quarta-feira, 8 de julho de 2009

Bloody Mary

Em 1978, o especialista em folclores, Janet Langlois, publicou nos Estados Unidos uma lenda que até hoje aterroriza os jovens do mundo inteiro, principalmente da América. Trata-se de Bloody Mary, conhecida também como A Bruxa do Espelho, um espírito vingativo que surge quando uma jovem, envolta em seu cobertor, sussurra, à meia-noite, iluminado por velas. diante do espelho do banheiro, 13 vezes as palavras Bloody Mary.
Segundo a lenda, o espírito de uma mulher cadavérica surge refletido no espelho e mata de forma sangrenta e violenta as pessoas que estão no banheiro. Há quem diga que Mary foi executada há cem anos atrás por praticar as artes negras, mas há também uma história mais recente envolvendo uma bela e extremamente vaidosa adolescente que, devido a um terrível acidente de automóvel, ficou com
a face completamente desfigurada. Sofrendo muito preconceito, principalmente de seus amigos e familiares, ela decidiu vender a alma ao diabo pela chance de se vingar dos jovens que cultivam a aparência.
Muitos confundem a lenda da bruxa do espelho com a história da Rainha Maria Tudor (Greenwich 1516 - Londres 1558), filha de Henrique VIII e de Catarina de Aragão. Tendo se tornado rainha em 1553, esforçou-se para restabelecer o catolicismo na Inglaterra. Suas perseguições contra os protestantes valeram-lhe o cognome "Maria, a Sanguinária" (Bloody
Mary).


Em 1554, desposou Filipe II da Espanha. Essa união, que indignou a opinião pública inglesa, ocasionou uma guerra desastrosa com a França, que levou à perda de Calais (1558). Dizem que a Rainha, para manter a beleza, tomava banho com sangue de jovens garotas, mas é um fato não confirmado em sua biografia. No princípio da década de 70, muitos jovens tentaram realizar o ritual pois era comum nas casas suburbanas a presença de longos espelhos nos banheiros e sem janelas (pouca iluminação). Há um caso famoso de uma jovem nova-iorquina que dizia não acreditar na lenda, mas após realizar a "mórbida brincadeira", levou um empurrão (é o que os familiares dizem), quebrou o lavatório e foi encontrada em estado de coma.
A jovem ainda vive nos EUA, mas sua identidade é um sigilo absoluto. Por que ainda hoje as crianças racionais continuam a chamar pela Bloody Mary, arriscando a vida diante de uma possível tragédia? O escritor Gail de Vos traz-nos uma explicação: "As crianças com idade entre 9 e 12 anos vivem numa fase que os psicólogos chamam de síndrome de Robinson. Este é o período em que as crianças precisam satisfazer seus desejos por aventura, arriscando-se em rituais, jogos e em brincadeiras no escuro. Eles estão constantemente procurando um modo seguro de extrair prazer e desafiar seus medos.
É possível que essas crenças em bruxas do espelho tenham a sua origem nos velhos tempos, através das simpatias envolvendo jovens solteiras e futuros maridos. Há muitas variações desses rituais em que as jovens solteiras cantavam rimas diante dos espelhos e olhavam de súbito pois seria possível ver o reflexo do homem com quem vão casar. Já o conceito de espelhos como o portal entre o mundo da realidade e o sobrenatural também veio de épocas remotas. Antigamente, era comum cobrir os espelhos de uma casa em que uma morte tenha acontecido até o corpo ser levado para o enterro. Dizem que se por relance o corpo passar diante de algum espelho, o morto permaneceria na casa, pois o espelho apoderar-se-ia do seu espírito.

sábado, 20 de junho de 2009

Adamastor

Adamastor é um mítico gigante baseado na mitologia greco-romana, referido por Luís de Camões n'Os Lusíadas. Representava as forças da natureza contra Vasco da Gama sob a forma de uma tempestade, ameaçando a ruína daquele que tentasse dobrar o Cabo da Boa Esperança e penetrasse no Oceano Índico, os alegados domínios de Adamastor.É o nome atribuído a um dos gigantes, filhos de Terra, que se rebelaram contra Zeus. Fulminados por este, ficaram dispersos e reduzidos a promontórios, ilhas e fraguedos. O seu nome surge, certamente, pela primeira vez com Sidónio Apolinário.Foi popularizado ao ser usado com verdadeira mestria pelo poeta português Luís de Camões, no Canto V da epopeia portuguesa Os Lusíadas, como o gigante do Cabo das Tormentas, que afundava as naus, e cuja figura se desfazia em lágrimas, que eram as águas salgadas que banhavam a confluência dos oceanos Atlântico e Índico. O episódio do Adamastor representa, assim, em figuração grandiosa e comovida, a sua oposição à audácia dos navegadores portugueses e a predição da história trágico-marítima que se lhe seguiria.O Adamastor tem não só o papel de reforçar o positivismo da viagem, assim como o Velho do Restelo. Também dá ênfase ao «mais que humano feito» (feito sobrehumano) referido na proposição. Realçando a coragem do Herói, individual ou colectivo, que enfrenta, apesar do medo, desafios superiores do poder do Homem, porque renega a sua emoção seguindo a ordem de el-rei.Na continuação do episódio, o narrador mostra-nos como este gigante tem uma fraqueza, um amor impossível, mostrando que até o mais poderoso ser padece dessa doença benigna que é o amor.A sul do Cabo Bojador erguia-se um conjunto de lendas e superstições que a imaginação mitogénica criara a partir do mundo desconhecido. Os marinheiros quatrocentistas não podiam deixar de sentir o mistério que envolvia a transposição de tais obstáculos. As lendas representavam o medo do que havia no tenebroso cabo e para além dele.À custa de uma experimentação contínua, os marinheiros portugueses aprenderam a recusar esses mitos e chegaram com Bartolomeu Dias ao Cabo das Tormentas, conhecido pela impossibilidade de se navegar, e que, passando a se chamar Cabo da Boa Esperança, lhes abria as portas da Índia. Os mares desse cabo serviram muitas vezes de sepultura a naus e a gentes carregadas de riquezas e de desilusões, como que comprovando as profecias do Adamastor. Bocage escreveu um belo soneto relativo ás profecias do Adamastor:


Adamastor cruel!... De teus furores
Quantas vezes me lembro horrorizado!
Ó monstro! Quantas vezes tens tragado
Do soberbo Oriente dos domadores!
Parece-me que entregue a vis traidores
Estou vendo Sepúlveda afamado,
Com a esposa, e com os filhinhos abraçado
Qual Mavorte com Vênus e os Amores.
Parece-me que vejo o triste esposo,
Perdida a tenra prole e a bela dama,
Às garras dos leões correr furioso.
Bem te vingaste em nós do afouto Gama!
Pelos nossos desastres és famoso:
Maldito Adamastor! Maldita fama!
É mencionado por Voltaire no capítulo dedicado a Camões do Essai sur la poésie épique. Aparece também na obra de Victor Hugo por duas vezes: em Os Miseráveis (Tomo III, Marius, cap III) e num poema dedicado a Lamartine (Les Feuilles d'automne, cap IX). Alexandre Dumas refere o gigante por seis vezes nas suas obras: em O Conde de Monte Cristo (cap. XXXI), Vinte anos depois (cap. LXXVII), Georges (cap I), Bontekoe, Les drames de la mer, (cap I), CauseriesMes Mémoires (cap. CCXVIII). É também mencionado por Saramago, em sua obra chamada Intermitências da Morte (pág 65).


