quinta-feira, 21 de maio de 2009

Anjos de Mons


Um mês após a dura Batalha de Mons, na 1ª Guerra Mundial, foi publicado no Evening News, de Londres, uma notícia que causou sensação na época e provocou uma controvérsia que ainda dura.
A notícia, assinada por um jornalista e escritor galês, Artur Machen, referia como uma pequena força expedicionária britânica, numa desproporção numérica de 3 para 1, relativamente ao inimigo, fora relativamente salva por reforços celestiais. O Anjo ou Anjos de Mons (os relatos variam entre um e um pelotão) surgiram repentinamente entre os Ingleses e os Alemães, que se defrontavam numa batalha. Compreensivelmente, estes últimos recuaram em grande confusão.
A batalha travou-se no dia 26 de Agosto de 1914, e quando a notícia foi publicada, em Setembro seguinte, a maioria dos sobreviventes encontravam-se ainda na França. No mês de Maio do ano seguinte, a filha de um pastor de Clifton, na cidade de Bristol, publicou anonimamente, na revista da paróquia, o que afirmou ser a declaração , prestada sob juramento de um oficial britânico.
Nela o oficial declarava que, quando sua companhia se retirava de Mons, fora perseguida por uma unidade de cavalaria alemã. O oficial tentara alcançar um local onde a companhia pudesse abrigar-se e combater, mas os alemães haviam-nos procedido.
Esperando uma morte quase certa, os Ingleses voltaram-se e viram então, para seu espanto, uma companhia de anjos entre eles e o inimigo. Os cavalos alemães, aterrorizados, fugiram desordenadamente em todas as direções.
Um capelão do Exército, o Rev.° C. M. Chavasse, irmão de Noel Chavasse, condecorado com a Victoria Cross e mais tarde Bispo de Rochester, declarou ter ouvido relatos semelhantes a um brigadeiro e a dois de seus oficiais.
Um tenente-coronel descreveu como, aquando da retirada, o seu batalhão fora escoltado, durante 20 minutos por uma cavalaria fantasma.
Do lado alemão surgiu a notícia de que os combatentes germânicos se haviam recusado a atacar em um determinado ponto onde as linhas inglesas tinham sido cortadas, devido à presença de grande quantidade de tropas. Segundo os registros dos Aliados, não havia nessa altura um único soldado inglês na área.
Um escritor com imaginação:
Um pormenor notável no que respeita a todos os relatos sobre Mons é que nenhum deles foi divulgado a primeira mão. Em todos os casos, os oficiais que transmitiram a notícia quiseram ficar no anonimato, temendo que o seu relato não fosse considerado digno de crédito e que tal fato constituísse um possível obstáculo que dificultasse a promoção.
Anos depois, Machen, autor de histórias de terror e do sobrenatural, que fora membro da sociedade mística conhecida pelo nome de Ordem Hermética da Aurora Dourada, reconheceu que a primeira notícia que divulgara não passava de imaginação.
O mistério tornou-se assim mais intrigante ainda. Apesar do desmentimento, muitos soldados de regresso à pátria entregaram-se a reminiscências sobre os estranhos acontecimentos de Mons, e os investigadores chegaram a acreditar que, de fato, algo sobrenatural ocorrera.
Teriam os soldados regressados da guerra recorrido a uma história que lhes agradava e que apoiavam determinadamente? Ou teria acontecido algo - uma miragem por exemplo - que induzira os ingleses e os alemães a acreditarem que haviam visto uma exército espectral de anjos?
Qualquer que seja a explicação, os ingleses conseguiram algo semelhante a um milagre. Apesar de uma desvantagem esmagadora e de pesadas perdas, a retirada foi realizada com êxito, e a Força Expedicionária Britânica manteve-se uma efectiva força de combate.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quando o Diabo passou em Devon


"Em todo o sul de Inglaterra, o inverno de 1854-1855, foi o mais frio de que há memória. Durante a noite de 9 de Fevereiro verificou-se uma forte geada que cobriu com 5 cm de neve o condado do Devon. O rio Exe gelou, prendendo no gelo as aves incautas que sobre ele haviam pousado.
Quando a manhã raiou, a neve era um manto branco, liso e regular, onde se notavam apenas as marcas de aves e outros animais e, ao longo de cerca de 160 km, um rasto de misteriosas pegadas, que ziguezagueavam através de 5 paróquias, atravessando jardins, passando sobre telhados, medas de feno e muros e entrando e saindo de celeiros.
Tinham cerca de 10 cm de comprimento e 7 de largura, eram distanciadas entre si cerca de 20 cm e pareciam ter sido feitas por um animal com cascos fendidos, deslocando-se erecto sobre duas pernas.
Os camponeses da área não duvidaram sequer de que as pegadas pertenciam ao diabo.
As misteriosas pegadas começavam a meio de um jardim na paróquia de Totnes e terminavam, tão misteriosamente como haviam começado, num campo de Littleham. Numa das aldeias, as pegadas conduziam a um telheiro e saíam do lado oposto. Quem quer que as tivesse feito atravessara um orifício com cerca de 14,5 cm de diâmetro.
Noutra aldeia, a estranha criatura parecia ter rastejado ao longo de um tubo de escoamento de águas, de ambos os lados do qual deixara marcas.
Em alguns locais as marcas pareciam ter sido feitas por cascos incandescentes na neve gelada ou, como em Woodbury, junto à porta da igreja, por um ferro em brasa.
Centenas de pessoas viram as pegadas. As redacções dos jornais receberam um número imenso de cartas sugerindo diversas interpretações para as mesmas.
Nas proximidades da aldeia de Dawlish, o rasto conduzia a um matagal denso, com fetos. Conta-se que os cães que foram conduzidos à mata, para inspeccionar, recuaram, uivando lugubremente.
O naturalista Sir Richard Owen, numa carta dirigida ao Illustrated London News, sugeriu que as pegadas pertenceriam a um texugo, que coloca as suas patas traseiras nas marcas deixadas pelas dianteiras. Embora hiberne, este animal arrisca-se por vezes a sair em busca de alimentos.
Identificou-se ainda o estranho ser como sendo uma raposa, uma lontra, grous, gatos selvagens, um burro ou um pónei com um casco partido. Um naturalista amador chegou a sugerir que as pegadas se assemelhavam às de um canguru e que o animal poderia ter escapado de um jardim zoológico e depois regressado à jaula sem que a sua ausência tivesse sido notada. As pegadas foram ainda atribuídas a ratos, coelhos, esquilos e sapos.
O Rev.º Henry Fudsen, pastor de uma paróquia, proferiu um sermão em que declarou que as pegadas eram as marcas de vários gatos.
Um grupo de aldeãos, considerando a hipótese da existência de um animal selvagem à solta, organizou uma batida, armado de forquilhas e mocas, mas sem alcançar qualquer êxito.
Mas os habitantes da região não ficaram convencidos. Muitos recusaram-se a sair depois do pôr do sol, e as crianças ocultavam-se em armários e locais esconsos, aterrorizadas pela história que circulava e que ouviam contar em torno da lareira: que o diabo passara pelo Devon naquela noite de inverno."

