono, propôs um torneio no qual o vencedor seria quem trouxesse a cabeça da Medusa, o instinto aventureiro de Perseu não o deixou recusar. Em outra versão do mesmo mito todos os convidados em uma homenagem ao Rei, deveriam dar-lhe um presente, como Perseu era pobre se ofereceu para trazer a cabeça da Medusa como presente. Perseu, conhecendo sua mãe, disse que iria participar do torneio, mas não disse que iria enfrentar a Medusa, com receio de que ela o impedisse. Da batalha contra Medusa saiu vitorioso graças à ajuda de Atena, Hades e Hermes Atenas deu a ele um escudo tão bem polido, que tal qual num espelho, podia se ver o reflexo ao olhar para ele. Hades lhe deu um capacete que torna invisível quem o usa, e Hermes deu a ele suas sandálias aladas, três objetos que foram definitivos para a vitória de Perseu. Então Perseu, guiado pelo reflexo no escudo, sem olhar diretamente para a Medusa, derrotou-a cortando sua cabeça, que ofereceu à deusa Atena. Diz a lenda que, quando Medusa foi morta, o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor surgiram de seu ventre. Passou em seu retorno pelo país das Hespérides, onde ficava o titã Atlas que foi condenado a segurar a abóbada celeste em seus ombros. Vendo que o lugar era muito bonito, Perseu pediu a Atlas se podia dormir pelos arredores naquele dia, dizendo ao titã: "Se vês uma pessoa pela sua família, saiba que sou filho de Zeus e se, porém, valorizas grandes feitos, saiba que matei a górgona Medusa". Atlas responde: "Tu, mortal, mataste a rainha das górgonas? Nenhum mortal teria condições para fazer tal coisa". Muito revoltado por não ter sido acreditado por Atlas, Perseu mostra a cabeça de Medusa ao enorme titã, este quando encara os olhos da górgona começa a ter todo seu corpo petrificado, seus ossos se transformam em uma montanha, sua barba em floresta e sua cabeça o cume. Continuando sua volta para casa, passou por uma ilha onde viu uma linda mulher acorrentado no meio do mar, não fossem as lágrimas que vertiam de seu rosto, teria confundido-a com uma estátua. Perseu pergunta a jovem o que fez para merecer tal punição, a moça então diz a ele: "Eu sou Andrômeda minha mãe Cassiópeia ousou comparar sua beleza com as filhas de Poseidon as ninfas do mar, e fomos castigados por isso. Posêidon mandou o monstro Cetus destruir nossa cidade pelo erro de minha mãe e eu fui oferecida como sacrifício". Perseu diz que salvará a bela moça, se esta prometer casar com ele, mas antes de receber a resposta, uma grande onda se abriu no meio e o monstro marinho apareceu, sem pensar duas vezes Perseu vai de encontro ao monstro e, aproveitando sua vantagem de voar, ganha a sangrenta batalha. Os pais de Andrômeda lhe concedem sua mão e Perseu volta para casa com ela. Conforme a profecia, Perseu acabou assassinando o avô durante uma competição esportiva, em que participava da prova de arremesso de discos. Fazendo um lançamento desastroso, acertou acidentalmente seu avô sem saber que ele estava ali. Assim, cumpriu-se a profecia que Acrísio mais temia. Apesar disso Perseu se recusou a governar Argos (trocando de reinos com megapente filho de Preto) e governou Tirinto e Micenas (cidade que fundou), estabelecendo uma família cujos descendentes incluíam Hércules.

