terça-feira, 18 de maio de 2010

A Dama do Lago

Dama do Lago (Nimue ou Fada Viviane como é mais conhecida) é, de acordo com a lenda, uma das sacertotisas de Avalon ou até a mais importante delas. Filha de Diana, a deusa dos bosques e irmã mais velha de Igraine a fada tinha a missão de proteger e entregar a espada mágica do Rei Arthur a sagrada Excalibur. Ela foi morta por Balim, irmão de criação de seu filho Balam, enquando estava na comemoração de Pentecostes para pedir ao rei mais uma vez que ele fosse fiel às suas promessas sobre os antigos povos. Lancelot matou Balim em vingança da morte da mãe. O corpo da Dama do Lago não foi levado até Avalon para a despedida das outras sacerdotisas, e sim a Glastonbury,por ordens de Artur. Diz a lenda que a Dama do Lago raptou o pequeno Lancelote e o levou para viver com ela em seu palácio sob as águas. Ali se encontravam Boores e Lionel, primos de Lancelote. A Dama criou os três meninos como se fossem seus filhos. Lancelote cresceu sem conhecer sua verdadeira identidade, que sua mãe adotiva só lhe revelou quando fez 18 anos. Nesse momento, a Dama do Lago levou Lancelote a Camelot para ser armado cavaleiro e é ela quem, contrariando a tradição, impõe as armas a seu filho em frente ao rei Artur. Ela acompanhou as aventuras de Lancelote e contribuiu com sua magia para o êxito de várias delas. Na obra de Troyes, entrega-lhe um anel mágico que o protege de qualquer encantamento. A Dama é explicitamente descrita como uma fada (fay) e se menciona pela primeira vez o caso de amor entre ela e o mago Merlin.Ela é responsável pelo desaparecimento do mago ao encerrá-lo por toda a eternidade em uma gruta, aproveitando-se de sua influência sobre o mago enamorado.
O pai da Dama do Lago, Viviane, é Dyonas ou Dionás, cavaleiro da corte do Duque de Borgonha, seu sogro. Dionás tornou-se amigo da deusa Diana, que lhe deu um presente especial: que sua filha seria amada pelo mago mais poderoso do mundo. O Duque presenteou Dionás com a floresta de Briosque, onde Viviane nasceu. Merlin ensinou à Dama seus segredos em troca da promessa que esta lhe fez de que, em troca, ela lhe entregaria seu amor. Apesar disso, Viviane aproveitou o conhecimento desses segredos para aprisionar Merlin. O mago já havia visto seu próprio destino, mas não foi capaz de evitá-lo.

A Dama do Lago chega à corte de Artur para presenteá-lo com a espada Excalibur e exigir a cabeça de Sir Balin, antigo inimigo de sua família. Sir Balin descobre a identidade da Dama e a decapita, desonrando a corte de Artur. No final da obra, Sir Bedevere, outro cavaleiro da Távola Redonda, lança Excalibur à água e uma mão surge da superfície para recebê-la. A mão aparentemente pertence à Dama do Lago.Em algumas versões, a Dama deu a Artur a escolha entre uma taça, uma lança, um prato e uma espada, como símbolo da união de Camelot com Avalon. Depois que Artur escolheu Excalibur, foi criada para a espada uma bainha com o poder de impedir seu portador de derramar uma só gota de sangue.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Caldeirão de Clyddno Eiddyn




Na época em que o lendário Rei Arthur, andava sobre a terra, no obscuro século V, Merlin, amigo e antigo tutor deArthur, acreditava em uma lenda (ou história verídica). Na Dumnonia o maior reino da Britânia (atual Inglaterra), Merlin convocou guerreiros e, a partir de suas terras ( Avalon ou Ynys Wydryn) partiu em busca dos artefatos citados nessa lenda para expulsar os invasores saxões do leste da Britânia e também os cristãos, que ele tanto odiava e ameaçavam a antiga religião dos deuses britânicos. Essa é a lenda dos Treze Tesouros da Britania: eram objetos normais, dados pelos deuses britânicos aos humanos em tempos antigos. Dizia a lenda que os tesouros reunidos teriam o poder de trazer os deuses antigos para junto dos humanos, porém nenhum dos doze tesouros tinha real importância caso Merlin não possuísse o mais poderoso tesouro: o Caldeirão de Clyddon Eidin.Doze dos tesouros foram encontrados e reunidos. Faltava o décimo terceiro, o caldeirão de Clyddno Eiddyn. O poderoso caldeirão não poderia ser encontrado por um cavaleiro, e sim por uma virgem. Para cumprir a missão, Merlin lançou mão da mais bela das suas sacerdotisas, Nimue, por quem nutria uma grande paixão.Diante do caldeirão, Merlin confidenciou à amada, que de dentro dele viria a porção da vida eterna. Fascinada pela promessa, Nimue aprisionou Merlin em um carvalho, roubando-lhe tão precioso objecto. A bela amante do mago desapareceu, levando o caldeirão. Preparou nele todas as porções mágicas que aprendera com o mestre. Na ilusão de que alcançaria a beleza e juventude eterna, atirou-se ao caldeirão, morrendo escaldada. Ao se libertar da prisão do carvalho, Merlin procurou em vão, pelo caldeirão mágico. Reuniu os mais valentes dos cavaleiros britânicos, mas jamais encontrou tão poderoso talismã. A busca dos guerreiros pelo caldeirão provavelmente tenha inspirado as lendas cristãs sobre os cavaleiros da távola redonda e sua busca pelo Santo Graal. Há quem faça uma analogia direta entre o caldeirão e o Graal, atribuindo a eles as mesmas propriedades (entre elas prolongamento da vida), sendo o primeiro a versão celta e o segundo a versão cristã da mesma lenda.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Titãs

