terça-feira, 2 de março de 2010

A Deusa Pele


Pele é a Deusa vulcânica do povo polinésio do Havaí. De acordo com uma lenda, ela aparece para o povo como uma bela e misteriosa jovem diante de um vulcão, ou como uma velha curtida pelo tempo que acende o cigarro com um estalar de dedos. Sua presença ainda é extremamente marcante na história de seu povo, tanto como culto quanto em suas manifestações vulcânicas permanentes. São comuns oferendas de flores, cigarros, bebidas e jóias nas crateras do vulcão Kilauea, sua morada, assim como suas "aparições", como uma linda mulher pedindo carona para os desavisados turistas que passeiam em noite de lua cheia. Dizem que ela passeia vestida de vermelho e acompanhada por um cão branco. Se você cruzar com ela, recomendo-lhe a fazer o que ela lhe pede. E se você for ao Havaí, jamais remova qualquer rocha de seu vulcão, pois a deusa Pele castiga com muito azar todo aquele que mexer em objetos que estão sob a sua guarda. Embora suas sacerdotisas, as rainhas do Havaí, tenham se convertido ao cristianismo, quando houve a erupção de Mauna Loa, em 1880, a princesa Keelikolani recitou os velhos encantamentos, fez oferendas de panos de seda e gotejou brandy sobre a lava ardente. Pele então se acalmou. A deusa Pele foi uma das primeiras divindades que habitou as ilhas. Ela era uma deusa zelosa e apaixonada de uma cultura que praticava a poligamia. Esta primitiva sociedade era dominada pelo homem e regida por um código moral com severos tabus que ajudavam os havaianos a evitar a ira de Pele. Em 1990, Pele causou a mais devastadora erupção da história do vulcão Kilauea, que com sua fúria destruiu o povoado de Kalapana, na costa sul-oriental do Havaí. Mais de 100 casas, igrejas, escolas e parques foram arrasados por um ardente rio de lavas como prova da ira desta deusa. Quando o humo se dispersou, descobriu-se que a lava milagrosamente não havia devastado somente uma casa, a qual pertencia a um devoto adorador de Pele. Para os havaianos, este estranho incidente fora a prova da maldição de Pele e de seu poder para proteger e destruir. Duas plantas havaianas são associadas especificamente com Pele: a árvore "Ohi'a lehua" e o arbusto "ohelo". Pele também está relacionado com o chakra do plexo solar, que é onde armazenamos toda a nossa energia nervosa. A deusa Pele é reverenciada hoje como aquela capaz de retomar o equilíbrio da natureza. É esta deusa que mobiliza o centro da terra para reacomodar as energias perdidas. Pele é a deusa do fogo e dos vulcões. À medida que seus rios implacáveis de lavas causam destruição em marcha até o oceano, uma nova terra é criada, o que evidencia a dualidade da destruição e criação como arquétipo de transformação permanente. Para demonstrar sua devoção à deusa, os havaianos a glorificam com cantos e danças sagradas. Estas danças sensuais e místicas se denominam "Hula" e são o único vestígio da antiga vida havaiana.Os sons da hula não são compostos por mortais, mas pelo espírito de Pele que os transmitem aos seus cultuadores. Acredita-se que todos aqueles que aprendem as danças estão possuídos por Pele. Um erro nos passos representa que pele rejeitou o dançarino.

O poder de Pele permanece desconcertando geólogos e aferventando temores entre os seus adoradores. A Deusa Pele merece um lugar de destaque na grande mitologia da humanidade. Pele vivia com sete irmãos e seis irmãs em Kahiki (Thaiti). Um dia, se apaixonou por um rapaz, Hi’iaka. Mas o moço não se interessou por ela e se encantou com Lohi’au, sua irmã. Possessa, Pele mandou construir uma canoa bem forte que pudesse resistir à força das marés. Desiludida, ela foi para o Havaí. A pequena canoa, chamada, O ka-moho-ali’i, triunfou sobre a violência das ondas. Ao chegar à ilha, Pele se refugiou dentro do mais violento dos vulcões, o Kilauea. Até hoje, a cada erupção, os nativos juram que a lava do vulcão é a lágrima da deusa abandonada.

O Lobisomem de St. Bonnet


Um dos mais famosos lobisomens foi o francês Gilles Garnier, que viveu no século XVI, e cujas vítimas eram principalmente crianças.
Suas vítimas eram encontradas com as mesmas características. Corpos mutilados ou dilacerados, e partes do corpo comidas!

Finalmente as autoridades resolveram tomar providências, e em 15 de setembro de 1573, foi o assinado um decreto. A caça ao lobo assassino foi instituída, mas ele não seria capturado logo!