Zeus


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A maior e mais poderosa das doze divindades gregas do Olimpo, o Júpiter dos romanos, e a única cuja origem indo-européia pode ser demonstrada claramente. De acordo com Hesíodo, era o filho mais novo dos Titãs Cronos e de Réia os romanos Saturno e Cibele, que detinham o controle do mundo, e portanto, também irmão de Héstia, Deméter, Hera e Poseidon. Cronos derrotou seu próprio pai, Urano, e tomou para si o poder, tornando-se senhor dos antigos deuses. Mas ouviu de Gaia e de seu próprio pai, que ele estava destinado à também ser derrotado e condenado por um de seus próprios filhos. Na tentativa de salvar-se do destino, o titã engolia todos os seus filhos à medida em que nasciam, deixando Réia desolada. Porém, estando Réia grávida novamente, e temendo pelo futuro do filho, implorou ao seus pais, Gaia e Urano (a Terra e o Céu), para que divisassem um meio de ter seu filho em segurança e criá-lo escondido do pai, até que um dia ele o fizesse pagar pelos filhos que havia engolido. Os dois deuses orientaram-na a se dirigir à Lyktos, em Creta, onde ela deu à luz a seu filho mais jovem e deu-lhe o nome de Zeus. Lá ela escondeu o bebê em uma caverna de difícil acesso, encravada nas montanhas da Egéia, em meio a densas florestas, para ser criado por ninfas. Ela então envolveu uma pedra com roupas de bebê e a entregou a Cronos, que a engoliu sem descobrir o logro. Quando o filho cresceu, conseguiu libertar os ciclopes, seus tios, que se juntaram a ele com as oceânidas Métis, deusa da prudência, e Estige e seus filhos e Prometeu, filho de Jápeto, este um dos filhos de Gaia e Urano . Cronos foi derrotado depois de uma guerra de dez anos que ficaria conhecida como titanomaquia. Destronado pela força de seu filho e ludibriado por um estratagema de Métis, foi obrigado a vomitar todos os outros irmãos engolidos. O primeiro a ser lançado para fora foi a pedra com que Réia enganara o marido, a última a ser engolida. Depois vieram Deméter, Hera, Hades, Héstia e Poseidon. Cronos foi expulso do Olimpo e banido com seus titãs aliados para o Tártaro, lugar de tormento eterno. E assim como o pai simbolizava o tempo, ao derrotá-lo, seu filho tornou os deuses imortais. Ele tomou posse do trono do pai e partilhou com seus dois irmãos o império do universo. Poseidon o Netuno dos romanos, herdou o reino dos mares e Hades o Plutão, tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas. Ele ficou com o céu, a terra e o domínio e cuidado das deusas irmãs, Héstia, Deméter e Hera. Então colocou no solo sagrado de Pytho, o local do oráculo de Delfos, para servir de monumento e maravilha para os homens mortais. Ainda libertou os irmãos de seu pai do exílio, ou seja, os filhos de Urano que haviam sido aprisionados por este, e eles retribuíram dando-lhe além de graças, o trovão, o relâmpago e o raio, que a Terra havia deixado escondidos até então. Como rei dos deuses, governava o mundo e as outras divindades. Era mais poderoso que todos os outros deuses juntos. Exigia que todos obedecessem a suas leis e punia imediatamente todos aqueles que as violavam. Podia provocar tempestades e disparar seus trovões para punir os homens. Era também acompanhado por uma águia que carregava seus trovões.
Na maioria das tradições ele era casado com Hera - embora, no oráculo de Dodona sua consorte seja Dione, com quem, de acordo com a Ilíada, teve uma filha Afrodite. É conhecido por suas aventuras eróticas, que resultaram em muitos descendentes, entre deuses e herois , como Atena , Apolo e Artêmis, Hermes e Perséfone (com Deméter), Dionisio, Perseu Héracles, Helena, Minos e as Musas (comMnemósine). Com Hera teria tido Ares, Hebe e Hefesto.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lenda de Pigmaleão

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Segundo a mitologia grega, Pigmalião era rei de Chipre e um excelente escultor. Optou por viver isolado, mergulhado no seu trabalho, por pretender viver em celibato por não concordar com a atitude libertina das mulheres da sua terra. Sensível, decidiu esculpir uma imagem onde pretendeu retratar a mulher ideal. A estátuta de tão viva e esbelta que era, acabou por desencadear a paixão do seu autor. Com o exarcebar do sentimento, Pigmaleão implorou à deusa Afrodite uma mulher igual. A deusa não encontrando na ilha uma mulher que chegasse aos pés da que Pigmaleão esculpira, transformou a estátua numa mulher de carne e osso chamada Galatéia que se tornou sua esposa, e tiveram um filho chamado Pafos.O mito de Pigmaleão, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. Em Psicologia deu-se o nome de Efeito Pigmaleão ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.