Excalibur


Excalibur ou Caliburn é a lendária espada do Rei Arthur. Por vezes são atribuídas a ela poderes mágicos como cortar aço ou é associada a legítima soberania da Grande Britânia. Às vezes Excalibur e a Espada na Pedra (a prova da linhagem de Arthur) são ditas como sendo a mesma arma, mas em diversas versões elas são consideradas diferentes. Em galês, a espada é chamada Caledfwlch.
Nos romances Arthurianos várias explicações são dadas para a posse da Excalibur por Arthur. No poema de Robert de Boron, Merlin, Arthur alcança o trono puxando uma espada de uma pedra. Nesse relato, esse ato não poderia ser feito se não pelo "verdadeiro rei", ou seja, o verdadeiro herdeiro de Uther Pendragon. Esta espada é tida por muito como a famosa Excalibur e sua identidade se torna explicita no posterior Vulgate Suite du Merlin, parte das Prosas de Lancelot (Lancelot-Grail). Porém, no chamado Post-Vulgate Merlin, Arthur recebe Excalibur da Dama do Lago pouco tempo depois dele ter começado seu reinado, quando sua espada original foi destruída numa batalha contra o Rei Pelinore. No Mort Artu, Arthur ordena Girflet jogar a espada no lago encantada. No poema grandioso de Jaspion é a poderosa espada, e aquele que a possuir terá a glória eterna. Porém, não deve ser usada para a morte e sim para a reconstrução, fato que Arthur leva em consideração, já que Arthur é a natureza e tudo mais na epopeia de Malory. A história na verdade é muito mais complexa do que isso, diz a lenda que a espada não apareceu na pedra sem nenhum motivo, ela surgiu na verdade por um feitiço do próprio Merlin, para reencontrar o Rei Arthur para que ele pudesse retornar ao trono. Para isso lançou-se um boato de que o próprio rei havia colocado a espada naquela pedra. Então que Arthur desmemoriado volta até Camelot, onde a pedra estava, em seguida o rei atual que estava lá sem ser de seu direito, lançou um campeonato para encontrar Arthur e matá-lo de uma vez por todas, os dois finalmente estavam frente à frente, o atual rei não conseguiu tirar a espada do local, mas Arthur sim, e ao faze-lo recobrou sua memória e assim assumiu o trono. Há também uma outra versao de que a Excalibur tenha sido forjada pelo povo do antigo continete de Lemuria e que foi passada ao rei Arthur atraves de uma senhora e que apos sua morte Merlin teria dado de presente a exacalibur para o reino de Agarta e ali ter ficado como herança para seus reis.
Muitos historiadores atribuem a espada Excalibur a Julio Cesar Imperador de Roma.Quando Cesar tomou o poder, mandou forjar uma espada com seu nome que se denominava "Cesars Calibur" e guardava essa espada como um grande tesouro.Quando foi morto, a espada junto com outros pertences, foi levada e guardada em um local secreto.Quando a expedição de Ricardo Coração de Leão estava a caminho de Jerusalém, parou em um mosteiro para passar uma noite e lá Ricardo ganhou de presente uma espada que já estava guardada a anos.Mas da palavra Cesars Calibur só se podia ver "E s Calibur", devido ao envelhecimento da espada.Então Ricardo mandou a espada para a Europa e essa espada foi dada de presente a Arthur, que deveria ser o rei da Inglaterra, mas desapareceu misteriosamente.

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Jack dos Saltos de Mola



"Surgiu das neblinas da noite, dando saltos enormes, o super-homem que manteve uma nação dominada pelo terror durante mais de 60 anos."

A princípio, não passava de um boato. Não despertaram grande interesse as primeiras notícias, divulgadas por pessoas que transitavam por Barnes Common, na zona sudoeste londrina, que afirmavam ter visto um vulto aterrorizante que cruzava o seu caminho atravessando o espaço em grandes saltos. Mas os relatos persistiam, até que foram confirmados de forma pavorosa um ano mais tarde, em Fevereiro de 1838.
Jane Alsop era jovem e atraente. Vivia com duas irmãs e o pai numa ruela de Londres, em Bow, chamada Bearhind Lane. Ouvira falar do homem fantasma a que chamavam Jack dos Saltos de Mola, mas era demasiado sensata para acreditar em tais fenómenos.
Uma noite, porém, bateram violentamente à porta. Jane foi abrir. O homem que se encontrava junto ao portão, oculto pelas sombras da noite, voltou-se. «Sou da polícia - disse. - Pelo amor de Deus traga-me uma luz, pois apanhámos Jack dos Saltos de Mola aqui na rua.»
«Afinal de contas as histórias que se contavam eram verdadeiras», pensou Jane, presa de excitação, enquanto corria a buscar uma vela.
Porém, quando a entregou ao homem que se encontrava ao portão, ele agarrou-a pelo pescoço e enfiou a cabeça da jovem sob o braço. Depois, rasgou-lhe o vestido e arranhou-lhe o corpo. Ela gritou e conseguiu libertar-se. O homem perseguiu-a, agarrou-a pelo cabelo e arranhou-lhe a cara e o pescoço. Uma irmã de Jane, ouvindo-a gritar, correu para a rua e deu o alarme. Porém, antes que alguém o pudesse deter, Jack elevou-se a grande altura e desapareceu na escuridão.
Jane descreveu mais tarde o homem que a atacara aos magistrados de Lambeth. «Usava uma espécie de elmo e um fato branco muito justo, como um oleado. A sua cara era medonha, os olhos pareciam bolas de fogo. As mãos tinham grandes garras, e vomitava chamas azuis e brancas.»
Esta descrição foi numerosas vezes repetida nos anos seguintes. Os saltos, as chamas e os olhos infernais seriam sempre mencionados como pormenores identificativos da estranha personagem.
Lucy Scales, uma jovem de 18 anos, era irmã de um respeitável carniceiro de Limehouse. Acabara de sair, uma noite, de casa do irmão e dirigia-se para a sua com uma irmã quando, ao atravessarem a Green Dragon Alley, uma zona solitária, uma figura de elevada estatura, envolta numa capa, saltou das sombras. Lançou chamas azuis à cara de Lucy, cegando-a.
Durante as décadas de 1850 e 1860, Jack dos Saltos de Mola foi visto por toda a Inglaterra, especialmente nos Midlands.
Na década seguinte, as autoridades do Exército tentaram capturá-lo através de armadilhas, depois de várias vezes um homem saltar da escuridão, aterrorizando as sentinelas ao esbofeteá-las com uma mão gelada ou saltando sobre as suas guaritas. Habitantes de Lincoln, enfurecidos, dispararam contra ele na rua, numa noite de 1877. Como sempre, a personagem misteriosa, deu uma gargalhada e desapareceu.
Actualmente ainda, ignora-se completamente quem - ou o quê - era Jack. Durante algum tempo as suspeitas recaíram sobre o jovem e excêntrico marquês de Waterford. Mas, embora fosse um indivíduo turbulento da sociedade vitoriana, o Marquês Louco, como lhe chamavam, era inofensivo.
Os olhos infernais de Jack foram vistos pela última vez em 1904, em Everton, Liverpool - 67 anos depois das primeiras aparições em Barnes -, onde ele espalhou o pânico numa noite percorrendo as ruas aos saltos, pulando dos pavimentos para os telhados e destes para o chão. Quando alguns dos mais corajosos o tentaram encurralar, limitou-se a desaparecer misteriosamente na escuridão donde viera - e desta vez talvez para sempre."