O Homem-Lobo de ST. Bonnet ai fez mais vítimas!
Somente dois meses depois se conseguiu chegar perto
do lobisomem quando aldeões escutaram gritos de uma criança seguidos pelos uivos de um lobo! Eles viram um homem fugindo, e ele foi reconhecido como Garnier!
Quando outro menino desapareceu, organizou-se uma expedição à casa de Garnier!
Gilles foi pego em flagrante, quando devorava mais uma vítima!
Garnier foi preso, juntamente com sua mulher, e confessou os crimes e disse que a esposa o ajudava a comer as vítimas.

Finalmente, Gilles foi queimado vivo! Mas não seria o primeiro nem o último lobisomem da França!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Maldição de Tutankamon

“A morte abaterá com suas asas quem perturbar o sono do faraó”Estas são as palavras esculpidas na entrada da tumba de Tutankamon. Aparentemente lenda ou não, uma estranha sucessão de acontecimentos fez com que os 'fellahs', ou operários das escavações, cuja mentalidade era muito mais supersticiosa que a européia, acreditassem com maior afinco em suposta maldição. Howard Carter havia trazido um canário durante o período das escavações em sinal de boa sorte. Alguns dias depois do descobrimento da tumba, o ajudante de Carter se aproximou da cabana onde havia ficado a gaiola e ficou horrorizado ao ver que uma cobra a havia aberto e estava devorando a ave. A história correu imediatamente e os operários consideraram tal incidente como mau presságio, uma advertência de todas as desgraças que ainda estavam por acontecer, já que, segundo considerava a antiga tradição egípcia, a deusa cobra "Wadjet" que protegia a realeza se encarregaria de se vingar dos inimigos do faraó. Porém o primeiro acontecimento que ultrapassou as fronteiras internacionais foi a morte de lorde Carnavaron. Dias antes da abertura dos sarcófagos e logo após o descobrimento da múmia de Tutamkamon, Carnavaron "foi picado por um mosquito", e após seis semanas de intensas febres e piora contínua, faleceu em 6 de abril de 1923, às duas da madrugada, quando tinha 57 anos de idade. Com a morte de lorde Carnavaron, o mecenas de tal escavação, as circunstâncias não poderiam ser mais mórbidas. A notícia se propagou com a mesma rapidez e interesse que o achado do tesouro, dando margem ao surgimento das mais alarmantes histórias sobre a desatada maldição de Tutamkamon contra todos aqueles que haviam ousado perturbar o descando do faraó, profanar a tumba e manipular seus bens guardados. Momentos antes de sua morte, Carnavaron, agonizando em seu leito, delirava com a figura de Tutankamon. Em um instante de aparente lucidez disse: "Tudo terminou para mim. Ouvi o chamado e me preparo...". Subitamente depois houve um apagão generalizado em todo Cairo - incluindo no quarto do Hotel Continental onde jazia -, e nesse exato instante faleceu. A companhia de energia elétrica não encontrou razão que explicasse aquele apagão, apesar de tais cortes na energia serem normais. A suposta maldição não só acabava de fazer sua primeira vitima humana, como também, no mesmo instante que expirava Carnavaron, na biblioteca do Castillo de Highclere, residência habitual do conde da Inglaterra, falecia tambem sua fox terrier: Susie. O magnata ferroviário norte-americano George Jay Gould viajou até o Egito para conhecer o fabuloso achado da tumba, que segundo rumores, havia sido o motivo da morte de seu amigo bom amigo Carnavaron. Um dia depois de visitar o lugar, teve uma febre muito alta e faleceu na mesma noite. O mesmo aconteceu a outro convidadado de destaque, o industrial inglês Joel Woolf, que tambem visitou a tumba. Durante sua viagem de regresso a Londres, adoeceu no barco e morreu antes de chegar a Inglaterra. Em 1924 o governo egípcio encarregou o radiologista ingles Archibald Douglas Reid de radiografar a mumia de Tutankamon. Um dia depois de haver realizado o trabalho, e durante sua viagem de regresso a Londres, começou a se sentir mal, falecendo poucos dias depois enquanto radiografava outra múmia. Por outro lado, Douglas Derry, professor de anatomia da universadade do Cairo, realizador da primeira autópsia na mumia do faraó, sofreu um ataque do coração em 1925; o mesmo que aconteceu ao diretor do departamento de quimica da Universidade e especialista em impressão de selos, Alfred Lucas, ainda que nenhum dos dois tenha falecido em consequência dos infartos. Três anos mais tarde, o arqueologo Arthur C. Mace, que havia colaborado com Howard Carter na abertura da camara sepulcral e ajudado a realizar as pesquisas, morreu em consequencia de febres cuja causa ninguem soube diagnosticar. Tambem no decorrer do mesmo ano de 1928 falecia um amigo pessoal de Carter, o arqueôlogo norte-americano e professor da universidade de Chicago, James Henry Breasted, de um repentino e violento colapso respiratório pouco tempo depois de visitar a tumba. Com os anos a lenda ganhava força. Cada vez que alguem tinha sua morte associada ao descobrimento, repercutia na imprensa mundial. Desse modo, um jornal alemão deu a noticia de informe telegráfico inglês que dizia: "Hoje, lorde Westbury, homem de setenta e oito anos, atirou-se, do setimo andar, pela janela de seu apartamento em Londres e morreu instantaneamente. O filho de lorde Westbury, Richard Bethell, que na época participou como secretário do pesquisador Carter na escavação da tumba de Tutankamon, tambem foi encontrado morto em sua casa, apesar de na noite anterior haver ido se deitar completamente suadavel. Não foi possível descobrir a causa de sua morte". Um ano antes da estranha morte de lorde Westbury, em fevereiro de 1929, falecia madame Elisabeth Carnavaron, curiosamente também por "picada de inseto". Meses antes, outro membro da família, Audrey Herbert, meio-irmão de Carnavaron, deixou este mundo em consequência de um "suicídio provocado durante um ataque de loucura".