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Circe


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Circe (em grego: Κίρκη, Kírkē — "falcão") era, na mitologia grega uma deusa cuja característica principal era a capacidade para a ciência da feitiçaria. Circe, figura mítica é retratada como filha de Hélio, deus-sol e da oceânide Perseis. Era capaz de criar filtros e venenos que transformavam homens em animais. Por esse motivo morava num palácio encantado, cercado por lobos e leões (seres humanos enfeitiçados). Crê-se que essa ilha se encontra no que é hoje o monte Circeu. Por ter envenenado seu marido, o rei dos sármatas, que morava no Cáucaso foi obrigada a exilar-se na ilha de Ea ou Eana, localizada no litoral oeste da Itália. O nome da ilha "Ea" ou "Eana" é traduzido como "prantear" e dela emanava uma luz tênue e fúnebre. Essa luz identificava Circe como a "deusa da Morte horrenda e de terror". Era também associada aos vôos mortais dos falcões, pois, assim como estes, ela rodeava suas vítimas para depois enfeitiçá-las. O grito do falcão é "circ-circ" e é considerado a canção mágica de Circe, que controla tanto a criação quanto a dissolução. Sua identificação com os pássaros é importante, pois eles têm a capacidade de viajar livremente entre os reinos do céu e da terra, possuidores dos segredos mais ocultos, mensageiros angélicos e portadores do espírito e da alma. Escritores gregos antigos a citavam como "Circe das Madeixas Trançadas", pois podia manipular as forças da criação e destruição através de nós e tranças em seus cabelos. Como o círculo, ela era também a tecelã dos destinos. Circe era considerada a Deusa da Lua Nova, do amor físico, feitiçaria, encantamentos, sonhos precognitivos, maldições, vinganças, magia negra, bruxaria, caldeirões. Com o auxílio de sua varinha, poções, ervas e feitiços, transformava homens em animais, fazia florestas se moverem e o dia virar noite. Os escritores antigos Homero, Hesíodo, Ouvídio e Plutarco, relataram suas proezas, garantindo para ela um lugar nas lendas.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Dia dos namorados ( Valentine´s day)

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Aqui no Brasil se comemora o dia dos namorados no dia 12 de junho, véspera da festa de Santo Antônio, padroeiro dos casamentos e santo casamenteiro. Mas em grande parte do mundo (como EUA, Itália e Canadá), a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim (São Valentino, para alguns, ou o Valentine's day dos americanos), um santo devotado à idéia do amor. O Dia dos Namorados é celebrado naquele que até 1969, era o Dia de São Valentim. No entanto a Igreja Católica decidiu não celebrar os santos cujas origens não são claras. Isto porque até nós chegaram relatos de pelo menos dois Valentim, santos martirizados, directamente relacionados com o dia 14 de Fevereiro. As raízes deste dia remontam à Roma Antiga e à Lupercália, festa em homenagem a Juno, deusa associada à fertilidade e ao casamento. O festival consistia numa lotaria, onde os rapazes tiravam à sorte de uma caixa, o nome da rapariga que viria a ser a sua companheira durante a duração das festividades, normalmente um mês. A celebração decorreu durante cerca de 800 anos, em Fevereiro, até que em 496 d.c., o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de São Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data. A dúvida persiste no entanto, em saber a qual dos santos se refere este dia. Muitos acreditam tratar-se de um padre que desafiou as ordens do imperador romano Claudio II. A lenda diz que o imperador proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados. Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam. Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.c. Outra lenda diz que um outro padre católico se recusou a converter à religião de Claudio II, e este mandou prendê-lo. Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá deixado um bilhete assinando: «Do teu valentim» (em inglês, «from your Valentine»), antes da sua execução, também em meados do século III... Nesta lenda, a conotação do dia e do amor que ele representa não se relaciona tanto com a paixão, mas mais com o «amor cristão» uma vez que ele foi executado e feito mártir pela sua recusa em rejeitar a sua religião.
orkut e hi5, Coração batendo, coração vermelho, coração batendo,  gif,

