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sábado, 4 de setembro de 2010

Lenda de Vila Velha


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A lenda de Vila Velha, ou de Itacueretaba ("cidade perdida de pedra") é de domínio popular e não se sabe a proveniência da narrativa. Ela exalta a riqueza dos antigos índios que habitavam o local, numa narrativa entremeada de grandes guerreiros, amores e traições, além de tesouros legados por deuses.
Segundo a lenda, esse recanto foi escolhido pelos primitivos habitantes para ser o Abaretama, "terra dos homens", onde esconderiam o precioso tesouro "itainhareru". Tendo a proteção de Tupã, era cuidadosamente vigiado pelos apiabas, varões escolhidos entre os melhores homens de todas as tribos. Os apiabas desfrutavam de todas as regalias, porém era-lhes vedado o contato com as mulheres, mesmo de suas próprias tribos. A tradição dizia que as mulheres, estando de posse do segredo do Abaretama, revelariam aos quatro ventos e, chegada a notícia aos ouvidos do inimigo, estes tomariam o tesouro para si.
Dhui fora escolhido para chefe supremo dos apiabas. Entretanto, não desejava seguir aquele destino. Seu sangue se achava perturbado pelo fascínio feminino. As tribos rivais, ao terem conhecimento do fato, escolheram Aracê Poranga para tentar o jovem guerreiro e tomar-lhe o coração para conseguir o segredo do tesouro.
Não foi difícil Aracê se apaixonar completamente por Dhui. Numa tarde primaveril, Aracê veio ao encontro de Dhui trazendo uma taça de "uirucuri", o licor de butias, para embebedar Dhui. No entanto, o amor já se assenhorava de sua razão e ela também tomou o licor, ficando ambos sob a sombra de um Ipê, languidamente entrelaçados.
Tupã vingou-se, desencadeando um terremoto que abalou toda a planície. Abaretama, completamente destruída, tornou-se pedra. O tesouro de ouro fundiu-se e liquidificou-se, transformando-se na Lagoa Dourada. Os dois amantes, castigados, foram petrificados um ao lado do outro. Junto a eles ficou a taça, igualmente petrificada. E foi assim que Abaretama se tornou Itacueretaba.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Lenda das Cataratas do Iguaçu

 
Conta a lenda que os índios caigangues, que habitavam às margens do rio Iguaçu acreditavam que o mundo era governado por Mboi, ou Mbá um deus que tinha a forma de uma serpente e era filho de Tupã. O cacique desta tribo chamado Igobi, tinha uma filha, Naipi, tão bonita que as águas do rio paravam quando a jovem nelas se mirava. Devido a sua beleza, Naipi seria consagrada ao deus Mboi passando a viver somente para seu culto. Havia porém, entre os caigangues um jovem guerreiro chamado Tarobá, que ao ver Naipi por ela se apaixonara. No dia em que foi anunciada a festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique e o pajé bebiam “cauim” (bebida de milho fermentado) e os guerreiros dançavam, Tarobá fugiu com a linda Naipi numa canoa que seguiu rio abaixo, arrastada pela correnteza.

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Quando Mboi soube da fuga de Naipi e Tarobá, ficou furioso, na forma de uma grande serpente, penetrou nas entranhas da terra e retorceu-se, provocou desmoronamentos que foram caindo sobre o rio e, produziu na terra, uma enorme fenda que formou uma catarata gigantesca. Envolvidos pelas águas dessa imensa cachoeira, a piroga e os fugitivos caíram de grande altura, desaparecendo para sempre. Diz a lenda que Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente fustigada pelas águas revoltas. E Tarobá foi convertido em uma palmeira, situada à beira do abismo e inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira acha-se a entrada de uma gruta onde o monstro vingativo vigia eternamente as duas vítimas. Tarobá condenado a contemplar eternamente sua amada sem poder tocá-la.