Na árvore genealógica dos deuses, os titãs – que eram 12 – aparecem como descendentes de Urano, relativo ao céu, e Gaia, que representa a terra. A nomenclatura titã é masculina e a feminina é titânide. Eles foram os antepassados dos deuses olímpicos dos seres mortais. Alguns exemplos de titãs são Oceanus, Céos e Cronos. O primeiro é referente ao rio que circundava o mundo; o segundo é o representante da inteligência e o último foi quem tirou Urano do trono, tornando rei dos titãs. E entre as titânides estão Reia, que juntamente com Cronos, seus irmão, tornou-se rainha dos titãs, Tétis – representante do mar – e Mnemosine, que personifica a memória, além de ser mães das Musas (outras entidades mitológicas; são nove) com Zeus. Dessa primeira geração de titãs surgiram outros, que foram provenientes da união entre titãs e tinânide. Na mitologia grega a união entre irmãos e parentes era um ato comum. Exemplos desses matrimônios foram Helios (o sol), Selene (a lua) e Eos (a aurora), frutos da junção entre Téia e Hipérion. E o casal que recebe maior relevância entre os titãs na mitologia grega foram Reia e Cronos, que geraram seis filhos, dentre eles Hera, deusa rainha do Olimpo, Posêidon deus dos oceanos e Zeus, deus supremo, pai de todos os deuses do Olimpo. Relacionada a Cronos existem histórias bastante curiosas, uma delas diz respeito à sua responsabilidade, a mando de sua mãe, Gaia, em decepar os órgãos genitais de seu pai, Urano, para que este se afastasse da representante da terra, Gaia. Outra delas é em relação a seus filhos, dos quais ele tinha medo, achando que pudessem desafiá-lo tendo com disputa o poder do mundo, pertencente a ele. A partir desse receio, Cronos engolia toda sua prole. Deste fim, seu único filho que conseguiu fugir foi Zeus, com a ajuda da mãe, Reia. Depois de adulto, Zeus resolveu recuperar seus irmãos que tinham sido engolidos pelo pai, a quem deu uma poção que fez com que ele vomitasse os filhos que estavam dentro de si. Com a ajuda dos irmãos, Zeus enfrentou Cronos – seu pai – e outros titãs numa guerra sangrenta que teve o deus olímpico como vencedor, que se tornou o chefe de todos os deuses do Olimpo.

Cronos devorando seu filho, Posêidon.(Pintura de Peter Paul Rubens, 1936)

Cabeça de Titã, Museu Arqueológico. Nacional Athenas

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Avalon

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Avalon, a terra dos Deuses, a ilha das maçãs... Reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de suas desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver. Conhecida como Tir na nÓg - Ilhas Afortunadas, a Terra da Eterna Juventude, a Ilha das Mulheres, local onde a doença e a morte não existem. O Outro Mundo celta é descrito como um local paradisíaco, habitado por Deusas e Deuses, heróis e heroínas, conhecidos, também, através do mito irlandês de Oisín, um dos poucos mortais que ali viveram, e o seu relacionamento com a bela Niamh dos cabelos de ouro. Um lugar de eterna beleza e felicidade, onde a música, a dança, a vida e todas as atividades prazerosas se reuniam. Este Outro Mundo é Avalon, associada aos seres mortais e imortais, como os Tuatha Dé Danann, Arthur e seus companheiros, Morgana, Nimue e Merlin, o mago. A Terra da Promessa, espécie de paraíso celta, às vezes chamado Emain Ablach, nome no qual se encontra o termo que designa as macieiras, o que remete para a ilha de Avalon da lenda arthuriaria. A maçã representa a imortalidade, o conhecimento e a magia. Existem vários relatos referentes a sua simbologia e às viagens célticas, conhecidas como Immran, ao Outro Mundo, supostamente, uma realidade contígua à realidade comum. Avalon também recebe o nome de Ilha Afortunada, pois suas colheitas são fartas e abundantes. Diz a lenda que, era governada por Morgana e suas nove irmãs, sacerdotisas guardiãs do caldeirão do renascimento, símbolo da Deusa Mãe, capaz de curar todos os males. Além de evocar as brumas para adentrarem à ilha encantada. Avalon está associada a Caer Siddi (Fortaleza das Fadas), o Outro Mundo ou Annwn, a Terra da Eterna Juventude. Ilha feérica, onde apenas o povo das fadas e os nobres cavalheiros de alma pura podiam adentrar. Avalon, a lendária ilha, onde Excalibur, a espada do Rei Arthur, foi forjada e para onde o próprio rei tinha voltado vitorioso depois da sua última batalha, para ser curado de um ferimento mortal. A ilha sagrada é regida por Morgana, sacerdotisa e feiticeira, rodeada por nove donzelas sacerdotisas, responsável pela cura de Arthur.