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O Santo Graal


O Santo Graal é um dos mais antigos e enigmáticos mitos da humanidade. Sob uma análise superficial, é o cálice usado por Jesus Cristo, no episódio da Última Ceia e que contém seu sangue, que havia sido recolhido no momento da crucificação.O termo Graal, no francês arcaico, significa bandeja. Por outro lado, pode ter origem latina, no vocábulo Gradalis, que significa cálice. Já o termo Sangraal seria uma variação etimológica de Sangue Real.A origem do mito pode ser analisada sob um ponto de vista pré-cristão. Sabe-se que entre os celtas, recipientes utilizados para armazenar alimentos, eram considerados objetos sagrados. Este conceito estende-se ao caldeirão mágico (representando o útero da Deusa) referencial de ritos pagãos, capaz de renovar e ressuscitar.Portanto, partindo do princípio que os celtas instalaram-se em diversas regiões da Europa, inclusive onde atualmente é o Reino Unido, e as primeiras citações históricas do Graal referem-se às lendas arthurianas, que, por sua vez, surgiram nesta região, é possível que o mito do Cálice Sagrado tenha apenas se transportado através dos séculos e sido adaptado ao Graal; desta vez, através de uma releitura cristã. Porém, mesmo entre os celtas, já havia uma lenda semelhante de um valoroso líder que saía em busca de um caldeirão sagrado.Numa narrativa mais fantasiosa, o próprio Cristo, quando esteve na Cornualha, recebeu de presente um cálice de um druida (sacerdote celta). Jesus atribuía um valor especial e este objeto. Após o episódio da crucificação, José de Arimatéia decidiu levar o objeto, já santificado pelo sangue de Jesus, de volta ao sacerdote celta. Este sacerdote celta seria Merlin, o poderoso mago das lendas da Távola Redonda.Há, pelo menos, duas versões para justificar a origem e o desenvolvimento histórico do mito. Numa primeira análise, a lenda conta que José de Arimatéia recolheu no cálice utilizado na Última Ceia, o sangue de Jesus, no momento em que este era crucificado, após o último golpe de lança aplicado pelo soldado romano conhecido por Longinus.José, que era membro do Sinédrio (tribunal judeu) e um homem de posses, solicitou ao imperador Poncio Pilatos o corpo de Cristo como uma "recompensa" por seus préstimos ao império. Pilatos atendeu ao pedido e José enterrou o corpo de Cristo em suas terras.Após este fato, José de Arimatéia, que secretamente era seguidor de Cristo, teria sido feito prisioneiro pelos judeus por ocasião do sumiço do corpo de Cristo. José ficou muito tempo como prisioneiro numa cela sem janelas, alimentando-se apenas de uma hóstia diária, entregue por uma pomba que se materializava. Certa vez, o próprio Cristo surgiu diante de José entregou-lhe o Graal com a missão de protegê-lo.Após conquistar a liberdade, utilizou-se de uma conhecida rota comercial e viajou para Inglaterra, levando consigo o Cálice Sagrado. Ao chegar, reuniu alguns discípulos de Cristo e fundou uma pequena Igreja, onde atualmente há as ruínas da Abadia de Glastonbury. Porém, não é possível afirmar onde o Graal teria sido ocultado a partir deste momento.