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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Lenda da Mãe-do-Ouro

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A Mãe-do-Ouro é uma personagem do folclore brasileiro, muito popular no interior das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.
Possui a aparência de uma linda mulher,com cabelos comprido dourados que reflete a luz do Sol. Aparece sempre trajada de um longo vestido de seda branco. Em algumas regiões, a Mãe-de-ouro é também representada por uma bola de fogo que tem a capacidade de se transformar nesta linda mulher.De acordo com a lenda, a Mãe-de-Ouro tem a capacidade de voar pelos ares, indicando locais onde existem jazidas e ouro. Dizem que em noites escuras e sem estrelas, aquela bola incandescente faz a curva no céu caindo sobre o morro, indicando que ali há tesouro enterrado.

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Diziam ser ela a guardiã dos tesouros da terra, das montanhas e dos rios. Ela está sempre perto do ouro e é vista à noite, porque brilha com a mesma beleza dourada de seu filho. Se alguém aproximar muito, ela desaparece, reaparecendo, em seguida, noutro lugar. Dizem que muitas lavras foram descobertas por causa de sua presença. Costuma aparecer à noite, depois de 19 horas, como uma luz dourada com a cauda luminosa. Aqueles poucos mortais que puderam vê-la mais de perto dizem ser uma mulher muito bonita, coberta de ouro, tendo os cabelos cheios de bichos. É crença geral que, quem conseguir limpar seus cabelos, ficará muito rico.
Há também versões de que a Mãe-de-ouro atue como uma defensora das mulheres que são maltratadas pelos maridos. De acordo com a lenda, a Mãe-de-ouro atrairia homens casados para uma caverna, libertando assim as esposas destes maridos e colocando no caminho delas homens bons.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Lenda do Uirapuru

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A lenda do Uirapuru é a lenda de um pássaro especial, pois dizem que ele é mágico, quem o encontra pode ter um desejo especial realizado.O canto do Uirapuru ecoa na mata virgem com um som puro e delicado, como o de uma flauta. Parece ser emitido por uma entidade divina. Quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Todos calam para reverenciar o mestre, todos seduzidos pela beleza do seu trinado.
Diz a lenda que um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique.
Por se tratar de um amor proibido não poderia se aproximar dela. Sendo assim, pediu ao deus Tupã que o transformasse em um pássaro.
Tupã transformou o em um pássaro vermelho telha, com um lindo canto.
O cacique foi quem logo observou o canto maravilhoso daquele pássaro.Ficou tão fascinado que passou a perseguir o pássaro para aprisioná-lo e ter seu canto só para ele.
Na ânsia de capturar o pássaro, o cacique se perdeu na floresta.
Todas as noites o Uirapuru canta para a sua amada.Tem esperança que um dia ela descubra o seu canto e saiba que ele é o jovem guerreiro.

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sábado, 1 de maio de 2010

A Lenda da Gruta que Chora


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Diz a lenda que nesta gruta habitava um monstro que se transformava em homem todas as noites. Havia alí uma linda jovem que se apaixonou por este homem permitindo que ele entrasse em seu quarto todas as noites. Logo sua mãe percebeu que havia algo errado já que a jovem Iracema sentia sono durante o dia, conversou com seu esposo sobre tal desconfiança, o pai de Iracema resolveu então que iria investigar. Ao cair a noite este ficou espionando até que viu tal rapaz entrando no quarto de Iracema. Espantado, o seguiu e viu quando ele entrou na gruta e se transformou em um monstro horrível com cabeça de dragão e corpo de serpente. Sem saber o que fazer ele procurou Frei Bartolomeu que estava na região em homenagem ao centenário do Padre José de Anchieta. o frei e a comunidade vieram até o local e jogaram alí água benta expulsando tal monstro que se foi para nunca mais voltar. Iracema que apaixonada já não seria feliz sem seu amado e adentrou à gruta, segundo antigos moradores Iracema continua lá até hoje e chora a cada vêz que ouve vozes porque pensa que pode ser seu amado que volta para estar com ela. Pobre Iracema! Muitos visitantes vem em busca destas lágrimas que acreditam estarem misturadas à água benta deixada pelo Frei Bartolomeu. Dizem até que estas lágrimas são capazes de realizar sonhos românticos.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Lenda das Árvores Gêmeas