Sendo um lugar misterioso e sobrenatural, associada a Glastonbury, Avalon é a ilha onde Arthur permanece vivo, através de artes mágicas, esperando a hora do regresso. Quando, em 1191, os monges de Glastonbury encontraram a suposta sepultura de Arthur, no cimo de um pequeno monte, que dantes se encontrava circundado de água, disseram ser este o local da mítica ilha de Avalon. A inscrição no túmulo dizia:

"Aqui jaz, enterrado na Ilha de Avalon, o conhecido Rei Arthur".
Em uma posição de poder e conhecimento, Morgana confere às mulheres uma importante retomada de sua posição forte no culto às Deusas. O mosteiro de Glastonbury tinha a tradição de ter sido fundado por José de Arimatéia, que contam, teria trazido o Santo Graal para as Ilhas Britânicas e por isso era um lugar ligado à busca do Graal, entre outras lendas.


O Rei Arthur

Segundo os fundamentos básicos de sua história, Arthur ascende ao trono após a Grã-Bretanha ser invadida e ter o seu rei deposto. Uma profecia dizia que o único homem que poderia retomar legitimamente o trono seria aquele capaz de retirar uma espada de uma rocha antiga. Um dia, um jovem forasteiro subiu na rocha e retirou a espada sem nenhum esforço. Os camponeses comemoraram, pois finalmente teriam um novo rei.
Em algumas histórias, a espada que Arthur retira da rocha é Excalibur. Em outras, ele ganha Excalibur de uma mulher conhecida como a
Dama do Lago, uma ninfa misteriosa associada à ilha mágica de Avalon. Arthur entra no lago em uma barcaça e a dama (chamada por diferentes nomes, desde Nimue até Viviane, dependendo da versão) levanta sua mão de dentro do lago segurando a espada e a entrega a ele. Em algumas narrativas, Merlin, o mago, aparece neste momento da vida de Arthur, mas em outras ele aparece durante a infância. Como a Dama do Lago, ele é freqüentemente associado a Avalon e também às lendas pagãs, mas também é retratado como um profeta do Santo Graal. Depois que Arthur se torna rei, ele constrói Camelot, um castelo fortaleza. Para lutar contra as forças do mal que persistem saqueando e pilhando no interior do país, ele recruta os melhores cavaleiros do país para se juntarem a ele. Esses cavaleiros se tornam os Cavaleiros da Távola Redonda. Alguns aparecem várias vezes nas lendas, e têm suas próprias histórias, incluindo Lancelot, Gawain, Bedevere e Galahad. Durante suas viagens, Arthur conhece e se casa com uma linda jovem chamada Guinevere. Depois de Arthur e seus cavaleiros derrotarem todos os forasteiros e acalmarem os reinos da Grã-Bretanha, há um período de paz e felicidade em uma Camelot utópica. Porém, Lancelot, o companheiro e cavaleiro mais leal de Arthur, apaixona-se pela Rainha Guinevere e é correspondido. Em algumas versões da lenda, esse romance secreto é o que leva à queda do Rei Arthur e de Camelot. O caso é descoberto e Arthur vai para a guerra com Lancelot após condenar Guinevere à morte. Em outras versões, um homem chamado Mordred tenta tomar o trono e Guinevere para si. Em algumas delas, isso acontece com a ajuda da meia-irmã de Arthur, uma pagã chamada Morgana le Fay. No fim das contas, Arthur e Mordred se encontram na Batalha de Camlann. Mordred é morto e Arthur fica gravemente ferido. Caído no campo de batalha, Arthur conta a Sir Bedevere que precisa devolver Excalibur ao lago. Primeiro Bedevere resiste, sabendo do poder de Excalibur. Mas finalmente, ele atira a espada na água e um braço feminino emerge para pegá-la. Arthur, ferido, é levado até Avalon para se recuperar dos ferimentos. Em algumas histórias, Arthur morre e é enterrado lá. Em outras, ele se recupera e aguarda pelo momento certo de reaparecer e unir novamente a Grã-Bretanha.