Gigante



Gigantes são figuras comuns em folclores e lendas, sendo caracterizados como humanos ou humanóides de grande tamanho, que varia em cada lenda. Graças à sua grande estatura são atribuídos a gigantes grandes força e resistência, algumas vezes são retratados como burros e ignorantes e outras como inteligentes e até amigáveis. Um conceito simples, gigantes aparecem em lendas e historias de todos o mundo, até mesmo sendo citados na Bíblia.Os gigantes para a mitologia nórdica são os inimigos dos deuses supremos, como Geirrord, que trava uma batalha mortal com Thor, o qual é filho do poderoso deus Odin. Estes seres são enormes em suas proporções físicas e têm a capacidade de se transformarem em quaisquer criaturas (animada ou inanimada) dos quatro cantos do mundo. Assim, tendo o poder de enganar qualquer um que passar pelos seus caminhos.

sábado, 6 de junho de 2009

Fada Morgana


Morgaine Le Fay ou Morgana Le Fay, sendo conhecida na Grã-Bretanha como Morgana das Fadas, dentre outros nomes, aparece nas histórias do Rei Artur. O nome morgaine tem origem celta e quer dizer Mulher que veio do mar pode se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana traduzindo Fada Morgana, que é um fenômeno de ilusão óptica. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgaine foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha, em outras versões, foi meia-irmã de Artur, uma feiticeira maligna que queria de todas as formas retirar sua poderosa espada Excalibur. Sendo Filha de Igraine e Gorlois, Duque da Cornualha. Morgaine é treinada por sua tia Viviane na ilha de Avalon para se tornar a Senhora do Lago ou como também é chamada Dama do Lago/Senhora de Avalon. Morgaine teve um filho de Arthur depois de um ritual sagrado ( Beltane ), essa criança se chamava Gwydion que após ir para corte de Arthur toma o nome de Mordred. Mais tarde este seria um dos inimigos de Arthur. Mordred depois de ter ferido seu próprio pai em uma luta para tomar o trono acaba morto. Morgaine vendo seu irmão morrer e escutando seu pedido o leva para Avalon, onde o tempo transcorre de forma diferente do mundo dos humanos. Alí Arthur lança Excalibur no lago e morre, Morgaine leva seu corpo para ser enterrado em Avalon (em algumas histórias, o Rei Arthur, ferido em combate, é levado pela Dama do Lago, a uma Avalon mística do Além paralela a real, onde Artur permanece retirado do mundo e para sempre imortal. Em algumas versões da lenda, ele não resiste à viagem e morre tendo sido enterrado então em Avalon, em outras, ele estaria só dormindo, esperando pra voltar num futuro próximo, pois, a ilha seria um refúgio de espíritos,o que permitira a ele permanecer vivo por artes mágicas). Depois a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos Saxões.

Nos livros "As Brumas de Avalon" de Marion Zimmer Bradley, que recontam a história do Rei Artur, nela, Morgaine é uma sacerdotisa sagrada da Grande Mãe. Apesar da história de Marion ser pouco realista, retoma laços importantes de Morgaine com a cultura pagã atual. Colocar Morgaine numa posição de poder e conhecimento confere às mulheres uma importante retomada de sua posição forte no culto à Deusa, base do Druidismo Matriarcal. Morgaine das Fadas é um dos personagens mais fortes nas lendas Arthurianas, como sua inimiga, ou como sua amiga, sua amante ou irmã, Morgaine encanta, aterroriza e engrandece essa antiqüíssima lenda que povoa nossa cultura há tanto tempo. Uma das versões da personagem apareceu nos quadrinhos de Camelot 3000 e nos desenhos animados da Liga da Justiça.




A Vampira Mercy Brown




Em 1892, o estado de Rhode Island, nos Estados Unidos da América, viveu um dos casos de vampirismo mais estranhos de todos os tempos. Em um curto espaço de tempo, vários membros da família Brown começaram a morrer de uma doença misteriosa, que nenhum médico conseguia descobrir.
Depois que Mary Brown e suas duas filhas, Mercy Lena e Mary Olive, morreram da estranha doença, foi a vez de Edwin, o caçula da família, adoecer. Em uma noite, Edwin acordou de um pesadelo e disse para seu pai que Mercy, sua irmã havia aparecido em um sonho em que ela pressionava seu peito até que ele não pudesse mais respirar. Mais tarde o povo de Exeter Woods começou a relatar avistamentos noturnos do fantasma de Mercy Brown. Muito assustados com os acontecimentos, todos começaram a desconfiar que uma das mulheres mortas teria se tornado uma Vampira, e estaria sugando o sangue dos familiares.
Os moradores então convenceram o Sr. George Brown, pai de Edwin, que uma maldição havia caído sobre sua família, e que os cadáveres das mulheres precisariam ser exumados. Dentro do caixão de Mary e de sua filha Mary Olive, pouco mais do que ossos foram encontrados. Mas a tumba de Mercy revelou que, mesmo enterrada há dois meses, seu corpo permanecia intacto!
O coração da suposta Vampira foi arrancado (ainda sangrava!), queimado, e as cinzas foram misturadas em um medicamento para salvar a vida do pequeno Edwin. Infelizmente, a poção não surtiu o efeito esperado e ele veio a falecer logo depois. Pelo menos ninguém mais da família adoeceu e as mortes cessaram. Até hoje, muitas pessoas afirmam que uma luz azul brilhante pode ser vista perto da lápide de Mercy, nas noites mais escuras de Rhode Island...
Até os dias de hoje, os moradores locais deixam oferendas no túmulo de Mercy Brown.
Túmulos da Família Brown