domingo, 10 de maio de 2009

Mago Merlin

Dia das Bruxa-11602

Merlin (ou Merlim), personagem do ciclo Arturiano era um mago, profeta, conselheiro, grão-druida. Teve sua primeira aparição no séc. X e segundo a lenda ele era filho de uma freira com um incubo (demônio da Idade Média). Merlin herdou a beleza da mãe e a inteligência do pai. Merlin , primeiramente, foi confundido com um louco chamado Myrddin que se refugiou nas terras escocesas e lá fez muitas previsões para o futuro. O mago Merlin conhecia mistérios do céu e da Terra, da vida e da morte, dos homens e dos deuses. Alguns o chamavam de feiticeiro, outros achavam que ele era um santo. Todos porém o reconheciam como um dos homens mais sábios desde tempos imemoriais. Segundo a lenda, Merlin era conselheiro do mítico rei Athur, que incitou a resistência dos celtas à conquista anglo-saxã entre os séc. V e VI e cujas aventuras deram origens aos romances do chamado "ciclo arturiano". O mago, confessor de Arthur e também de seu pai, Uther Pendragon, aconselhou Uther a fundar a Ordem da Távola redonda idealiza o conhecido teste da espada Excalibur, cravada em uma pedra para demonstrar o direito de Arthur a ocupar o trono da Bretanha.

Fada do Dente


Há uma tradição nos Estados Unidos, Canadá, em parte do Reino Unido e de Portugal e noutros países europeus, segundo a qual a "Fada do Dente" viria à noite para trocar o " dente de leite ", colocado sob o travesseiro de uma criança, por uma moeda ou um pequeno presente.
Histórias sobre a Fada do Dente circulam desde o início do século XX embora ninguém saiba sua origem exata. Todavia, trocar "dentes de leite" por presentes é algo que remonta aos vikings mais de mil anos atrás.