Ele une vários reis regionais britânicos contra inimigos comuns e luta contra inúmeros invasores. Também sai em busca do Santo Graal, um cálice que Jesus usou na Última Ceia e que dizem conter o segredo da imortalidade. A lenda diz que quando a Grã-Bretanha estiver mais necessitada de seus serviços, Arthur voltará.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Távola Redonda




Arthur fixou residência em Camelot e ali esperou Guinevere, que veio acompanhada por 100 Cavaleiros da Irmandade da qual trouxeram consigo a Mesa Redonda.O rei casou-se com Guinevere, e ela também recebeu o juramento dos Cavaleiros. Enquanto Merlin narrava a história de cada um, nos respaldes das cadeiras apareciam os nomes correspondentes em letras de ouro. Mas as cadeiras situadas à direita e à esquerda do rei ficaram vazias. Merlin informou que a cadeira da esquerda seria preenchida em breve, enquanto a da direita, não seria ocupada por anos. Em Camelot, os 250 integrantes da Irmandade ficaram reduzidos a 100. Este número significa o quadrado da medida sagrada terrestre e é o que corresponde a uma Cavalaria terrenal, que abarca toda a Terra, conceito que faz de Arthur o rei do Mundo. Esse critério confirma as cifras do número 100 (1 + 0 + 0 = 1), e a couraça dourada do rei, que o identificava com a Luz e com a suprema iluminação. Outras versões dizem que o número de Cavaleiros era 25 ou 13, dentre os quais estaria o próprio Arthur. No centro, existe uma rosa branca de cinco pétalas, rodeada de outra rosa similar de cor vermelha, e na volta existe uma inscrição em letra gótica, que diz: "Esta é a Mesa Redonda do rei Arthur e de seus XXIV valentes Cavaleiros". Da parte superior da rosa, levanta-se um trono baixo, em cujo dossel está sentado um rei que segura em suas mãos os símbolos de seu poder: uma Espada na direita e um globo do Mundo coroado por uma Cruz de Malta na esquerda. Nos lados existe uma inscrição: "Rei Arthur". O rei Arthur criou um costume de que seus Cavaleiros sempre contassem alguma aventura no início de algum banquete, e dessa forma, criou-se uma pauta de comportamento. Todos os Cavaleiros "andantes" marchavam em busca de aventuras. A maior parte das aventuras da Irmandade ocorreu nas densas florestas. Os bosques simbolizavam um mundo não civilizado, mas também representavam um estado mental, um lugar que se procuraria alcançar. Os bosques também faziam parte do "Outro Mundo", uma vasta extensão inexplorada situada nas fronteiras entre o mundo da Terra Média e os domínios do País das Fadas. Eram lugares impregnados de encantamentos e somente àqueles que fossem resolutos era permitido encontrar aquilo que se haviam dispostos a buscar. De suas profundezas surgiam fadas encantadoras que seduziam os Cavaleiros errantes, mesclando, dessa forma, a linhagem do "Outro Mundo" com a da Irmandade. Nem todas essas mulheres encontradas nos bosques eram gentis de aparência e de palavra. Ragnall, um dos muitos arquétipos da Deusa da Terra, que lhe outorga a soberania, tomou a forma de uma dama de aparência monstruosa, que com suas artimanhas conseguiu que o próprio rei Arthur prometesse lhe dar Sir Gauwain como marido. Posteriormente, ela recobrou sua verdadeira beleza graças ao amor e à compreensão de Gauwain.Todas essas aventuras eram relatadas ao rei Arthur por sua Ordem da Cavalaria, mas a Távola Redonda representava muito mais que um lugar de reunião para a Irmandade. Segundo algumas lendas, nos reinos celestiais se reunia um conselho de poderosos seres encarregados da execução dos desígnios divinos para a Criação. Dessa forma, Merlin construiu um templo circular sobre a Távola da Terra, criando uma relação entre os domínios estelares, a monarquia terrenal de Arthur, a qualidade sagrada da Terra com as mensagens e Mistérios do Graal e a Irmandade da Távola Redonda, que estava destinada a ir em busca do vaso sagrado. 



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lenda de Esculápio

Os romanos chamaram Esculápio a Asclípio, deus grego da medicina. Na mitologia grega, aparece como filho de Apolo e da ninfa Coronis. Existem muitas versões para o seu nascimento, mas a mais importante , a narrada por Píndaro, é que Apolo ficou sabendo que Coronis o havia traído e decidiu matá-la. Apolo colocou Coronis numa pira e, enquanto ela ardia em chamas, retirou Esculápio do ventre de sua mãe. Depois Apolo o levou para os cuidados do centauro Quiron, com quem aprendeu sobre curativos e poções. Ele foi considerado o deus romano da medicina, cujo culto foi introduzido em Roma em 291a.C. Sua fama se espalhou devido às extraordinárias curas que realizou, chegando-se a atribuir-lhe o poder de ressuscitar mortos. Esculápio foi fulminado por um raio enviado por Zeus, a pedido do seu irmão Hades, deus dos mortos, porque o seu reino estava ficando despovoado. Após a sua morte, foi transformado em uma constelação. Há muitos templos erguidos em sua homenagem, tanto na Grécia como em Roma.