Caso Roswell


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O Caso Roswell, ou Incidente em Roswell diz respeito a uma série de acontecimentos ocorridos em julho de 1947 na localidade de Roswell(Novo México, EUA), onde um OVNI teria caído.No dia 8 de julho de 1947, em Roswell (Novo México, Estados Unidos) o jornal Roswell Daily Record publicou em primeira página a notícia de que o 509º Grupo de Bombas do Exército havia tomado posse dos destroços de um disco voador: RAAF [Roswell Army Air Field] captura disco voador em rancho na região de Roswell, era o título da manchete.A notícia causou rebuliço na cidade, mas já no dia seguinte o jornal desmentia a história: A notícia sobre os discos voadores perde o interesse. O disco do Novo México é apenas um balão meteorológico. Os destroços haviam sido encontrados originalmente por um fazendeiro chamado Mac Brazel, que deu uma entrevista ao Roswell Daily Record contando como foi o achado, publicada no dia 9 de julho. Ele disse que no dia 14 de junho, enquanto andava a cavalo com o seu filho Vernon de 8 anos, deparou-se a cerca de 12 quilômetros do rancho em que vivia com uma série de destroços. Acostumado a encontrar restos de balões meteorológicos, não lhes deu importância de início, só vindo a recolher o material no feriado do 4 de Julho, juntamente com a sua mulher e a sua filha Bessie de 14 anos. Nesse mesmo dia ele contou a sua história aos vizinhos Floyd e Loretta Proctor, que o informaram que alguns jornais ofereciam até 3.000 dólares por uma prova dos chamados “discos voadores”, assunto que estava causando furor na imprensa devido às declarações do piloto Kenneth Arnold feitas um mês antes.Arnold relatou que, ao sobrevoar o Oregon, avistou o que seriam aeronaves voando em formação, e descreveu o seu movimento como o de pedras ou discos deslizando na superfície de um lago. A imprensa logo cunhou o termo “disco voador”, excitando as imaginações, o que estimulou quase mil relatos de avistamentos de ufos nas semanas seguintes (hoje acredita-se que o que Arnold viu foram na verdade pássaros migrando).Em 7 de julho de 1947 Brazel dirigiu-se até delegacia do xerife George Wilcox, no condado de Chavez, informando-o de que teria talvez encontrado os restos de um disco voador. O xerife telefonou para a base aérea de Roswell, que enviou o Major Jesse Marcel, do 509º Grupo de Bombas, juntamente com o Capitão Sheridan Cavitt para analisarem os destroços.Major Marcel recolheu o material e o transportou para a base de Fort Worth. Enquanto isso a história se espalhou, dando origem à manchete do Roswell Daily Record do dia 8. No dia seguinte o Exército tratou de desmentir a versão do disco voador, afirmando que os destroços encontrados eram de um balão meteorológico.


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Operação Prato



A Operação Prato foi a primeira operação realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) cujo objetivo principal era verificar a existência de objetos voadores não identificados (OVNI) sobre o solo brasileiro. Essa operação foi comandada pelo então capitão Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima realizada na Amazônia entre setembro e dezembro de 1977, no estado do Pará.A operação que foi concentrada na cidade de Colares, que fica próxima a Vigia, no litoral do Pará surgiu quando várias pessoas (principalmente mulheres) alegaram serem vítimas de “luzes do céu que queimavam” apelidadas pelas pessoas da região com “chupa-chupa”. Já não sabendo mais o que fazer, as autoridades da localidade pedem ajuda ao Exército Brasileiro dando início à operação.Originalmente, o Capitão Uyrangê Hollanda Lima dizia que apesar de acreditar na possibilidade de vida extraterrestre, não acreditava ser esse o caso dos avistamentos em Colares, porém mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na ilha, ao afirmar ter visto e inclusive filmado e fotografado OVNIS sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado. Ainda segundo ele, um OVNI teria em determinado momento feito tal manobra que em qualquer avião do mundo seria considerada morte certa, porém neste caso nada lhe ocorreu e este manteve o vôo normalmente.Quando a equipe da FAB chegou a Colares, o centro médico da cidade não parava de receber vítimas do “chupa-chupa”, como o fenômeno ficou conhecido. A população, predominantemente muito religiosa, não parou de buscar explicações na fé cristã para o fenômeno, como por exemplo, alguns atribuíam as luzes ao “Diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos”. Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar pânico maior do que o que já estava instalado. Muitos grupos de cidadãos da cidade também se organizaram para fazer vigílias e com o uso de fogos de artifício, tentar espantar as misteriosas luzes.Num determinado momento, o então capitão Hollanda Lima afirmou ter chegado próximo de fazer contato com os OVNIS, porém este não chegou a ser concluído.Inexplicavelmente, o comando da Aeronáutica, após 3 meses, cancelou a operação e chamou a equipe de volta. Porém, o capitão, que morava na região dos Lagos do Rio de Janeiro, disse que tentaria investigar ainda por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo, porém não com a mesma intensidade, e os casos de ferimentos logo cessaram. A notícia da operação veio a público em meados dos anos 90, quando Uyrangê Bolívar Hollanda Lima, dizendo temer por sua vida e pela perda das informações caso algo lhe viesse a acontecer, procurou uma equipe de ufólogos para registrar seu depoimento sobre tudo o que presenciou. Três meses após a matéria sair na imprensa, Hollanda é encontrado morto por uma enteada sua. Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam não acreditar que ele tenha realmente se suicidado, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato.

E.T. de Varginha



"Incidente de Varginha" é o nome pelo qual ficou conhecido o conjunto de acontecimentos ocorridos no dia 20 de janeiro de 1996, no município brasileiro de Varginha, Minas Gerais. O ocorrido foi noticiado pela Rede Globo, pela Rede Record e pelo SBT, bem como por diversos outros meios de comunicação, tornando-se amplamente conhecido no Brasil e no exterior. Informações divulgadas pela televisão envolveram relatos de aparições de objetos voadores não identificados e de criaturas extraterrestres, supostamente capturadas por autoridades brasileiras. O caso também ficou conhecido como o caso do "ET de Varginha".As irmãs Liliane e Valquíria Silva, além da amiga mais velha de ambas, Kátia Xavier, ao passarem próximo a um terreno baldio no bairro de Jardim Andere, afirmaram terem visto uma das tais criaturas, que teria pele marrom (em português brasileiro, e castanho em português europeu) viscosa, olhos enormes de cor vermelha e três protuberâncias na parte superior da cabeça, que era bastante volumosa. As três garotas, visivelmente abaladas emocionalmente, reafirmaram este relato diversas vezes, chegando a mãe de duas delas a afirmar, algum tempo depois, ter a sua família sido submetida a uma tentativa de suborno de um agente que não se identificou, para que não mais levassem a história adiante.A mídia informou que várias testemunhas afirmam que no mesmo dia em que as três meninas teriam visto a tal criatura, também notaram uma movimentação anormal de patrulhas da PM, veículos do exército e do Corpo de Bombeiros pela cidade. Testemunhas que também não tinham qualquer tipo de ligação com as primeiras também afirmaram terem visto a queda de um OVNI nos arredores de Varginha.Segundo os ufólogos que investigaram o Caso Varginha, o perito Badan Palhares teria sido chamado pelas Forças Armadas a Varginha para fazer a necrópsia do cadáver de um dos supostos ETs, que teria sido morto por um PM após uma operação de captura. Neste mesmo evento, ainda segundo os ufólogos, o policial Marco Eli Chereze teria capturado apenas os braços de uma outra criatura do mesmo tipo, e os levado aos militares. O policial nunca teria contado este evento a ninguém, além de familiares, vindo a morrer cerca de 30 dias depois de uma infecção desconhecida.O Caso Varginha foi noticiado em inúmeros meios de comunicação da América Central e Sul, além de ser mencionado no Wall Street Journal Entretanto, o corpo de bombeiros, polícia e força militar do local negam veementemente os fenômenos paranormais acima citados. Além disso, não há provas físicas do ocorrido.A cidade, anos após, o episódio conhecido como a “A visita do ET”, começou a investir no “turismo ufológico”. Hoje conta com pontos de ônibus em formatos de naves espaciais, uma enorme caixa de água no centro da cidade também em formato de nave; todos com luzes e bastante atraentes.
Características:
Cabeça grande e careca;
Olhos grandes, vermelhos e sem pupila.
Língua preta, estreita e comprida
Três pequenas saliências na cabeça parecidas com chifres, um no meio e dois ao lado.
Pele marrom ou castanho e escura, coberta por uma oleosidade brilhante
Veias salientes e vermelhas no rosto, ombro e braços.
Três dedos nas mãos e pés grandes com dois dedos e sem unhas
Aproximadamente 1.60m de altura
Produzia um som parecido com zumbido de abelha


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Área 51

Área 51 é um dos nomes atribuídos à área militar restrita no deserto de Nevada, próxima ao Groom Lake, Estados Unidos. Muito provável que seja uma das bases de testes aéreos mais sigilosas do planeta, mas é conhecida mundialmente por uma série de supostos acontecimentos ocorridos na década de 1970 e que alguns atribuem a um "envolvimento" e "contato" do exército americano com extraterrestres. Nenhum desses argumentos foi confirmado, deixando uma incógnita no domínio popular. Há inúmeros documentários como livros e filmes que tratam sobre o tema, porém, não são imparciais na questão dos rumores extraterrestres, sempre submetendo a àrea como um "Sítio extraterrestre".