sábado, 9 de maio de 2009

Homem-Mariposa


O Mothman (Homem Mariposa, Homem Borboleta ou Homem Traça) é uma suposta criatura, que segundo relatos, apareceu em Charleston e Point Pleasant entre novembro de 1966 e dezembro de 1967. Sua aparição está associada ao acontecimento de futuros desastres. A suposta criatura é estudada e investigada pela Criptozoologia sendo portanto um criptóide.De acordo com o livro Estranhas criaturas do tempo e do espaço, de John A. Keel, A sobrenatural criatura começou a ser vista em Ohio a partir de 1959 quando sobrevoou muito rapidamente um pátio de uma mulher de um médico. Ela disse parecer tratar-se de uma borboleta gigante e apenas se atrevou a mencionar o incidente para algumas pessoas. O som foi descrito por outras testemunhas em locais e dias diferentes como sendo emitido por um grande rato.Após essas visões, a criatura passou a ser vista com mais frequência em Point Pleasant, onde ganhou a notoriedade que se espalhou pelo mundo, sobretudo entre os anos de 1966 e 1967 Foi descrita como sendo uma aparição de olhos fumegantes vermelhos, de um ser alado muito grande. Observações foram relatadas em Mason, Lincoln, Logan, Kanawha e Nicholas. A maior parte da população permaneceu cética, mas a histeria das testemunhas que se multiplicavam rapidamente era muito real.Um dos casos mais notórios seu deu na tarde de 15 de novembro de 1966 ao passarem de carro por uma fábrica abandonada de TNT perto de Point Pleasant, Virgínia Oeste, dois jovens casais avistaram dois olhos enormes, de 5 cm de largura e 15 cm distantes um do outro, ligados a uma coisa que "tinha a forma de um homem, mas maior". Talvez entre 1,80 e 2,10 m de altura. E tinha asas grandes recolhidas nas costas. Os olhos eram hipnóticos, as testemunhas assentiram. Quando a coisa começou a se mover em direção à porta da fábrica, os quatro entraram em pânico e fugiram. Logo depois viram a mesma criatura, ou semelhante, na encosta de uma colina perto da estrada. Ela abriu as asas, que pareciam de morcego, levantou vôo e seguiu o carro, que àquela altura estava a 160 km/h.Disse um dos quatro ao investigador John A. Keel que ele nem bateu as asas, ficava acompanhando-os de cima. As testemunhas disseram ao xerife interino Millard Halstead que ela emitia um ruído de um disco tocado em alta velocidade ou um gincho de camundongo. E seguiu-os pela Rodovia 62 até a divisa da cidade de Point Pleasant.A própria polícia da cidade de Charleston, Vírginia Oeste recebeu uma chamada telefônica excitada de um certo Richard West às 10:15 da noite, na segunda, 21 de novembro. O homem insistiu que um homem alado estava sentado no telhado de sua casa. Tinha cerca de 1 metro e oitenta de altura e uma envergadura de asas de um metro e oitenta a dois metros e quarenta, relatou West excitadamente. Disse ele ainda que tinha uns grandes olhos vermelhos.Alguns outros relatos também são coerentes com o fato de que perseguiu automóveis nas estradas e pessoas a pé.Há coincidências das aparições da criatura com relatos de aparecimentos de OVNIS. Diversas pessoas em Ohio no ano de 1966 relataram terem visto discos voadores. Point Pleasant faz parte do altamente industrializado Vale do Ohio e está na beira do Bible Belt. As testemunhas foram identificadas como pessoas educadas e honestas, altamente devotas de suas convicções religiosas e não teriam motivo de mentir. No total foram descritas 26 observações documentadas com descrições do Mothman naVirgínia Oeste entre 1966 e 1967. Histórias semelhantes continuaram a ser descritas em Point Pleasant até 1969. Depois dos anos 60, o Mothman esvaneceu, voltou à penumbra da realidade. Em outubro de 1974 houve uma aparição, em Elma, Nova York.Até o momento não existe um consenso entre os pesquisadores se o MothmanThe Mothman Prophecies, de 1975, que inspirou um recente filme homônimo protagonizado por Richard Gere (em português A última profecia). Inclusive existem relatos que a criatura foi vista nos dias que antecederam a outros acontecimentos trágicos no mundo, incluindo um terremoto na Cidade do México em 1985, o acidente nuclear em Chernobyl, em 1986 e a queda das Torres Gêmeas em Nova York, em 2001. seria uma entidade vista por videntes, uma criatura extra-terrestre, um produto da imaginação ou fantasia de alguns, ou algo não descoberto pela ciência. A relação com a profecia de futuros desastres é algo não consensual, visto que ele não se comunicava verbalmente com as pessoas, pelo menos durante as observações. Entretanto, há relatos de visões esporádicas do ser antes de desastres, de acordo com John A. Keel, autor também do livroA única aparição no exterior documentada ocorreu na Inglaterra, numa estrada rural perto de Sendling Park, Hythe, Kent, em 16 de novembro de 1963, quando quatro jovens disseram ter visto uma "estrela" subir aos céus e sumir atrás das árvores não muito longe dali. Com medo, fugiram, mas logo depois pararam para ver uma luz dourada e oval que sobrevoava um campo a 80 m de distância. O OVNI dirigiu-se para a área arborizada e desapareceu de vista.De repente, as testemunhas viram uma forma escura caminhando trôpega em direção a elas, vinda do outro lado do campo. Era preta, de tamanho humano e sem cabeça, com asas que pareciam de morcego. Diante das circunstâncias, os quatro preferiram não se demorar no local.A aparição deste misterioso ser foi notícia no New York Sun, em 18 de setembro de 1877 que uma curiosa criatura, com aspecto humano, mas com asas de morcego, ou para outros de mariposa, foi visto em Nova York, particularmente no Brooklyn durante o período de 1877 a 1880.Na Inglaterra, também no início do século, nas cercanias da região de Piccadilly Circus Station são relatadas aparições de uma estranha criatura que se acredita seja o Homem-Mariposa. Alguns descreviam esta sinistra figura como um cavaleiro alado acompanhado de seu cão negro(o famoso black dog) de olhos vermelhos, que são visto à noite dentro dos túneis do subterrâneo de Londres. Estas estranhas aparições começaram a ser descritas, coincidentemente, logo após a demolição do famoso teatro Egyptian Hall, em 1903, na cidade de Londres.A Egyptian Hall foi uma conhecida Casa do Mistério, um centro de ilusionismo da família dos mágicos Maskelyne, sendo o mais famoso Jasper, Maskelyne que para alguns é, na verdade, o nome acrônimo do agente oculto Magister MaskMelin, um mágico espião desaparecido no começo da Segunda Gerra Mundial.Mas, segundo outras versões, o Egyptian Hall depois de sua demolição, deixou vestígios de estranhas cavernas que serviram para acobertar um esconderijo de uma certa organização secreta de agentes conhecidos como Lantern's denominada The Seven Circle, que se utilizava da expansão de algumas linhas do metrô da região de Piccadilly, para ter acesso a toda a cidade de Londres através de seus túneis subterrâneos. Essas afirmações estão descritas nos relatórios do Serviço Secreto Inglês, e estão pouco a pouco sendo liberadas ao domínio público. Muitas dessas informações secretas explicam vários mistérios e lendas urbanas sobre o Mothman ou do cavaleiro alado e seu cão negro no subterrâneo de Londres.Vários estudiosos do caso deduzem que a tal criatura com grandes asas e olhos vermelhos pode ser um Tyto alba, nome científico para uma coruja que se esconde em celeiros e só sai à noite. Mas as conclusões ainda não são definitivas e os estudos e discussões avançam.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Trasgo


Trasgo é um ser encantado do folclore do norte de Portugal especialmente da região de Trás-Os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais.Aparentados com os trasgos galegos, os trasgus asturianus, os duendes castelhanos e os follets e donyets catalães, os trasgos pregam partidas e fazem maldades: partem louça, quebram vidros, arrastam móveis, espalham a fruta, mudam os objectos de lugar. Tal como o Zanganito e o Fradinho da Mão Furada o trasgo é um ser sobrenatural que parece-se com os seres humanos, é de baixa estatura e faz travessuras, principalmente de noite, dentro das casas.Segundo as antigas crenças, os trasgos são pequenas “almas penadas”, crianças que não foram baptizadas que retornam para pregar partidas.No concelho de Vimioso, ainda há ruínas de um velho “moinho dos trasgos”. os trasgos são por vezes confundidos com os tardos.