Nkatu e Nsanda são duas lendárias árvores gémeas, que partilham um mesmo caule, diferenciadas, porém, pela peculiaridade dos seus ramos e folhas. Localizadas na encosta do antigo morro de Porto Rico, junto ao palácio do governo provincial de Cabinda, a história das árvores gémeas vem de 1901, altura em que o saudoso ancião e sacerdote tradicional Tchi-Luemba Tchi-Tula Nkonko realizou naquele espaço um ritual implorando a Nzambi-Mpungo - Deus Supremo - a reposição das chuvas, que já não aconteciam há 4 anos em toda a zona Sul de Cabinda.
Sustenta a mesma história que foi a partir da realização desta cerimónia tradicional, em que esteve presente o antigo representante do governador de Angola em Cabinda, Henrique Quirino da Fonseca, que aquelas duas árvores se tornaram marcos de referência cultural, pelo impacto positivo que o ritual desencadeou na vida das populações locais, que logo depois do acto começaram a ter chuvas em abundância, livrando-se, assim, da prolongada estiagem e da penúria alimentar que se fazia então sentir.

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domingo, 21 de março de 2010

A Lenda do Corpo-Seco



Corpo-Seco, segundo a lenda é um homem que passou a vida batendo na mãe. Quando morreu, foi rejeitado por Deus e pelo Diabo, inclusive pela terra que enojada repeliu-o. Um dia, se levantou de sua tumba, completamente podre, e vive grudado em arvores que depois ficam secas.No interior de São Paulo, há uma variante desta lenda, conta-se que quando uma pessoa passa perto do corpo seco ele pula nela e suga todo seu sangue, se não passar nenhuma pessoa ele vai morrer, porque se alimenta do sangue humano (semelhante a um vampiro). Há ainda relatos do corpo seco no estado do Paraná, Amazonas, Minas Gerais, em alguns países africanos de língua portuguesa, relatados por soldados brasileiros veteranos da missão UNAVEM III e na região Centro-Oeste, principalmente.Até hoje, há o dito popular: "Quem bate na mãe fica com a mão seca".


quinta-feira, 18 de março de 2010

Lenda da Carruagem de Ana Jansen

No século 19 viveu em São Luís a Senhora Dona Ana Joaquina Jansen Pereira, comerciante que, tendo acumulado grande fortuna, exerceu forte influência na vida social, administrativa e política da cidade.Era voz corrente, então, que DonAna Jansen - como era comumente chamada - cometia as mais bárbaras atrocidades contra seus numerosas escravos, os quais, submetia a toda sorte de suplícios e torturas em sessões que, não raro, terminavam com a morte.Alguns anos após o falecimento de Donana, passou a ser contada na cidade a fantástica estória, segundo a qual, nas noites escuras das sextas-feiras, boêmios e noctívagos costumam deparar com uma assombrosa e apavorante carruagem, em desenfreada correria pelas ruas de São Luís, puxada por muitas parelhas de cavalos brancos sem cabeças, guiados por uma caveira de escravo, também decapitada, conduzindo o fantasma da falecida senhora, penando, sem perdão, pelos pecados e atrocidades, em vida, cometidos.Quem tiver a infelicidade e a desventura de encontrar a diligência de DonAna Jansen e deixar de fazer uma oração pela salvação da alma da maligna senhora, ao deitar-se para dormir, receberá das mãos de seu fantasma uma vela de cera. Esta, porém, quando o dia amanhecer, estará transformada em descarnado osso humano.