Numa segunda versão, Maria Madalena (que em interpretações não-canônicas, poderia ser esposa de Cristo), teria tomado posse do cálice e levado para a França, onde passou o resto da vida.Em ambas versões, após o Cálice Sagrado chegar em terras européias, seja através de Maria Madalena ou José de Arimatéia, segue diversas rotas entre os alguns países deste continente e confunde-se entre a história e a literatura medieval.
A continuidade mais conhecida sobre o destino do Graal, atesta que este teria ficado sob a tutela dos Templários. Assim, os Cavaleiros teriam levado o cálice para a aldeia francesa de Rennes-Le-Château. Sob outra narrativa, o Graal teria sido levado para a cidade de Constantinopla e em seguida para Troyes, onde no período da Revolução Francesa (a partir de 1789), teria desaparecido misteriosamente.Uma outra versão atesta que os cátaros, um grupo cristão que vivia isolado na fortaleza de Montsegur e pregava uma fé simples, oposta às imposições clericais, ocultavam uma relíquia religiosa de valor muito alto. Mas, em meados do século XIII, os cátaros foram vítimas de uma invasão de cruzados ordenada pelo Papa. Mais de duzentos membros da doutrina foram queimados sob a acusação de heresia e a misteriosa relíquia desapareceu durante a investida dos soldados. Mas não há nenhuma evidência confiável indicando que fosse o Graal.Neste mesmo período, surgem boatos de que os cruzados que regressavam de Jerusalém traziam consigo uma âmbula contendo o sangue de Cristo; contradizendo e confundindo ainda mais a rota histórica do Santo Graal.Entretanto, através de estudos arqueológicos e investigações profundas, tomando como base também os primeiros registros literários, foi possível traçar uma linha mais próxima da realidade sobre a trajetória do Graal na Europa e na história.Inicialmente, nos primeiros três séculos após chegar em solo europeu, o cálice teria ficado na Itália. Por volta do século III, o monge São Lourenço o levou para a região dos Pirineus Orientais, na Espanha. Noutra versão, seria um ermitão de nome Juan de Atares.Ainda, seguindo a rota sugerida nas obras literárias medievais, principalmente em Parzifal (Wolfram von Eschenbach), o cálice teria sido ocultado no monastério de San Juan de La Penha, na cadeia montanhosa dos Pirineus. Neste ponto há uma conexão real entre a obra de Eschenbach e o relato histórico do monge São Lourenço que conduziu o cálice até os Pirineus.Ainda tomando por base a obra Parzifal, porém, havendo neste ponto um "vácuo histórico", o Santo Graal passa por Zaragoza e surge, desta vez, na Catedral de Valência, na qual há uma pequena capela, construída no século XIV, conhecida como Capela do Santo Cálice. Neste local, aos olhos dos visitantes mas protegido por um sacrário à prova de balas, encontra-se um cálice ostentado há mais de seiscentos anos como o legítimo Santo Graal.As evidências científicas atestam que esta relíquia foi produzida entre a segunda metade do primeiro século antes de Cristo e a primeira metade do primeiro século da era Cristã. Ainda, esta peça foi produzida em ágata roxa na região de Alexandria ou Antioquia; mas, posterior-mente, já na Espanha, no século XIII, recebeu adornos de ouro e de pedras preciosas como esmeraldas e rubis, tendo o conjunto uma altura de aproximadamente 17 centímetros.Portanto, é cientificamente comprovado que o Cálice da Catedral de Valência foi produzido no período e região correspondente à versão cristã do Santo Graal. Mas a Igreja não o aceita como uma relíquia religiosa e também não é possível atestar que seja este o cálice que comportou o sangue de Cristo.Entre tantos aspectos simbólicos atribuídos ao Graal, muitos nasceram na interpretação dos artistas que, ao longo dos séculos, recondicionaram a lenda de diversas formas, principalmente na literatura medieval.Por volta do ano 1190, o romance de Chrétien de Troyes intitulado Le Conte du Graal, narra a busca pelo cálice. Trata-se de um poema inacabado contendo nove mil versos que abordam a busca pelo Santo Graal. Interessante é que o lendário Rei Arthur não participa diretamente da epopéia, que finaliza sem que o objeto almejado seja encontrado. Esta obra foi o ponto de partida para as obras futuras abordando o tema.Entre 1200 e 1210, o francês Robert de Boron, publicou Roman de L'Estoire du Graal; o que popularizou ainda mais o tema e inseriu os elementos históricos não muito diferentes dos que são conhecidos atualmente. Outra obra de Boron, Joseph d'Arimathie, traça conexões simbólicas interessantes ao citar que José de Arimatéia foi ferido na coxa por uma lança. Em outra versão, o ferimento é nos órgãos genitais. Percebe-se, portanto, uma associação entre a lança, arma utilizada pelos soldados romanos, e a espada, principal arma e uma das maiores referências das lendas arthurianas (como a mítica Excalibur). Assim, o ferimento nos genitais sofrido por José em virtude de sua quebra do voto de castidade, associa-se à traição de Lancelot, um dos componentes da Távola Redonda e homem de confiança de Arthur, que tornou-se amante de Guinevere, esposa do Rei.Nesta mesma época, a obra Parzifal do autor alemão Wolfram von Eschenbach associa o Graal a uma esmeralda também chamada Exillis, Lapis exillis ou Lapis ex coelis (pedra caída do céu). Esta esmeralda seria parte do terceiro olho de Lúcifer, que se partiu quando o anjo se rebelou contra o Reino Divino. Uma das partes desta esmeralda teria sido entregue aos templários para que ficasse protegida de intenções malignas. Deste modo, pode-se entender também que a esmeralda (que neste caso é o Santo Graal) faz alusão à mítica Pedra Filosofal dos alquimistas.Já na obra Le Grand Graal, continuação de autoria anônima da epopéia de Robert de Boron, o Graal é um livro escrito por Jesus, que apenas aqueles que estivessem "imersos na Graça Divina" poderiam lê-lo e compreendê-lo.O livro The Holy Grail, Its Legends and Symbolism, de Edward Waite, reúne vários elementos utilizados nas lendas medievais sobre o Graal. Joseph Goering, professor de história da Universidade de Toronto e autor de The Virgin and the Grail (A Virgem e o Graal), acredita que as pinturas datadas do século XII encontradas em oito igrejas nos Pirineus, entre a França e a Espanha, ilustram a Virgem Maria segurando um recipiente luminoso conhecido pelo nome de graal no dialeto local. O americano Dan Brown, autor de O Código Da Vinci, também cita amplamente o Graal em sua obra e conecta a vida de Jesus Cristo, Maria Madalena, Leonardo Da Vinci e outras referências históricas sob uma perspectiva fictícia.Ainda, seja sob a ótica cristã ou pagã, muitos dos aspectos do Graal estão relacionados com a busca da perfeição. Por exemplo, quando Arthur e os cavaleiros partem em busca do Cálice Sagrado que poderia evitar a queda de seu reinado, estão buscando virtudes como nobreza e justiça.Arthur e a Távola Redonda podem ser, respectivamente, associados a Jesus e seus apóstolos. Judas Iscariotes é o seguidor que traiu seu líder (Jesus Cristo) assim como Lancelot traiu Arthur ao se envolver com Guinevere. A lança que fere Cristo pode ser interpretada como o elemento masculino; o cálice como o útero feminino. Portanto, há o simbolismo do sangue nobre (de Jesus Cristo) fecundando o "útero mágico" representado pelo Graal.No entanto, o Santo Graal pode ser uma metáfora que refere-se à própria Maria Madalena que, sendo ela esposa de Cristo (em interpretações, obviamente, não aceitas pela Igreja), seria portadora da linhagem sagrada do Filho de Deus.Através de uma análise histórica, o Graal pode ser compreendido como a motivação que os cruzados encontraram após a decepção das mal sucedidas batalhas na Terra Santa. Neste caso, o Graal representa um novo ideal de vida aos que foram derrotados pelos "infiéis".Sob um ponto de vista mais amplo, o Santo Graal, Rei Arthur e a lendária Excalibur são arquétipos distintos que traçam um mesmo conceito: o Rei (líder) virtuoso que, por seus méritos, conquista uma poderosa espada e torna-se invencível, partindo em busca de um objeto mágico capaz de restabelecer a ordem, a paz e a prosperidade em seu reino.De qualquer forma, na condição de uma relíquia histórica da cristandade ocidental, não é possível avaliar o Santo Graal encontrado atualmente em Valência ou o Santo Graal metafórico do imaginário medieval; pois ambos têm valores distintos e igualmente incalculáveis. O Santo Graal é uma referência secular de valores humanos perdidos que, simbolicamente, serão resgatados por um profeta, um valente guerreiro, um líder de uma nação ou simplesmente por quem se revelar digno de portá-lo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Shiva