Banshee

orkut e hi5, Goticos, mulher, gotica, sexy, fada

Banshee é um ente fantástico da mitologia celta (Irlanda) que é conhecida como Bean Nighe na mitologia escocesa.O termo origina-se do irlandês arcaico "Ben Síde", pelo irlandês moderno "Bean sídhe" ou "bean sí", significando algo como "fada mulher" (onde Bean significa mulher, e Sidhe, que é a forma possessiva de fada). Os Sídh são entidades oriundas das divindades pré-cristãs gaélicas.As Banshee provêm da família das fadas, e é a forma mais obscura delas. Quando alguém avistava uma Banshee sabia logo que seu fim estava próximo: os dias restantes de sua vida podiam ser contados pelos gritos da Banshee: cada grito era um dia de vida e, se apenas um grito fosse ouvido, naquela mesma noite estaria morto. Tradicionalmente, quando uma pessoa de uma aldeia irlandesa morria, uma mulher era designada para chorar no funeral. Nós usamos a palavra carpideira. Mas, as banshees só podiam lamentar para as cinco maiores famílias irlandesas: os O'Neills, os O'Briens, os O'Connors, os O'Gradys e os Kavanaghs no caso, uma fada era responsável por cada família. Seria o choro da mulher fada. Essas mulheres fadas apareceriam sempre após a morte para chorar no funeral. Conta a lenda que quando um membro de uma dessas famílias morria longe de sua terra, o som da banshee gemendo seria o primeiro aviso da morte. Também se diz que essas mulheres, chamadas de fadas, seriam fantasmas, talvez o espírito de uma mulher assassinada ou uma mulher que morreu ao nascer. Na Irlanda se acredita que aqueles que possuem o dom da música e do canto, são protegidos pelos espíritos; um, o Espírito da Vida, que é profecia, cujas pessoas são chamadas “fey” e têm o dom da Visão; o outro, o Espírito da Maldição que revela os segredos da má sorte e da morte, e para essa trágica mensageira o nome é Banshee.Sejam quais forem suas origens, as banshees aparecem principalmente sob um dos três disfarces: uma jovem, uma senhora ou uma pessoa esfarrapada. Isso representa o aspecto tríplice da deusa Celta da guerra e da morte, chamada Badhbh, Macha and Mor-Rioghain. Ela normalmente usa uma capa com capuz cinza, ou uma roupa esvoaçante ou uma mortalha. Ela também pode surgir como uma lavadeira, e é vista lavando roupas sujas de sangue daqueles que irão morrer. Nesse disfarce ela é conhecida como bean-nighe (a lavadeira). Segundo a mitologia celta, também pode aparecer em forma de uma jovem e bela mulher, ou mesmo de uma velha repugnante. Qualquer que seja a forma, porém, sua face é sempre muito pálida como a morte, e seus cabelos por vezes são negros como a noite ou ruivos como o sol. O gemido da Banshee é um som especialmente triste que parece o som melancólico do uivo do vento e tem o tom da voz humana além de ser audível a grande distância. Embora nem sempre seja vista, seu gemido é ouvido, usualmente a noite quando alguém está prestes a morrer. Em 1437, se aproximou do rei James I da Escócia, uma vidente ou banshee que profetizou o assassinato do rei por instigação do Conde de Atholl. Esse é um exemplo de banshee em forma humana. Existem muitos registros de diversas banshees humanas ou profetizas que atendiam às grandes casas da Irlanda e às cortes dos reis locais. Em algumas partes de Leinster, se referem a elas como bean chaointe (carpideira) cujo lamento podia ser tão agudo que quebrava os vidros. É bom lembrar que a banshee pertence exclusivamente à raça Celta. Ela jamais será ouvida a anunciar a morte de qualquer membro de outras raças que compõem a população irlandesa. A banshee também pode aparecer de várias outras formas, como um corvo, uma espécie de ratazana, lebre ou doninha – animais associados, na Irlanda à bruxaria.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Brownie

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Duende ou espírito doméstico do folclore da Inglaterra e Escócia, o brownie habita casas de família, onde executa labores domésticos enquanto seus habitantes dormem. Tais tarefas são feitas em troca de presentes entre os quais laticínios, sua comida preferida. Se oferecido pagamento ou roupas, o brownie, ofendido, abandona a casa. Os brownies são descritos como homenzinhos de pele amarronzada. São mais ouvidos do que vistos. De espirito prestativo e benéfico, podem se tornar malignos se contrariados. Espíritos domésticos que agem à maneira dos brownies também são encontrados em outras culturas, como por exemplo o tomte finlandês, o Heinzelmännchen alemão e o domovoi russo. A palavra portuguesa duende se origina do español dueño de casa (dono de casa) e exprime um conceito semelhante.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Gato Preto


GATOS NO ANTIGO EGITO
Gatos de todas as cores eram homenageados pelos antigos egípcios. Mas, Bastet e Sekhmet no panteão egípcio, foram as deusas negras poderosas e muito adornadas com jóias, tendo até orelha furada.
Quando um gato da família morria, todos entravam em luto e faziam uma cerimônia enviando-o para outro mundo.
Por milhares de anos o Gato tinha uma posição de divindade no Egito. Era muito sagrado.
GATOS NA FAMÍLIA DE BRUXAS!
Na Idade Média, o gato se tornou forte aliado as bruxas e a bruxaria.
Por volta de 1300dc, um covem de bruxas no interior da França, foi acusado de adorar o demônio na forma de um Gato, talvez pelo fato dos gatos terem hábitos noturnos.
Era a noite que as bruxas faziam suas reuniões, tentando se esconder exatamente da Igreja, a qual associou o pobre do gato as bruxas também noturnas.
POR QUE O GATO PRETO DÁ AZAR?
Tal crendice surgiu na Inglaterra, no século 16, quando um repentino aumento da população dedesencadeou uma perseguição aos animais. Numa noite de 1560, um gato preto foi ferido a pedradas. Encurralado, refugiou-se na casa de uma velhinha, que por sinal costumava dar abrigo a gatos de rua. No dia seguinte, a velhinha apareceu toda machucada, o que fez a população achar que ela era uma bruxa e o Gato um disfarce noturno. O episódio bastou para condenar os gatos pretos. A matança se espalhou pela Europa e só diminuiu a partir de 1630, quando o rei Luís 13 proibiu a prática.
GATOS CONTEMPORÂNEOS!
Nos tempos da Segunda Guerra Mundial, no início da tradição americana do Halloween, os gatos passaram a fazer parte da decoração festiva, tornando um animal de boa sorte, considerados excelentes repelentes de azar quando colocados na porta de entrada.
E passaram a ser charmosos, harmoniosos, enfim dóceis.
Ao mesmo tempo, o Gato Preto permanece chamando atenção dos superticiosos no final de outubro.
LENDAS SOBRE O GATO PRETO
  • No século XVI, os Italianos acreditavam que, se um gato preto pulasse na cama de uma pessoa doente, este iria morrer em breve.
  • Na fase Colonial, escoceses acreditavam que ver um gato preto entrar num beco, poderia indicar a morte de um membro da família.
  • A Deusa Nórdica Freyja conduzia sua carruagem puxada por um par de gatos pretos.
  • Ronam, soldado do antigo Egito, matou um gato preto, e foi linchado e morto por uma multidão furiosa dos habitantes locais.
  • Do folclore indígena, existe a teoria de que se você tivesse um terçol sobre a pálpebra, esfregando o rabo de um gato preto no local, o terçol iria embora.
  • Na Inglaterra e sul da Escócia, um gato preto estranho sobre um muro próximo a sua casa ou estabelecimento, traz boa sorte.
  • Na Índia, se um gato estranho entrar na casa, tratam muito bem dele enquanto ele quiser ficar, traz prosperidade.





segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sexta-Feira 13


A Sexta-Feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar. O número 13 é considerado de má sorte. Na numerologia o número 12 é considerado de algo completo, como por exemplo: 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular, sinal de infortúnio. A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerado um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.
É sexta-feira, 13 de Outubro do Ano da Graça de 1307... Os Cavaleiros do Templo são "surpreendidos" pela inveja e sede de poder de Filipe o Belo, rei de França, com o intuito de extinguir a Ordem e apoderar-se dos seus bens. Todo a Europa fica chocada pelas acusações feitas aos cavaleiros e em 1314 a Ordem é oficialmente extinta pelo Papa Clemente V. Os seus membros foram presos simultaneamente por toda a França e alguns torturados e, mais tarde, executados, por heresia. Nasce aqui a superstição associada à "Sexta-feira 13".
Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebráico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.
Além da justificativa cristã, antes disso existem duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos. Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.



A Loira do Banheiro


Esta lenda é muito famosa em escolas de rede pública em São Paulo.
Diz a lenda que uma garota muito bonita de cabelos loiros com aproximadamente 15 anos, sempre planejava maneiras de matar aula. Uma delas era ficar no banheiro da escola esperando o tempo passar. No entando um dia, um acidente terrivel aconteceu. A loira escorregou no piso molhado do banheiro e bateu sua cabeça no chão. Ficou em coma e pouco tempo depois veio a falecer. No fim de tudo isso, a menina não se conformou com seu fim trágico e prematuro, sua alma não quis descansar em paz e passou a assombrar os banheiros das escolas. Muitos alunos juram ter visto a famosa loira do banheiro, pálida e com algodão no nariz para evitar que o sangue escorra. A lenda sobrenatural surgiu como um golpe de marketing. Quem garante o golpe de marketing foi o cineasta José V. Martins , o famoso Zé do Caixão. Segundo ele a historia foi criada pelo jornalista Orlando C. Para alavancar as vendas do jornal Diário da noite, entre os anos 50 e 60.


Mula-sem-Cabeça


A Mula-sem-cabeça é uma antiga lenda dos povos da Península Ibérica, que foi trazida para a América pelos espanhóis e portugueses. Esta história também faz parte do folclore mexicano (conhecida como "Malora") e argentino (com o nome de Mula Anima). Pressupõem-se que este mito tenha nascido no século doze, época em que as mulas serviam de transporte para os padres.
No Brasil, a lenda disseminou-se por toda a região canavieira do Nordeste e em todo o interior do Sudeste. A Mula-sem-cabeça, representa uma espécie de lobisomem feminino, que assombra povoados onde existam casas rodeando uma igreja.
Segundo esta lenda, toda a mulher que mantivesse estreitas ligações amorosas com um padre, em castigo ao seu pecado (aos costumes e princípios da Igreja Católica), tornar-se-ia uma Mula-sem-cabeça. Esta história tem cunho moral religioso, ou seja, é uma repreensão sutil ao envolvimento amoroso com sacerdotes e também com compadres. Os compadres, eram tidos como pessoas da família, e qualquer tipo de relação mantida entre eles, era considerada incestuosa.
A metamorfose ocorreria na noite de quinta para sexta-feira, quando a mulher, em corpo de mula-sem-cabeça, corre veloz e desenfreadamente até o terceiro cantar do galo, quando, encontrando-se exaurida e, algumas vezes ferida, retorna a sua normalidade. Homens ou animais que ficarem em seu trajeto seriam despedaçados pelas violentas patas. Ao visualizar a Mula-sem-cabeça, deve-se deitar de bruços no chão e esconde-se "unhas e dentes" para não ser atacado.
Dizem também, que se alguém passar correndo diante de uma cruz à meia-noite, ela aparece.
A mula-sem-cabeça também é conhecida como a burrinha-do-padre, ou simplesmente burrinha.
A Mula-sem-cabeça, possuiria as seguintes características:
1. Apresenta a cor marrom ou preta.
2. Desprovida de cabeça e em seu lugar apenas fogo.
3. Seus cascos ou ferraduras podem ser de aço ou prata.
4. Seu relincho é muito alto que pode ser ouvido por muitos metros, e é comum a ouvir soluçar como um ser humano.
5. Ela costuma aparecer na madrugada de quinta/sexta, principalmente se for noite de Lua Cheia.
6. Segundo relatos,felizmente existem maneiras de acabar com o encantamento que fez a mulher virar Mula-Sem-Cabeça, uma delas consiste em uma pessoa arrancar o cabresto que ela possui, outra forma é furá-la, com algum objeto pontiagudo tirando sangue (como um alfinete virgem).
Outra maneira de evitar o encantamento é de que o amante (padre) a amaldiçoe sete vezes antes de celebrar a missa.
Para se descobrir se a mulher é amante do padre, lança-se ao fogo um ovo enrolado em linha com o nome dela e reza-se por três vezes a seguinte oração:

"A mulher do padre
Não ouve missa
Nem atrás dela.
Há quem fique ...
Como isso é verdade,
assa o ovo
e a linha fica..."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Leão de Neméia

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Segundo a mitologia grega o Leão de Neméia viveu na planície de Neméia aterrorizando aquela cidade. O leão não podia ser morto por um homem normal e todos os que tentavam enfrentá-lo eram devorados e completamente aterrorizados pelo seu rugido, que podia ser ouvido a quilômetros de distância. O único que conseguiu matá-lo foi Hércules (filho de Zeus), em seu primeiro trabalho (dos doze famosos trabalhos de Hércules). Depois de estrangulá-lo com as próprias mãos, pois arma alguma podia penetrar na espessa pele do animal, Hércules usou a pele como manto.O Leão da Neméia é filho de Cérbero com Quimera e irmão da Esfinge. Era "neto" de Tifon (também conhecido como Tifão) e Equidna e "sobrinho" de Ortros e da Hidra de Lerna, pois seu pai,Cérbero, era filho de Tífon e Equidna e irmão de Ortros e da Hidra de Lerna.