Poseidon


Poseidon era uma das mais importantes divindades da mitologia grega, deus do mar, dos rios e das fontes, o Netuno dos romanos. Filho dos Titãs Cronos e de Réia, os romanos Saturno e Cibele, que detinham o controle do mundo, e portanto, também irmão de Zeus e de Hades. Quando o pai foi destronado e vencidos os titãs, os três irmãos partilharam entre si o império do universo. Zeus ficou com o céu, a terra e o domínio e cuidado das deusas irmãs, Hades tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas e Poseidon herdou o reino dos mares. Normalmente representado como um homem de barba portando um tridente, o qual era usado para bater o mar e para separar pedaços de rocha. Como ele era o senhor das águas salgadas e doces, desafiava sempre os outros deuses e entrava em discussões e conflitos com eles. Desejava ter como sua a cidade de Atenas, sob os protestos da deusa Atena, que considerava a cidade como sua. Os deuses fizeram uma reunião no Olimpo e decretaram então que a cidade seria daquele que oferecesse o presente mais útil aos mortais. Ele criou o cavalo com seu tridente a partir de uma pedra e Atena criou a oliveira e os deuses decidiram que a deusa havia vencido e a cidade foi dada a ela. Descontente, às vezes ele sacolejava de modo tão violento que Plutão, governador da cidade de Hades, saltava de seu trono com medo de que a cidade caísse sobre sua cabeça. Ajudou Pélope a casar-se com Hipodâmia, filha de Oenomaus, rei de Elis e filho de Ares . Pélope deveria vencer o rei numa corrida de carruagens para ficar com a moça, senão ele morreria. As possibilidades de derrotá-lo, contudo, eram limitadíssimas pra não dizer, inexistentes. Pois o rei jamais havia perdido uma disputa. Sua Alteza possuía cavalos que corriam como ciclones. No entanto venceu, graças ao Deus, que lhe emprestou dois cavalos alados de seu próprio estábulo. Aí, Hipodâmia convenceu o cocheiro de seu pai a retirar a correia da carruagem do rei. Ele vivia sob o mar e conduzia uma carruagem puxada por cavalos, que se assemelhavam às ondas do mar. Tinha poder sobre as tempestades e sobre os ventos. Garantia a segurança dos marinheiros ou a destruição de seus navios de acordo com sua vontade. Ele possuía um palácio de ouro, situado no fundo do mar, e percorria a superfície da água, numa carruagem de ouro, levada por cavalos velozes. Sua arma era o tridente, uma lança terminada em três pontas e com a qual ele podia provocar terremotos na terra.

Sua esposa, a ninfa do mar, a nereida ou oceânida Anfitrite deu à luz diversos filhos seus, incluindo Tritão - metade homem e metade peixe. Além disso, possuía um grande número de outros filhos ilegítimos, incluindo monstros e gigantes, de seus numerosos casos extraconjugais. Neste aspecto ele se equiparava à Zeus.Engravidou a górgona Medusa gerando Crisaor e Pégasus. Do rapto de Atra resultou o nascimento de Teseu. Ele também raptou Amimone quando ela tentava escapar de um sátiro. Outros de seus filhos são: Sinis, Polifemo, o ciclope, Órion, o rei Amicus, Proteus, Agenor, Belus da Líbia, Pélias e o rei do Egito, Busiris, filho de Lisianassa. Um de seus casos amorosos mais conhecidos envolveu sua irmã, Deméter. Ele a perseguiu e para evitá-lo, ela se transformou em uma égua. Em seu desejo por ela, ele se transformou em um garanhão. Deste encontro nasceu um esplêndido cavalo, Arion. Esta associação possivelmente vem do fato de, assim como Deméter também era originalmente uma deusa da fertilidade. Era também deus dos cavalos, pois criou o primeiro.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Lenda de Odin

No paganismo germânico, Odin (Wotan, ou Woden) era o maior dos deuses germânicos, governante de Asgard e senhor da magia. Possuía a lança Gungnir, que nunca errava o alvo e em cujo cabo havia runas que ditavam a preservação da lei. Possuía também um cavalo de oito patas chamado Sleipnir. Era o deus dos céus e vivia no topo da Árvore Mundo, recebendo das valquírias as almas dos guerreiros mortos de forma heróica. Era também o deus da sabedoria e tinha em seus ombros dois corvos, Huguin ( o pensamento ) e Munin ( a memória ), que o informavam de tudo que se passava no mundo. Odin era esposo da deusa Friga e tinha o dom de assumir múltiplas formas. Quando surgia sob a forma humana, adquiria as feições de um homem barbudo, caolho, com um chapéu de abas largas e envolto numa vasta capa. Odin é a figura central do templo germânico, o rei dos deuses. Não é propriamente um guerreiro, mas inspirava os guerreiros a lutar bravamente. Possuia dois atributos mágicos: sua lança, que nunca errava o alvo, e seu cavalo de oito pernas, a montaria mais rápida do mundo. A lenda relata que Odin e seus irmãos mataram o gigante Ymir; de sua carne formaram a terra; de seu sangue formaram o mar; dos ossos criaram as montanhas; dos cabelos fizeram as árvores; e de seu crânio, a abóboda celeste.