Conhecido como MAHADEVA, o supremo dos deuses, um dos três principais deuses do panteão hindu, SHIVA, é o deus da renovação. As vezes ele é visto como NATARAJA – o deus das artes e das danças, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais. Numa de suas mãos ele carrega um pequeno tambor que anuncia a criação e noutra, o fogo da renovação. Sua mão estendida representa sua força superior, e o pé levantado simboliza a liberação. .Ele dança sobre um demônio que representa a escuridão e o mal, estando assim, acima da ignorância e de todo mal, e em seu braço direito há uma serpente demonstrando que SHIVA domina todas as riquezas naturais. As lendas dizem que o rio Ganges nasce de sua cabeça. SHIVA é o controlador de toda a ira e é conhecido por sua imensa benevolência e misericórdia, concedendo-a a todos mui facilmente. As vezes ele é encontrado num estado de meditação, demonstrando que é o deus da Yoga.
SHIVA é o senhor de DURGA – a deusa da natureza material – e é transcedental a qualquer desejo ou ilusão material . Ele é o pai de Ganesha – o deus da boa sorte e prosperidade.
De acordo com as escrituras Védicas, SHIVA é o símbolo máximo da potência masculina. Em seu planeta, a montanha KAILASA, existem apenas entes femininos, e quem quer que pise na terra dele, imediatamente se transforma em mulher.
SHIVA, possui um terceiro olho que sempre permanece fechado, pois no momento em que abri-lo, toda a criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação. Dizem os orientais que SHIVA protege a casa dos seus seguidores de todos os tipos de males.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Os Ventos