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Teiniaguá


Ícone da cultura gaúcha, a Teiniaguá, é uma princesa moura transformada em lagartixa pelo Diabo Vermelho dos índios, Anhangá-Pitã. Séculos atrás, quando caiu o último reduto árabe na Espanha veio fugida e transfigurada em uma velha; para que não fosse reconhecida e aprisionada.
Corpo de lagartixa (ou salamandra), encontra-se no lugar de sua cabeça uma pedra preciosa cintilante, cor de rubi, que fascina os homens e os atrai, destinada a viver em uma lagoa no Cerro do Jarau.
Mas um dia o sacristão da igreja da aldeia próxima, assolado pelo calor, foi até a lagoa refrescar-se. Ao se aproximar percebeu que a lagoa fervia e na sua frente a Teiniaguá surgiu, rapidamente ele a agarrou, a aprisionou em uma guampa, e foi para seus aposentos atrás da igreja. Durante a noite, ao abrir a guampa, ocorre uma mágica, ela volta a ser mulher e lhe pede vinho. Sabendo que o único vinho que podia oferecer era o do padre, não hesitou em buscá-lo. Todas as noites o fato se repetia, e os padres começaram a desconfiar; uma noite entraram no quarto do sacristão, a Teiniaguá, rapidamente se transformou em lagartixa e fugiu para as barrancas do Uruguai, ele foi preso.
O sacristão foi condenado a morte, e no dia da aplicação da sentença, sua amada sentiu um mau pressentimento e voltou à aldeia para resgatá-lo. Utilizando magia, o encontrou e nesse momento houve um grande estrondo, que produziu fogo e fumaça e tudo afundou.
Ficaram confinados após isso, em uma caverna profunda, chamada de Salamanca do Jarau. De onde só sairiam quando surgisse algém capaz de cumprir as sete provas: as espadas ocultas na sombra, a arremetida de jaguares e pumas furiosos, a dança dos esqueletos, o jogo das línguas de fogo e das águas ferventes, a ameaça da boicininga amaldiçoada (única que não está presente na literatura épica, é um proveitamento folclórico), o convite das donzelas cativas, o cerco dos anões.
Com os desafios superados, seria concedido ao valente vencedor um desejo, o qual, ele deveria depois renegar. Após duzentos anos, chega à furna um gaúho chamado Blau, que conheceu a lenda através de sua avó charrua. Sem hesitar ele cumpriu as provas, pórem, não desejou nada. A princesa ficou triste, pois assim não conseguiriam, ela e seu amado sacristão, libertarem-se do encanto. Quando o gaúcho montava em seu cavalo para ir embora, o sacristão lhe deu uma moeda de ouro, como lembrança de sua estada; sem poder recusar, colocou a moeda no bolso e foi embora.
Alguns dias depois ficou sabendo que um amigo seu desistira de ser criador de gado, lembrou da moeda e foi comprar um boi, mas ao retirá-la para pagar foram surgindo novas moedas e ele conseguiu comprar todos. Admirado com a riqueza de Blau, o amigo espalhou a notícia, e todos ficaram espantados com ela. Acreditando que ele havia feito um pacto com o demônio, ninguém mais quis lhe vender nem comprar nada. Sentindo saudade da vida de antes, voltou à gruta para devolver a moeda mágica. Chegando lá, contou a história ao sacristão e lhe devolveu a moeda. Ao colocá-la em sua mão, o feitiço foi quebrado com uma grande explosão. Da furna saíram os dois condenados, transformados em um belo casal de jovens. Casaram-se e trouxeram a descendência indigeno-ibérica aos povoados do Rio Grande do Sul.

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Pisadeira

A pisadeira ou pesadeira é um mito que ocorre principalmente no estado de São Paulo e parte de Minas Gerais.
Geralmente é descrita como uma mulher muito magra, com dedos compridos e secos, unhas enormes, sujas e amareladas. Tem as pernas curtas, cabelo desgrenhado, nariz enorme e muito arcado, como um gavião. Os olhos são vermelho fogo, malignos e arregalados. O queixo é revirado para cima e a boca sempre escancarada, com dentes esverdeados e à mostra. Nunca ri, gargalha. Uma gargalhada estridente e horripilante.
Vive pelos telhados, sempre à espreita. Quando uma pessoa janta e vai dormir com o estômago cheio, deitando-se de barriga para cima, a pisadeira entra em ação. Ela desce de seu esconderijo e senta-se ou pisa fortemente sobre o peito da vítima que entra em um estado letárgico, consciente do que ocorre ao seu redor, porém fica indefesa e incapaz de qualquer reação.


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Negrinho do Pastoreio

O Negrinho do Pastoreio É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil. Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. "Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece", disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo. Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha. E depois disso, entre os andantes e posteiros, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio. Então, muitos acenderam velas e rezaram um Padre-Nosso pela alma do judiado. Daí por diante, quando qualquer cristão perdia uma coisa, o que fosse, pela noite o Negrinho campeava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver. Desde então e ainda hoje, conduzindo o seu pastoreio, o Negrinho, sarado e risonho, cruza os campos. Ele anda sempre a procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados pelos seus donos, quando estes acendem um coto de vela, cuja luz ele leva para o altar da santa que é sua madrinha. Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: "Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi...". Se ele não achar, ninguém mais acha.


Comadre Fulozinha


Comadre Fulozinha é uma personagem mitológica do Nordeste brasileiro, o espírito de uma cabocla de longos cabelos, ágil, que vive na mata protegendo a natureza dos caçadores, que gosta de ser agradada com presentes, principalmente fumo e mel.
Algumas pessoas a confundem com Caipora (ou Caapora) ou Curupira. Tem personalidade zombeiteira, algumas vezes malvada, outras vezes prestimosa.
Diz-se que açoita violentamente aqueles que adentram suas matas sem levar uma quantidade de fumo como oferenda e também lhes enrola a língua. Furtiva, seu assovio se torna mais baixo quanto mais próxima ela estiver, parecendo estar distante. Ela também gosta de fazer tranças e nós em crina e rabo de cavalo, que ninguém consegue desfazer, somente ela, se for agradada com fumo e mel.
Dizem, também, ser vista à distância em forma de bola de fogo.