Lenda do Negro D'água



Diz a lenda que o Negro D'água ou Nego D'água habita diversos rios tais como o rio Tocantins e o rio São Francisco onde possui um monumento do escultor juazeirense Ledo Ivo Gomes de Oliveira, obra com mais de doze metros de altura e que foi construída dentro do leito do rio São Francisco , em sua homenagem, na cidade de Juazeiro ( Bahia). Manifestando-se com suas gargalhadas, preto, careca e mãos e pés de pato, o Negro D'água derruba a canoa dos pescadores, se eles se lhe recusarem dar um peixe. Em alguns locais do Brasil, ainda existem pescadores que, ao sair para pescar, levam uma garrafa de cachaça e a atiram para dentro do rio, para que não tenham sua embarcação virada. Esta é a História bastante comum entre pessoas ribeirinhas, principalmente na Região Centro- Oeste do Brasil, muito difundida entre os pescadores, dos quais muitos dizem já ter o visto. Segundo a Lenda do Negro D'Água, ele costuma aparecer para pescadores e outras pessoas que estão em algum rio. Não se há evidências de como surgiu esta Lenda, o que se sabe é que o Negro D'Água só habita os rios e raramente sai dele, sua função seria como amedrontar as pessoas que por ali passam, como partindo anzóis de pesca, furando redes dando sustos em pessoas a barco,etc. Suas características são muito peculiares, ele seria a fusão de homem negro alto e forte, com um anfíbio. Apresenta nadadeiras como de um anfíbio, corpo coberto de escamas mistas com pele.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lenda Sapucaia Oroca ou Sapucaia- Roca

Esta lenda conta a história de uma aldeia que vivia às margens do rio Madeira. Os índios contam que era uma tribo muito alegre, valorizavam muito as festas que davam em honra ao deus Tupã. Porém, suas celebrações eram impuras, eles exageravam, blasfemavam, aprontavam de tal forma que faziam os espíritos protetores da aldeia, os angaturamas, chorarem de tristeza. Também não gostavam de trabalhar, queriam viver a festejar. Por muitas vezes os pajés advertiam a tribo do castigo que poderiam sofrer caso não parassem de fazer coisas erradas. Mas os habitantes da tribo não o ouviam. Um dia depois de festejos, danças e orgias a terra tremeu e as águas do Rio Madeira ergueram-se invadindo a aldeia, fazendo assim desaparecer toda a tribo. Hoje no lugar onde seria a tribo, se vê altos barrancos. A lenda conta ainda, que os espíritos protetores comovidos pelo arrependimento da população deixaram a aldeia intacta debaixo das águas do rio e transformaram seus habitantes em seres encantados das águas .

Mapinguari



Os caboclos contam que dentro da floresta vive o Mapinguari, um gigante peludo com um olho na testa e a boca no umbigo. Para uns, ele é realmente coberto de pelos, porém usa uma armadura feita do casco da tartaruga, para outros, a sua pele é igual ao couro de jacaré. Há quem diga que seus pés tem o formato de uma mão de pilão. O Mapinguari emite um grito semelhante ao grito dado pelos caçadores. Se alguém responder, ele logo vai ao encontro do desavisado, que acaba perdendo a vida. A criatura é feroz e não teme nem caçador, porque é capaz de dilatar o aço quando sopra no cano da espingarda. Os ribeirinhos amazônicos contam muitas histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores. O Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores que conseguem sobreviver, muitas vezes ficam com terríveis marcas no corpo para o resto de suas vidas. Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Quando anda pela mata, vai gritando, quebrando galhos e derrubando árvores, deixando um rastro de destruição. Outros contam que ele só aparece nos dias santos ou feriados. Dizem que ele só foge quando vê um bicho-preguiça. O que ninguém explica é porque ele tem medo justamente do seu parente, já que é considerado um bicho-preguiça pré-histórico.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lenda Como Surgiu a Noite



No começo do mundo só havia o dia. A noite estava adormecida nas profundezas do rio com Boiúna, cobra grande que era senhora do rio. A filha de Boiúna, uma bela tinha se casado com um rapaz de um vilarejo nas margens do rio. Seu marido, um jovem muito bonito, não entendia porque ela não queria dormir com ele. A filha de Boiúna respondia sempre:
- É porque ainda não é noite.
- Mas não existe noite. Somente dia! - ele respondia.
Até que um dia a moça disse-lhe para buscar a n
oite na casa de sua mãe Boiúna. Então, o jovem esposo mandou seus três fiéis amigos ir pegar a noite nas profundezas do rio. Boiúna entregou-lhes a noite dentro de um caroço de tucumã, como se fosse um presente para sua filha.
Os três amigos estavam carregando a tucumã quando começaram a ouvir barulho de sapinhos e grilos que cantam à noite. Curiosos, resolveram abrir a tucumã para ver que barulho era aquele. Ao abri-la, a noite soltou-se
e tomou conta de tudo. De repente, escureceu.
A moça, em sua casa, percebeu o que os três amigos fizeram. Então, decidiu separar a noite do dia, para que esses não se misturassem. Pegou dois fios. Enrolou o primeiro, pintou-o de branco e disse:
- Tu serás cujubin, e cantarás sempre que a manhã vier raiando.
Dizendo isso, soltou o fio, que se transformou e
m pássaro e saiu voando. Depois, pegou o outro foi, enrolou-o, jogou as cinzas da fogueira nele e disse:
- Tu serás coruja, e cantarás sempre que a noite chegar.
Dizendo isso, soltou-o, e o pássaro saiu voando.Então, todos os pássaros cantaram a seu tempo e o dia passou a ter dois períodos: manhã e noite.