Suplício de Tântalo



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Tântalo foi filho de Zeus e rei da Frígia (ou da Lícia), casado com Dione, da qual teve três filhos: Níobe, Dascilo e Pélops.
Muito querido entre os deuses, era frequentemente convidado a partilhar das suas refeições, no Olimpo. Durante um desses banquetes, Tântalo teria abusado da confiança dos deuses, roubando-lhes o néctar e a ambrosia, alimentos que davam a imortalidade, um privilégio do Olimpo. Deuses e heróis alimentavam-se destes elementos e chegavam a dá-los aos seus cavalos. Tântalo, julgando-se muito poderoso, convidou os deuses para um jantar em sua casa e teve a audácia de lhes oferecer, como refeição, o seu próprio filho, Pélops, desmembrado, para testar a divindade dos deuses. Os convidados deram conta do crime de Tântalo, mas Demétrio, mais distraído, comeu o ombro de Pélops. Zeus, para remediar a situação, fez com que o corpo de Pélops fosse atirado a um caldeirão mágico, onde Cloto lhe devolveu a vida e lhe substituiu o ombro, comido por Demétrio, por um de marfim. Os Deuses como castigo lançaram Tântalo ao Tártaro (a região mais profunda do Hades), no qual sofreu enormes suplícios..
O castigo de Tântalo ficou memorável: um suplício de fome e de sede eternas. Assim, mergulhado em água até ao pescoço, quando Tântalo se debruçava para beber água, esta desaparecia. Para além disso, por cima da sua cabeça pendiam ramos de árvores com frutos saborosos, o vento retirava do seu alcance sempre que tentava chegar-lhes.
A família de Tântalo teve também um destino nefasto. A sua filha Níobe perdeu todos os filhos e foi transformada em pedra. Os netos Atreus e Tiestes lutaram um contra o outro pelo poder. Atreu atentou contra a vida dos filhos de Tiestes. O bisneto Agamémnon foi assassinado por outro bisneto, Egisto, que, por sua vez, foi morto pelo trineto Orestes, filho de Agamémnon. A partir de então, o aviso dos deuses ficou na memória de todos: ai do ser humano que provar da ambrosia sem ter sido convidado, pois será condenado ao suplício de Tântalo!

Em suma a expressão suplício de Tântalo, refere-se ao sofrimento de quem, desejando muito uma coisa, sempre a vê escapar quando está prestes a alcançá-la.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Lenda de Fausto

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A figura lendária de Fausto aparece no século XVI. As informações são escassas, incompletas e controvertidas. O local de seu nascimento é atribuído a Knittlingen,(Alemanha), onde se encontra o Faust-Museum. Também a data de seu nascimento é controvertida, pois há fontes que afirmam ter acontecido em 1466, outras em 1478 ou em 1480, 1481. Entretanto, há um consenso de que Fausto teria estudado alquimia, astrologia, magia e vidência. Seu desejo maior teria sido abarcar todos os conhecimentos de sua época, invocando Mefistófeles (o demônio ou "o inimigo da luz"), com quem negocia para viver vinte e quatro anos sem envelhecer. Durante esse período, o diabo serviria a Fausto, recebendo sua alma em troca. Ao final desse vinte e quatro anos, seria então levado para o inferno. Mas nesse intervalo de anos, surge, inesperadamente, a figura de Margarida, por quem se apaixona e a quem recorre para salvá-lo do contrato que foi assinado com seu próprio sangue. Seu destino porém, já estava traçado inevitavelmente. A lenda de Fausto é considerada um arquétipo (um modelo, um exemplo)da alma humana, tendo despertado interesses de artistas, músicos, poetas, dramaturgos.