Na mitologia grega, os ventos (em
grego, Άνεμοι — "Anemoi") eram 9 deuses responsáveis pelo vento. Éolo, deus dos ventos, comandava todos os ventos; tanto as brisas leves quanto as piores tempestades. A cada um dos outros deuses era atribuído uma direção cardinal. Em especial a genealogia dos Quatro Grandes Ventos é controversa, por vezes são colocados como titãs, portanto filhos de Urano, o céu e Gaia a terra. Entretanto existem outras descrições.

Quatro Grandes Ventos:

  • Bóreas (N), o vento norte, frio e violento;
  • Zéfiro (O), o vento oeste, suave e agradável;
  • Eurus (L), o vento leste, criador de tempestades;
  • Nótus (S), o vento sul, quente e formador de nuvens;
Ventos Menores:
  • Kaikias (NE), o vento nordeste;
  • Apeliotis (SE), o vento sudeste;
  • Lips (SO), o vento sudoeste;
  • Siroco (NO), o vento noroeste;

Moiras

Na mitologia grega as moiras (em grego antigo Μοῖραι) eram as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses quanto dos seres humanos, eram três mulheres lúgubres, responsáveis por fabricar, tecer e cortar aquilo que seria o fio da vida de todos os indivíduos. Durante o trabalho, as moiras fazem uso da Roda da Fortuna, que é o tear utilizado para se tecer os fios, as voltas da roda posicionam o fio do indivíduo em sua parte mais privilegiada (o topo) ou em sua parte menos desejável (o fundo), explicando-se assim os períodos de boa ou má sorte de todos. As três deusas decidiam o destino individual dos antigos gregos, e criaram Têmis, Nêmesis e as Erínias. Pertenciam à primeira geração divina (os deuses primordiais), e assim como Nix, eram domadoras de deusas e homens.As moiras eram filhas de Nix. Moira, no singular, era inicialmente o destino. Na Ilíada representava uma lei que pairava sobre deuses e homens, pois nem Zeus estava autorizado a transgredi-la sem interferir na harmonia cósmica. Na Odisséia aparecem as fiandeiras. Os poetas da antiguidade descreviam as moiras como donzelas de aspecto sinistro, de grandes dentes e longas unhas. Nas artes plásticas, ao contrário, aparecem representadas como lindas donzelas. As Moiras eram:
  • Cloto (Κλωθώ; klothó) em grego significa "fiar", segurava o fuso e tecia o fio da vida. Junto de Ilítia, Ártemis e Hécate. Cloto atuava como deusa dos nascimentos e partos.
  • Láquesis (Λάχεσις; láchesis) grego significa "sortear" puxava e enrolava o fio tecido, Láquesis atuava junto com Tyche, Pluto, Moros e outros, sorteando o quinhão de atribuições que se ganhava em vida.
  • Átropos (Ἄτροπος; átropos) em grego significa "afastar", ela cortava o fio da vida, Átropos juntamente a Tânatos, Queres e Moros, determinava o fim da vida.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Erínias