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terça-feira, 9 de março de 2010

A Lenda da Vitória Régia


A lenda da vitória-régia é uma lenda brasileira de origem indígena tupi-guarani.
Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferên
cia e as transformava em estrelas no firmamento.
Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que se
ria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, andava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar à beira de u
m lago, viu em sua superfície a imagem do deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem india, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas. 







segunda-feira, 8 de março de 2010

Iara


Rainhas das águas, de beleza fascinante. Enfeitiça os homens entoando canções mágicas, ao ouvirem, são atraídos para a morte nas profundezas do rio, lago ou mar, pois ao olharem para ela ficam cegos pelo esplendor de sua beleza e caindo nas águas, afogam-se. Segundo alguns, ela é uma índia de rara beleza, metade mulher, metade peixe e nesse aspecto, confunde-se com a sereia européia. Os caboclos dizem que a Iara deita-se sobre bancos de areia nos rios e fica brincando com os peixinhos que passam em cardume, ou com um pente de ouro, penteia seus longos cabelos, mirando-se no espelho das águas.Onde houver um rio ou lago, haverá histórias dos encantamentos da Iara, que gosta de namorar os homens valentes.


quinta-feira, 4 de março de 2010

A Lenda do Guaraná



O guaraná é um fruto da Amazonia usado para fazer uma soda ou refrigerante de sabor doce e agradável. É uma bebida bastante popular na Amazônia. A origem deste fruto é explicada na seguinte lenda.

Um casal de índios pertencente a tribo Maués, vivia junto por muitos anos sem ter filhos mas desejava muito ser pais. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela felicidade. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo menino. O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso e bom. No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar aquela vida em flor. Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente. A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos. Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.


A Lenda do Frade e a Freira


O frade e a freira, são formações rochosas de granito localizadas em Itapemirim, cujos municípios limítrofes são: Cachoeiro de Itapemirim, Rio Novo do Sul e Vargem Alta. O seu formato, que lembra a imagem de um frade e uma freira, surgiram lendas à respeito da origem dessa formação. Diz a lenda que um frade e uma freira se apaixonaram e como suas vidas deveriam ser dedicadas a servir à Deus não puderam se render a esse amor. Como forma de permanecerem unidos os dois foram transformados em montanha, de tão grande era o amor, e ficam admirando um ao outro eternamente com o amor que tinha um pelo outro.

A Lenda da Cobra Grande


Há muito tempo, existiu em uma das tribo do Amazonas, uma mulher muito perversa que inclusive, devorava crianças. Para por fim a tantas dores causadas por ela, a tribo decidiu atirá-la no rio, pensando que ela morreria afogada e nunca mais viesse a perseguir ninguém. Porém, Anhangá, o gênio do mal, decidiu não deixá-la morrer e casou-se com ela, dando-lhe um filho. O pai transformou o menino em uma cobra, para que ele pudesse viver dentro do rio. Porém, logo a cobra começou a crescer e crescer... O rio tornou-se pequeno para abrigá-la e os peixes iam desaparecendo devorados por ela. Durante a noite seus olhos iluminavam como dois faróis e vagavam fosforescentes por sobre os rios e as praias, espreitando a caça e os homens, para devorá-los. As tribos aterrorizadas, deram-lhe o nome de Cobra Grande. Um dia a mãe da Cobra Grande morreu. Sua dor manifestou-se por um ódio tão mortal que de seus olhos brotavam flechas de fogo atiradas contra o céu e dentro da escuridão, transformavam-se em coriscos. Depois deste dia, ela se recolheu e dizem que vive adormecida debaixo das grandes cidades. Contam também que ela só acorda para anunciar o verão no céu em forma de Serpentário, ou durante as grandes tempestades para assustar, com a luz dos relâmpagos, as tribos apavoradas.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Lenda da Lua