Lenda de Thor

Thor é uma divindade da mitologia dos escandinavos, representado como um homem de meia idade e força fabulosa, provido de um poderoso martelo. Era inimigo implacável da raça dos gigantes ( demônios ), mas benevolente para a humanidade. Para os escandinavos era o deus do trovão, cujo ruído provocava ao dirigir seu carro de guerra puxado por dois bodes, pela abóboda celestial, nos dias de tempestade. Possuía um cinto mágico, que lhe duplicava as energias, e estava sempre armado de um mágico martelo de pedra, que nunca errava o alvo e voltava sozinho às suas mãos. Entre suas proezas destacam-se as lutas contra o gigante Thrim, que lhe roubara o martelo, e contra a serpente Midgard, a quem atribuíam as tempestades marítimas. Algumas versões apresentam-no também como deus da guerra, filho de Odin e Jerda ou Frigga ( a Terra ). Habitava o asgard, o vasto local de repouso da raça dos Ases, situado no céu, e ligado à terra pelo arco-íris.

sábado, 1 de maio de 2010

A Lenda da Gruta que Chora


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Diz a lenda que nesta gruta habitava um monstro que se transformava em homem todas as noites. Havia alí uma linda jovem que se apaixonou por este homem permitindo que ele entrasse em seu quarto todas as noites. Logo sua mãe percebeu que havia algo errado já que a jovem Iracema sentia sono durante o dia, conversou com seu esposo sobre tal desconfiança, o pai de Iracema resolveu então que iria investigar. Ao cair a noite este ficou espionando até que viu tal rapaz entrando no quarto de Iracema. Espantado, o seguiu e viu quando ele entrou na gruta e se transformou em um monstro horrível com cabeça de dragão e corpo de serpente. Sem saber o que fazer ele procurou Frei Bartolomeu que estava na região em homenagem ao centenário do Padre José de Anchieta. o frei e a comunidade vieram até o local e jogaram alí água benta expulsando tal monstro que se foi para nunca mais voltar. Iracema que apaixonada já não seria feliz sem seu amado e adentrou à gruta, segundo antigos moradores Iracema continua lá até hoje e chora a cada vêz que ouve vozes porque pensa que pode ser seu amado que volta para estar com ela. Pobre Iracema! Muitos visitantes vem em busca destas lágrimas que acreditam estarem misturadas à água benta deixada pelo Frei Bartolomeu. Dizem até que estas lágrimas são capazes de realizar sonhos românticos.


domingo, 18 de abril de 2010

A Lenda de Rômulo e Remo


Enéias, um príncipe troiano, filho de um mortal (rei de Tróia) e da Deusa Vênus, fugiu de sua cidade durante uma batalha. Acompanhado de alguns homens seguiu para a península itálica, onde seu filho Ascânio iniciou uma nova cidade chamada Alba Longa. Numitor e Amúlio, descendentes de Enéias, estão presentes no relato da lendária fundação de Roma. Silvio Procas, duodécimo rei de Alba-a-Longa, ao morrer, deixou dois filhos. O mais moço, Amulio, apoderou-se do trono em prejuízo de Numitor, seu irmão mais velho. Para garantir o reinado de seus descendentes, matou Lauso, filho de Numitor, numa caçada, e obrigou sua sobrinha, Rea Sílvia, a fazer um voto de castidade.
Contudo, o deus Marte tornou Rea Sílvia mãe de dois gêmeos, Rômulo e Remo. Quando Amulio soube disso, prendeu a vestal e mandou colocar os dois recém-nascidos numa cesta para que fossem lançados no rio Tibre. As águas do rio secaram imediatamente e as crianças ficaram abandonadas num local selvagem. Uma loba que acabara de perder seus filhos ouviu os vagidos de Rômulo e Remo e lhes deu de mamar com todo cuidado de mãe. Um pastor da vizinhança chamado Faustolo, ao perceber as idas e vindas da loba, seguiu-a e descobriu as crianças, levando-as para sua cabana, onde sua mulher os criou. Os dois irmãos cresceram entre os pastores, percorrendo bosques e montanhas, entregando-se à caça e lutando com ladrões de gado. Ora, um dia Remo foi capturado e levado à presença do rei Amulio, acusado de devastar os rebanhos de Numitor. Amulio mandou o prisioneiro para Numitor, que hesitou em matá-lo por achá-lo muito parecido com sua filha Rea Sílvia. Diante disso, Faustolo resolveu contar a Rômulo a história de sua origem. Rômulo se dirigiu a Alba, libertou o irmão, matou o rei Amulio e restabeleceu o trono a seu avô Numitor. Pouco tempo depois, Rômulo e Remo fundaram uma cidade no local em que haviam sido descobertos pelo pastor, traçando sulcos que marcavam seus limites. Rômulo proibiu solenemente a transposição dessas muralhas. Remo zombou da proibição e saltou por cima do fosso. Rômulo, furioso, matou-o imediatamente. Assassino de seu irmão, mas ambicioso em seus projetos, Rômulo começou a povoar a cidade com pastores, bandidos, escravos fugitivos e aventureiros. Como não havia mulheres, Rômulo fez anunciar uma grande festa com jogos extraordinários. Os sabinos dirigiram-se para lá com suas mulheres e filhos. Durante a festa, os companheiros de Rômulo raptaram as sabinas. Depois de muita luta, as sabinas concordaram em viver em paz com os romanos. Tácio, rei dos sabinos, dividiu o trono com Rômulo.