As Erínias (Fúrias para os romanos – Furiæ ou Diræ) eram personificações da vingança, semelhantes a Nêmesis. Enquanto Nemesis punia os deuses, as Erínias puniam os mortais. Eram Tisífone (Castigo), Megera (Rancor) e Alecto(Interminável). Viviam nas profundezas do tártaro, onde torturavam as almas pecadoras julgadas por Hades e Perséfone. Nasceram das gotas do sangue que caíram sobre Gaia quando o deus Urano foi castrado por Cronos. Pavorosas, possuíam asas de morcego e cabelo de serpente. As Erínias, deusas encarregadas de castigar os crimes, especialmente os delitos de sangue, são também chamadas Eumênides (Εὐμενίδες), que em grego significa as bondosas ou as Benevolentes, eufemismo usado para evitar pronunciar o seu verdadeiro nome, por medo de atrair sobre si a sua cólera. Em Atenas, usava-se como eufemismo a expressão Semnai Theai (σεμναὶ θεαί), ou deusas veneradas.


  • Alecto, (Ἀληκτώ, a implacável), eternamente encolerizada. Encarrega-se de castigar os delitos morais como a ira, a cólera, a soberba, etc. Tem um papel muito similar ao da Deusa Nêmesis, com diferença de que esta se ocupa do referente aos deuses, Alecto tem uma dimensão mais "terrena". Alecto é a Erínia que espalha pestes e maldições. Seguia o infractor sem parar, ameaçando-o com fachos acesos, não o deixando dormir em paz.
  • Megaira, que personifica o rancor, a inveja, a cobiça e o ciúme. Castiga principalmente os delitos contra o matrimônio, em especial a infidelidade. É a Erínia que persegue com a maior sanha, fazendo a vítima fugir eternamente.Terceira das fúrias de Ésquilo, grita ininterruptamente nos ouvidos do criminoso, lembrando-lhe das faltas que cometera.
  • Tisífone, a vingadora dos assassinatos (patricídio, fratricídio, homicídio…). É a Erínia que açoita os culpados e enlouquece-os.

Hécate



Hécate, Deusa anciã e sábia, de origem grega, preside sobre os caminhos. Conhecida como a Deusa das três passagens, guardiã da casa, Deusa da Magia e protetora das bruxas, assim como de tudo o que era recém nascido.Durante anos foi extensamente cultuada pelos povos antigos como uma bela e poderosa Deusa, atualmente é descrita como uma bruxa velha que meche o caldeirão.Foi a única dos antigos Titãs que Zeus permitiu que mantivesse sua autoridade, depois que ele obteve o controle do Olímpo. Ele dividia apenas com Hécate, o poder de dar vida humana a qualquer coisa ou de tirar. Vista como uma Deusa lunar, seus reinos são a terra, o mar e o céu, com o poder de criar e reter tempestades, amante da solidão; uma Deusa virgem. Ainda que vista andando nas estradas ou cemitérios durante a Lua Nova; é descrita como brilhante e luminosa. Por isso os estudiosos a comparam a Astéria, a Deusa Titã da Luz Brilhante, Deusa Estrela, em relação ao seu aspecto Lunar, pois ambas seriam vistas tardiamente no repouso da terra. Em outro período foi considerada filha de Astéria, e por igual sensibilidade carrega consigo uma tocha para os peregrinos. Hécate, a Deusa do submundo e dos mortos, simpática e tolerante com aqueles que não tem medo, nem a enxergam de maneira errônea. Rainha da Noite viajava com fantasmas. Para adquirir sua proteção era comum oferecer o fogo lateral na área esterna da casa, do qual os desabrigados eram os beneficiários reais. Alimentos também eram deixados nas encruzilhadas em sua honra, nas junções onde três estradas convergiam. Erguiam um mastro na interseção e três máscaras eram penduradas para pedir sua orientação sobre o melhor caminho. Elas também poderiam ser enfeitadas e postas nas entradas das casas e hospedarias, para que Hécate impedisse os espíritos de entrar. Com o tempo foi vista como filha de Hera e Zeus na mitologia grega. Num mito, ela causou a ira de sua mãe roubando seu rouge, e o escondendo em baixo da cama de uma mulher que dava a luz, o contato com o sangue do nascimento tornou Hécate impura e ela foi mergulhada em Acheron, um dos rios de Hades, para ser limpa, mas acabou sendo afastada do fluxo do rio. O roubo do rouge é uma metáfora para a menopausa de Hera, onde começa então a menstruação de Hécate. Hera não aceitou estar entrando na menopausa e a responsabilizou. Desta forma se tornou a protetora das mulheres na hora do parto, conferindo saúde e crescimento a criança. Considerada uma Deusa Tríplice e acompanhada assim com o símbolo da sabedoria, possui o aspecto de donzela, mãe e anciã ao mesmo tempo, tendo desta forma a habilidade de ver em diversos sentidos, até mesmo o passado, o presente, e futuro. Por esta razão, existem três descrições distintas deste aspecto da Deusa. O primeiro sendo vista com três cabeças; o segundo de uma anciã sozinha acompanhada por três cães sagrados, e o terceiro e ultimo na figura de uma anciã possuindo um cão com três cabeças.Seu mito mais relevante foi quando Hécate testemunhou a abdução de Perséfone, filha de Demeter, por Hades Deus do inferno, e atuou como mediadora entre eles, barganhando então junto a Zeus um acordo de resgate. Entretanto Hades durante a despedida, faz com que Perséfone coma sementes de romãs encantadas, o que a obriga a passar a metade de todos os anos com ele no submundo, e a outra metade com sua mãe. Hécate realiza então a iniciação de Perséfone aos mistérios do submundo, e se torna a sua confidente a acompanhando sempre em seu retorno ao mundo superior. Hades grato era mais do que hospitaleiro, honrando Hécate como uma proeminente e permanente convidada no mundo espiritual. Desta forma ela passa a ajudar nos ritos de passagem para o além, e também a preparar a pessoa para seu retorno a próxima vida, em todo o processo de morte e renascimento.