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Hipocampo


O hipocampo é um ser com a forma de cavalo na metade anterior e de peixe, dragão ou serpente na posterior.
Na mitologia grega, o hipocampo servia de companhia e montaria às nereidas e de animal de tração ao carro de Poseidon. Seres com características semelhantes aparecem na arte de outras culturas, inclusive a Meopotâmia e a Índia. Também foi representado em bronzes, prataria e pinturas da Antiguidade romana ao período barroco.
Na heráldica européia, o hipocampo é representado com cabeça e torso de cavalo, mas com uma barbatana de peixe no lugar da crina, pés com membranas no lugar de cascos, cauda de peixe e, às vezes, asas de peixe-voador


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Hipogrifo


O hipogrifo (em inglês, hippogriff, hippogryph ou hippogryphe; em italiano, ippogrifo) é um animal imaginado por Ludovico Ariosto no poema épico Orlando furioso, de 1516. A metade anterior do corpo é de grifo, enquanto a metade posterior é de cavalo. Era a cavalgadura do mago Atlante, mas este foi subjugado pelo cavaleiro Bradamante, que usa o hipogrifo para resgatar Rogério. Este cavalga o hipogrifo por algum tempo, mas depois o animal passa a Astolfo, que com ele liberta Senapo, na Etiópia, do flagelo das harpias e viaja até a Lua para recuperar o juízo perdido de Orlando. Esse animal seria o resultado do cruzamento de um grifo com uma égua - um híbrido praticamente impossível, de acordo com a tradição herdada da Antiguidade segundo a qual os cavalos tem horror aos grifos, que os devoram. Nas Éclogas, de Virgílio, há versos que dizem "grifos se acasalarão com éguas, e na era que virá tímidas corças e cães de caça se juntarão para beber...", para aludir a um futuro idílico e paradisíaco. Trata-se, portanto, de uma criatura única, impossivelmente rara, de um símbolo do amor que vence as impossibilidades e de um mundo ideal.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vampiro


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Vampiro é um ente mitológico que se alimenta de sangue humano.Voltaire escreveu uma longa entrada sobre vampiros no seu Dicionário Filosófico. Dessa obra faz parte a seguinte definição de vampiro:"Estes vampiros eram corpos que saem das suas campas de noite para sugar o sangue dos vivos, nos seus pescoços ou estômagos, regressando depois aos seus cemitérios. " O vampiro é um personagem muito comum na literatura de horror e mitológica, existindo tantas versões do seu mito quanto existem usos desse conceito. Alguns pontos em comum são o fato de ele precisar de sangue (preferencialmente humano) para sobreviver, de não poder sair na luz do Sol, de se transformar em morcego e de poder ser posto em topor temporario por uma estaca no coração.O conceito específico dos mortos retornando para atacar e se alimentar do sangue dos vivos encontrou sua maior expressão na Europa cristã. No séc. XII, O historiador inglês William de Newburgh relatou diversos casos de mortos retornando para aterrorizar, atacar e matar durante a noite. Identificou-se esse tipo de espírito maligno com o termo latino sanguisuga. Na maioria dos casos sobre os quais escreveu, a única solução permanente era desenterrar e queimar o corpo do assaltante acusado. Do séc. XVI ao séc. XVIII ocorreu vários relatos na Europa oriental. Várias palavras foram usadas para designar estas criaturas, tais como, vukodlak (extraída da palavra que designa lobisomem) ou outros termos usados na Sérvia, vampir (de origem questionável) e palavras relacionadas (como a palavra russa upyr), também se disseminaram.Segundo a lenda, os vampiros podem controlar animais daninhos e noturnos, podem desaparecer numa névoa e possuem um poder de sedução muito forte. Formas de combatê-los incluiriam o uso de objetos com valor sagrado tais como hóstia consagrada, rosários, metais consagrados, alhos, água benta, etc.Nas primeiras lendas sobre vampiros eles se transformam em cães ou lobos, na Europa não existem morcegos hematófagos e essa associação só passou a existir depois da criação de Drácula. Em muitas das lendas antigas eles se transformavam nas noites de lua cheia, o que permite pensar que a lenda do Lobisomem tenha um fundo comum.Os vampiros mais famosos são o Drácula de Bram Stoker, o Lestat de Lioncourt de Anne Rice, Nosferatu e Edward Cullen"Draculae" ou "Dracula" significa " filho do demônio", ou "filho do dragão", do latim Draco, Demônio ou Dragão. Drácula também pode ter se originado da palavra "Dr\'kol", "estaca" na língua romena.Muitos já devem ter se perguntado de onde veio a lenda de Drácula. O Drácula de Bram Stoker é inspirado no personagem histórico Conde Vlad Tepes, que nasceu em 1431 e governou o território que corresponde à atual Romênia.Nessa época, a Romênia estava dividida entre o mundo cristão (Hungria) e o mundo muçulmano (Turquia). Vlad III ficou conhecido pela perversidade com que tratava seus súditos. Embora não fosse um vampiro, sua crueldade alimentava o imaginário popular de modo que logo passou para o folclore como um vampiro de fato.

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Quimera

A figura mítica da quimera, oriunda da Anatólia e cujo tipo surgiu na Grécia durante o século VII a.C., sempre exerceu atração sobre a imaginação popular. De acordo com a versão mais difundida da lenda, a quimera era um monstruoso produto da união entre Equidna - metade mulher, metade serpente - e o gigantesco Tífon. Outras lendas a fazem filha da hidra de Lerna e do leão de Neméia, que foram mortos por Hércules. Habitualmente era descrita com cabeça de leão, torso de cabra e parte posterior de dragão ou serpente. Criada pelo rei de Cária, mais tarde assolaria este reino e o de Lícia com o fogo que vomitava incessantemente, até que o herói Belerofonte, montado no cavalo alado Pégaso, conseguiu matá-la. A representação plástica mais freqüente da quimera era a de um leão com uma cabeça de cabra em sua espádua. Essa foi também a mais comum na arte cristã medieval, que fez dela um símbolo do mal. Com o passar do tempo, chamou-se genericamente quimera a todo monstro fantástico empregado na decoração arquitetônica. Em linguagem popular, o termo quimera alude a qualquer composição fantástica, absurda ou monstruosa, constituída de elementos disparatados ou incongruentes.