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Ragnarök

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Na mitologia nórdica,
Ragnarök é a batalha que levará ao fim do mundo(de forma semelhante ao Armageddon), na região de Midgard. A batalha será travada entre os deuses ( Aesiris e Vanires liderado por Odin), e as criaturas do caos (os gigantes de fogo, os Jotuns entre outros monstros, liderados por Loki. Esta batalha não levaria apenas à destruição dos deuses, gigantes e monstros: o próprio universo seria despedaçado irreversivelmente em partes. Entre outros acontecimentos profetizados, Fenrir será solto e irá devorar Odin, após um inverno tríplice, com neve caindo dos quatro cantos do céu, ventos cortantes e um sol que não trará mais alegria. Seguir-se-ão mais três invernos e neste tempo, toda sorte de guerra e discórdia se espalhará pelo universo. Estes dois grupos foram rivais desde o início dos tempos, mas os Aesir conseguiram, ao longo de sua existência, prender alguns dos principais gigantes e o próprio Loki, que ficou atado em tortura eterna numa caverna. Mas pela influência das mentiras de Loki, Rune-Midgard começa a sofrer grandes males, como um rigoroso inverno, batalhas e caos entre os seres humanos. O sol e a lua -Sol e Mani- são finalmente consumidos pelos dois lobos místicos, Skoll, perseguidor do Sol, e Hati, perseguidor da Lua (ou Mani). Esses lobos, de acordo com a mitologia, são os causadores dos eclipses solares e lunares. Quando Sol e Mani são devorados pelos lobos, a terra treme, e assim vários seres, incluindo Loki e Fenrir (um de seus muitos filhos, um gigantesco lobo) são soltos, desencadeando o Ragnarök. Os Aesir, alertados, juntam-se aos Einhejar, os valorosos guerreiros mortos, e aos vanir, os espíritos naturais, e rumam ao campo de Vigrid, onde há muito tempo havia sido predito que a última batalha tomaria forma. Surt, por sua vez, liderará as tropas dos filhos de Musphelhein lançando fogo nos nove mundos. A horda marchará pela ponte do arco-íris, Bifrost que quebrará sob os cascos dos cavalos. De um lado, os Aesir, Vanir e Einhejar, e do outro os gigantes, o exército de mortos de Hel (deusa do submundo) e Loki e seus seguidores. Uma grande batalha acontece, marcando o fim dos deuses e dos gigantes: Odin é morto por Fenrir, que o fere mortalmente; Thor mata Jomungard, a serpente gigante que habita os mares de Midgard, mas é envenenado por ela; Loki é morto e mata Heimdall, um dos mais valentes Aesir, Tyr o mais corajoso deus que ousou botar a mão na boca de Fenrir, fora morto por Garm o lobo guardião do lar de Hel (também filha de Loki). O céu escurece e as estrelas caem em Midgard, que é consumido pelo fogo e depois tragada pelo mar. Pouco dos antigos Aesir sobrevivem, e o Ragnarök destrói também Midgard. Das ruínas da batalha, um novo sol subirá aos céus, e uma nova terra se erguerá dos mares. Lif e Lifthrasir, os dois únicos humanos sobreviventes, que se esconderam sob as raízes de Yggdrasil a árvore que sustentava os nove mundos, repovoarão o mundo, agora livre de seus males, num tempo de harmonia entre deuses e homens.Ao contrário do Armagedon e do Apocalipse, o Ragnarök é um ciclo, de forma que, após a destruição completa do Universo, tudo se reconstrói para passar por um próximo Ragnarök.