Caipora


Caipora é uma entidade da mitologia tupi-guarani. É representada como um pequeno índio de pele escura, ágil, nu, que fuma um cachimbo e gosta de cachaça.Habitante das florestas, reina sobre todos os animais e destrói os caçadores que não cumprem o acordo de caça feito com ele. Seu corpo é todo coberto por pelos. Ele vive montado numa espécie de porco-do-mato e carrega uma vara. Aparentado do Curupira, protege os animais da floresta. Os índios acreditavam que o Caipora temesse a claridade, por isso protegiam-se dele andando com tições acesos durante a noite.
No imaginário popular em diferentes regiões do País, a figura do Caipora está intimamente associada à vida da floresta. Ele é o guardião da vida animal. Apronta toda sorte de ciladas para o caçador, sobretudo aquele que abate animais além de suas necessidades. Afugenta as presas, espanca os cães farejadores, e desorienta o caçador simulando os ruídos dos animais da mata. Assobia, estala os galhos e assim dá falsas pistas fazendo com que ele se perca no meio do mato. Mas, de acordo com a crença popular. é sobretudo nas sextas-feiras, nos domingos e dias santos, quando não se deve sair para a caça, que a sua atividade se intensifica. Mas há um meio de driblá-lo. O Caipora aprecia o fumo. Assim, reza o costume que, antes de sair numa noite de quinta-feira para caçar no mato, deve-se deixar fumo de corda no tronco de uma árvore e dizer: "Toma, Caipora, deixa eu ir embora". A boa sorte de um caçador é atribuída também aos presentes que ele oferece. Assim, por sua vez, os homens encontram um meio de conseguir seduzir esse ente fantástico. Mas fracasso na empreitada é atribuído aos ardis da entidade. No sertão do Nordeste, também é comum dizer que alguém está com o Caipora quando atravessa uma fase de empreendimentos mal sucedidos, e de infelicidade.
Há muitas maneiras de descrever a figura que amedronta os homens e que, parece, coloca freios em seus apetites descontrolados pelos animais. Pode ser um pequeno caboclo, com um olho no meio da testa, cocho e que atravessa a mata montado num porco selvagem; um índio de baixa estatura, ágil; um homem peludo, com vasta cabeleira.

Caboclo d'Água


O Caboclo d'Água é um ser mítico, defensor do Rio São Francisco que assombra os pescadores e navegantes, chegando mesmo a virar e afundar embarcações. Para esconjurá-lo, os marujos do São Francisco fazem esculpir, à proa de seus barcos, figuras assustadoras chamadas carrancas.
Outros lançam fumo nas águas para acalmá-lo. Também são cravadas facas no fundo de canoas, por haver a crença de que o aço afugenta manifestações de seres sobrenaturais.
Os nativos o descrevem como sendo um ser troncudo e musculoso, de pele cor de bronze e um unico, grande olho na testa. Apesar de seu tipo físico, o Caboclo d'Água consegue se locomover rapidamente. Apesar de poder viver fora da água, o Caboclo d'Água nunca se afasta das margens do rio São Francisco.
Quando não gosta de um pescador, ele afugenta os peixes para longe da rede, mas, se o pescador lhe faz um agrado, ele o ajuda para que a pesca seja farta. Há relatos de que ele também pode aparecer sob a forma de outros animais. Um pescador conta ter visto um animal morto boiando no rio; ao se aproximar com a canoa, notou que se tratava de um cavalo, mas, ao tentar se aproximar, para ver a marca e comunicar o fato ao dono, o animal rapidamente afundou. Em seguida, o barco começou a se mexer. Ao virar-se para o lado, notou o Caboclo d'Água agarrado à beirada, tentando virar o barco. Então o pescador, lembrando-se de que trazia fumo em sua sacola, atirou-o às águas, e o Caboclo d'Água saiu dando cambalhotas, mergulhando rio-abaixo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Lenda do Boto Cor-de-Rosa

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Tela: Boto Rosa
Artista: Regiane Bassani

A lenda do boto é uma lenda da Região do Norte do Brasil, geralmente contada para justificar uma gravidez fora do casamento.
Os botos são mamíferos cetáceos que vivem nos rios amazônicos. Diz-se que, durante as festas juninas, o boto rosado aparece transformado em um rapaz elegantemente vestido de branco e sempre com um chapéu para cobrir a grande narina que não desaparece do topo de sua cabeça com a transformação.
Esse rapaz seduz as moças desacompanhadas, levando-as para o fundo do rio e, em alguns casos engravidando-as. Por essa razão, quando um rapaz desconhecido aparece em uma festa usando chapéu, pede-se que ele o tire para garantir que não seja um boto. Daí deriva o costume de dizer, quando uma mulher tem um filho de pai desconhecido, que ele é "filho do boto".
Essa lenda foi contada no cinema no filme Ele, o Boto (1987) com Carlos Alberto Riccelli no papel principal.
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Demônio de Jersey


O Demônio de Jersey é uma criatura ou críptido que habita a floresta de Pine Barrens, ao sul de Nova Jersey, EUA. A criatura é descrita como um bípede voador com patas, mas existem muitas variações. O Demônio de Jersey se transformou em uma cultura pop na área, tanto que, em homenagem, deram esse nome a um time de hóquei da NHL (New Jersey Devils).
Existem várias lendas sobre sua origem. As primeiras datam ao folclore dos índios nativos. As tribos chamavam a área ao redor de Pine Barrens de "Popuessing", que significa "lugar do dragão".Exploradores suecos depois chamaram a região de "Drake Kill", "drake" sendo a palavra sueca para dragão, e "kill" significando canal ou braço do mar(rio, riacho, etc.). Mas a lenda mais conhecida é de que, em 1735 uma senhora de sobrenome Leeds, que tinha 12 filhos, descobriu que estava grávida de seu 13º filho e disse: "Que este seja amaldiçoado!". Então o bebê teria nascido com cabeça de cavalo, asas de morcego e patas de canguru, teria matado seus pais e depois fugido para a floresta de Pine Barrens.
Popularmente, se diz que esta suposta criatura seria um demônio; e seu nome se deve pelo fato das primeiras informações sobre suas aparições remontarem à floresta de Pine Barrens, em Nova Jersey. À criatura, se atribuem popularmente alguns raptos e desaparições humanas. As supostas testemunhas que informam encontros com esta criatura, afirmam que é uma criatura com cabeça de cavalo, erguida em duas patas, com uma altura de aproximadamente 1,80 metros, coberta de pelos, com asas parecidas com um morcego e com patas como cangurus. Devido às características que atribuem as supostas testemunhas, as pessoas que creem em sua existência afirmam que é um mamífero e que, segundo as descrições, é muito parecido a algumas criaturas mitológicas, como os minotauros. Apesar das descrições variarem, existem alguns aspectos em comum, como seu longo pescoço, asas e patas. A criatura às vezes é vista como uma cabeça e cauda parecida como de um cavalo. São reputadas variações de altura de três pés a mais de sete pés. Vários avistamentos reportam que a criatura tem olhos vermelhos e brilhantes que podem paralisar um ser humano, e que emite um grito parecido com uma mulher, que é muito alto.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Demônio Ceifador