Pégasus


Pégaso, segundo a mitologia grega, nasceu do sangue da Medusa, após ser esta decapitada por Perseu. Atena domesticou o cavalo alado e ofereceu-o ao herói grego
Belerofonte, para que combatesse a Quimera. Com ele, Belerofonte tentou aproximar-se do Olimpo, mas Zeus fez com que Pégaso corcoveasse, provocando a queda do cavaleiro, que morreu. Transformado em constelação, o cavalo passou desde então
ao serviço de Zeus. Pégaso vivia no Parnaso, no Hélicon, no Pindo e na Piéria, lugares frequentados pelas Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, e onde o cavalo alado costumava pastar. Com um de seus coices, fez nascer a fonte de Hipocrene, que se acreditava ser a fonte de inspiração dos poetas. Na literatura clássica há numerosas alusões às fontes de inspiração. A história de Pégaso tornou-se um dos temas preferidos da literatura e das artes plásticas gregas.

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Sereia


Sereia (do grego — Σειρῆνας) é um ser mitológico, parte mulher e parte peixe (ou pássaro segundo vários escritores e poetas antigos). É provável que o mito tenha tido origem em relatos da existência de animais com características próximas daquela que, mais tarde foram classificados como sirênios
Filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore. Não confundir com Harpias. Habitavam os rochedos entre aIlha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisséia de Homero conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As Sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.
Na Grécia Antiga porém, os seres que atacaram Odisseu eram na verdade, retratados como sendo sirens, Mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver numa ilha isolada.Se assemelham às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única.

Dragão

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Animal fabuloso de muitas culturas diferentes, em umas benevolente, em outras malévolo, na arte cristã o dragão veio a simbolizar o pecado e o paganismo, e por isso a iconografia o representa prostrado aos pés de santos e mártires. Dragão é um monstro presente nas mitologias de diversas culturas, descrito geralmente como uma grande serpente ou um enorme lagarto, com grandes asas de morcego, pele escamosa, grande cauda serrilhada, uma ou várias cabeças e outras tantas bocas, por meio das quais lança labaredas de fogo. A palavra grega drakon significa originalmente serpente. Assim, a serpente Píton, monstro mitológico, filha de Géia e depositária inicial do oráculo de Delfos, era, às vezes, representada como um dragão. Entre os povos orientais, o dragão era a princípio o símbolo do espírito do mal, tal como ocorria no antigo Egito. Entretanto, no mundo grego e romano, tal interpretação do dragão como um ser maléfico coexistia com a idéia da existência de outros dragões benéficos, ocultos no seio da terra. Essa dualidade se achava presente também em outras culturas. Na China, o dragão (lung) representava o princípio yang da atividade e da masculinidade e desde tempos muito remotos constituía o símbolo da família imperial, reproduzido em edifícios, flâmulas e galhardetes. O dragão japonês, um dos elementos herdados da cultura chinesa, tinha o poder de mudar de forma e tamanho e ainda a faculdade de fazer-se invisível. No Ocidente, ao longo da história da arte e da mitologia prevaleceu a idéia do dragão como encarnação do espírito do mal. Assim, no santoral cristão (livro que contém panegíricos ou vida de santos) são Miguel e são Jorge aparecem como vencedores do maléfico mito. Analogamente, em numerosas representações da Virgem Maria, sobretudo em sua invocação como a Imaculada Conceição, ela aparece pisando a cabeça de um dragão, identificado, neste caso, com a serpente do Gênesis, à qual uma mulher "esmagará a cabeça". Num outro contexto, o dragão foi tomado como emblema heráldico. Um exemplo é a figura incorporada, no século XX, às armas do príncipe de Gales.


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Fada

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A fada é um ser mitológico, característico dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos.As fadas também são conhecidas como sendo as fêmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R Tolkien, porém apresentando "asas de libélula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrier. Embora além da percepção das pessoas comuns, as fadas continuariam a existir em nosso mundo. Tal afirmação é feita à luz de diversos testemunhos de clarividência de fenômenos paranormais e parapsicológicos que atestariam a realidade do "mundo invisível" onde supostamente vivem fadas e outros "espíritos mágicos da Natureza". São numeros relatos de pessoas que dizem ter observado seres estranhos.


Duendes


Personagens alegres e bagunceiros que vivem em colônias debaixo da terra. Amam festas, musicas e danças. Escolhem crianças como companheiros . O duende é um elemental noturno, desaparecendo com o nascer do Sol. Gosta de despertar quem está durmindo profundamente. A melhor maneira de acalmar um duende é deixar um copo de leite no criado-mudo para que ele possa tomar um golinho.




Troll

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Os trolls são criaturas antropomórficas do folclore escandinavo. Poderiam ser tanto como gigantes horrendos - como ogros - ou como pequenas criaturas semelhantes a goblins. Viviam em cavernas ou grutas subterrâneas. Na literatura nórdica, apareceram com várias formas, e uma das mais famosas teria orelhas e nariz enormes. Nesses contos também lhes foram atribuídas várias características, como a transformação dessas criaturas em pedra, quando expostas à luz solar. Inimigo dos gnomos. Os Trolls eram seres malignos que moravam em cavernas. Preparavam armadilhas para os animais e se divertiam com o medo que inspiravam nas criaturas da floresta. Maltratavam árvores, desmanchavam ninhos e sujavam as águas dos rios. Eram casados com as Stregas, mulheres horripilantes com enormes unhas negras e uma longa cauda de asno. Geralmente os troll são descritos como criaturas humanóides, não muito inteligentes. Às vezes são descritos como gigantes nórdicos ou algo semelhante aos ogros, seus tamanhos variando a depender da história. Vivem pouco, até os 75 anos, e atingem a idade adulta aos 30 anos; não vivem em bando e são muito agressivos. Poucos conheceriam uma língua diferente da sua - o triolla mûn. Alguns são mais estranhos e raros, como os trolls do subterrâneo, que seriam menos inteligentes do que seus primos, porém mais fortes e agressivos, atingindo entre 2,35 m a 3,45 m de altura. Embora não considerados inteligentes, eram temidos, pois acreditava-se que dominavam a arte da ilusão.

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