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Sleipnir



Na Mitologia Nórdica, Sleipnir é a montaria mágica de Odin. O lendário corcel de oito patas é o ser mais rápido entre os planos. O seu nome significa suave ou aquele que plana no ar. Ele também é associado com as palavras esguio e escorregadio.
Thor, O Matador de Gigantes, estava longe de Asgard, matando gigantes no norte, quando um hrimthurs (é qualquer uma das tribos especiais dos Gigantes feitos de gelo e que habitavam Niflheim, uma região de frio eterno) disfarçado como um humano pedreiro, ofereceu-se para reconstruir a muralha em torno de Asgard em troca do sol, da lua, e da deusa Freya. Os deuses aceitaram, pensando que seria um bom negócio, uma vez que parte da muralha já estava caindo aos pedaços. Além disso, o gigante precisaria completar o seu trabalho em apenas seis meses, pois Thor retornaria no final deste prazo e o mataria. O gigante fez somente uma pergunta: poderia usar o seu garanhão (cavalo) cinza, Svadilfari (traduzindo, "escravo", ou possivelmente "condenado"). Loki rapidamente aceitou o acordo, antes que qualquer outro deus pudesse fazer uma objeção. Usando o garanhão, o gigante começou a construção da muralha, e receberia o sol, a lua e Freya. Os deuses, vendo isso, ficaram furiosos com Loki, e disseram que, caso eles perdessem, o torturariam eternamente (o que aconteceu de outra forma). Então, enquanto Svadilfari estava carregando o último tijolo para completar a muralha, Loki transformou-se em uma linda égua branca, e atraiu o garanhão para longe, irritando o gigante, que começou a destruir a muralha de tanta raiva. Assim, enquanto destruia a muralha, Thor apareceu e esmagou o gigante com o seu martelo Mjolnir Loki, mais tarde, deu à luz Sleipnir, a montaria de Odin, que é descendente do garanhão cinza Svadilfari e Loki enquanto "ele" era uma linda égua branca.
De acordo com a Edda em prosa, Loki retornou à Asgard e deu à luz o cavalo de oito patas para Odin dizendo a ele que o cavalo era o mais ágil na Terra e levaria Odin sobre o mar, através dos céus e até à terra dos mortos. De acordo com Sigrdrífumál na Edda poética, Sleipnir possuia r
unas esculpidas em seus dentes.


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sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Roubo do martelo de Thor

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Segundo a lenda, um dia Thor percebeu que seu martelo fora roubado, e ele mandou Loki descobrir o que tinha acontecido. Loki emprestou de Freya a forma de falcão e começou a procurar. Finalmente, descobriu que o gigante Thryn tinha escondido o martelo no fundo da terra, e se recusava a devolvê-lo aos deuses, a menos que lhe oferecessem Freya como esposa. Essa mensagem causou a maior consternação em Asgard e deixou Freya tão furiosa que ela partiu em pedaços seu famoso colar.

Mas Heindall sugeriu um plano para recuperar o martelo, sem que Freya corresse riscos. Thor usaria vestes de noiva e iria até Jotunheim no lugar de Freya, acompanhado por Loki, disfarçado de dama de honra. A princípio, Thor achou a idéia de um disfarce indigna, mas Loki o lembrou de que sem o martelo não haveria esperança para Asgard. Trovões e relâmpagos cortavam as montanhas enquanto os dois seguiam na biga de Thor e quando entraram em Jotunheim foram calorosamente recepcionados.
Durante a festa, o plano quase foi descoberto por causa do apetite voraz da noiva, mas Loki rapidamente explicou que o motivo de Freya poder comer um boi e oito salmões era que seu ardente anseio pela cerimônia de casamento a deixara em jejum por oito noites.
Quando Thryn tentou beijar a noiva, ficou aterrorizado ao vislumbrar os terríveis olhos incandescentes sob o véu, mas Loki explicou que Freya não dormia havia oito noites, tão intenso era o seu desejo de ir a Jotunheim. O tormento de Thor chegou ao fim quando o martelo foi finalmente trazido de presente ao futuro casal e colocado sobre o colo da noiva. Quando Thor pôs as mãos sobre o martelo, não tardou muito para que Thryn e todos os que estavam reunidos para a cerimônia fossem destruídos. Ele e Loki retornaram a Asgard, triunfantes!