sábado, 17 de abril de 2010

A Lenda de Orfeu

ORFEU, O FILHO DA MUSA Calíope, era o mais talentoso músico que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ele ganhou a lira de Apolo; alguns dizem que Apolo era seu pai.Orfeu era casado com Eurídice. Mas Eurídice era tão bonita que atraiu um homem chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou.Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro, Caronte, a levá-lo vivo pelo Rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões; seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados.Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua mulher Perséfone, implorou-lhe que atendesse ao pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.
Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice estava seguindo-o.Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em total desespero, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo se lembrar da perda de sua amada. Furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, e o despedaçaram. Jogaram sua cabeça cortada no Rio Hebrus, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no Monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente do que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu a sua amada Eurídice.Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em silenciosos carvalhos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Pandora

Na mitologia grega, Pandora foi a primeira mulher criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo. Foi a primeira mulher que existiu, criada por Hefesto e Atena, auxiliados por todos os deuses e sob as ordens de Zeus. Cada um lhe deu uma qualidade. Recebeu de um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém pôs no seu coração a traição e a mentira. Feita à semelhança das deusas imortais, destinou-a Zeus à espécie humana, como punição por terem os homens recebido de Prometeu o fogo divino. Foi enviada a Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Vendo-lhe a radiante beleza, Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e a tomou como esposa. Ora, tinha Epimeteu em seu poder uma caixa que outrora lhe haviam dado os deuses, que continha todos os males. Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, somente conservou um único bem, a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.

A Lenda das Amendoeiras

Há muito tempo, antes da independência de Portugal, quando o Algarve pertencia aos mouros, havia ali um rei mouro que desposara uma rapariga do norte da Europa, à qual davam o nome de Gilda.
Era encantadora essa criatura, a quem todos chamavam a "Bela do Norte", e por isso não admira que o rei, de tez cobreada, tão bravo e audaz na guerra, a quisesse para rainha. Apesar das festas que houve nessa ocasião, uma tristeza se apoderou de Gilda. Nem os mais ricos presentes do esposo faziam nascer um sorriso naqueles lábios agora descorados: a "Bela do Norte" tinha saudades da sua terra.
O rei conseguiu, enfim, um dia, que Gilda, em pranto e soluços, lhe confessasse que toda a sua tristeza era devida a não ver os campos cobertos de neve, como na sua terra.
O grande temor de perder a esposa amada sugeriu, então, ao rei uma boa ideia.
Deu ordem para que em todo o Algarve se fizessem plantações de amendoeiras, e no princípio da Primavera, já elas estavam todas cobertas de flores. O bom rei, antevendo a alegria que Gilda havia de sentir, disse-lhe:
- Gilda, vinde comigo à varanda da torre mais alta do castelo e contemplareis um espectáculo encantador!
Logo que chegou ao alto da torre, a rainha bateu palmas e soltou gritos de alegria ao ver todas as terras cobertas por um manto branco, que julgou ser neve.
- Vede - disse-lhe o rei sorrindo - como Alá é amável convosco.
Os vossos desejos estão cumpridos!
A rainha ficou tão contente que dentro em pouco estava completamente curada.
A tristeza que a matava lentamente desapareceu, e Gilda sentia-se alegre e satisfeita junto do rei que a adorava.
E, todos os anos, no início da Primavera, ela via do alto da torre, as amendoeiras cobertas de lindas flores brancas, que lhe lembravam os campos cobertos de neve, como na sua terra.



quinta-feira, 15 de abril de 2010

Lenda das Azaléias


Na Primavera de 401 a.c. o anfitrião grego foi pelo caminho da montanha de Colchis para encontrar o Tosão de Oiro. Tribos marciais locais atacaram os conquistadores, mas todas as tentativas falharam. Os gregos ficaram contentes porque tudo lhes estava a correr de feição. Contudo, algo trágico aconteceu ao anfitrião ateniense. Alguns soldados encontraram um grande ninho de abelhas, provaram o mel e caíram inconscientes. Xinofonte, o comandante do exército descreveu o acontecimento: " Não havia nada de suspeito, mas havia muitas colmeias e todos os soldados que provaram o mel caíram inconscientes. Havia muitos soldados doentes, como se tivessem saído de uma batalha. Mas no dia seguinte ninguém havia morrido. Eles começaram a recuperar a consciência e após o terceiro e quarto dia todos eles já se sentiam melhor."
Mais tarde descobriram que os soldados comeram muito mel proveniente das flores silvestres rododendro, flor da família das azáleas. A mais famosa da família das azáleas é a azálea indiana. As suas flores estão cheias de néctar, mas o mel possui características específicas e tem alguns alcalóides perigosos.

A tradução literal do grego "azálea" significa "seco". Porque a azálea antes de florescer parece mais um arbusto com alguns ramos secos.
Durante muito tempo os botões da azálea permanecem semi-fechados, como se estivessem a esconder a beleza dos olhares das pessoas. Mas depois florescem em cores vivas. Cada pé de azálea pode conter cerca de 500 flores, que duram 18 dias. Mas todas as plantas dão flor durante dois meses, dois meses e meio.
Ninguém fica indiferente ao ver uma coroa de azáleas brancas, rosa, douradas, vermelhas ou roxas. Às vezes florescem onduladas ou abertas em forma de taça. As flores são agradáveis de olhar e alegram o coração.