O Demônio Ceifador é uma criatura de existência não provada que supostamente seria responsável pelos estranhos círculos que freqüentemente aparecem nas plantações inglesas. Os círculos feitos pelo Demônio Ceifador teriam perfeição milímetrica.
Primeira aparição
A primeira menção ao Demônio Ceifador foi feita por um jornal tablóide inglês em 1678. A matéria foi publicada com o título de DEMÔNIO CEIFADOR: ou NOTÍCIAS ESTRANHAS DE HARTFORD-SHIRE. A matéria descrevia um rico fazendeiro e um pobre lavrador. O fazendeiro desejava contratar o pobre lavrador para que cortace sua plantação de aveia. O lavrador ofereceu um preço pelos seus serviços que o fazendeiro considerou muito alto. O fazendeiro ofereceu uma contia muito baixa para o lavrador. O lavrador aceitou para não perder futuras contratações por parte do fazendeiro. No entanto, o fazendeiro recusou os serviços e falou que o Demônio Ceifador cortaria os pés de aveia. Durante a noite, o campo de aveia do fazendeiro foi visto por várias pessoas em chamas. O fazendeiro surpreso desconfiou do lavrador. Mas na manha seguinte quando foi observar os pés de aveia, eles estavam perfeitamente cortados. O Demônio Ceifador quis provavelmente exibir sua habilidade.


Cavaleiro sem Cabeça

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Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam a todo custo andar pela estrada da região durante a noite. Eles temem encontrar um dito "cavalo espectral" conduzido por um cavaleiro negro sem cabeça, e ouvir seu tropel de cascos brilhantes e o tinir sinistros de rédeas. Dizem os moradores do local que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes. O nome do cavaleiro é Ewen, que era filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine. Mas a inveja e ódio que sentia pelo pai, fez com que os dois caíssem em desgraça, e resolvessem as diferenças no Campo de Batalha de Lochbuie. Em 1538, os dois exércitos se encontraram e o filho acabou decapitado com um golpe de machado desferido por um dos seguidores de seu pai. Desde então, até hoje, muitas testemunhas afirmam ter visto e/ou ouvido Ewen, sem cabeça, em seu corcel negro, cavalgando para colher as almas dos Campos de Batalha. Reza a lenda também que esse mensageiro da morte teria tido um presságio dele próprio.Na noite anterior ao conflito, Ewen teve um encontro com a Fada Lavadeira (uma figura folclórica escocesa aparentada com a Bansidhe Irlandesa e a Bruxa da Baba Galesa). Na véspera dos combates, era sua lúgubre função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam no combate. Ewen caminhava ao longo de um riacho quando viu a velha agachada à beira d'água, enxaguando uma pilha de camisas manchadas de sangue. Ele perguntou a ela se sua camisa estaria entre elas, e a resposta foi afirmativa. Ewen caindo no desespero, perguntou a velha se haveria algum jeito de reverter aquele prognóstico macabro. A velha disse que ele estaria livre da maldição se sua esposa, sem ser avisada, servisse manteiga para ele ao amanhecer. Mas a sorte não sorriu à Ewen, pois sua amável esposa não serviu manteiga na manhã seguinte. O infeliz mastigou estoicamente seu pão seco, rumando posteriormente para a batalha, sabendo que não retornaria.

Elfo

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Elfo é uma criatura mítica da Mitologia Nórdica e do Paganismo Germânico, que aparece com freqüência na literatura medieval européia.
Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de “elfos da luz” – Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divinos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas ou das ninfas. De fato, a palavra “Sol” na língua nórdica era Alfrothul, ou seja: o Raio Élfico; dizia-se que por isso seus raios seriam fatais a elfos e anões.
Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo em florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como tendo longa vida ou imortalidade, e com poderes mágicos.
Na literatura
As qualidades élficas bastante exploradas na obra de J.R.R.Tolkien. Inclusive o autor resgatou formas há muito inutilizadas da palavra Elf, Elfo em inglês, cujo plural era comumente Elfs. Em sua obra, Tolkien usava a variedade Elves, e a palavra acabou voltando aos dicionários. O mesmo aconteceu com Dwarf, Dwarfs, Dwarves, Anão.
As mais antigas descrições de elfos vêm da Mitologia Nórdica. Eram chamados álfar, de singular álfr. Outros seres com nome etimologicamente relacionados a álfar sugerem que a crença em elfos não se restringe aos escandinavos, abrangendo todas as tribos Germânicas. Essas criaturas aparecem em muitos lugares.Shakespeare as imaginava como seres pequeninos, descrição essa que o autor de O Senhor dos Anéis, Tolkien, odiava. Seus próprios elfos eram sábios, altos e belos e imortais.

Cocatrice


Cocatrice é um ser fantástico que, na maioria de suas descrições tem um corpo de um réptil alado com pernas e crista de galo e uma cobra na cauda.
Em umas versões, é dito que a cocatrice possui várias formas, sendo ou um réptil alado ou uma quimera completa.
Desde a Grécia Antiga, o animal entrava na categoria de seres fantásticos conhecidos como basilisco, e esse se tornou a imagem da fera, uma cobra gigante com uma coroa e uma pluma, porém, na Idade Média, o basilisco possuía duas retratações, a de serpente e a de uma criatura metade galinha, metade réptil. Daí, a segunda imagem se tornou um monstro distinto, o cocatrice.
Para a heráldica, é visto como um animal semelhante a um dragão com cabeça de galo
Nasce de um ovo de galinha chocado por um sapo como seu parente, o basilisco. Possui a habilidade de transformar em pedra aquele que fixa seu olhar ao dele.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Anjos de Mons