Esta lenda conta sobre a origem da lua. O índio Manduka namorava sua irmã. Todas as noites ele ia deitar com ela, mas não mostrava o rosto e nem falava, para não ser identificado. A irmã, tentando descobrir quem era, passou tinta de jenipapo (fruta - Genipa americana) no rosto de Manduka. Ele lavou o rosto, porém a marca da tinta não saiu. Então ela descobriu quem era. Ficou envergonhada, muito brava e chorou muito. Manduka também ficou envergonhado, pois todos souberam o que ele havia feito. Então Manduka subiu numa árvore que ia até o céu. Depois, ele desceu e foi dizer aos Jurunas (outros índios) que ia voltar para a árvore e que não desceria nunca mais. Levou uma cutia (mamífero roedor - Dasyprocta azarae) para não sentir-se muito só. Aí virou lua. É por isso que a lua tem manchas escuras, por causa do jenipapo que a irmã passou em Manduka. No meio da lua costuma aparecer uma cutia comendo coco. É a outra mancha que a lua tem.

sábado, 28 de novembro de 2009

Iemanjá

Iemanjá é considerada a mãe da humanidade, grande provedora que proporciona o sustento a todos os seus filhos. Na África, dizem que Iemanjá é filha de Olokun, a riquíssima deusa do oceano, dona de todas as riquezas do mar. Iemanjá foi esposa de Orunmilá. Senhor dos oráculos, e de Olofin, o poderoso rei de Ifé, com quem teve dez filhos.Cansada de sua permanência em Ifé e da convivência com o marido, Iemanjá fugiu do palácio em direção ao entardecer, a oeste, para as terras de Abeokutá. Sua mãe Olokun lhe havia presenteado, certa vez, com uma garrafa mágica, e disse que em caso de perigo era só quebra – la e o mar viria para socorrer Iemanjá.Inconformado por perder sua esposa, Olofin ordenou ao exército de Ifé que fosse atrás dela. Os soldados a alcançaram, mas ela se recusou a voltar para Ifé e, ao ver – se sem saída, jogou a garrafa contra o chão, quebrando -a. Formou – se um fio que, correndo em direção ao oceano levou Iemanjá para morada de sua mãe Olokun. Iemanjá também foi casada com Oxalá, a união claramente representada pela fusão do céu e do mar no horizonte. É considerada a mãe de todos os Orixás, é a manifestação da procriação, da restauração da emoções e símbolo da fecundidade. Seu nome deriva da expressão YEYÉ-OMO-EJÁ, significa A mãe dos Filhos Peixes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Lenda do Sol

Para os índios o sol era gente e se chamava KUANDÚ.
Kuandú tinha três filhos: um é o sol que aparece na seca; o outro, mais novo, sai na chuva e o filho do meio ajuda os outros dois quando estão cansados.
Há muito tempo um índio Juruna teria comido o pai de KUANDÚ. Por isso este queria se vingar. Uma vez Kuandú estava bravo e foi para o mato pegar coco. Lá encontrou Juruna em uma palmeira inajá. Kuandú disse que ele ia morrer, mas Juruna foi mais rápido acertando Kuandú com um cacho na cabeça. Aí tudo escureceu. As crianças começaram a morrer de fome porque Juruna não podia trabalhar na roça e nem pescar. Estava tudo escuro. A mulher de Kuandú mandou o filho sair de casa e ficou claro de novo. Mas só um pouco porque era muito quente para ele. O filho não aguentou e voltou para casa. Escureceu de novo. E assim ficaram os 3 filhos de Kuandú. Entrando e saindo de casa. Portanto, quando é seca e sol forte é o filho mais velho que está fora de casa. Quando é sol mais fraco é o filho mais novo. O filho do meio só aparece quando os irmãos ficam cansados.