Para além disso, algumas espécies de azáleas, como por exemplo uma indiana, floresce apenas na "época da morte", por isso trazem muita alegria para quem as vê. Se apanhar algumas azáleas e colocá-las num vaso elas deslumbram durante 2 semanas. As azáleas pertencem à subfamília do rododendro, à qual apenas pertencem árvores e arbustos. A forma mais conhecida da sua utilização encontra-se nos jardins paisagísticos do Japão e da China.

Uma lenda da Nova Zelândia - Maori e o Tubarão


Maori nasceu numa ilha da Polinésia integrando um grupo de cinco gémeos. Os outros eram muito bonitos, mas ele era tão feio que a família resolveu atirá-lo ao mar. Só não morreu porque o deus Tama-ui não deixou. Mais inteligente do que os humanos, compreendeu que a beleza do rapaz era interior e decidiu tomá-lo sob a sua protecção para o educar. De início ensinou-lhe aquilo que era costume:a nadar, a escolher as algas mais tenras para preparar boas refeições, a ler o destino nos astros. Como ele tudo aprendia sem o menor esforço, Tama-ui decidiu ensinar-lhe também coisas que os homens não sabem. E assim o Maori aprendeu a falar com os peixes e a cavalgar sem medo no dorso dos mais ferozes tubarões. Ora certo dia levantou-se um temporal horrendo sobre a Polinésia. O vento, enlouquecido, arrancava árvores pela raiz. O mar, desvairado, lançava ondas gigantescas sobre praias e florestas. As pessoas ficaram em pânico e fugiram para o interior, mas perceberam que nem aí estavam em segurança e recearam que as ilhas desaparecessem. Então, apesar do perigo, meteram-se nas frágeis pirogas que possuíam e zarparam em busca de uma terra melhor para viver. Durante vários dias andaram à deriva sem fazer a mínima ideia que rumo lhes convinha e talvez se tivessem perdido para sempre se não fosse Maori, o bom e generoso Maori. Vendo o seu povo tão aflito, esqueceu que o tinham rejeitado e apareceu logo, pronto a ajudar. Cavalgando o dorso do tubarão preferido, conduziu as pirogas até às ilhas da Nova Zelândia.

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Lenda de Dédalo e Ícaro




A lenda de ícaro é de origem grega e tem outros personagens envolvidos na história. Vou começar pelo pai de Ícaro, Dédalo, que era inventor, arquiteto com muita sabedoria. Dédalo havia fugido da cidade que nasceu porque tentou matar um homem, e foi acolhido na ilha de Creta, pelo rei Minos. A mulher de Minos teve um filho com um touro, e acabou gerando um ser metade touro, metade humano: o Minotauro. Ele era bem selvagem e para contê-lo, Minos pediu que Dédalo (o pai de Ícaro) construísse um Labirinto para aprisionar o Minotauro. E para saciar a criatura, Minos mandava de tempos em tempos pessoas para o Labirinto, para serem comidas pelo Minotauro. Uma dessas pessoas que foi até o Labirinto foi Teseu. A filha de Minos, Ariadne, se apaixonou por Teseu e encontrou uma forma de ajudá-lo. Dédalo deu a idéia para Ariadne de dar um novelo de lã para que ele entrasse no Labirinto e não se perdesse, podendo achar o caminho de volta. Teseu matou o Minotauro e conseguiu sair do Labirinto. Minos ficou com muita raiva de Dédalo, por ele ter ajudado sua filha. Como castigo, Minos colocou Dédalo e Ícaro, seu filho, dentro do Labirinto, de uma forma que ele não poderia sair de lá. Foi aí que Dédalo teve a idéia de criar asas para ele e seu filho. Eles conseguiram fugir do Labirinto, só que Ícaro ficou muito entusiasmado, e acabou voando para perto do sol, derretendo a cera que colava as penas da asas, caindo no mar.

Yggdrasil - A Árvore do Mundo

Yggdrasil ou Ygdrasill, era uma árvore (um freixo) que, na mitologia escandinava, era o eixo do mundo. Nas suas raízes, que se espalhavam pelos nove mundos, cujas mais profundas estão situadas em Niflheim, ficavam os mundos subterrâneos, habitados por povos hostis. O tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard "A Cidade Dourada", a terra dos Deuses, e Valhala ("O Salão dos Mortos"), local onde os guerreiros eram recebidos após terem morrido, com honra, durante as batalhas. Conta-se que nas frutas de Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade. Por esse motivo ela sempre é guardada por uma centúria de Valkírias, denominadas protetoras, e somente os deuses podem visitá-la. Nas lendas nórdicas, dizia-se que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta à vida e com apenas um de seus frutos, curaria qualquer doença. Yggdrasil é a árvore da vida, o alimento da alma e do corpo, o consolo do coração e o remédio que tudo cura. É o fim e o começo... Pois a árvore representa o núcleo do indivíduo que se encontra dentro de si mesmo – a fonte da vida, o saber divino e o destino de todas as coisas – a expressão máxima do mito nórdico.