Um mês após a dura Batalha de Mons, na 1ª Guerra Mundial, foi publicado no Evening News, de Londres, uma notícia que causou sensação na época e provocou uma controvérsia que ainda dura.
A notícia, assinada por um jornalista e escritor galês, Artur Machen, referia como uma pequena força expedicionária britânica, numa desproporção numérica de 3 para 1, relativamente ao inimigo, fora relativamente salva por reforços celestiais. O Anjo ou Anjos de Mons (os relatos variam entre um e um pelotão) surgiram repentinamente entre os Ingleses e os Alemães, que se defrontavam numa batalha. Compreensivelmente, estes últimos recuaram em grande confusão.
A batalha travou-se no dia 26 de Agosto de 1914, e quando a notícia foi publicada, em Setembro seguinte, a maioria dos sobreviventes encontravam-se ainda na França. No mês de Maio do ano seguinte, a filha de um pastor de Clifton, na cidade de Bristol, publicou anonimamente, na revista da paróquia, o que afirmou ser a declaração , prestada sob juramento de um oficial britânico.
Nela o oficial declarava que, quando sua companhia se retirava de Mons, fora perseguida por uma unidade de cavalaria alemã. O oficial tentara alcançar um local onde a companhia pudesse abrigar-se e combater, mas os alemães haviam-nos procedido.
Esperando uma morte quase certa, os Ingleses voltaram-se e viram então, para seu espanto, uma companhia de anjos entre eles e o inimigo. Os cavalos alemães, aterrorizados, fugiram desordenadamente em todas as direções.
Um capelão do Exército, o Rev.° C. M. Chavasse, irmão de Noel Chavasse, condecorado com a Victoria Cross e mais tarde Bispo de Rochester, declarou ter ouvido relatos semelhantes a um brigadeiro e a dois de seus oficiais.
Um tenente-coronel descreveu como, aquando da retirada, o seu batalhão fora escoltado, durante 20 minutos por uma cavalaria fantasma.
Do lado alemão surgiu a notícia de que os combatentes germânicos se haviam recusado a atacar em um determinado ponto onde as linhas inglesas tinham sido cortadas, devido à presença de grande quantidade de tropas. Segundo os registros dos Aliados, não havia nessa altura um único soldado inglês na área.
Um escritor com imaginação:
Um pormenor notável no que respeita a todos os relatos sobre Mons é que nenhum deles foi divulgado a primeira mão. Em todos os casos, os oficiais que transmitiram a notícia quiseram ficar no anonimato, temendo que o seu relato não fosse considerado digno de crédito e que tal fato constituísse um possível obstáculo que dificultasse a promoção.
Anos depois, Machen, autor de histórias de terror e do sobrenatural, que fora membro da sociedade mística conhecida pelo nome de Ordem Hermética da Aurora Dourada, reconheceu que a primeira notícia que divulgara não passava de imaginação.
O mistério tornou-se assim mais intrigante ainda. Apesar do desmentimento, muitos soldados de regresso à pátria entregaram-se a reminiscências sobre os estranhos acontecimentos de Mons, e os investigadores chegaram a acreditar que, de fato, algo sobrenatural ocorrera.
Teriam os soldados regressados da guerra recorrido a uma história que lhes agradava e que apoiavam determinadamente? Ou teria acontecido algo - uma miragem por exemplo - que induzira os ingleses e os alemães a acreditarem que haviam visto uma exército espectral de anjos?
Qualquer que seja a explicação, os ingleses conseguiram algo semelhante a um milagre. Apesar de uma desvantagem esmagadora e de pesadas perdas, a retirada foi realizada com êxito, e a Força Expedicionária Britânica manteve-se uma efectiva força de combate.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quando o Diabo passou em Devon


"Em todo o sul de Inglaterra, o inverno de 1854-1855, foi o mais frio de que há memória. Durante a noite de 9 de Fevereiro verificou-se uma forte geada que cobriu com 5 cm de neve o condado do Devon. O rio Exe gelou, prendendo no gelo as aves incautas que sobre ele haviam pousado.
Quando a manhã raiou, a neve era um manto branco, liso e regular, onde se notavam apenas as marcas de aves e outros animais e, ao longo de cerca de 160 km, um rasto de misteriosas pegadas, que ziguezagueavam através de 5 paróquias, atravessando jardins, passando sobre telhados, medas de feno e muros e entrando e saindo de celeiros.
Tinham cerca de 10 cm de comprimento e 7 de largura, eram distanciadas entre si cerca de 20 cm e pareciam ter sido feitas por um animal com cascos fendidos, deslocando-se erecto sobre duas pernas.
Os camponeses da área não duvidaram sequer de que as pegadas pertenciam ao diabo.
As misteriosas pegadas começavam a meio de um jardim na paróquia de Totnes e terminavam, tão misteriosamente como haviam começado, num campo de Littleham. Numa das aldeias, as pegadas conduziam a um telheiro e saíam do lado oposto. Quem quer que as tivesse feito atravessara um orifício com cerca de 14,5 cm de diâmetro.
Noutra aldeia, a estranha criatura parecia ter rastejado ao longo de um tubo de escoamento de águas, de ambos os lados do qual deixara marcas.
Em alguns locais as marcas pareciam ter sido feitas por cascos incandescentes na neve gelada ou, como em Woodbury, junto à porta da igreja, por um ferro em brasa.
Centenas de pessoas viram as pegadas. As redacções dos jornais receberam um número imenso de cartas sugerindo diversas interpretações para as mesmas.
Nas proximidades da aldeia de Dawlish, o rasto conduzia a um matagal denso, com fetos. Conta-se que os cães que foram conduzidos à mata, para inspeccionar, recuaram, uivando lugubremente.
O naturalista Sir Richard Owen, numa carta dirigida ao Illustrated London News, sugeriu que as pegadas pertenceriam a um texugo, que coloca as suas patas traseiras nas marcas deixadas pelas dianteiras. Embora hiberne, este animal arrisca-se por vezes a sair em busca de alimentos.
Identificou-se ainda o estranho ser como sendo uma raposa, uma lontra, grous, gatos selvagens, um burro ou um pónei com um casco partido. Um naturalista amador chegou a sugerir que as pegadas se assemelhavam às de um canguru e que o animal poderia ter escapado de um jardim zoológico e depois regressado à jaula sem que a sua ausência tivesse sido notada. As pegadas foram ainda atribuídas a ratos, coelhos, esquilos e sapos.
O Rev.º Henry Fudsen, pastor de uma paróquia, proferiu um sermão em que declarou que as pegadas eram as marcas de vários gatos.
Um grupo de aldeãos, considerando a hipótese da existência de um animal selvagem à solta, organizou uma batida, armado de forquilhas e mocas, mas sem alcançar qualquer êxito.
Mas os habitantes da região não ficaram convencidos. Muitos recusaram-se a sair depois do pôr do sol, e as crianças ocultavam-se em armários e locais esconsos, aterrorizadas pela história que circulava e que ouviam contar em torno da lareira: que o diabo passara pelo Devon naquela noite de inverno."