Ninfas

As Ninfas eram figuras mitológicas na Grécia Antiga. Eram espécies de deusas-espíritos da natureza. Os gregos acreditavam que elas habitavam os campos, lagos, montanhas e bosques, sendo responsáveis por levar alegria e felicidade para as pessoas. Representavam o dom de fertilidade da natureza. Muitas ninfas eram a personificação de características e qualidades de deusas e deuses gregos. Em grego a palavra ninfa (nimphe) possuía vários significados, entre eles, noiva e botão de rosa. Muitas ninfas eram aladas (possuíam asas). Hérmia era considerada, na mitologia grega, a deusa de todas as ninfas. Os gregos antigos prestavam muita devoção às ninfas, sendo comum as homenagens a estes seres mitológicos.

De acordo com o local onde habitavam, as ninfas recebiam diversas classificações:
- Efidríades: ninfas das águas - Epigéias: ninfas da terra - Náiades: ninfas das águas doces - Oreádes: ninfas das montanhas - Dríades: ninfas das florestas
- Alseídes: ninfas das flores

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Strega


No Império Romano, o vampiro era uma bruxa que, em forma de coruja, atacava crianças para sugar seu sangue. Elas eram chamadas de Strix, o que culminou em strega, italiano para bruxa. A strega, mesmo durante o Império Romano, já tinha características vampirescas. Voava à noite, sugava o sangue de crianças e se envolvia sexualmente com homens que acabavam drenados. Em outras versões ela aparece sendo descrita como um ser voador que suga sangue para poder sobreviver, tendo a forma de pássaro com asas parecidas às de um morcego e olhos amarelos, quatro patas com que se agarra às suas vítimas e um bico longo com o qual chupa o sangue. As lendas romanas contam que quando ela ataca, é quase impossível que se separe do corpo da sua vítima até que termine de sugar o seu sangue, a não ser que seja morto. As vítimas morrem instantaneamente. Muito do que foi usado no combate ao Vampiro foi também usado contra a strega, tanto é que Carlos Magno teve de promulgar uma lei que proibia queimar ou canibalizar stregas. Ambas as práticas foram adoptadas contra o vampiro, inclusive comer pedaços dele como forma de cura. O lobisomem também foi um fenómeno conhecido em Roma e na Itália.

Mulo


O Mulo era a forma mais conhecida de vampiro cigano, um morto-vivo que atacava durante a noite e voltava ao amanhecer para sua sepultura. Como a maior parte de todos os vampiros ele era um ser etéreo. Podia assumir várias formas animais, e seus ataques dizimaram algumas famílias e inúmeras cabeças de gado. Alguns relatos sobre o Mulo mencionam as relações sexuais entre o Vampiro e sua esposa, ou amante, ainda viva. Essas relações poderiam ir das mais calmas às mais violentas. O Mulo poderia gerar filhos dessas uniões, e eles eram vampirovic, vampiro filho, ou lampirovic, pequeno vampiro, em idioma sérvio-croata. Outro nome para o filho de um vampiro é dhampir. Para os sérvios, o Dhampir, filho do vampiro, tinha poderes especiais para detectar e destruir vampiros. Dessa forma, famílias que tinham sangue vampírico se tornaram caçadoras de vampiros.