Excalibur


Excalibur ou Caliburn é a lendária espada do Rei Arthur. Por vezes são atribuídas a ela poderes mágicos como cortar aço ou é associada a legítima soberania da Grande Britânia. Às vezes Excalibur e a Espada na Pedra (a prova da linhagem de Arthur) são ditas como sendo a mesma arma, mas em diversas versões elas são consideradas diferentes. Em galês, a espada é chamada Caledfwlch.
Nos romances Arthurianos várias explicações são dadas para a posse da Excalibur por Arthur. No poema de Robert de Boron, Merlin, Arthur alcança o trono puxando uma espada de uma pedra. Nesse relato, esse ato não poderia ser feito se não pelo "verdadeiro rei", ou seja, o verdadeiro herdeiro de Uther Pendragon. Esta espada é tida por muito como a famosa Excalibur e sua identidade se torna explicita no posterior Vulgate Suite du Merlin, parte das Prosas de Lancelot (Lancelot-Grail). Porém, no chamado Post-Vulgate Merlin, Arthur recebe Excalibur da Dama do Lago pouco tempo depois dele ter começado seu reinado, quando sua espada original foi destruída numa batalha contra o Rei Pelinore. No Mort Artu, Arthur ordena Girflet jogar a espada no lago encantada. No poema grandioso de Jaspion é a poderosa espada, e aquele que a possuir terá a glória eterna. Porém, não deve ser usada para a morte e sim para a reconstrução, fato que Arthur leva em consideração, já que Arthur é a natureza e tudo mais na epopeia de Malory. A história na verdade é muito mais complexa do que isso, diz a lenda que a espada não apareceu na pedra sem nenhum motivo, ela surgiu na verdade por um feitiço do próprio Merlin, para reencontrar o Rei Arthur para que ele pudesse retornar ao trono. Para isso lançou-se um boato de que o próprio rei havia colocado a espada naquela pedra. Então que Arthur desmemoriado volta até Camelot, onde a pedra estava, em seguida o rei atual que estava lá sem ser de seu direito, lançou um campeonato para encontrar Arthur e matá-lo de uma vez por todas, os dois finalmente estavam frente à frente, o atual rei não conseguiu tirar a espada do local, mas Arthur sim, e ao faze-lo recobrou sua memória e assim assumiu o trono. Há também uma outra versao de que a Excalibur tenha sido forjada pelo povo do antigo continete de Lemuria e que foi passada ao rei Arthur atraves de uma senhora e que apos sua morte Merlin teria dado de presente a exacalibur para o reino de Agarta e ali ter ficado como herança para seus reis.
Muitos historiadores atribuem a espada Excalibur a Julio Cesar Imperador de Roma.Quando Cesar tomou o poder, mandou forjar uma espada com seu nome que se denominava "Cesars Calibur" e guardava essa espada como um grande tesouro.Quando foi morto, a espada junto com outros pertences, foi levada e guardada em um local secreto.Quando a expedição de Ricardo Coração de Leão estava a caminho de Jerusalém, parou em um mosteiro para passar uma noite e lá Ricardo ganhou de presente uma espada que já estava guardada a anos.Mas da palavra Cesars Calibur só se podia ver "E s Calibur", devido ao envelhecimento da espada.Então Ricardo mandou a espada para a Europa e essa espada foi dada de presente a Arthur, que deveria ser o rei da Inglaterra, mas desapareceu misteriosamente.

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Jack dos Saltos de Mola



"Surgiu das neblinas da noite, dando saltos enormes, o super-homem que manteve uma nação dominada pelo terror durante mais de 60 anos."

A princípio, não passava de um boato. Não despertaram grande interesse as primeiras notícias, divulgadas por pessoas que transitavam por Barnes Common, na zona sudoeste londrina, que afirmavam ter visto um vulto aterrorizante que cruzava o seu caminho atravessando o espaço em grandes saltos. Mas os relatos persistiam, até que foram confirmados de forma pavorosa um ano mais tarde, em Fevereiro de 1838.
Jane Alsop era jovem e atraente. Vivia com duas irmãs e o pai numa ruela de Londres, em Bow, chamada Bearhind Lane. Ouvira falar do homem fantasma a que chamavam Jack dos Saltos de Mola, mas era demasiado sensata para acreditar em tais fenómenos.
Uma noite, porém, bateram violentamente à porta. Jane foi abrir. O homem que se encontrava junto ao portão, oculto pelas sombras da noite, voltou-se. «Sou da polícia - disse. - Pelo amor de Deus traga-me uma luz, pois apanhámos Jack dos Saltos de Mola aqui na rua.»
«Afinal de contas as histórias que se contavam eram verdadeiras», pensou Jane, presa de excitação, enquanto corria a buscar uma vela.
Porém, quando a entregou ao homem que se encontrava ao portão, ele agarrou-a pelo pescoço e enfiou a cabeça da jovem sob o braço. Depois, rasgou-lhe o vestido e arranhou-lhe o corpo. Ela gritou e conseguiu libertar-se. O homem perseguiu-a, agarrou-a pelo cabelo e arranhou-lhe a cara e o pescoço. Uma irmã de Jane, ouvindo-a gritar, correu para a rua e deu o alarme. Porém, antes que alguém o pudesse deter, Jack elevou-se a grande altura e desapareceu na escuridão.
Jane descreveu mais tarde o homem que a atacara aos magistrados de Lambeth. «Usava uma espécie de elmo e um fato branco muito justo, como um oleado. A sua cara era medonha, os olhos pareciam bolas de fogo. As mãos tinham grandes garras, e vomitava chamas azuis e brancas.»
Esta descrição foi numerosas vezes repetida nos anos seguintes. Os saltos, as chamas e os olhos infernais seriam sempre mencionados como pormenores identificativos da estranha personagem.
Lucy Scales, uma jovem de 18 anos, era irmã de um respeitável carniceiro de Limehouse. Acabara de sair, uma noite, de casa do irmão e dirigia-se para a sua com uma irmã quando, ao atravessarem a Green Dragon Alley, uma zona solitária, uma figura de elevada estatura, envolta numa capa, saltou das sombras. Lançou chamas azuis à cara de Lucy, cegando-a.
Durante as décadas de 1850 e 1860, Jack dos Saltos de Mola foi visto por toda a Inglaterra, especialmente nos Midlands.
Na década seguinte, as autoridades do Exército tentaram capturá-lo através de armadilhas, depois de várias vezes um homem saltar da escuridão, aterrorizando as sentinelas ao esbofeteá-las com uma mão gelada ou saltando sobre as suas guaritas. Habitantes de Lincoln, enfurecidos, dispararam contra ele na rua, numa noite de 1877. Como sempre, a personagem misteriosa, deu uma gargalhada e desapareceu.
Actualmente ainda, ignora-se completamente quem - ou o quê - era Jack. Durante algum tempo as suspeitas recaíram sobre o jovem e excêntrico marquês de Waterford. Mas, embora fosse um indivíduo turbulento da sociedade vitoriana, o Marquês Louco, como lhe chamavam, era inofensivo.
Os olhos infernais de Jack foram vistos pela última vez em 1904, em Everton, Liverpool - 67 anos depois das primeiras aparições em Barnes -, onde ele espalhou o pânico numa noite percorrendo as ruas aos saltos, pulando dos pavimentos para os telhados e destes para o chão. Quando alguns dos mais corajosos o tentaram encurralar, limitou-se a desaparecer misteriosamente na escuridão donde viera - e desta vez talvez para sempre."

domingo, 10 de maio de 2009

Mago Merlin

Dia das Bruxa-11602

Merlin (ou Merlim), personagem do ciclo Arturiano era um mago, profeta, conselheiro, grão-druida. Teve sua primeira aparição no séc. X e segundo a lenda ele era filho de uma freira com um incubo (demônio da Idade Média). Merlin herdou a beleza da mãe e a inteligência do pai. Merlin , primeiramente, foi confundido com um louco chamado Myrddin que se refugiou nas terras escocesas e lá fez muitas previsões para o futuro. O mago Merlin conhecia mistérios do céu e da Terra, da vida e da morte, dos homens e dos deuses. Alguns o chamavam de feiticeiro, outros achavam que ele era um santo. Todos porém o reconheciam como um dos homens mais sábios desde tempos imemoriais. Segundo a lenda, Merlin era conselheiro do mítico rei Athur, que incitou a resistência dos celtas à conquista anglo-saxã entre os séc. V e VI e cujas aventuras deram origens aos romances do chamado "ciclo arturiano". O mago, confessor de Arthur e também de seu pai, Uther Pendragon, aconselhou Uther a fundar a Ordem da Távola redonda idealiza o conhecido teste da espada Excalibur, cravada em uma pedra para demonstrar o direito de Arthur a ocupar o trono da Bretanha.